perspectivas

Segunda-feira, 29 Dezembro 2014

A revolução sexual e a libertação da mulher

 

Este anúncio publicitário abaixo reflecte fielmente o corolário da “revolução sexual” e da “libertação” da mulher no século XXI: um grupo de homens viola uma mulher. A “revolução sexual” é sinónimo de cultura da barbárie e a “libertação da mulher” é exactamente o seu oposto.

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Não adianta às feministas berrar, porque estava escrito nas estrelas que o corolário seria este: o conceito de “libertação da mulher” foi essencialmente criado por homens e seguido por mulheres estúpidas criteriosamente colocadas na ribalta cultural e social pelo intelectualismo masculino do século XX.  Por exemplo, a alegada independência ideológica de Simone de Beauvoir em relação a Jean-Paul Sartre é puro sofisma: na essência, ela pensou como ele queria que ela pensasse.

O meu desprezo pelo feminismo é essencialmente o desprezo pela burrice que não é só apanágio da mulher mas também dos homens.

Domingo, 11 Maio 2014

A dissonância cognitiva da Raquel Varela

 

Por estes dias tenho andado a seguir o blogue da Raquel Varela. Estas coisas passam; daqui a uns dias não é nada, nem se nota. Por exemplo, neste verbete podemos verificar a dissonância cognitiva da Raquel Varela em relação à revolução sexual: por um lado, critica o Estado Novo por alegadamente ter proibido a divulgação de livros de “sexo e de amor”; mas, por outro lado, critica a Casa dos Segredos por transformar o “sexo e o amor” naquilo que é o corolário do império da liberdade negativa nos costumes: a libertinagem.

Eu não sei se Salazar proibiu a publicação de Cardoso Pires (como diz a Raquel Varela) apenas pelos seus livros de “sexo e amor”; parece-me que houve outras razões por que Salazar proibiu a publicação de Cardoso Pires. De resto, Natália Correia, por exemplo, publicou poemas eróticos no tempo de Salazar, e não me consta que tivessem sido proibidos. O problema de Salazar com Cardoso Pires não era o do “sexo e do amor” (antes fosse!): era antes um problema político fundamental que abarcava tudo (incluindo “o sexo e o amor”).

Tal como acontece, por exemplo, com Manuel Alegre, Raquel Varela confunde “conservadorismo” com “neoliberalismo” (ver ligação sobre a diferença entre os dois conceitos). O que se passa hoje em Portugal não tem nada a ver com conservadorismo, mas antes tem tudo a ver com neoliberalismo.

Neste caso, a dissonância cognitiva da Raquel Varela consiste em não querer reconhecer que existe um nexo causal inexorável — científico, mesmo! — entre a liberdade negativa destituída de liberdade positiva, por um lado, e a libertinagem, por outro lado. Quando os dois tipos de liberdade (negativa e positiva) não andam a par um do outro; quando só a liberdade negativa é contemplada pela cultura das elites que controlam os me®dia e o Direito Positivo — a consequência lógica é a constituição de novos tipos de escravatura, mais sofisticados do que os antigos porque se alega agora que as pessoas escravizadas são maiores de idade e que, por isso, deram o seu consentimento. Entramos já no domínio da noção absurda de “escravatura moral consentida”, como se fosse possível que uma pessoa quebrasse voluntariamente o seu sentido de auto-conservação sem que isso implicasse a existência de uma qualquer anomalia mental, privada e colectiva.

E o que a Raquel Varela não quer reconhecer é que o que está acontecer agora já tinha sido profetizado e anunciado, de uma forma apologética, por Herbert Marcuse em particular, e pelos mentores da actual Esquerda que foram os membros da Escola de Frankfurt.

Face à realidade actual de mercantilização da dignidade humana, e quando essa realidade não se adequa àquilo que a Raquel Varela pensa que ela (a realidade) deveria ser em função das suas (dela) crenças, então ela entra em dissonância cognitiva que se caracteriza por uma sensação de desconforto perante os factos.

E para obviar a esta situação, a Raquel Varela vê um “conservadorismo” em Portugal que não existe de facto (longe disso!), e implicitamente culpa Salazar pela existência da Casa dos Segredos, da lei do novo negócio das “barriga de aluguer” que se prepara, da adopção de crianças por pares de invertidos que transforma as crianças em um instrumento de legitimação de um determinado estilo de vida esdrúxulo, o “divórcio unilateral e na hora” que atinge principalmente as mães, o aborto “à la gardaire” por pressão dos homens que prejudica gravemente as mulheres em geral, o casamento que deixou de ser uma instituição e que foi transformado em uma amizade consentida pela polícia. Mas disto, a Raquel Varela não fala para não alimentar ainda mais a sua dissonância cognitiva.

Tudo isto foi feito através um tácito acordo político mútuo entre pessoas como Raquel Varela e os neoliberais: cada uma das partes beligerantes está convencida de que o movimento dialéctico de síntese trará um futuro que corrobore as suas mundividências e as suas crenças políticas. Ambos os lados da contenda optaram por uma política de terra queimada na cultura antropológica, para ver quem melhor sobreviverá quando a miséria moral grassar pela sociedade.

Sexta-feira, 6 Abril 2012

As vacinas contraceptivas e o cancro da mama

Filed under: feminismo,politicamente correcto — O. Braga @ 9:05 pm
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“Des chercheurs du Fred Hutchinson Cancer Research Institute de Seattle viennent de rendre publics les résultats d’une étude sur plus de 1.000 femmes jeunes, de 20 à 44 ans, ayant un cancer du sein. 10 % d’entre elles avaient eu recours à une injection contraceptive. L’étude a établi un lien entre le depo-medroxyprogesterone acetate (DMPA), principal ingrédient du Depo-Provera et le cancer du sein. Ce moyen contraceptif s’utilise selon divers dosages, généralement par injection tous les trois mois. Il contient de la progestine, une hormone utilisée dans un traitement de la ménopause lié lui aussi au cancer du sein.

L’étude montre un risque 2,2 fois plus grand d’avoir un cancer du sein chez les femmes ayant utilisé le DMPA pendant un an au moins, un risque que l’on n’a pas retrouvé chez celles ayant cessé de l’utiliser depuis plus d’un an ou qui l’avaient utilisé depuis moins d’un an.

Le cancer du sein demeure exceptionnel chez les femmes aussi jeunes mais le niveau d’augmentation du risque justifie une meilleure recherche sur les contraceptifs, d’autant que d’autres solutions existent, assure le Dr Christopher Li. Sans évoquer pour autant la moins chère, la plus morale et la plus sûre, sur le plan de la santé, de toutes : la régulation naturelle des naissances.

Les injections contraceptives font l’objet d’une promotion frénétique dans les pays du tiers-monde.”

via Le blog de Jeanne Smits: Le “vaccin” contraceptif double le risque du cancer du sein chez les jeunes femmes.

Quinta-feira, 15 Março 2012

Entre a revolução e a revelação

Isilda Pegado fala aqui em “nova mentalidade”, e dei comigo, perplexo.
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Terça-feira, 31 Janeiro 2012

A revolução sexual e a ideologia de género custam o dobro do total gasto com o alcoolismo, o tabagismo e a obesidade

Promiscuity has direct financial costs. STIs are estimated to cost the NHS – and therefore the taxpayer – more than £1 billion per year. There are also longer-term costs. HIV treatment is now estimated at around £0.5 billion a year in the UK, with lifetime costs per case estimated at more than £300,000.

Preventing the 3,550 new cases that were diagnosed in 2008 would ultimately have saved £1.1 billion. The estimated 83,000 cases of HIV in the UK at the end of 2008 represent a total lifetime cost of £26 billion. Teenage pregnancy costs the NHS £63 million per year, and a further £29 million for infertility and other complications arising from chlamydia alone.

96 per cent of abortions are carried out on the NHS, at a cost of £650 each,[18] or £118 million.

These direct costs total around £60 per taxpayer annually. However, this ‘premium’ to insure our sexual freedom soars when the wider costs are taken into account.”

via The Jubilee Centre – Free sex: Who pays?.

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Domingo, 23 Janeiro 2011

As vítimas do niilismo modernista

Sai a notícia de que a conhecida actriz porno alemã Carolin Berger, aka Sexy Cora, também ela uma notável do programa televisivo Big Brother da Alemanha, bateu as botas depois de ter tentado uma sexta cirurgia ao aumento das mamas. Berger, de 23 anos e com apenas 48 kg de peso, pretendia aumentar as mamas do tamanho 34 F (que foi o resultado da sua última operação “aumentativa”) para o tamanho 34G. Para que se tenha uma ideia do que é o tamanho 34G de umas mamas, ver esta foto.
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Segunda-feira, 17 Agosto 2009

Os socialistas europeus adoram contar as punhetas dos cidadãos

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O governo regional da Andaluzia (socialista, como não poderia deixar de ser) lançou uma campanha pública ― em que gastou dinheiro dos contribuintes ― aconselhando as mulheres a masturbarem-se. Para além do que foi dito aqui acerca da masturbação espanhola, gostaria de acrescentar uma ou outra ideia.

O problema de quem caia na tentação de criticar este tipo de iniciativas socialistas e “progressistas”, é o de que será imediatamente apodado de “preconceituoso”, “inibido sexualmente a precisar de um psiquiatra”, “retrossexual”, etc. Num país como Espanha em que o desemprego anda à volta dos 19% da população activa, a preocupação dos socialistas é o de gastar dinheiro do erário público aconselhando as mulheres a masturbarem-se; se calhar, é para as fazer esquecer que não há dinheiro para o tacho: enquanto se masturbam ― pensam os socialistas ― não se dão conta de que têm fome.

Eu até percebo que os centros de saúde ― através dos médicos de família ― tenham um papel importante no aconselhamento pontual sobre a sexualidade dos utentes desde que estes peçam a opinião do médico. Não vejo nenhum problema nisso. O que me causa uma certa confusão é que um governo gaste dinheiro para orientar o comportamento sexual do cidadão que supostamente deveria ser coisa privada.
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Quarta-feira, 8 Julho 2009

Para Sarah Fawcett, o HPV foi fatal

Sara Fawcett

Sara Fawcett

Sarah Fawcett foi vítima do HPV, também conhecido como Vírus Papiloma Humano que é transmitido por via sexual. Contra o HPV, os preservativos não têm qualquer eficácia na protecção porque este vírus transmite-se através do simples contacto com a pele durante as relações sexuais.

Só nos Estados Unidos, um estudo efectuado revelou que uma em quatro mulheres, com idades entre os 14 e os 59 anos, estão infectadas com o HPV, ou seja, mais de 25 milhões de mulheres americanas.

A probabilidade destas mulheres poderem vir a desenvolver o cancro anal ― que foi a causa da morte de Sarah Fawcett ― ou o cancro do útero ou mesmo o cancro oral, acentua-se dramaticamente a partir dos 50 anos de idade. Noventa e nove porcento dos casos de cancro uterino deve-se à infecção com o HPV.

As vacinas contra o HPV apresentam vários inconvenientes:

Portanto, a melhor e única maneira de evitar a transmissão do HPV é através de uma cultura de estabilidade nas relações sexuais.
É isto que José Sócrates e a “ministra-sinistra” deveriam mandar ensinar às nossas crianças, em vez de distribuírem preservativos nas escolas que não são eficazes na prevenção da infecção com o HPV, ou defenderem as vacinas contra o HPV em crianças com 9, 10 ou 11 anos ― o que é criminoso.

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