perspectivas

Segunda-feira, 13 Junho 2016

O “muçulmano secularista” não é muçulmano

 

O famigerado ateísta Sam Harris escreveu o seguinte no seu (dele) Twitter:

sam-harris-muslim-secularists

Gostaria que me explicassem como é possível haver “secularismo” no Islão. Por definição e por defeito, o Islamismo não separa a política e a religião.

Nos países de maioria islâmica, ou existe um regime ditatorial e repressivo (Turquia de Ataturk, Indonésia) que assegura o “secularismo”, ou a teocracia islâmica vai tomando conta do Poder e da política (como já vai acontecendo com a Turquia de Erdogan). Ou então, o Islamismo vai perdendo fiéis (o que é muito difícil de acontecer).

De todas as religiões universais, a única que separa — em tese e desde a sua origem — claramente a religião e a política, é o cristianismo.

O conceito de “muçulmano secular” é contraditório nos seus próprios termos, porque teríamos que eliminar a Sharia (a lei islâmica), os Hadith, e refazer a maior parte do Alcorão. O “muçulmano secularista” não é muçulmano.

Segunda-feira, 25 Julho 2011

A opinião do conhecido ateu Sam Harris acerca do norueguês Anders Behring Breivik

«It has been widely reported that Breivik is a “Christian fundamentalist.” Having read parts of his 1500-page manifesto (2083: A European Declaration of Independence), I must say that I have my doubts. These do not appear to be the ruminations of an especially committed Christian.»

via The Blog : Christian Terrorism and Islamophobia : Sam Harris.

Isto explica por que razão só nos me®dia portugueses se continua a falar em “fundamentalista cristão”, quando se referem a Anders Behring Breivik; nem os ateus mais famosos do mundo acreditam naquilo que os me®dia portugueses propalam.

Quinta-feira, 25 Março 2010

Deus é Grande

Ontem ouvi na TSF, ao fim da tarde, uma parte da entrevista dada pelo ex-marxista Christopher Hitchens na sequência do lançamento em Portugal do seu livro “Deus Não é Grande”. Hitchens é um dos “cavaleiros das quatro-partidas”; os outros são Richard Dawkins, Daniel Dennett e Sam Harris.
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Segunda-feira, 23 Junho 2008

Sobre Sam Harris

Filed under: Religare — O. Braga @ 7:03 pm
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A melhor forma de contrariar o fanatismo religioso não é certamente deitando mão do fanatismo ateísta. Dawkins, Harris, Dennett, etc. já deram provas insofismáveis de um fanatismo ateísta. O argumento da “proibição da fé” (link), diz tudo sobre um fanatismo que propõe o controlo da liberdade alheia.

«… em que elogia e avulta toda a riqueza das tradições budista e hindu …»

Harris acaba por diferenciar o Budismo e o Hinduísmo das outras religiões, o que contradiz o ateu.

Há que definir o que é religião e o que é política. O fundamentalismo religioso é e sempre foi essencialmente político. Contudo, existem religiões mais facilmente manipuláveis politicamente que outras; por exemplo, é muito mais difícil manipular politicamente o Budismo (apesar da teocracia tibetana) ou o Siquismo, que o Islamismo.

A “forma bivalente” a que Harris deita mão na sua retórica é o chamado “princípio do terceiro excluído”; uma coisa é, ou não é. Trata-se do dilema: A ou B; “to be or not to be”. O “princípio do terceiro excluído” foi herdado do racionalismo aristotélico, esteve na base dos avanços científicos modernos, mas hoje a ciência abandonou-a definitivamente.
Em vez do dilema grego, a ciência adopta o trilema e o tetralema da filosofia oriental:

A; B; A e B; nem A nem B. (ver tetralema)

Harris esquece-se que quem mais agrediu a ética, no século 20, foi precisamente o racionalismo exacerbado. Se compararmos as centenas de milhões de mortos vítimas do racionalismo num só século, com as vítimas do fanatismo religioso desde há 2.000 anos, apetece-nos dizer a Harris para ir dar uma volta ao bilhar grande.

De resto, Harris conclui o óbvio: não é possível existir uma ética sem religião; o problema é limitar a religião à religião, evitando a promiscuidade com a política. Este é o problema de todos ― e não só dos ateus.

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