perspectivas

Sábado, 31 Agosto 2013

Portugal tem que deixar de ser “o amigo da Espanha”, e passar a ser “o amigo da onça”

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 4:58 pm
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« Com o envio de uma Nota à ONU, da autoria da Missão Permanente de Espanha junto das Nações Unidas, em Nova Iorque, datada de 5 de Julho e até hoje completamente desconhecida da opinião pública portuguesa, sendo por nós revelada em primeira mão, reacendeu-se a disputa que, nas últimas décadas, tem levado as autoridades espanholas a porem em causa a dimensão da Zona Económica Exclusiva de Portugal em redor das Selvagens pelo facto de, afirmam os espanhóis, as mesmas não deverem ser classificadas como ilhas, mas sim como “rochas”.

A Missão espanhola escreve taxativamente que “Espanha não aceita que as Ilhas Selvagens gerem, de modo algum, Zona Económica Exclusiva, aceitando, todavia, que as mesmas gerem mar territorial uma vez que as considera como rochas com direito unicamente a mar territorial.”»

Selvagens – Reacendeu-se o conflito entre Portugal e Espanha sobre a ZEE das ilhas

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O Amigo da Onça

Portugal tem que mudar a sua estratégia diplomática em relação a Espanha e aproximar-se mais das posições britânicas – porque de Espanha não é possível esperar qualquer compromisso diplomático sério. Espanha é hoje, na Europa, um Estado pária, fortemente dividido pelas nacionalidades e em avançado estado de putrefacção.

Trezentos e setenta e dois anos depois de 1 de Dezembro de 1640 que expulsou o domínio filipino de Portugal que Espanha nunca aceitou; 198 anos depois da Conferência de Viena que outorgou a Portugal o direito ao território de Olivença que Espanha nunca respeitou; e trinta anos depois da entrada de ambos os países na União Europeia, Espanha continua a ter uma atitude de hostilidade gratuita e irracional em relação a Portugal.

Em resposta a esta contínua e multi-secular guerra de guerrilha castelhana em relação ao nosso país e ao nosso povo, a diplomacia portuguesa terá que mudar não só no que respeita aos apoios internacionais, mas também em relação à forma como lida com as nacionalidades espanholas – incentivando quanto for possível o desmembramento de Espanha em tantos países independentes quantas as nações que existem sob o controlo de Castela. E há muitas formas “politicamente correctas” de fazer isto.

É preciso acabar com a Espanha do centralismo castelhano, de uma vez por todas.

Segunda-feira, 5 Agosto 2013

O fim anunciado da democracia espanhola

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:23 am
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Numa altura em que a Catalunha pondera um referendo nacional sobre a sua independência, o governo espanhol resolveu embirrar com a Inglaterra por causa do penedo de Gibraltar. Mas não só a Catalunha: o País Basco e a Galiza podem ser as nações que se seguem no pedido de independência.

O embaixador espanhol no Reino Unido já foi chamado a Madrid por causa de uns blocos de cimento que o Reino Unido colocou ao largo de Gibraltar, alegadamente em águas territoriais espanholas. E mais: o governo espanhol pretende cobrar 50 Euros por cada entrada e saída de pessoas do rochedo de Gibraltar – ou seja, uma visita a Gibraltar, caso o governo espanhol avance com esta ideia obtusa e medieval, irá custar 100 Euros!

Mas o governo espanhol já não está preocupado com o caso de Olivença. E vendo tudo isto, até penso que foi uma boa ideia o presidente da república ter estado recentemente nas Ilhas Selvagens, no arquipélago da Madeira, porque para Espanha um rochedo qualquer justifica um incidente diplomático grave, e Olivença continua a ser espanhola apesar de Espanha nunca ter cumprido o que assinou no Tratado de Viena ratificado pelas potências europeias em 1817: o governo espanhol comprometeu-se solenemente a entregar a praça de Olivença a Portugal, coisa que nunca fez.

Das duas uma: ou a democracia espanhola continua alegremente rumo à decomposição do Estado espanhol nas suas diversas nacionalidades; ou é preciso arranjar um novo Franco.

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Terça-feira, 18 Junho 2013

O governo “conservador” britânico pretende realizar “casamentos” gay na capela do parlamento

“Labour MP Chris Bryant, who is gay and a former Anglican clergyman, wants the chapel to be converted into a ‘multi-denominational’ venue so that it can host gay weddings.

St Mary Undercroft is a Church of England chapel, meaning it is legally exempt from hosting same-sex ceremonies.”

Former Speaker queries gay weddings in Commons chapel

O que se pretende é transformar uma capela da Igreja Anglicana, adstrita ao parlamento britânico, em um local profano para celebrar “casamentos” gay. É extraordinário que um órgão de soberania, como é o parlamento inglês, transforme uma capela do século XIII em um local para “casar” gays, o que revela a enorme quantidade de invertidos que controla a política britânica. Uma pequeníssima minoria de fanchonos controla a esmagadora maioria da população e em nome da democracia…!

O culto oficial inglês já não será o da religião anglicana: passará a ser o culto da religião sodomita.

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Capela do Parlamento britânico

Terça-feira, 15 Maio 2012

Welcome to the United Kingdom New Britain

Filed under: A vida custa,Europa — O. Braga @ 9:55 pm
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“When Tony Blair was Prime Minister, his officials warned him not to end one of his speeches with the words “God bless Britain”.

Po-faced advisors told him “this is not America” and persuaded him to drop the idea, the Daily Mail reports.

Mr Blair told the story at a conference organised by Holy Trinity Brompton, a large Evangelical Anglican church in London.”

via PM Blair warned not to say ‘God bless Britain’ | News | The Christian Institute.

Terça-feira, 25 Outubro 2011

A degradação da política inglesa

David Cameron é o exemplo do político inglês moderno desprovido de dignidade e de espinha dorsal. Ao longo da História verificámos que os ingleses sempre atacaram os outros países pelas costas, mas tinham pelo menos uma qualquer justificação plausível e lógica para o ataque traiçoeiro. Hoje, a política inglesa caracteriza-se pela guerra de guerrilha esquizofrénica e constante contra tudo e todos que possam “ameaçar” a Inglaterra, e pelo simples facto de existirem. A Inglaterra transformou os outros países da Europa em um problema ontológico.

Face à crise económica e financeira que transformou já a Inglaterra em um super país periférico da União Europeia, David Cameron opta pela política do “toca e foge”: por um lado, impediu [ontem] a realização de um referendo em Inglaterra acerca da permanência do Reino Unido na União Europeia; por outro lado, critica sistematicamente a política do BCE e do Euro estando, como sabemos, a Inglaterra fora o Euro. Em Inglaterra, o comportamento da liderança política tornou-se errática, desnorteada, e portanto, estúpida.

A Inglaterra actual está irreconhecível; pouco tem a ver com a Inglaterra de Churchill, para não irmos mais atrás no tempo. Pela primeira vez em séculos de existência, o parlamento inglês parece estar a ser cerceado nas suas liberdades de voto e de expressão.

O Bill of Rights — imposto a partir de 1688 ao rei Guilherme de Orange, que garantia a liberdade dos parlamentares e a sua liberdade de expressão, para além da livre eleição do parlamento — está hoje ameaçado por um poder oculto que consiste em uma mescla ou aliança dialéctica entre o poder plutocrático da City de Londres, por um lado, e as forças sociais e culturais minoritárias que coordenam e impõem o politicamente correcto ou o chamado “marxismo cultural”, por outro lado. O partido conservador inglês, de “conservador” só lhe resta o nome.

Segunda-feira, 3 Outubro 2011

Progenitor 1, e Progenitor 2, substituirão ‘mother’ e ‘father’ nos passaportes britânicos

«El lobby gay de Reino Unido ha conseguido desterrar de los pasaportes (principal documento oficial al no existir DNI) las palabras padre y madre, por considerar que era “discriminatorio” para las “familias homosexuales”.»

via ‘Parent 1’ y ‘parent 2’ sustituirá a ‘mother’ y ‘father’ en los pasaportes británicos – Libertad Digital.

Sexta-feira, 1 Julho 2011

A eutanásia e o progresso da opinião pública

Num postal anterior falei de Bernad de Mandeville, do utilitarismo e do “progresso da opinião pública”. Temos aqui um exemplo actual de como funciona o “progresso da opinião pública”:

Let disabled people choose death, says MSP Margo MacDonald

  • Primeiro, aparecem uns malucos a defender a eutanásia para todos, como foi, por exemplo, o caso de Jack Kevorkian;
  • Depois, aparecem uns “filósofos” e/ou académicos a defender as ideias de malucos como o Jack Kevorkian, embora dando-lhes um porte aceitável — por exemplo, Daniel Dennett, Richard Dawkins, Christopher Hitchens, Sam Harris, Julian Savulescu, Anthony Cashmore, e principalmente Peter Singer;
  • Por último, as ideias de Jack Kevorkian filtradas pelos académicos e/ou “filósofos” são perfilhadas por uma minoria política — como é o caso da deputada escocesa Margo MacDonald.

Quando a defesa da causa do maluco Kevorkian chega à esfera do poder legislativo, o trabalho do progresso da opinião pública já está em fase madura: agora, impõe-se a pressão política constante. Se a nova lei da eutanásia é chumbada hoje, torna-se a apresentá-la no parlamento, porventura com algumas alterações, amanhã. E se voltar a ser chumbada, volta-se a apresentar a lei. E assim sucessivamente, até que a lei passe.

Entretanto, enquanto a minoria política conduzida por Margo MacDonald pressiona constantemente o parlamento escocês para que a lei da eutanásia passe, os filósofos e académicos acima referidos continuam a fazer o seu “trabalho de sapa” de persuasão nos me®dia , em prol do “progresso da opinião pública”.

E quando os médicos passarem a matar os seus doentes de uma forma quase discricionária, a maioria da população ou vai estar de acordo, ou vai estar-se nas tintas, porque passou a pertencer a uma opinião pública progressista e esclarecida.

Quarta-feira, 20 Outubro 2010

Inglaterra não brinca em serviço

Filed under: A vida custa,economia — O. Braga @ 10:06 am
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David Cameron anuncia que eliminará 500.000 funcionários públicos. As contas são fáceis de fazer: se o Reino Unido tem 2.075.000 funcionários públicos, esta redução é de 24%. A mesma percentagem aplicada em Portugal equivaleria ao despedimento de 168.000 funcionários públicos.

A diferença é que em Inglaterra existe 1 funcionário público por 29 habitantes, enquanto que em Portugal existe 1 funcionário público por 13 habitantes.

Terça-feira, 21 Setembro 2010

A derrota dos marxistas e gayzistas em Inglaterra e a vitória do Papa por KO ao primeiro assalto

A visita do Papa Bento XVI a Inglaterra constitui um marco histórico da vitória do bom-senso, na guerra cultural na Europa, movida pelo ódio da estranha e anti-natural aliança entre gays, marxistas e integristas islâmicos. Desta vitória de Bento XVI, e para além da derrota da aliança satânica gayzista / marxista / integrista, saíram também derrotados os me®dia.
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Domingo, 12 Setembro 2010

O pederasta assumido que coordena a oposição à visita de Bento XVI a Inglaterra

Quando vemos a oposição organizada à visita do Papa ao Reino Unido, não podemos deixar de pensar que o Mal se organiza. Eu, que penso que o mal é a ausência do bem, acabo por convir que, em determinadas situações, o Mal se comporta como uma força organizada.

O Mal organizado, que pretende que Bento XVI não possa visitar a Inglaterra, é simbolicamente representado pela figura de Peter Tatchell, um defensor do sexo com menores (H/T N.F.). Em uma carta enviada em 1997 por Tatchell ao jornal britânico Guardian, o activista de esquerda defendeu que a publicação de propaganda a favor da legalização do sexo de adultos com menores de idade, não deveria ser restringida nem proibida. Contudo, são esses mesmos esquerdistas, gayzistas, pedófilos e pederastas que insultam o Papa de pedófilo e pretendem proibir a sua visita a Inglaterra.

O grande e maior inimigo da decadência gayzista é a Igreja Católica. A Igreja Católica é a espinha entalada na garganta do pederasta gayzista e do radical esquerdista. O Tatchell vai buscar, como exemplo, uma tribo da Papua Nova Guiné em que, segundo ele, “as crianças e os jovens têm sexo com adultos e são todos felizes”. Pelo mesmo tido de argumento — e a julgar verdadeira a estória da tribo da Papua — deveríamos voltar todos ao paleolítico inferior, buscando assim a felicidade gayzista.

A organização do Mal em torno da contestação à visita de Bento XVI a Inglaterra tem a virtude de separar as águas: as pessoas, o povo, o cidadão comum, começam a perceber o que representam as ideias. Já ninguém pode dizer que não sabe o que a esquerda marxista cultural pretende; já ninguém se pode esconder por detrás de uma confortável ignorância.

Quarta-feira, 4 Fevereiro 2009

A intolerância da religião do ateísmo

A maioria dos Estados da União Europeia, controlados pela maçonaria, adoptam uma nova religião de Estado: o ateísmo. Em nome da prevalência e do exclusivismo dessa nova religião de Estado, deu-se início a uma nova Inquisição medieval em pleno século 21.

O que está em causa com a crítica ao movimento do Novo Ateísmo que se organiza a nível internacional, não é a propaganda do ateísmo como uma visão peculiar da realidade, mas a tentativa deliberada de limitar a liberdade individual do cidadão em geral, impedindo-o de livremente seguir uma outra religião que não a ateísta.

Exactamente na medida em que o movimento ateísta pretende restringir a liberdade individual, faz parte integrante de uma agenda política claramente totalitária que se desenha nos areópagos internacionais, nomeadamente em organismos da ONU como é o caso da UNESCO.

Caroline Petrie

Caroline Petrie

Caroline Petrie é uma enfermeira inglesa que trabalhava para uma empresa que se dedica à assistência domiciliária a idosos doentes. Numa visita a uma senhora idosa que necessitava de cuidados de enfermagem, e antes de sair de casa dela, Caroline perguntou à idosa “se queria que rezasse pelas suas melhoras”, ao que a senhora idosa respondeu que não precisava das orações da enfermeira.

Acontece que a tal senhora idosa queixou-se à empresa onde a enfermeira Caroline trabalhava, e a empresa suspendeu-a sem vencimento desde 17 de Dezembro de 2008, e Caroline foi obrigada a frequentar um curso sobre “Igualdade e Diversidade”, não se sabendo ainda se será reintegrada na empresa ou não. A razão alegada pela empresa para a suspensão sem vencimento da enfermeira Caroline foi a de que ela “não demonstrou um comprometimento pessoal em relação à igualdade e diversidade” (sic).

Vamos tentar racionalizar o caso da Caroline Petrie.
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Terça-feira, 29 Julho 2008

Reino Unido: esposas que matam maridos com pena reduzida

Licença para matar

Licença para matar

Se uma mulher for vítima de uma atitude ou acto de violência por parte do marido, e se na sequência dessa atitude ou acto de violência por parte do marido ela o matar de forma premeditada, não será penalizada por homicídio simples (8 a 12 anos de prisão) ou por homicídio qualificado (12 a 25 anos), mas por homicídio privilegiado (1 a 5 anos de prisão). A nova lei britânica isenta a mulher de provar que agiu de forma espontânea, o que significa que a premeditação passa a não ser punível nestes casos.

A partir de agora espera-se que aumentem os óbitos e diminuam os divórcios no reino de Sua Majestade. Responde-se, assim, à barbárie, com um maior grau de barbaridade legalizada. O politicamente correcto é isto…

El Gobierno del primer ministro Gordon Brown ha presentado una iniciativa de ley para que las personas que maten a su pareja tras sufrir años de violencia doméstica podrán evitar una condena por asesinato y ser acusadas sólo de homicidio. La propuesta supone una nueva línea de defensa para las mujeres víctimas de ese tipo de violencia. Ahora, no tendrán que demostrar que actuaron de modo espontáneo al dar muerte a sus torturadores.

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