perspectivas

Terça-feira, 23 Outubro 2007

As virgens dos zulus

Na África do Sul, o movimento das “virgens zulus” manifesta-se nas ruas das cidades contra uma lei do governo que legaliza o aborto para jovens a partir dos 12 anos, e sem o consentimento dos pais; os progenitores não são tidos nem achados em todo o processo de aborto em meninas de 12 anos.

A Cultura zulu, cujos fins vão para além da Razão (como em todas as Culturas), defende que as raparigas devem ser virgens até ao casamento, que pode ocorrer em qualquer idade depois da puberdade. Segundo a Cultura zulu, uma rapariga de menor idade e desde que atinja a puberdade, pode casar com o consentimento dos pais, mas as mulheres zulus defendem (culturalmente) a virgindade até ao casamento.
É certo que na África do Sul, a incidência de jovens raparigas solteiras grávidas é grande – não nas comunidades rurais de Cultura zulu, mas sobretudo nos grandes espaços urbanos, onde a Cultura ancestral zulu se perde e os valores culturais zulus desaparecem.
O que o governo sul-africano está a tentar fazer, é impor uma “cultura” fabricada pelo racionalismo dogmático, escorada num empirismo científico, tentando preencher por via da Lei um vácuo cultural gerado na heterogeneidade e na perda de referências culturais e morais das grandes metrópoles, tentando criar um novo combustível moral por via da lei, em vez de ser a lei fruto do combustível moral e ético decorrente da Cultura zulu.
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