perspectivas

Sábado, 10 Novembro 2012

A julgar pelo pasquim / jornal Público, Ronald Reagan teve um “casamento moderno”

Mas a fotografia tem uma notável mensagem latente, muito específica. Ao contrário de muitas imagens de casais políticos, em que o marido reclama a sua mulher num gesto simbolicamente possessivo – tocando-lhe no ombro, levantando a sua mão ou beijando-a -, o abraço entre estas duas pessoas parece mútuo. A primeira-dama é, entre muitas outras coisas, uma mulher alta, famosa pelos seus músculos tonificados, e nesta imagem, o abraço é tanto dela como dele. O Presidente parece precisar deste abraço, parece quase dependente e até vulnerável. Os obrigatórios sinais masculinos de liderança – determinação, auto-suficiência e equanimidade emocional – dissolvem-se, obliterados pela comunhão daquelas duas pessoas perdidas no seu próprio mundo.

via O que está numa foto: a definição de um casamento moderno – Mundo – PUBLICO.PT.

A foto de Obama a que o pasquim Público faz referência é esta já a seguir:


As fotos que se seguem são do presidente Ronald Reagan e da sua mulher, Nancy:



A estupidez presentista do politicamente correcto prima pela falácia ad Novitatem e pela tentativa permanente de corte epistemológico mesmo com o passado muito recente. A estupidez presentista do politicamente correcto pretende continuar a guerra perdida pelo marxismo clássico da construção do Homem Novo.

Obama é visto, aqui na foto e no artigo do pasquim Público, ou seja, pela estupidez presentista do politicamente correcto, como o protótipo do “Homem Novo” no “Casamento Novo”; só lhe falta, na foto, o “Cão Novo”, a “Casa Nova”, e o “Admirável Mundo Novo”.

A apologia estúpida e politicamente correcta em relação a Obama transformou-o numa espécie de Rei Midas contemporâneo: tudo em que ele toca se transforma em ouro. O problema é que o povo americano não consegue comer nem digerir metais.

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