perspectivas

Sábado, 28 Abril 2012

Perguntas infantis

Filed under: A vida custa,economia,Esta gente vota,Passos Coelho,Pernalonga — O. Braga @ 7:48 am
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Quando eu era um infante de 5 ou 6 anos, fazia aquelas perguntas infantis típicas: “Ó mãe, o que são as estrelas? E o que é o Sol? Por que é que à noite há luar?”; etc.. A Maria Teixeira Alves [MTA *] também parece estar na “idade dos porquês”.

Um dos problemas da nossa cultura é o presentismo — o corte epistemológico com o passado. Este fenómeno cultural é transversal à sociedade e àquilo a que se convencionou chamar de Esquerda e Direita. E um outro problema da cultura nacional é aquilo a que Fernando Pessoa chamou de “nacionalismo cosmopolita ou sintético”, que no fundo se traduz na negação da nacionalidade — a nacionalidade é considerada um direito negativo.
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Terça-feira, 30 Agosto 2011

Vem aí novamente o Real de Água?

Entre 1580 e 1640, Portugal esteve sob domínio da dinastia filipina espanhola, e em 1632 o juiz do povo de Lisboa enviou um relatório ao governo de Madrid onde demonstrava, com números e estatísticas, que os impostos pagos pelo povo português eram relativamente os mais altos em todo o império espanhol — o tal império onde nunca o Sol se punha.

Entre os impostos exorbitantes pagos pelo povo português à potência estrangeira constava o chamado “Real da Água”: os espanhóis chegaram ao ponto de cobrar um imposto aos portugueses por estes beberem água ― o chamado “real de água”; o simples facto de os portugueses serem obrigados a beber água das fontes públicas ou naturais deu azo a mais um imposto estrangeiro em Portugal.

Apesar da degradação da economia devido à delapidação espanhola dos nossos recursos, os impostos sobre o povo português aumentavam a cada ano que passava. O povo permanecia em um desespero silencioso, vergado pela brutalidade dos impostos vindos do estrangeiro que manifestava sistematicamente atitudes de desprezo, vexame e novas extorsões.

Foi então que se deu a revolução: a Restauração da Independência em 1640; se os espanhóis não tivessem sido tão gananciosos e estúpidos, possivelmente Portugal seria hoje uma província espanhola, mas a verdade é que um espanhol é naturalmente estúpido e ganancioso; está-lhe no sangue.


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Terça-feira, 8 Julho 2008

A “liberalização” do mercado da energia em Portugal

Filed under: economia — O. Braga @ 6:46 pm
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Deste texto (link), podemos inferir o seguinte:

  1. A evolução do Euro face ao dólar não justifica os aumentos inusitados e exagerados dos preços dos combustíveis em Portugal.
  2. A privatização da GALP e da EDP, realizadas durante o governo do lacaio Durão Barroso por imposição absolutista do Directório da União Europeia, fez com que o capital das duas empresas portuguesas estejam hoje nas mãos de estrangeiros que se estão borrifando para os problemas do Tuga;
  3. De 2002 a 2004 ― e depois da privatização e durante o governo do lacaio Durão Barroso ― os lucros da EDP e da GALP aumentaram em 72%;
  4. De 2004 a 2006 ― durante o governo do lacaio José Sócrates ― os lucros da EDP e da GALP aumentaram 120%.
  5. O lacaio europeísta José Sócrates prepara-se para dar de mão beijada aos estrangeiros do Directório uma outra empresa portuguesa, a REN, que é uma empresa estatal rentável, que entre 2003 e 2006 deu um lucro de 500 milhões de Euros, num aumento de lucros na ordem dos 430% e que beneficiaria o Estado português que nos diz que não tem dinheiro para a Saúde, para a Justiça e para Educação.
  6. Portugal transformou-se no El Dorado da exploração energética estrangeira desenfreada, sem medida ética, à custa de um dos povos mais pobres da Europa a 27 e o mais pobre da Europa a 15.
  7. De 2002 a 2008, Portugal foi o único país da OCDE e da UE que sofreu uma baixa de remuneração salarial média per capita.
  8. Sendo os mais pobres da UE a 15, os portugueses pagam mais 18% do que a média dos preços da electricidade vigente na União Europeia e mais 9% da média dos preços do gás na UE a 15.
    É um “fartar, vilanagem!”
  9. Em 1999, antes da liberalização do mercado energético e da submissão canina portuguesa às regras do Euro, os preços dos combustíveis em Portugal eram mais baixos do que os da média europeia; em 2008, acontece o contrário.

Conclusão: estamos tramados.

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