perspectivas

Segunda-feira, 25 Janeiro 2016

Viva o progresso!

Filed under: Portugal — O. Braga @ 6:58 pm
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Pela primeira vez temos um presidente da república divorciado (não há primeira-dama).

O próximo presidente da república será uma lésbica “casada” com outra (uma marida com uma marida) e com um filho anónimo, produto de inseminação artificial (um filho-de-puta).

E depois teremos um gay poliândrico como presidente da república, que transformará o palácio de Belém em uma sauna gay. Há que ser moderno!

E para sermos ainda mais progressistas, iremos eleger para presidente da república um transsexual negro em uma relação poliamórica com 27 homens e mulheres de género neutro. Não há fome que não dê em fartura!

Ser progressista é fixe.


casal-real-web

Sexta-feira, 7 Dezembro 2012

Parece que Mário Soares faz hoje 88 anos

Portugal é o único país do mundo em que um indivíduo pisa a bandeira nacional numa manifestação pública no estrangeiro e chega, mais tarde, a presidente da república portuguesa sob a égide dessa mesma bandeira. Isto diz tudo acerca do regime (e do povo) que temos.

Segunda-feira, 9 Julho 2012

O feudalismo e a democracia representativa

“O feudalismo emerge sempre que alguém, social e economicamente enfraquecido, pela despolitização do Estado, pede protecção a um privado, social e economicamente fortalecido, pelas circunstâncias do vazio de justiça. Um passa a prestar serviço de servidão. O outro rateia-lhe favores. Até de nomeação. Mas é difícil descodificar a teia. Há muita baba de aranha.”

— Adelino Maltez [respigado no FaceBook]

Vamos tentar analisar esta proposição. Há nela quatro conceitos-base: feudalismo; despolitização do Estado; vazio de Justiça; e servidão.

  1. Em primeiro lugar, parte-se do princípio segundo o qual o feudalismo é, não só muito diferente do constitucionalismo democrático que criou as oligarquias partidárias, mas também que é um sistema político inferior ou mais atrasado. Portanto, a alusão ao feudalismo é pejorativa.
  2. Em segundo lugar, a “despolitização do Estado” é literalmente o Estado sem ideologia — o que é uma impossibilidade objectiva. Um Estado ideologicamente neutro é, em si mesmo, um Estado ideologicamente comprometido com a neutralidade do Estado. Ou seja, não existe neutralidade do Estado.
  3. Em terceiro lugar: o vazio da Justiça. Entende-se a justiça como Justiça [com maiúscula]. A justiça como sistema de Justiça.
  4. Em quarto lugar, a alegada “servidão do feudalismo” em contraponto à putativa “liberdade da democracia” constitucionalista e representativa.

O único aspecto da proposição em que o seu autor tem razão — em que é racional — é no que se relaciona com o “vazio da justiça” — ou seja, quando o sistema de Justiça não funciona, e esse não-funcionamento é intencional e propositadamente provocado pelas elites. Que não tenhamos ilusões absolutamente nenhumas: a Justiça não funciona em Portugal porque as elites não querem que ela funcione. E quando eu falo em elites, refiro-me à ruling class e, por isso, também, aos partidos políticos que, por serem partidos, não representam o ideal nacional.

O presidente da república, que poderia ser uma entidade institucional supra-partidária, não o é, porque foi eleito com o apoio de uns partidos e contra a vontade de outros partidos políticos, e porque não tem poderes constitucionais de intervenção que possam alterar o “vazio da justiça”. Portanto, o presidente da república também não representa o ideal nacional.

Uma sociedade putativamente feudal, e em que não exista um vazio da justiça, é mais democrática e consonante com o ideal nacional do que em uma democracia constitucional representativa em que esse vazio da justiça existe, e em que é propositada a sua existência.

O feudalismo não é necessariamente sinónimo de vazio de justiça, e a democracia representativa pode significar um vazio de justiça, como podemos verificar na nossa actual. O feudalismo não é necessariamente sinónimo de tirania, mas a nossa democracia representativa já entra na categoria da tirania.

Sábado, 19 Setembro 2009

Não se trata de “esquizofrenia”; trata-se de “maçonaria”. Rima, mas não é a mesma coisa

Três notícias chamam (hoje) a minha atenção:

Depois de Belmiro ter dito recentemente deste governo “cobras e lagartos”, e em plena campanha eleitoral, parece que os bons espíritos se reencontram. Lembro-me de me cruzar muitas vezes, já lá vão vinte anos, com Belmiro no voo da noite da TAP entre Madrid e o Porto; a diferença é que eu era trabalhador por conta de outrem, e Belmiro não. Não nos esqueçamos que Belmiro de Azevedo é o dono do jornal “Público” que levantou a polémica sobre as escutas telefónicas ao Presidente da República em Agosto passado.


monarquia

Toda a gente sabe que os serviços secretos dependem directamente do primeiro-ministro. Toda a gente sabe que os serviços secretos estão infiltrados por gente da maçonaria, e por isso podemos dizer que a maçonaria controla indirectamente o SIS. Se o próprio assessor do primeiro ministro é membro da maçonaria, aquele tem um acesso privilegiado não só as informações do SIS como pode influenciar o tipo de investigações seguidas pelo SIS.

Vamo-nos deixar de sofismas e introduzir a lógica em todo este imbróglio: existe uma alta probabilidade de o Presidente da República ― que foi eleito pelo povo em sufrágio directo, secreto e universal ― estar a ser vigiado e escutado ilegalmente pelos serviços secretos que são controlados directamente pelo primeiro ministro e pelo seu assessor maçon.

Mas não só o PR: toda a gente sabe que o Procurador-geral da República aventou a possibilidade de ter os telefones da PGR e mesmo o seu telefone pessoal, sob escuta.

O projecto maçónico para Portugal, que se consubstancia ― entre outras coisas ― na “espanholização” de Portugal, não só considera José Sócrates como o “Obama português” (o indivíduo que vai fazer o que a máfia e a tríade de Macau querem, ou acaba por ser preso devido às irregularidades que cometeu), como até não exclui a possibilidade de fazer aceder o Bloco de Esquerda ao Poder para viabilizar um governo minoritário de José Sócrates caso este ganhe as eleições sem maioria absoluta.

José Sócrates é um elemento chave do iberismo maçónico e de um projecto de servidão para o povo português. Chegou o momento de os generais começarem a prestar mais atenção ao que está a acontecer. E chegou o momento de os patriotas tirarem as devidas ilações sobre o “método” de acção a executar.

Quarta-feira, 16 Julho 2008

Exercício de memória: a República passou de moda?

Terra da Pátria!
Querida terra,
Liberta e altiva!
Na paz, na guerra
A alma idolatre-a,
Para ela viva.

Nosso chão pátrio,
Terra querida,
Sempre liberta!
De um mundo às átrio,
Nunca vencida,
Por ti ― alerta!

Terra sagrada
Da Pátria amada,
Sê triunfante!
Pequeno e forte,
Até à morte
Avante! Avante!

“Coral de Tripúdio”, de Teófilo Braga (1843 ― 1924), um republicano dos sete costados

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