perspectivas

Quinta-feira, 6 Junho 2013

A chulice da classe política e a escravidão institucionalizada

Santana Lopes: “É impossível acabar com a austeridade”

O ex-líder do PSD justifica que “só essa opção torna, por si só, completamente impossível essa solução política”. “E tão só porque é impossível acabar com a austeridade”, aponta Santana Lopes, adiantando que, “na verdade, para falarem da realidade”, os que se opõem à lógica da austeridade, “têm de dizer o que defendem no lugar da austeridade”. “Recusar a austeridade é uma óbvia responsabilidade”, alerta.


“Existência de Portugal está em perigo”, diz Freitas do Amaral

“Para Freitas do Amaral, é preciso que a política alemã mude, porque está a dar cabo da Europa. O fundador do CDS indica também que uma outra situação que deve levar à convocação de eleições antecipadas é a necessidade de pedir um segundo resgate.”


O que é que estas duas avantesmas têm em comum? São ambos euro-federalistas e apoiantes incondicionais da permanência de Portugal no Euro. E porquê? Porque fazem parte de uma elite de sibaritas e nepotes que dependem das sinecuras e privilégios que a União Europeia providencia.

Segundo o dicionário, “austeridade” pode significar várias coisas, por exemplo: “rigor de disciplina”, “severidade”, “penitência”, “mortificação da carne”. Será que, para Santana Lopes, “austeridade” significa “rigor de disciplina”, ou “mortificação da carne”? (a carne dos outros, e não a dele). É que se a austeridade for “mortificação da carne”, os portugueses vão ter que passar a ser obrigados a frequentar saunas gay criadas e subsidiadas pela Santa Casa da Misericórdia.

O delírio de Freitas de Amaral, ao confiar o destino de um pais e de uma nação com 900 anos de existência em uma putativa e eventual mudança da política alemã, é confrangedor. Não é o povo que tem medo, porque o povo já não tem grande coisa a perder: são as elites e a classe política que andam aterrorizadas com a perspectiva de perder privilégios ilegítimos.

A Islândia é um país e uma nação com cerca de 400 mil habitantes, em um território onde não cresce quase nada do chão porque está coberto de gelo durante todo o ano – e esse país não só recusou o Euro mas também recusou a entrada na União Europeia!

E nós temos uma classe política composta maioritariamente por autênticos chulos, pagos a peso de ouro pela União Europeia para manter Portugal e os portugueses em um processo de construção política de uma escravidão institucionalizada.

Quinta-feira, 14 Fevereiro 2013

A indigência intelectual de Santana Lopes e o Acordo Ortográfico

Filed under: acordo ortográfico — O. Braga @ 6:09 pm
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A imagem abaixo foi “picada” no Facebook. Vemos como Santana Lopes (SL), o governante que assinou o Acordo Ortográfico no tempo das “santanetes” brasileiras e dos “violinos de Chopin”, compara o “facto” com “fato” (que, segundo ele, pretendem ter o mesmo significado, e são ambos substantivos) usando como exemplos justificativos o “caso” (de justiça) — que é um substantivo — e “caso” (de casar) — que é um verbo.

Portanto, SL coloca em uma mesma lógica semântica um substantivo e um verbo, para justificar a grafia dupla de dois substantivos, e mesmo a adopção de “fato” (em vez de “facto”) em Portugal. Para SL, um substantivo é um verbo é um adjectivo é um pronome é tudo a mesma merda.

E depois, compara “falta” (no desporto) com “falta” (no sentido de “carência”) quando a palavra “falta” tem o mesmo sentido nas duas situações: a “falta”, no desporto, é o acto que se caracteriza pela carência da regra estipulada para a boa prática de uma determinada modalidade desportiva.

Portugal tem sido governado por gente deste calibre, a começar por Cavaco Silva que não fez o Liceu. Temos sido governados por espertalhões, de Santana Lopes a Miguel Relvas, passando por José Sócrates. E quem saiu a perder foi Portugal e o povo português. Vai sendo tempo de dizer basta!

santana lopes e o acordo ortográfico web

Quarta-feira, 2 Janeiro 2013

Os “Violinos de Chopin” e o Acordo Ortográfico

Filed under: acordo ortográfico — O. Braga @ 9:14 pm
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«Torna-se imperativo o reconhecimento oficial de que a única ortografia que está em vigor em Portugal é a que já vigorava antes das desastrosas pantominas que foram empreendidas pelo Governo Sócrates.»

via «O cadáver adiado» [Vasco Graça Moura, "DN", 02.01.13] – ILC contra o Acordo Ortográfico.

os violinos de chopin santana lopes web

Vasco Graça Moura tem a memória curta: quem assinou este Acordo Ortográfico, em 1990, foi um certo Secretário-de-estado da Cultura que afirmou um dia na televisão que “adorava ouvir os violinos de Chopin”.

Acontece que esse secretário-de-estado é do partido político de Vasco Graça Moura. Portanto, se um secretário-de-estado da cultura diz que “a música de Chopin tem violinos”, não admira que os portugueses tenham que aturar a cultura política portuguesa traduzida neste Acordo Ortográfico.

Sábado, 5 Junho 2010

O fatalismo da Direita portuguesa, ou a estratégia leninista da “tesoura”

Foi a teoria económica marxista que, pela primeira vez na História, subordinou a política à economia quando reduziu o Homem e toda a História a meros sub-produtos do trabalho.

Deve a economia subordinar-se à política ? Para respondermos a esta questão, devemos olhar para o que se passou ao longo da História.

O argumento que justifica uma excepcionalidade histórica contemporânea, e segundo o qual “existe hoje uma globalização que nunca existiu” não colhe, porque sempre que, ao longo da História, os impérios se estendiam ao mundo então conhecido, ocorria um fenómeno de globalização à escala. O argumento da “evolução da técnica que permite a comunicação global quase instantânea” também não colhe, porque se parte do princípio de que aquilo que é produzido pelo ser humano tende a anular a sua liberdade, o que é um absurdo — não só a liberdade individual, mas essencialmente a liberdade política entendida como a manifestação de interesses das nações.
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Sexta-feira, 26 Março 2010

Talvez seja hoje o primeiro dia do novo PPD

Filed under: Política — O. Braga @ 6:46 am
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Entre Passos Coelho e Paulo Rangel, não tenho opinião. Se fosse militante do PSD, e entre estes dois, optaria pela abstenção. (more…)

Sexta-feira, 13 Novembro 2009

Ou Cavaco Silva demite José Sócrates, ou que apresente a sua exoneração

“Que fique claro que o problema das escutas do processo Face Oculta ao Dr. Armando Vara nas quais entrou o primeiro-ministro José Sócrates não está no negócio tentado de compra da PT pela TVI e o domínio da estação televisiva pelo Governo.

Está nas alegadas, no semanário Sol, de 13-11-2009, «actividades que poderão ser consideradas tráfico de influências» em cinco certidões alegadamente o Coordenador do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Aveiro terá extraído e nas alegadas, na mesma notícia, «manobras para financiar a campanha eleitoral do PS para as últimas legislativas e para ajudar a salvar o grupo empresarial de Joaquim Oliveira (DN, JN, 24Horas, TSF, O Jogo e Sport TV)»”.

Respigado aqui.

corruptos2

O Sol revelou ontem, dia 13-11-2009, que cinco certidões das nove certidões extraídas pelo coordenador do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Aveiro para inquérito criminal ao primeiro-ministro, senhor José Sócrates, respeitam a factos que a confirmarem-se podem alegadamente constituir indícios do crime de tráfico de influências (segundo o Sol, «actividades que poderão ser consideradas tráfico de influências»).

corruptos

Estamos aqui a falar em crime organizado ! O país não pode ter como primeiro-ministro um suspeito de participação em crime organizado. Por muito menos que isto ― e nem nada que se pareça! ― o ex-presidente Jorge Sampaio demitiu o ex-primeiro-ministro Santana Lopes. Para mim é claro: se Cavaco Silva não pode, arreie! Para fazer a figura de um rei, os portugueses preferem um Rei a sério.

Sábado, 24 Maio 2008

Hegel estava errado

Filed under: Política — O. Braga @ 9:27 pm
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«Tudo o que é racional, é real, e tudo o que é real, é racional.» — Hegel


—>Santana chama «socialista de meia-tigela» a Sócrates.

Das duas uma: ou estes dois não existem, ou nada é racional.

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