perspectivas

Segunda-feira, 15 Agosto 2011

“A culpa é da democracia” (2)

O Renascimento marca a explosão do gnosticismo cristão recalcado e reprimido desde Constantino. O Renascimento fez ressurgir as ideias clássicas (greco-romanas) à luz da formidável metafísica cristã, ou seja, coloca o classicismo greco-romano fora de contexto e interpreta-o anacronicamente. O Renascimento é um processo de criação de uma ucronia multifacetada que deu lugar à proliferação das utopias políticas modernas e contemporâneas.
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Quarta-feira, 20 Abril 2011

O determinismo protestante e a liberdade católica (3)

Antero de Quental atacou a Igreja Católica com violência e brutalidade inauditas, responsabilizando o catolicismo por aquilo a que ele chamou de “atraso” por parte da Europa do sul em relação à Europa do norte. Deveria ser permitido a Quental ver a Europa actual, e verificar que os eventuais avanços em algumas áreas da sociedade implicaram necessariamente o retrocesso em outras áreas. Sob ponto de vista humano, a Europa retrocedeu e muito; a Europa sacrificou o valor das relações humanas em favor do chamado “progresso protestante do dever social” que evoluiu paulatinamente, e desde a Reforma, para uma espécie de “Estado do Sol” de Campanella.
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Segunda-feira, 28 Março 2011

Breve história da Reforma luterana (4)

Se o luteranismo permitiu o casamento da religião com o Estado, o calvinismo permitiu o casamento da religião com o dinheiro.

Uma das características do luteranismo foi a submissão da religião ao Estado, o que ainda acontece hoje nas igrejas nacionais, como é caso da igreja sueca que não é mais do que um apêndice do Estado sueco. Pelo contrário, a Igreja Católica defendeu sempre a independência da religião em relação aos Estados, o que se acentuou ainda mais com a Contra-reforma. Mesmo durante os fascismos do século XX, a Igreja Católica conseguiu uma certa independência.
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Sexta-feira, 4 Março 2011

A origem histórica e cultural do Carnaval

Ao contrário do que está escrito aqui, não existia “Carnaval na antiguidade”. Aliás, o simples facto de a Wikipédia afirmar que existia “Carnaval na antiguidade” dá-nos uma ideia da qualidade duvidosa da informação contida naquele antro de marxistas. Não há nada que indique a existência do Carnaval antes de 1200 d.C. .
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