perspectivas

Quarta-feira, 8 Fevereiro 2017

O José António Saraiva está a ficar senil

 

“A escrita é uma convenção.”José António Saraiva

A ideia (estruturalista/estruturalismo) segundo a qual a escrita é um conjunto de sinais (convenção) que podem ser mudados por decreto-lei e a bel-prazer pelas elites políticas, é uma barbaridade modernista.

A convenção opõe-se à Natureza.

Uma convenção é o resultado de um acordo explícito ou tácito; em epistemologia, uma convenção é uma regra imposta livremente (Poincaré). O problema destas definições é o de que não é racionalmente possível separar completamente uma língua escrita, por um lado, da sua etimologia, por outro lado: a convenção opõe-se à natureza, e a etimologia é a natureza da língua (escrita).

Além disso, toda a convenção pressupõe já a linguagem etimológica, e por isso mesmo pressupõe já a sociedade natural.

E convém não confundir “convenção”, por um lado, com “convencionalismo”, por outro lado.

Em filosofia política, o convencionalismo é a ideia absurda segundo a qual todas as instituições e práticas humanas são o resultado de convenções, sem qualquer contribuição da Natureza (“O homem é a medida de todas as coisas → Protágoras). É a partir da ideia de “convencionalismo” que o José António Saraiva diz que a escrita é apenas um conjunto de sinais aleatoriamente seleccionados (Saussurre) — quando, em boa verdade, a escrita de uma língua culta é um conjunto de símbolos.

Anúncios

Quarta-feira, 25 Maio 2016

O saralho da Carrilho: o jornalismo bateu no fundo

 

“Há em Portugal, nos portugueses, uma tendência quase natural de jogar aos opostos. Se é isto, não pode ser aquilo também. Se se acredita em algo, não se pode aceitar que o contrário seja igualmente válido, apenas não objecto da nossa crença.

É assim, por exemplo, em relação aos artistas. Se é cantor, não pode ser actor também. Se trabalha com fado, não pode ter uma incursão noutro género, sob o risco de ser considerado traidor. E é assim também em assuntos bem mais fundamentais. Da vida e da morte”.

Sobre o direito a não ser julgado na morte ( Raquel Carrilho, jornalista)

Para a jornalista, aceitar ou não a eutanásia, é como ser cantor e não ser também actor. Ela coloca em um mesmo plano dos valores o desejo de dar um tiro na cabeça, por um lado, e o desejo de trabalhar com o fado e com outra música qualquer, por outro lado.

Quando nós acreditamos que a eutanásia é intrinsecamente negativa e não aceitamos que ela possa ser válida, trata-se de moral, em que o princípio é aquilo que comanda a acção sob a forma de regra ou de uma norma.

Ou seja, a moral tem princípios.

Por exemplo, se alguém disser à Raquel Carrilho que “a escravatura é coisa boa”, ela terá possivelmente o discernimento necessário para repudiar essa afirmação em nome dos seus (dela) princípios morais. Mas quando os princípios morais dela não coincidem com os de outros, ela compara os princípios morais dos outros a simples escolhas musicais.

Eu não conheço a Raquel Carrilho, e por isso não sei se ela é burra ou se é perversa.

Quinta-feira, 14 Abril 2016

Chego a duvidar da capacidade intelectual das mulheres

 

Parece-me certo que as mulheres, em geral, têm um qualquer problema com a lógica. Se não vejamos este trecho da Inês Pedrosa:

“A criação, na Alemanha, de carruagens de comboio só para mulheres é um sinal claro dessa cedência aos valores da desigualdade e da discriminação. Se um bando de neo-nazis decidir, uma destas noites, atacar negros ou judeus, os comboios alemães instituirão carruagens só para negros e só para judeus?

A Europa comporta-se cada vez mais como um clube privado que tem à porta o dístico: «reservado o direito de admissão». Em vez de exigir aos que pretendem viver nos seus países laicos, democráticos e liberais que subscrevam esses princípios básicos, põe-se a criar guetos; crescem os condomínios privados e securitários dos ricos, isolados dos bairros dos pobres e dos imigrantes, onde até existem cafés onde as mulheres não entram.”

¿E se fosse eu?

Por um lado, a Inês Pedrosa critica a criação (na Alemanha) de carruagens de comboio para mulheres e crianças (não só para mulheres!) 1, por causa da violência sexual vinda da parte dos imigrantes islâmicos.

Mas, logo a seguir, a Inês Pedrosa diz que “a Europa comporta-se cada vez mais como um clube privado que tem à porta o dístico: «reservado o direito de admissão»; logo no parágrafo seguinte!

No segundo parágrafo ela critica os guetos dos imigrantes (islâmicos, na sua maioria) na Europa; mas no primeiro parágrafo ela critica a protecção necessária das mulheres e crianças em relação à violência desses mesmos imigrantes.

A culpa não é da Inês Pedrosa: é do semanário SOL que lhe dá tempo de antena.


Nota
1. Note-se que existem carruagens para mulheres nos comboios do Japão e da Rússia, e não consta que haja nesses países violência imigrante.

Quarta-feira, 6 Janeiro 2016

O piropo dá prazer aos reles operários das classes baixas

 

A jornaleira Ana Paula Azevedo (seja ela quem for) escreve acerca da lei da piropofobia. E concorda com a lei: “habituem-se”, diz ela.

“Ora, segundo qualquer bom dicionário de Português, o piropo é um elogio dos atributos físicos de alguém.

Tendo em conta a formulação equilibrada encontrada na nova lei, não se compreendem as dúvidas e as reacções inflamadas. Pelo contrário, têm aí a melhor protecção que podia ser dada ao piropo e a quem tem o direito de continuar a expressar o seu espanto por ver uma flor a andar – é uma questão de gosto.

Já os comentários de carácter exibicionista ou de teor sexual e em tom intimidatório dirigidos a um homem ou a uma mulher, rapaz ou rapariga, todos sabemos quais são – e são estes que passaram a estar, e muito bem, sob alçada da lei. Habituem-se.”

Ou seja, a jornaleira Ana Paula Azevedo faz a distinção entre piropo (que ela considera com sendo “um elogio dos atributos físicos de alguém”), por um lado, e “comentários de teor sexual”, por outro lado — o que significa que, para ela, “um elogio dos atributos físicos de alguém” não é “um comentário de teor sexual”.

Por aqui se vê o nível de quem escreve nos me®dia e da elite política lisboeta que comanda os nossos destinos.

Se eu disser: “Tens um corpinho de sereia”, estou a fazer “um elogio dos atributos físicos de alguém”. Mas, segundo a jornaleira, não se trata de “um comentário de teor sexual”. Ela consegue a proeza de separar os elogios aos atributos físicos de alguém, por um lado, dos comentários de teor sexual, por outro lado. É obra desenganada!

Thomas B. Macaulay escreveu o seguinte no século XIX (em relação a puritanismo dos Quakers) : “os puritanos detestavam os combates de ursos, não porque esses jogos causassem sofrimento aos ursos, mas porque davam prazer aos espectadores”.

O politicamente correcto é uma nova forma de puritanismo. O piropo é proibido não porque uma mulher madura sofra com ele, mas porque dá prazer aos reles trabalhadores das classes baixas. Este puritanismo hipócrita e politicamente correcto estende-se ao feminismo: é proibido o piropo, mas pode-se abortar à fartazana a expensas do Estado.

Domingo, 22 Novembro 2015

"Et tu, Brute?": o enviesamento ideológico do semanário SOL

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 9:46 am
Tags: , ,

 

“Opção idêntica querem ter os republicanos dos EUA, prontos a abortar um programa de Barack Obama para receber refugiados sírios.

O PR, numa cimeira nas Filipinas, criticou a retórica dos adversários políticos, que querem sujeitar os refugiados a testes religiosos para lhes confirmar a cristandade: “Isso é ofensivo”, disparou Obama, que também ridicularizou quem quer tomar decisões baseando-se “na histeria e no exagerar dos riscos” – algo que só favorece a estratégia dos extremistas”.

semanário SOL


“This is just priceless. President Obama attempted to shame those who question whether it’s intelligent or safe to allow thousands of Syrian refugees into the country, especially when there’s 2,098 Muslims and just 53 Christians.

But can we just recall that a few months ago that the Obama administration ordered Iraqi Christians who arrived here in America to be sent back to Iraq where they will inevitably be persecuted again.”

Obama Said No to Christian Refugees

O que é muçulmano é melhor. Que se fodam os cristãos. A Esquerda e o Sol têm sempre razão.

Quinta-feira, 6 Agosto 2015

O josé cabrita saraiva e o nome de deus

 

O josé cabrita saraiva escreve o seguinte no semanário SOL (que cada vez mais se aproxima de um pasquim):

“No fundo pouco importa se escrevemos ‘Deus’, ‘deus’ ou ‘dEUS’, com ou sem maiúscula. Isso é uma questão que só pode ter algum significado para os homens – dependendo do maior ou menor grau de respeito que queiram demonstrar.

Achar-se que se se está a ser provocador ou impertinente ao escrever ‘deus’ é também uma crença bastante ingénua. Algumas pessoas poderão sentir-se atingidas (como eu, quando vi o cartaz da banda belga), mas quanto ao próprio – o omnipotente, omnipresente, ‘criador do Céu e da Terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis’ – não deve estar propriamente preocupado com as nossas palavras. E muito menos se escrevemos ou não o seu nome com maiúsculas.”

Deus não precisa de maiúsculas

O deus cristão não tem outro nome senão “Deus”. Deus é nome próprio Dele. Ora, se o nome próprio de Deus passa a ser “deus”, então o josé cabrita saraiva terá que ser coerente e escrever o seu (dele) em minúsculas. Com o Acordo Ortográfico, não seria grande problema.

Quarta-feira, 8 Julho 2015

O semanário SOL é racista

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 6:59 am
Tags: ,

 

Um artigo publicado no semanário SOL deveria ser censurado. Faço um apelo ao Bloco de Esquerda, ao Partido Comunista e ao Partido Socialista para a criação de uma nova PIDE para censurar os me®dia racistas.

SOL-racista-1

“Uma irlandesa publicou um vídeo na sua página de Facebook onde conta a sua história de violência doméstica e alerta outras mulheres que são vítimas desta situação.
               
Emma Murphy, mãe de duas crianças, publica regularmente vídeos e fotografias sobre nutrição e fitness na sua página de Facebook. Mas ontem, publicou um vídeo, onde se pode vê-la com o olho negro, a chorar, e com o filho atrás de si. Na legenda, diz que pensou muito antes de fazer esta publicação e incita as mulheres que estejam a passar pelo mesmo a divulgar este vídeo.”

→  Testemunho viral de uma vítima de violência doméstica [vídeo]

SOL-racista
Se o agressor fosse um macho branco, o SOL seria progressista. Mas como é um preto, o SOL é racista.

Quarta-feira, 31 Dezembro 2014

A burrice da Inês Pedrosa

 

Não conheço a Inês Pedrosa e nem quero conhecer!. Sei que ela escreve umas coisas nos me®dia; e sei que é mulher. E sei ´que a Inês Pedrosa, a julgar por este texto, é burra (e loura).

“A frontalidade tem, no Vaticano como no resto do mundo, um escasso clube de fãs, pelo que o som dos aplausos a este discurso papal foi quase inaudível: os cardeais aos quais Francisco puxava as orelhas acusaram o toque prendendo o burrinho, não às estacas da caverna de Belém onde nasceu Jesus, mas uns aos outros.”

bdc-pbVamos fazer uma analogia que todos os portugueses podem perceber; e a analogia passa por uma pergunta: o presidente do Sporting Clube de Portugal, Bruno de Carvalho, quando foi para o FaceBook criticar violentamente o treinador e os jogadores do clube, ¿será que ele usou de frontalidade?

(more…)

Segunda-feira, 28 Julho 2014

Segundo o semanário SOL, “um cão conheceu Nova Iorque”

 

Talvez a maioria das pessoas que leu a “notícia” no semanário SOL, acreditou realmente que aquele cão “conheceu” Nova Iorque. Um dia destes poderemos ler uma “notícia” no SOL: “Professor universitário leva o seu gato à biblioteca para conhecer a obra de Jean-Paul Sartre”.

cao conhece nova iorque sol

(more…)

Terça-feira, 24 Junho 2014

Começo a pensar que faz todo o sentido impôr a censura à comunicação social

 

O semanário SOL publicou uma “notícia” acerca um “estudo científico” segundo o qual o sexo sem compromisso faz bem à saúde mental:

Um estudo da Universidade de Nova Iorque, publicado no início deste mês, mostra que ter relações sexuais com alguém com quem não mantemos uma ligação duradoura não só não dá cabo da nossa auto-estima, como faz bem à saúde mental.

Os investigadores pediram a alunos daquele estabelecimento de ensino para, durante 12 semanas, manterem um ‘diário’ da sua vida sexual e escreverem o que sentiam após terem feito ‘casual sex’ (em português seria ‘sexo casual’ ou ‘sexo sem compromisso’), lê-se no site Metro.

Segundos os autores do estudo, aqueles que mantinham relações sexuais deste género tinham níveis mais altos de auto-estima e de satisfação pessoal, bem como uma probabilidade mais baixa de desenvolverem problemas relacionados com depressões e ansiedade.

“Normalmente, os indivíduos que mantêm relações sociosexuais sem restrições sentem menos angústia e mais felicidade após as relações sexuais, o que sugere que este tipo de relacionamento pode trazer vários benefícios”, referem os investigadores.

O estudo mostra ainda que não existem diferenças quanto ao género: Tantos as mulheres como os homens são adeptos desta prática.

O artigo é assinado pela jornaleira do SOL Joana Marques Alves.

Ou seja, o sexo sem compromisso é dissociado da emoção, por um lado, e por outro lado, decorrendo dessa dissociação, o praticante do sexo sem compromisso fica em boa condição emocional.

Qualquer pessoa com dois dedos de testa vê aqui uma contradição em termos; o problema é que há muita gente que não tem dois dedos de testa, porque o “estudo” é apresentado como sendo “científico” — tal como os “estudos científicos” behaviouristas que dizem que a educação de crianças por parte de pares de homossexuais é melhor do que a educação de crianças por parte de casais.

Por outro lado, a tentativa de colocar na mesma situação as mulheres e os homens é um absurdo, desde logo por razões biológicas (já nem falo em razões emocionais).

Muito sinceramente, começo a dar razão a Salazar. A comunicação terá que começar a ser censurada. Temos que voltar a impôr a censura nos me®dia. Se os jornalistas não têm discernimento e preparação para serem jornalistas, a sociedade será forçada a impôr uma censura à imprensa.

Quinta-feira, 24 Abril 2014

Um exemplo do jornalismo do semanário SOL

Filed under: me®dia — O. Braga @ 9:50 am
Tags: ,

 

jornalismo do Sol web
Vejam bem o comentário do jornalista do semanário SOL:

“Três mortos e cinco feridos, um deles em estado grave, após a derrocada de um muro na sequência de uma praxe”.

Depreende-se que “o muro caiu por causa da praxe”: estavam, por ali perto do muro, uns estudantes a praxar, e vai daí, o muro incomodou-se com tamanha indignidade estudantil e resolveu agir, caindo sobre eles e matando três. “Até os muros são contra a praxe”, infere o jornalista do SOL.

Ou, visto de outra maneira: se os estudantes não estivessem a praxar, não estariam perto do muro que caiu. Ou seja, a culpa da tragédia é dos estudantes porque estavam perto do muro. Não é suposto que um muro situado em um sítio público esteja em condições de segurança: o que é suposto é que os estudantes não tenham ido praxar, para não provocar as derrocadas dos muros deste país.

Corolário: as praxes causam quedas de muros, desabamentos de terras, e ondas gigantes.

Quarta-feira, 12 Março 2014

O semanário SOL é mentiroso

 

Reparem no título do SOL:

Alemanha aprova co adopção por casais homossexuais   Economia   Sol

Agora, vamos aos factos (cliquem nas imagens para ler as notícias):

German court rejects case to allow gay adoption on technicality   Reuters

German court rules against allowing same sex couples to adopt   News   DW.DE   21.02.2014

O semanário SOL está cada vez mais parecido com o pasquim Público.

Página seguinte »

Site no WordPress.com.

%d bloggers like this: