perspectivas

Sexta-feira, 19 Fevereiro 2010

O polvo com cérebro em José Sócrates, e os fortes indícios de crime de atentado contra o Estado de Direito

José António Saraiva escreve na edição do SOL de hoje:

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« (…) criou-se na comunicação social um ambiente de medo, decorrente de três factores: ameaças às empresas de mídia de cortes no financiamento bancário, distribuição desigual de publicidade por parte do Estado e pressão política sobre os accionistas.

Em ambiente de crise económica e financeira, estes três factores fabricaram um cocktail explosivo.

  1. Bancos próximos do governo ameaçaram dificultar o acesso ao crédito a empresas proprietárias de órgãos de comunicação que se mostrassem rebeldes em relação ao Poder;
  2. Divulgou-se a ideia de que o governo (e empresas públicas dele dependentes) discriminaria negativamente, em termos de publicidade, os órgãos de comunicação que o criticassem;
  3. Houve chantagens sobre accionistas de meios de comunicação social, ameaçando-os com dificuldades na sua vida empresarial (mesmo fora da área dos mídia) caso os meios dos quais eram sócios se “portassem mal”. »

Os “Bancos próximos do governo” são aqueles que se encontram nessa categoria ou por serem geridos por pessoas da confiança política de José Sócrates (como é o caso de Armando Vara no BCP), ou por pertencerem ao Estado (como é o caso do maior Banco português, a CGD), ou por terem interesses nas grandes obras públicas anunciadas por José Sócrates (como é o caso do BES). O polvo socratino serviu-se da manipulação da própria Banca privada para cometer um crime de atentado ao Estado de Direito quando pretendeu limitar a liberdade de imprensa em Portugal.

Sábado, 13 Fevereiro 2010

Face aos factos publicados no semanário “SOL”, o presidente da república, Prof. Cavaco Silva, deve demitir o primeiro-ministro, José Sócrates

Dos factos relatados nas duas últimas edições do semanário “SOL” acerca de escutas telefónicas realizadas no processo Face Oculta que ― segundo as interpretações do juiz de instrução e do procurador do Ministério Público do processo, ambos de Aveiro ― constituem fortes indícios de crime de atentado ao Estado de Direito envolvendo o nome do primeiro ministro de Portugal, José Sócrates, há que retirar imediatamente as seguintes ilações:

  1. O primeiro-ministro de Portugal não tem condições políticas objectivas para continuar no cargo; ou se demite, ou deve ser demitido pelo presidente da república.
  2. A cúpula da justiça portuguesa revelou-se em todo este processo ― no mínimo ― incompetente; porém, atendendo à interpretação racional dos factos e à forma como essa cúpula se comportou em todo o processo, o senso-comum aponta para a existência de fortes indícios de obstaculização da própria justiça que essa cúpula deveria coordenar e proteger. Essa obstaculização da justiça por parte de agentes de cúpula da própria justiça, só pode ter tido motivações políticas, o que significa que ou a justiça “arruma a sua casa” autónoma e rapidamente, ou deverá ser a política (em consenso alargado) a intervir na justiça de forma a repor a sua imparcialidade.


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