perspectivas

Quinta-feira, 8 Dezembro 2016

As mentiras do João César das Neves

 

À medida em que envelhece, o João César das Neves vai perdendo qualidade — exactamente o contrário do que seria natural: com a idade, a qualidade apura-se. Podemos ver a decadência ideológica do João César das Neves neste artigo.

O João César das Neves chama aos fenómenos “Donald Trump” e ao “Brexit”, de fenómenos do “tempo da pós-verdade” e “populismo”.

“Populismo” é o termo usado pelos democratas quando a democracia os assusta; e a democracia parece assustar o João César das Neves.

Por isso ele tem necessidade de dizer que Donald Trump e Nigel Farage são produto da “Era da pós-verdade”, ou seja, da Era da Mentira — como se fosse possível, em qualquer tempo, mas muito menos na modernidade, uma adequação da política à verdade (ler Hannah Arendt, sff); e como se fosse possível falar de “verdade” quando falamos de Angela Merkel ou de Hillary Clinton, comadres aconchegadas de George Soros.

O mais perverso (e idiota) no texto do João César das Neves é a utilização da mentira para criticar a pseudo-mentira de Donald Trump ou Nigel Farage: o João César das Neves nega factos objectivos, acusando quem verifica esses factos de “mentirosos”.

Verificamos no João César das Neves um vislumbre da mente revolucionária: a inversão dos factos (a inversão do sujeito-objecto); e isto por uma razão: o João César das Neves está vendido a um determinado sistema político globalista plutocrata, que submete a política à finança.

E depois o João César das Neves diz dele próprio que é um “democrata contra os populismos”! — como se fosse possível a existência de um Estado de Direito e da democracia sem a subordinação da finança à política, e sem a soberania dos Estados-Nação!

¿Vêem a contradição do João César das Neves? Por um lado, é um “democrata contra os populismos”; mas, por outro lado, ele é a favor da negação dos Estados-Nação e da soberania dos Estados (globalismo plutocrata).

Essa contradição é produto da sua (dele) “pós-verdade” que ele acusa nos outros. Repare, caro leitor: não é possível democracia sem o Estado-Nação! E o verme (que ele acusa os outros de serem) é ele próprio, quando ele se rebela contra os alegados “populistas” que defendem o Estado-Nação, ao mesmo tempo que ele se diz “democrata”.

Sábado, 9 Julho 2016

A sinificação e a revolução sexual andam de mãos dadas

 

“Dentro de 20 anos, em 2035, 24,1% da força de trabalho em Portugal será considerada “velha”, alerta um novo estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado sexta-feira, dia 8 de Julho. O valor representa uma subida explosiva. Actualmente, essa proporção ronda já os 14,9%. Em Espanha, Itália e Grécia irá mais do que duplicar.”

FMI. Dentro de 20 anos, 24% dos trabalhadores serão velhos


Se, segundo o FMI, o envelhecimento da população de um país tem como consequência uma diminuição da produtividade (a tese da “regressão económica”), então ¿por que razão os mais ricos do mundo promovem activamente o envelhecimento das populações das nações?

“Population control groups are taking advantage of a leadership transition period in Tanzania, and are intensifying their activities in the country. Their mission is a frightening one: reducing the number of poor people in order to reduce poverty. This outrageous and backwards strategy is awkwardly promoted under the false name of women’s empowerment and choice, the preferred choices being abortion, contraception, and sterilization”.

Eliminating the poor is not a solution to poverty


Conforme constatou a alemã Gabriele Kuby, o ataque à demografia é promovido pelos mais ricos do mundo (Bill Gates, Rothschild, Rockefeller, George Soros, etc.) que controlam a ONU e os me®dia.

“These attacks on the foundations of a healthy, viable society create masses of uprooted people who are easily manipulated. It is not only the strategy of the UN and EU, but of a network of UN-agencies like WHO and UNICEF, global NGOs like IPPF and ILGA, global corporations like Apple, Microsoft, Google, Facebook, billionaire foundations like Rockefeller and Gates, supported by the mainstream media”.

How a rolling sexual revolution is crushing freedom

sinificaçãoSendo verdadeira a tese da “regressão económica”, do FMI, ¿por que razão as elites mundiais tudo fazem para promover essa regressão económica? Dá-nos a sensação de que os mais ricos do mundo tudo fazem para promover uma regressão económica a nível global — o que pareceria ser uma contradição.

A verdade aponta para um facto: as elites mundiais defendem uma regressão económica global que sacrifique a demografia. Partem de dois princípios fundamentais:

  1. a factura a pagar pela regressão económica, devido à crise demográfica, será sempre paga pelas populações locais, e os interesses futuros da elites globalistas serão sempre salvaguardados;
  2. a regressão económica colocará em crise a democracia representativa, e as elites estabelecerão acordos políticos com as ditaduras locais ou regionais, maioritariamente marxistas.

Analisemos este segundo ponto: ¿por que razão “as elites estabelecerão acordos políticos com as ditaduras locais ou regionais, maioritariamente marxistas”? Porque os totalitarismos são a forma mais eficaz de garantir lucro fácil, e os globalistas contam com o apoio das classes políticas locais que, em nome de um ideal igualitarista para consumo interno, promovam uma qualquer ditadura nacional ou regional.

Vejam o exemplo da China: ergue-se lá uma nova classe de super-ricos chineses que coabitam com um regime totalitário: chama-se a isso “sinificação”. Ao mesmo tempo que a restrição da expansão demográfica segue o seu curso, a democracia é negada por uma classe política dominante e controladora, ao mesmo tempo que se forma uma elite super-rica.


A sinificação é a forma que o fascismo tomou no século XXI. A sinificação é a aliança entre a Esquerda (marxista) global e internacionalista, e os mais ricos do mundo.

Segunda-feira, 27 Junho 2016

A sinificação de regiões do globo não é apenas um fenómeno de Esquerda

Filed under: Política — O. Braga @ 11:37 am
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“O governo global que se forma ante os nossos olhos não é americano: é uma aliança das velhas potências europeias com a revolução islâmica e o movimento esquerdista mundial. Suas centrais de comando são os organismos internacionais, e a única força de resistência que se opõe à mais ambiciosa fórmula imperialista que já se viu no mundo é o nacionalismo americano”.

Olavo de Carvalho

¿Onde é que Olavo de Carvalho tem razão?

Por exemplo, Olavo de Carvalho tem razão quando diz que o nacionalismo americano é forte; mas o nacionalismo americano é uma característica do povo americano, e não propriamente das elites americanas.

É difícil acreditar que uma grande parte — senão mesmo a maioria — dos homens mais ricos do mundo (que são americanos) sejam “esquerdistas”. ¿Bill Gates é esquerdista? ¿George Soros é esquerdista? Essa elite plutocrata não faz parte do povo americano. Ou seja, tal como acontece na Europa, há que distinguir entre “povo americano”, por um lado, e a elite (a ruling class) americana.

O que o Olavo de Carvalho faz é branquear o papel das elites americanas no processo daquilo a que ele chama de “neoglobalismo”. Para o Olavo de Carvalho, não existe qualquer distinção entre o povo americano, por um lado, e as elites americanas, por outro lado — mas ele já faz essa distinção quando se trata da Europa.

O processo de sinificação das regiões do globo — defendido pelas elites mundiais reunidas no grupo de Bilderberg — existe pelo menos desde Henry Kissinger, nos anos de 1970, quando ele elogiou publicamente o regime comunista chinês. A este nível, é absurdo falar de Esquerda e de Direita: por razões diferentes, os plutocratas e a Esquerda concordam com a sinificação de partes consideráveis do globo.

Quarta-feira, 6 Abril 2016

A aliança entre Francisco Louçã e Catarina Martins, e George Soros e Bill Gates

 

Para o sistema dominante, o homem é concebido como uma matéria-prima (dito "recurso humano"). Ele deve, antes de tudo, ser permutável para as necessidades da oligarquia mercantil. Deve portanto ter quatro características negativas:

– Não ter raízes (nem raça, nem nação, nem religião);

– Não ter um ideal: deve ser um consumidor e um produtor materialista e relativista, disposto a engolir todos os produtos lançados no mercado (incluindo os produtos bancários permitindo endividá-lo e, portanto, submetê-lo melhor);

– Não ter religião para além da do seu próprio ego, para ser mais facilmente isolado e, portanto, manipulável;

– Não ter personalidade a fim de se fundir na massa (deve por isso ser educado de forma puramente técnica e utilitária, sem cultura que lhe permita situar-se como homem livre do sistema dominante).

Jean-Yves Le Gallou in «Les convergences paradoxales de l’extrême gauche et de la superclasse mondiale».

Quarta-feira, 7 Janeiro 2015

As características do novo ""ismo"", ou o Novo Olimpo

O que está a acontecer hoje no mundo é algo de novo; quero dizer, tem pouco já a ver com comunismo ou com fascismo, ou com qualquer outro “ismo” do passado, mas trata-se de um novo “ismo” que a esmagadora maioria das pessoas ainda não compreendeu — nem mesmo a maioria das classes políticas de muitos países compreendeu totalmente. Isto não significa que eu tenha compreendido: o que significa apenas é que eu tenho uma teoria.

¿Quais são as características principais do novo “ismo”?

novo-olimpo-policia1/ é global; o novo “ismo” pretende ser aplicado a nível global. 1

2/ é uma ideologia da não-ideologia, no sentido em que é uma ideologia pragmaticista (por exemplo, “o sucesso determina a verdade”, sendo que a verdade está determinada a partida e, por isso, baseia-se em um pensamento circular).

3/ pretende transformar a democracia em um sistema pro-forma2 .

4/ pretende subjugar qualquer poder político ao poder financeiro alojado nos paraísos fiscais que passam a ser uma espécie de “no man’s land” em termos políticos.

5/ pretende criar uma elite em cada país — seja de Esquerda ou de Direita, é indiferente — que institua paulatinamente e represente intramuros o novo “ismo”.

6/ cada país será obrigado a ser aglutinado em blocos regionais; estes blocos regionais são o prelúdio do governo global coordenado através do “no man’s land”. 3 .

7/ o novo “ismo” passa pela sinificação, mais ou menos literal, dos países inseridos em blocos políticos e económicos 4 .

8/ o novo “ismo” passa pela uniformização totalitária do pensamento mediante a defesa do conceito de “diversidade”. Ou seja, alegadamente, “para que haja diversidade, toda a gente tem que pensar da mesma maneira em relação à  diversidade”, dando lugar a um pensamento único e indiferenciado em relação à realidade social, política e ontológica.

9/ para que toda a gente possa ser obrigada a pensar da mesma maneira, terá que existir um sincretismo entre os pensamentos libertários de Esquerda e de Direita (que é o chamado “politicamente correcto”). O libertarismo — como aconteceu, aliás, com o anarquismo no passado recente —  é assim colocado ao serviço da construção de um novo totalitarismo à  escala global comandado a partir do “no man’s land” ou Novo Olimpo.

10/ os graus mais altos da maçonaria conhecem bem os contornos ideológicos do Novo Olimpo.


Notas
1. A ideia segundo a qual  “existem vários tipos de globalismo”, é ilusória: o que acontece hoje com a Rússia é um caso de resistência ao globalismo, e a Rússia está a pagar o preço pela sua prevaricação — o que já não acontece com a China, que é aliás, e segundo Henry Kissinger, é o modelo a seguir pelo novo “ismo”.

A ideia segundo a qual “o Islão é outro tipo de globalismo” também é ilusória, porque o Islão, entendido como ideologia política que é, é claramente anti-científico. Isto não significa que o novo “ismo” seja a favor da ciência ao serviço do ser humano, mas antes que é a favor do ser humano ao serviço da ciência.

2. (e aqui junta-se a Esquerda e a Direita, ou seja, “junta-se a fome com a vontade de comer”. Não pretende abolir a democracia: apenas pretende fazer de conta que a democracia existe e com a ajuda da manipulação dos me®dia).

3. (por isso é absolutamente necessário destruir as nações e os Estados. Haverá resistência por parte dos Estados maiores, como por exemplo a Alemanha, os Estados Unidos, a China, ou o Brasil; mas nestes casos institui-se o caudilhismo regional);
4. (os países grandes, como o Brasil ou a Índia, serão sinificados per se, sem necessidade de se recorrer a um bloco; ou então serão os caudilhos de um determinado bloco. A democracia pro-forma faz parte do processo de sinificação).

Segunda-feira, 27 Outubro 2014

Eu vou ter que dizer alguma coisa acerca das eleições no Brasil…

Filed under: Política — O. Braga @ 8:28 am
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Não se pode desligar o que se passa no Brasil do que se passa no processo de controlo globalista. Dilma Roussef é apenas a ponta do aicebergue.

O Globalismo actua sempre de forma dialéctica: qualquer dos candidatos, Dilma ou Aécio, a serem eleitos, serviam os interesses dos globalistas, embora de maneira diferente — e não servem propriamente os interesses do Brasil. Ganhou Dilma e os mentores do globalismo estão satisfeitos, como ficariam satisfeitos se Aécio tivesse sido eleito.

Os globalistas actuam dialecticamente, em todo lado, da seguinte maneira: ou a sinificação (Dilma) ou a desnacionalização (Aécio). Os dois processos são sancionados pela plutocracia globalista.

Tanto num caso como no outro, a plutocracia globalista fica sempre a ganhar. Hoje, não existe nacionalismo político no Brasil; pode existir nacionalismo na cultura antropológica brasileira, mas a ruling class ou tende a um processo político de sinificação (Dilma) ou a um processo político de desnacionalização (a chamada “direita liberal”). Só o futuro poderá dizer qual dos dois processos políticos, minimamente controlados pelos globalistas, irá ter sucesso definitivo no Brasil.

O processo de sinificação, encarnado por Lula / Dilma, é o mais perigoso para o Brasil, porque tende a enquistar-se a si próprio e ao país. Apesar dos seus inconvenientes, a desnacionalização liberal teria a vantagem de tirar rapidamente o Brasil do seu actual estatuto global de “anão comercial”.

Através de argumentos ad Terrorem contra Aécio, Dilma nada mais fez do que continuar o processo de enquistamento do Brasil na cena internacional: esse enquistamento pode ser o prelúdio de um provável desenvolvimento da sinificação do Brasil.

“Sinificação” não significa que o Brasil se transforme em uma cópia fiel da China. Isso seria impossível.

O que é comum a todos os países, no processo de sinificação, é o desenvolvimento de uma qualquer forma absolutista de Poder “em nome do povo”, que em uma fase inicial pode utilizar as eleições para legitimar o enraizamento cultural da necessidade de um Poder político cada vez mais discricionário. O Brasil tem vindo a resistir a esse processo de sinificação, como prova o facto de Aécio ter tido uma votação próxima de Dilma.

Este processo político — de sinificação progressiva do Brasil — só poderá ser contrariado mediante um qualquer fenómeno político extraordinário que hoje não podemos prever. Hoje encontrei um texto no FaceBook que resume a realidade do processo de sinificação no Brasil:

“Ganhou a Dilma de novo.

O pobre não entrava na faculdade. O que o PT fez? Investiu na Educação? Não, tornou a prova mais fácil.

Mesmo assim, os negros continuaram a não conseguir entrar na faculdade. O que o PT fez? Melhorou a qualidade do ensino médio? Não, destinou 30% das vagas nas universidades públicas aos negros que entram sem fazer as provas.

O analfabetismo era grande. O que o PT fez? Incentivou a leitura? Não, passou a considerar como alfabetizado quem sabe escrever o próprio nome.

A pobreza era grande. O que o PT fez? Investiu em empregos e incentivos à produção e ao empreendedorismo? Não. Baixou a linha da pobreza e passou a considerar classe média quem ganha R$300,00.

O desemprego era grande. O que o PT fez? Deu emprego? Não. Passou a considerar como empregado quem recebe o “bolsa família” ou não procura emprego.

A saúde estava muito ruim. O que o PT fez? Investiu em hospitais e em infraestrutura de saúde, criou mais cursos na área de medicina? Não. Importou um monte de cubanos que sequer fizeram a prova para comprovar sua eficiência e que aparentemente nem médicos são. (Um já foi identificado como capitão do exército cubano)

Alguém ainda duvida que esse governo é uma tremenda mentira?”

Segunda-feira, 6 Outubro 2014

O desavergonhamento do capitalista Belmiro de Azevedo e do jornal Público

 

Eu não tenho a certeza se Belmiro de Azevedo é desavergonhado ou estúpido; mas só pode ser uma das duas coisas, porque um estúpido não tem noção de vergonha e um desavergonhado faz da estupidez dos outros o seu instrumento de acção.

O pasquim Público (que é propriedade de Belmiro de Azevedo) apresenta um tal Roberto Mangabeira Unger como “um dos maiores pensadores da actualidade” e o “profeta da nova esquerda”:

“Quem é então Roberto Mangabeira Unger? Filósofo, teórico social, político e, sim, revolucionário, porque acredita que a mudança radical é possível e desejável — o homem tem direito a uma vida maior e o Estado tem obrigação de lhe dar as ferramentas para a alcançar. O mundo é uma construção, fruto da imaginação, e há que usá-la para mudar o que tiver de ser mudado”.

Não está em causa aqui um artigo escrito acerca de algum personagem brasileiro que se pretende afirmar em um contexto de pluralismo ideológico. O que está em causa é que o pasquim do capitalista Belmiro de Azevedo nunca publicaria — e já que estamos a falar de um brasileiro —, como nunca publicou, um qualquer artigo acerca do brasileiro Olavo de Carvalho, por exemplo. O pasquim do capitalista Belmiro de Azevedo só vê para um lado, e esse lado é o sinistro.

Por outro lado, a fundação do capitalista Soares do Santos (o patrão dos supermercados Pingo Doce) convidou (e pagou) o tal Roberto Mangabeira Unger para que viesse a Portugal:

Veio a Lisboa a convite da Fundação Francisco Manuel dos Santos para o 3.º Encontro Presente no Futuro — “À Procura da Liberdade”, onde ontem foi orador. Antes disso, sentou-se na cafetaria da biblioteca da Gulbenkian, pousada sobre o jardim, para uma conversa com Rui Tavares sobre o que Portugal pode fazer para seguir um caminho distinto”.

Qualquer cidadão que não tenha uma noção do que se passa, entraria em dissonância cognitiva: ¿então dois capitalistas apoiam um radical e revolucionário esquerdista?! E o que se passa é que o desavergonhamento dos capitalistas Belmiro de Azevedo e Soares dos Santos passa pela promoção de um processo político de médio / longo prazo de sinificação de Portugal.

Sexta-feira, 28 Março 2014

A sinificação de Portugal

 

«Substituir cortes “temporários” por cortes permanentes é um gigantesco passo na transformação da pobreza conjuntural (que é aquela que os defensores do governo apresentam como um efeito colateral do “ajustamento”) por uma pobreza estrutural (o corolário da tese do “vivemos acima das nossas posses”, logo temos que regressar ao lugar virtuoso da nossa pobreza original).

O tempo é o grande construtor dessa pobreza estrutural, cada dia que passa, é um novo plano de austeridade. Transformar os cortes em permanentes remete para uma ideia sobre os portugueses, a sociedade e o estado, que vai muito para além de um “estado de emergência” gerado pela bancarrota de há dois anos.

Para além disso, permanente, ou seja para sempre, mostra a vontade de “empacotar” num armário recôndito, num gueto, ou num caixão, com o menor custo e o mais depressa possível, a geração presente que “não presta”, não é competitiva e esperar pelo desabrochar de uma nova geração empreendedora, inovadora, não-piegas, que despreza os direitos (dos outros), e que está à espera desta “justiça geracional”, com uma pequena ajuda dos que mandam.»

José Pacheco Pereira

liderança e igualdade web

Nota
1. Sinificação é a transformação social e económica de uma sociedade, de uma nação ou de um grupo de nações segundo o modelo burocrático e fascista chinês, em que coexiste o capitalismo privado de monopólio, por um lado, e por outro lado a coordenação da economia por parte de políticos e burocratas.

Domingo, 23 Março 2014

A família Pedro e o novo fascismo suave britânico

 

O Reino Unido, do “conservador” David Cameron, é o exemplo do sincretismo entre a Escola Económica de Chicago, na economia, por um lado, e, por outro lado, o politicamente correcto (ou marxismo cultural) na cultura antropológica imposta a partir do Direito Positivo (engenharias sociais). Aliás, o Reino Unido é o paradigma do Partido Social Democrata de Passos Coelho: o Estado deve ser mínimo na economia e na área de apoio social, mas deve ser máximo no controlo e policiamento dos cidadãos, tanto na sua vida privada como pública.

gay-police-sml-webEste sincretismo é uma nova forma (mais suave, por enquanto) de fascismo, porque pretende conciliar o igualitarismo de esquerda na cultura antropológica (o politicamente correcto), com a imposição de uma desigualdade exacerbada na economia — não nos podemos esquecer que o fascismo de Mussolini foi também um sincretismo entre o socialismo/igualitarismo italiano não-marxista, por um lado, e, por outro lado, uma espécie de corporativismo nacionalista que servia quase exclusivamente os interesses dos grandes latifundiários italianos e de uma elite proprietária da grande indústria.

A Inglaterra actual pode ser reduzida ou sintetizada da seguinte maneira: a preponderância absoluta dos interesses económicos e financeiros da City de Londres, na economia, por um lado, e, por outro lado, pela imposição, na cultura antropológica e por via do Direito Positivo, de uma ética e de uma moral arbitrárias e discricionárias que segue o igualitarismo politicamente correcto e de esquerda, e que depende absolutamente da vontade exclusivista e discricionária de uma certa elite judiciária — os juízes e a polícia, apoiados pelo compromisso parlamentar (o tal “sincretismo”) entre a esquerda fabiana de Edward Milliband e a “direita conservadora” de David Cameron.

familia pedro web

É neste contexto que surge o caso da família Pedro, uma família portuguesa de Almeirim cujos cinco filhos foram retirados à mãe e ao pai, de uma forma absolutamente irracional e arbitrária, e foram entregues pelo Estado para adopção e/ou a cuidados de outras famílias de acolhimento, que, em maioria, são “famílias gay”. A Inglaterra é o único país do mundo onde uma família cristã não pode adoptar uma criança, por ser cristã e assumir-se como cristã, mas um qualquer par de gays já pode adoptar.

¿E o que fazem as autoridades portuguesas, no caso da família Pedro? Até agora, nada. E não fazem nada porque o governo de Passos Coelho e a Esquerda, em geral, chegaram também a um compromisso sincrético “neofascista” à moda inglesa: à laia de analogia, e não de comparação: o caso de Liliana Melo revela que o novo fascismo suave inglês foi também adoptado pelo regime da “direita” de Passos Coelho.

O drama da família Pedro pode ser seguido aqui.

Quinta-feira, 7 Novembro 2013

O absurdo tomou conta da nossa cultura

 

«SYDNEY, November 6, 2013 (LifeSiteNews.com)Women should be forced to abort their children for the next 30 years as a part of global population control, homosexual activist Dan Savage told Australian television on Monday.»

bebeNos tempos que correm, torna-se muito penoso abordar qualquer tema relacionado com a ética ou com a moral, porque o absurdo e o auto-contraditório tomou conta da cultura.

Por exemplo a partir do momento em que membros do activismo guei assumem importância desmedida na cultura e nas decisões acerca do nosso futuro como sociedade, entramos no absurdo. Neste caso, um conhecido activista político gayzista defende a ideia segundo a qual, num horizonte temporal de trinta anos, as mulheres deverão ser obrigadas a abortar.

Ora, um indivíduo que, por sua própria opção, se abstém de procriar, e que por natureza não pode ter filhos pelo cu, não tem o direito de tentar impor a sua visão da maternidade à sociedade. Mas a verdade é que, hoje, quem manda na nossa sociedade são os fanchonos organizados politicamente.

Sábado, 2 Novembro 2013

Tragédia humanitária: Portugal estará pior do que a Grécia em 2014

 

A população portuguesa abaixo do nível de pobreza era de 18% em 2006, e na Grécia era de 20% em 2009. Hoje, o nível de pobreza é (alegadamente) de 25% em Portugal e tende a aproximar-se do nível de pobreza grego em 2014. Entretanto, os banqueiros portugueses estão hoje no topo dos banqueiros mais bem pagos em toda a Europa, e com a conivência política de Passos Coelho.

(more…)

Sexta-feira, 1 Novembro 2013

Na União Europeia, os cagatórios têm que ser todos iguais

Filed under: Tirem-me deste filme — O. Braga @ 3:49 pm
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“O novo padrão de autoclismo na União Europeia será de cinco litros em sanitas e um litro para urinóis, de acordo com os projectos da UE hoje revelados na edição online do The Times. Segundo este jornal britânico, a pesquisa para elaborar estes novos critérios durou três anos e foi financiada pela Comissão Europeia. Segundo um porta-voz da UE, o projecto teve um custo de 89.300 euros e a ideia de estandardizar os autoclismos fazem parte de um plano para reduzir o impacto dos autoclismos no ambiente.”

UE quer padronizar os autoclismos na Europa

 

mao tse tung

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