perspectivas

Domingo, 13 Dezembro 2009

Até quando teremos uma Direita na Europa?

« At least eight Russo-German families in Salzkotten, Germany, have suffered heavy fines and now their fathers have been sentenced to prison, because they have refused to send their elementary school-age children to mandatory sexual education classes. »

Germany Jails Eight Christian Fathers for Removing Children from Sex-Ed Class

Para o governo alemão de Angela Merkel, que se diz de “direita”, as crianças são propriedade do Estado ― e agora imaginem o que não faria a esquerda alemã contemporânea cada vez mais radical. A “direita” de Angela Merkel parece-me “muito à esquerda” para meu gosto: ou a direita alemã e europeia evoluiu para a esquerda, ou eu sempre fui um radical de direita e nunca me tinha dado conta disso. Parece-me que foi a direita europeia que se esclerosou e perdeu as suas referências da democracia cristã do pós-guerra, e de tal forma que a diferença entre a esquerda e a direita consiste ― ou pode ser resumida ― em uma mera questão da colectivização (ou não) da economia.

A pergunta que eu faço é a seguinte: é possível a uma direita sustentar por muito tempo uma política económica específica [a que evoluiu do liberalismo clássico do século XIX] sem uma filosofia que sirva de suporte a essa política económica?
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