perspectivas

Segunda-feira, 13 Janeiro 2014

A diferença entre Hollande e Sarkozy é a de que este casa-se

Filed under: Decadência do Ocidente — orlando braga @ 5:23 am
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Eu não sou de modo nenhum um puritano nem hipócrita: se há mulheres que se prestam para homens que não prestam, é problema deles: que se entendam!

Mas há limites. Um chefe-de-estado não deve ter um puteiro como ambiente doméstico: ou opta pelo vida de puteirada, ou opta pela função de chefe-de-estado — a não ser que a república francesa se tenha transformado em uma espécie de bordel.

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Sexta-feira, 4 Outubro 2013

O exemplo dos políticos da “direita” francesa

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 9:04 pm
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Segunda-feira, 7 Maio 2012

Muçulmanos votaram em Hollande

Filed under: curiosidades — orlando braga @ 10:01 pm
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“Les musulmans réclamaient le changement, et ils l’ont eu. Selon une étude du corps électoral menée par OpinionWay et Fiducial le 6 mai pour Le Figaro sur 10 000 votants, 93% des pratiquants ont glissé un bulletin « François Hollande » dans leur enveloppe. Seuls 7% d’entre eux ont voté pour Nicolas Sarkozy.”

via 93% des musulmans ont voté pour François Hollande – Fdesouche.com.

Em França, 93% dos muçulmanos votaram em Hollande, e 80% dos católicos votaram em Sarkozy.

Terça-feira, 24 Abril 2012

Rebobinar o filme a 24 de Abril, e filmar a liberdade de outra maneira

Filed under: Europa,me®dia,Política,Portugal,Vamos Endireitar — orlando braga @ 8:19 am
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Se eu fosse francês, na segunda volta das eleições engoliria um sapo e votaria Sarkozy — ou, como diria Álvaro Cunhal: “fecharia os olhos e colocava a cruz no sítio”.

A eleição de Hollande contribuiria decisivamente para um aprofundar das restrição da liberdade, não só em França mas também em toda a Europa; Hollande significa “mais leviatão europeu”, maior restrição da liberdade e o reforço do politicamente correcto no espaço europeu. Hollande significa mais um prego do marxismo cultural no caixão da Europa livre.

Os resultados das primárias das eleições francesas revelam que os franceses não estão contentes com as políticas autoritaristas, burocráticas e politicamente correctas de Bruxelas, o que reflecte, aliás, uma tendência geral nos países europeus.


“Les élites politiques et médiatiques s’enferment dans un aveuglement sidérant, qui confine à l’autisme. Elles ne veulent absolument pas voir ni entendre les causes profondes du malaise voire de la douleur qui s’expriment dans ce vote : l’inquiétude face à l’immigration et l’insécurité, le rejet du communautarisme, de l’assistanat, la force du patriotisme et la condamnation d’une Europe bureaucratique qui ignore les peuples.”

via Contresens historique | Maxime Tandonnet – Mon blog personnel.


Em Portugal, essa insatisfação em relação ao totalitarismo suave, kafkiano e politicamente correcto de Bruxelas, é obnubilada pelos me®dia tonitruantes e por uma pequena elite aguerrida e extremamente activa, composta pelos “mais dos mesmos”.
Se repararmos bem, os membros da elite convidada pelos me®dia para fazer a propaganda do leviatão, são sempre os mesmos.
A comunicação social portuguesa está minada: falar em liberdade nos me®dia portugueses, é um sofisma.

O caminho da Europa do leviatão, e infelizmente o de Portugal, é perigoso. É um caminho de servidão. É um caminho contrário à afirmação da liberdade proposta no 25 de Abril de 1974. É um caminho que tende a calar as vozes dissonantes — e só não as cala já porque não pode; mas para lá caminhamos. É um caminho que apregoa a liberdade para justificar a restrição da liberdade: é um caminho eivado de cinismo político.

Sexta-feira, 17 Fevereiro 2012

A Direita na Europa é um sistémico erro de casting

Falar em “Direita da Europa” é um eufemismo.
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Segunda-feira, 30 Janeiro 2012

O estado da Europa: “Nós temos mais indústria do que o nosso vizinho”

Filed under: Europa — orlando braga @ 9:37 am
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A sneering Nicolas Sarkozy has attacked Britain for being a country with ‘no industry’.

The embattled French President, who is hoping to be re-elected this Spring, made the extraordinary outburst as he defended a VAT rise during a prime time national TV broadcast.

He had just announced a 1.6 per cent hike in VAT in a move designed to boost France’s failing economy.

But when a journalist pointed out that Britain had experienced a rise in prices after increasing its VAT contributions, Mr Sarkozy spat out the words: ‘The United Kingdom has no industry any more’.

via “The United Kingdom has no industry any more”: Sneering Sarkozy attacks Britain on French TV | Mail Online.

Quarta-feira, 11 Janeiro 2012

Em 1999, Sarkozy dizia que “a Taxa Tobin é absurda”

Filed under: Europa — orlando braga @ 10:19 am
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«Mais en 1999, alors qu’il était président par intérim du RPR, Nicolas Sarkozy s’était farouchement opposé à cette taxe qui parlait “d’une absurdité” et qui pourrait générer “des dizaines de milliers de chômeurs”.»

via La taxe Tobin serait une absurdité… selon Nicolas Sarkozy.

Toda a gente tem o direito de mudar de ideias. O problema só se coloca quando defendemos hoje uma coisa, e amanhã exactamente o seu contrário; há limites para a mudança de ideias.

Quinta-feira, 5 Janeiro 2012

Os modelos políticos possíveis para a Europa

Filed under: democracia directa,Europa — orlando braga @ 12:14 pm
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Esta visão da Europa é concebida por um indivíduo de cultura anglo-saxónica [neste caso, um americano ex-pat]; portanto, é politicamente orientada e mesmo facciosa em alguns pontos, mas não deixa de ter razão em algumas ideias expressas.

Algumas pessoas [como, por exemplo, José Pacheco Pereira] defendem a ideia segundo a qual “o projecto europeu tem que ser algo de novo”, ou seja, um fenómeno político que escape aos modelos impostos pela História; aqui, “algo de novo” significa “original, incriado”. Esta ideia é revolucionária — naturalmente e sempre, quando falamos em política, é revolucionária no sentido pejorativo do termo.

Em alternativa, o artigo do americano ex-pat resume os modelos possíveis para a Europa, a ver: o modelo suíço, o modelo americano e o modelo francês [não há nada de novo].

  • O modelo americano é impraticável, porque a Europa tem uma história de nações e de nacionalismos, e porque é uma manta de retalhos de culturas e línguas diferentes.
  • O modelo francês de organização é o que está a ser actualmente seguido pelas elites políticas europeístas na “construção da Europa”.

    O modelo francês [adoptado também pela Alemanha] decorre de Rousseau, da revolução francesa, e do conceito indefinível de “vontade geral” que alimentou os totalitarismos europeus do século XX [nazismo e comunismo]. É um modelo sincrético e, por isso, eminentemente maçónico. É um modelo revolucionário e religiosamente laicista. É um modelo que marginaliza a diversidade cultural dos diversos países da Europa e que impõe coercivamente o politicamente correcto definido pelas elites, em nome de uma putativa “vontade geral” rousseauniana que não corresponde, na maioria das vezes, à vontade da maioria. É o modelo das “engenharias sociais” que Obama também segue agora. O modelo francês é o modelo do leviatão europeu que se constrói hoje a partir da burocracia de Bruxelas.

  • Resta-nos o modelo suíço da democracia directa — porque não há outro. O modelo suíço não é uma Federação: é uma Confederação. No modelo suíço, quatro nações [divididas em 26 cantões] juntam-se apenas para garantir a defesa comum e comércio livre, mantendo não obstante as suas próprias identidades culturais, étnicas e linguísticas, e mantendo cada uma delas a sua própria governança autónoma.

    No modelo suíço, não existe a prevalência teórica de uma nacionalidade confederada em detrimento das outras; em termos práticos, até podemos dizer que um cantão alemão da Suíça é mais importante do que um cantão italiano, mas a verdade é que em termos políticos todos os cantões têm uma idêntica importância constitucional. Um cantão = um voto.

Ora, é isto [o modelo suíço] que os franceses e alemães não querem, e por isso é que a Europa chegou a um beco sem saída.

Domingo, 1 Janeiro 2012

O “Caga-tacos” mandado por mulheres

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 10:43 am
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Sábado, 10 Dezembro 2011

Assistimos a uma espécie de golpe-de-estado anti-democrático na União Europeia

Filed under: Europa — orlando braga @ 12:46 am
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A Merkozy arrastou o Reino Unido para fora da União Europeia. Em termos práticos, a Inglaterra está fora da União Europeia.

O Conselho Europeu [CE] não tem autoridade, poder e/ou legitimidade para renegociar o Tratado de Lisboa [TL] — segundo o artigo 47 do TL, é uma Conferência Inter-governamental [CIG], com representantes independentes em relação ao CE, actuando na defesa dos interesses dos respectivos países, e a ser presidida por Van Rompuy [o presidente do CE], que pode rever o TL.

E foi isso que o Conselho Europeu pretendeu ilegitimamente fazer — a revisão do TL — ao mesmo tempo que enviava o Reino Unido pela borda fora. Esta intromissão directa e ilegítima do CE nos assuntos de revisão do TL constitui uma espécie de golpe-de-estado dentro da União Europeia.

Há quem diga que o Reino Unido saiu a perder deste CE; não estou seguro disso. A Inglaterra sempre se deu bem, ao longo da História, com os bloqueios continentais — e sempre saiu a ganhar com os bloqueios continentais europeus. E já agora: talvez seja tempo de Portugal recuperar e reforçar a sua secular aliança estratégica com a Inglaterra…


Em aditamento ao postal, convém dizer o seguinte:

Segundo o Tratado de Lisboa, no Conselho Europeu, os primeiros-ministros dos países da União Europeia são funcionários da União Europeia, ou seja, defendem em primeiro lugar os interesses da União Europeia em detrimento dos interesses dos seus respectivos países;

Em contraponto, a Conferência Inter-governamental que pode rever o Tratado de Lisboa — e embora possa ter exactamente a mesma composição do Conselho Europeu, ou seja, os primeiros-ministros dos países da União Europeia, mas não necessariamente — é composta por representantes dos países que defendem exclusivamente os interesses dos seus respectivos países.

Ou seja, exactamente as mesmas pessoas podem desempenhar funções radicalmente diferentes consoante pertençam ao Conselho Europeu ou pertençam à Conferência Inter-governamental !

Desde logo, por aqui se vê não só a esquizofrenia política da União Europeia — ao bom estilo alemão e nazi — mas também a total arbitrariedade do Tratado de Lisboa.

Quarta-feira, 7 Dezembro 2011

A Merkozy insiste no erro

Filed under: Europa,Política — orlando braga @ 7:53 pm
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“Francia y Alemania quieren un impuesto para empresas común para Europa y un impuesto para las transacciones financieras a la vez que una convergencia de la regulación financiera y de los políticas del mercado laboral.”

via Merkel y Sarkozy piden unificar el Impuesto de Sociedades en la UE – Libre Mercado.

Nos Estados Unidos não existe um unanimismo entre os estados federais acerca dos impostos sobre as empresas; pelo contrário, existem políticas de impostos díspares, consoante os estados federais que constituem um mesmo país. O federalismo é também essa liberdade de cada estado federal estabelecer a sua política de impostos sobre as empresas.

Por exemplo, ainda há pouco tempo o estado americano do Wisconsin baixou os impostos das empresas para atrair investimento, e ao mesmo tempo reduziu as despesas com o funcionalismo público que deu origem a greves da função pública e à famigerada fuga dos deputados do partido democrata para o estado vizinho do Michigan, que assim retiraram quórum às decisões políticas do governador estadual republicano [Scott Walker].

Eu não sou federalista europeísta, mas reconheço que a única forma de salvar o Euro são eleições directas para um presidente da União Europeia e simultaneamente eleições para uma câmara baixa e um senado. E é isto que a Merkozy não quer: o que ela quer é 1) manter a soberania da Alemanha [Deutschland Überalles); 2) manter o directório europeu e 3) manter controlo sobre o Banco Central Europeu. Ou seja, o que ela quer é uma espécie de IV Reich.

Adenda: lá se foi a política irlandesa de baixos impostos sobre as empresas pela pia abaixo…

Segunda-feira, 21 Novembro 2011

A perda de soberania dos países da zona Euro alimenta a especulação financeira

Filed under: economia — orlando braga @ 7:31 pm
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«The Greeks and the Spanish cannot devalue their own currencies – but everything else they have done has been according to the austerity-economics textbook. And it hasn’t worked. For all the current talk about a democratic crisis in euroland, the politicians themselves gave much of their own sovereignty away in the preceding decade. From Blair to Zapatero, the fashion in social-democratic thinking has been to abdicate power – and now bond markets are filling the vacuum.»

via Politicians under the euro: at the wheel but not steering | Editorial | Comment is free | The Guardian.

Este editorial do The Guardian é tão elucidativo que até fere a vista. Os políticos da maioria dos países da União Europeia [com excepção do directório europeu, constituído pela Alemanha e pela nova França de Vichy] abdicaram da soberania dos seus países à revelia dos seus povos, e agora os mercados financeiros ocupam o vácuo deixado pelo poder político.

O único país da zona Euro que não abdicou da sua soberania foi a Alemanha — até a França sofre agora ameaças dos mercados financeiros: a França de Vichy, submissa à soberania alemã, já está à mercê dos mercados financeiros.

Para que tenhamos uma ideia nítida do que se passa: a Espanha tem uma dívida pública inferior — em percentagem do PIB — à da Alemanha!

Porém, vemos que os mercados não incomodam a Alemanha e já ameaçam a Espanha com uma intervenção externa. Os mercados financeiros sabem “quem manda” — reconhecem a soberania que decorre do poder político —, e sabem que “quem manda”, de facto, em Espanha, é a Alemanha. Enquanto a Alemanha fizer funcionar os seus mecanismos internos de soberania e estender o seu poder político aos países do Euro, é altamente improvável que seja beliscada pelos mercados financeiros.

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