perspectivas

Sexta-feira, 1 Abril 2016

A Raquel Varela e a Primavera Árabe em Angola

 

A Raquel Varela defende para Angola uma espécie de Primavera Árabe.

Os românticos adoram ver a beleza e a força do tigre; o problema é quando o tigre foge da jaula — mas os românticos nunca pensam nessa possibilidade: Carpe Diem. O romantismo do século XVIII voltou a estar na moda em Portugal.

A capacidade de previsão de factos é sinal de inteligência; mas, hoje ser inteligente é sinal de estupidez. O romantismo inverteu os pólos do QI.

Terça-feira, 15 Março 2016

A Raquel Varela e o cheirinho a merda seca

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 11:51 am
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“A Europa está a caminho de uma guerra mundial, que tem a UE como uma das principais responsáveis, e o Governo de “esquerda” como o veículo de turno que desta vez em Portugal carrega aos ombros as armas, deste cheirinho a 1913, 1939…Mas recordo-vos, nós temos medo, mas vocês devem ter mais medo”.

Raquel Varela


O que me espanta é a falsa dicotomia: ou seguimos a Esquerda, ou vem aí uma guerra mundial. O tremendismo revela impotência que decorre da consciência de que a ideologia falhou porque entrou em conflito com a realidade.

Segundo Hannah Arendt, todo o pensamento ideológico (as ideologias políticas) contêm três elementos de natureza totalitária:

1/ a pretensão de explicar tudo;

2/ dentro desta pretensão, está a capacidade de se afastar de toda a experiência;

3/ a capacidade de construir raciocínios lógicos e coerentes que permitem crer em uma realidade fictícia a partir dos resultados esperados por via desses raciocínios — e não a partir da experiência.

O cheirinho da Raquel Varela é um cheirinho a merda seca ideológica.

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Sexta-feira, 11 Março 2016

As excreções fisiológicas da Raquel Varela

 

Quando lemos o que a Raquel Varela escreve, ficamos com a ideia de que o conteúdo da escrita dela decorre de uma necessidade fisiológica urgente.

Por exemplo, a noção da Raquel Varela de “comportamento da maioria das pessoas nas redes sociais” é subjectiva — assim como a noção de urgência de uma descarga fisiológica é subjectiva.

Pelo facto de eu ser natural do Porto, por exemplo — e segundo a Raquel Varela —, não posso nem devo fazer uma qualquer crítica à cultura dos naturais do “Puerto, carago!”, porque, nesse caso, eu seria “racista”.

O conceito politicamente correcto da Raquel Varela de “estereótipo étnico” impele-a a chamar o Henrique Raposo de “racista”. Ficamos sem saber se a diarreia é só mental, ou se é psicossomática.
As excreções fisiológicas não se podem conter: expelem-se instintivamente, ao correr da pena e com um sorriso de alívio.

raque-varela-wc-web

Quarta-feira, 2 Março 2016

A Raquel Varela diz que o suicídio no Alentejo não tem nada a ver com a religião

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 1:51 pm
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A Raquel Varela é de opinião de que as ciências sociais são tão exactas quanto a biologia ou a matemática. Naturalmente que só nos resta rir da sua (dela) visão científica histriónica. Quando a sociologia, por exemplo, adopta estrita- e rigorosamente o método científico das ciências da natureza, a Raquel Varela só pode escrever disparates.

 

hr-algarvio

Quando a Raquel Varela critica aqui o livro do Henrique Raposo acerca do Alentejo, ela parte do princípio de que o dito livro é científico (no sentido da ciência positiva das ciências da natureza). Ora, que eu saiba, o Henrique Raposo não é propriamente um cientista, nem penso que ele tenha escrito o livro para um qualquer peer review. Portanto, os pressupostos da Raquel Varela em relação à análise do livro de Henrique Raposo estão errados. Mas os burros são os outros…! 

A Raquel Varela tem pérolas deste tipo:

“O suicídio tem uma relação directa, não exclusiva, com o envelhecimento e também com a solidão”.

A interpolação do termo “não exclusiva” impede a necessidade de qualquer medição exacta. Ademais, o “envelhecimento” é um conceito objectivo, mas “solidão” é um conceito subjectivo. Seria semelhante se eu dissesse o seguinte:

“A sede tem uma relação directa, não exclusiva, com a necessidade de água no organismo e também com a vontade de beber”.

As estatísticas (nos Estados Unidos) dizem-nos, de facto, que 36 em 100.000 pessoas com mais de 75 anos, suicidam-se. Mas também dizem que 13 em cada 100.000 pessoas entre os 20 e 24 anos se suicidam. O que interessa saber é o peso percentual de cada um destes extractos etários em relação à população total do país; e se fizermos essas contas, ficamos a saber que a Raquel Varela não tem tanta razão quanto parece.

E, uma vez que a Raquel Varela fala de Durkheim, segundo este (e concordo!) a medida estatística tem o inconveniente de ser extrínseca aos fenómenos sociais — por outras palavras, a razão (a causa) desses fenómenos sociais “fica na sombra”, por assim dizer, do ponto de vista da análise estatística. O problema da explicação do fenómeno social permanece intacto, depois da estatística, porque “a sociabilidade não se encontra em parte nenhuma” [“A divisão do trabalho social”], e porque em vez de “sociabilidade” devemos falar de “solidariedade”.

A pergunta que Henrique Raposo faz é (também) a seguinte: “¿será que a solidariedade no Alentejo é do mesmo tipo de solidariedade que existe em Trás-os-Montes, por exemplo?”. É um facto (um dado da experiência) que não são do mesmo tipo. Trata-se de uma evidência. E, partir de uma evidência, Henrique Raposo parte para uma análise da cultura alentejana.

O que o Henrique Raposo faz no seu livro é uma análise cultural (filosofia: ética, cultural, metafísica) do alentejano, mas não uma análise sociológica (no sentido da sociologia). Na medida em que o Henrique Raposo faz juízos de valor — embora baseados em dados da experiência —, o livro não é científico propriamente dito. Mas a Raquel Varela faz juízos de valor em nome da “ciência”.

Domingo, 28 Fevereiro 2016

Jesus Cristo não pediu emprestado

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 11:29 am
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Diz a Raquel Varela que “Jesus não pagou juros”; mas ela esqueceu-se de dizer que Jesus Cristo não pediu emprestado.

Terça-feira, 9 Fevereiro 2016

O politicamente correcto diz que “as ciências são todas iguais”

 

“Centenas de pseudo-cientistas andam por esse mundo fora citando-se uns aos outros e baseando as suas “descobertas” nas “descobertas” dos seus prestigiados colegas cujo prestígio saiu do facto de terem escrito alguma coisa a que dão muita importância, mas cuja fundamentação científica nunca existiu. É todo um edifício de “conhecimento” que se sustenta em pilares de igual valia científica e que se reclama de modernidade e originalidade ao ponto de designarem a ciência clássica como “mainstream” ou “ortodoxa” (acreditem, já ouvi…). Usam o termo “ciências sociais” para poderem usufruir de regras paralelas à ciência e não, como seria de esperar, ciência dedicada a fenómenos sociais.”

O Rerum Natura, por exemplo, nunca subscreveria este artigo. A única coisa que os preocupa é a homeopatia. Tal como a Raquel Varela, o Rerum Natura diz que “todas as ciências são exactas”, ou seja, que “não há umas ciências mais exactas do que outras”: o radicalismo igualitarista exige que todas as ciências sejam iguais. Raquel Varela escreveu o seguinte:

“A separação entre ciência fundamental e aplicada, ou entre ciências sociais e exactas é fictícia, e do ponto de vista produtivo, regressiva.”

É este o novo paradigma: todas as ciências são iguais; já estamos longe do “everything goes” de Feyerabend: passamos já à Era do “everything is the same” da pseudo-ciência que o Rerum Natura não reconhece como tal.

Aquilo que a chamamos hoje “pseudo-ciência” é mais cientismo do que outra coisa: o controlo da ciência pela ideologia política. A ciência está sitiada; e o Rerum Natura está calado, como seria de esperar. E este novo cientismo tem origem no romantismo contemporâneo de que falei aqui.

Domingo, 17 Janeiro 2016

O passa-culpas da Raquel Varela acerca dos “refugiados”

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 6:25 pm
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A Raquel Varela diz que “a culpa, dolorosa e insuportável, é das empresas de armamentos e energia que destroem aqueles países – se há taxa a ser paga é por eles. Ela refere-se a uma “taxa sugerida pela ONU sobre transportes, cinema e futebol para financiar ajuda humanitária”.

¿Onde estava a Esquerda da Raquel Varela durante a Primavera Árabe?!

A resposta é simples: estava de alma e coração com a política daquelas “empresas de armamentos e energia que destroem aqueles países”. Ou seja, ela apoiou a Primavera Árabe. E agora a culpa é daquelas “empresas de armamentos e energia que destroem aqueles países”.

Basta ler a minha posição acerca da Primavera Árabe (ver etiqueta) para me permitir dizer o seguinte: a Esquerda que pague a crise! Debitem a conta ao Partido Socialista, ao Partido Comunista, ao Bloco de Esquerda e quejandos.

No taxation without representation! A ONU que vá para a puta-que-pariu.

Domingo, 15 Novembro 2015

¿A guerra é inelutável?

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 5:32 pm
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A Raquel Varela faz aqui uma série de considerações comedidas sobre a guerra — por exemplo, comparando os mortos na Síria com os mortos em Paris. Naturalmente que os mortos na Síria não justificam os mortos em Paris, porque se assim fosse, a tese da Raquel Varela seria auto-contraditória.

¿A guerra é inelutável?

Em primeiro lugar, há que saber se existem guerras justas ou guerras injustas. Quando a Raquel Varela classifica a guerra, em geral, de “barbárie”, é de supôr que (para ela) toda a guerra é injusta. E, neste sentido, podemos afirmar que, para a Raquel Varela, a guerra movida pelos aliados contra o nazismo, por exemplo, também foi uma guerra injusta.

Uma feminista que se preze — como é o caso da Raquel Varela — considera todas as guerras injustas; e compreende-se por que razão: a guerra é essencialmente coisa de homens; em tempo de guerra não se limpam armas nem mulheres; “é sempre a andar!”.

Esta ideia de que a guerra é coisa de homens foi traduzida por Václav Havel (esse faxista!), que se perguntou se o homem europeu não perdeu o sentido da existência ao renunciar ao horizonte do sacrifício supremo, que lhe está, contudo, indissociável: “Uma vida que não está disposta a sacrificar-se a si mesma ao seu sentido, não vale a pena ser vivida” — escreveu o seu amigo Jan Patočka que morreu pelas suas ideias.

Mas supondo que Václav Havel e Jan Patočka sejam demasiado reaccionários para o gosto da Raquel Varela, talvez seja melhor falar de um anarco-anti-capitalista que caia melhor do goto (salvo seja) da Raquel Varela. Recordemos o que diz o anarquista e anti-capitalista Proudhon (La Guerre et La Paix) acerca da guerra:

“A guerra é inerente à humanidade e deve durar tanto quanto ela: faz parte da sua moral”.

E acrescenta:

“Se, pelo impossível, a natureza tivesse feito do homem um animal exclusivamente industrioso e sociável, e não guerreiro, teria caído, desde o primeiro dia, ao nível dos animais cuja associação forma todo o seu destino”.

A guerra é indissociável da acção política — como o demonstraram Maquiavel e Clausewitz.

Saber o que é uma “guerra justa”: eis o busílis da questão. E quando Kant defendeu uma “paz perpétua” através de um governo mundial, não se deu conta de que um governo mundial não pode ser outra coisa senão totalitário. E não há pior guerra do que a imposta aos cidadãos por um sistema político totalitário — como é, por exemplo, o Islão. Talvez por isso é que, na opinião da Raquel Varela, os mortos feitos pelo Islão sejam a mesma coisa em Paris e na Síria.


Adenda: A RV apagou o “post”, mas pode lê-lo aqui em PDF.

Quinta-feira, 17 Setembro 2015

A imbecilidade da Raquel Varela: o argumento ad Hitlerum e os “refugiados”

 

“Se ajudar pessoas que fogem à guerra, à fome e a perseguições em busca de uma vida melhor no outro lado de uma fronteira é ilegal, também o foi em tempos salvar judeus de campos de concentração e câmaras de gás dentro destas mesmas fronteiras. Também era punido por lei ajudá-los a escapar. Mas era então como o é hoje – legítimo”.

Raquel Varela

A Raquel Varela é uma imbecil. Comparar o holocausto nazi, por um lado, e a defesa de fronteiras nacionais, por outro lado, revela imbecilidade. E com imbecilidades destas, o debate sobre os ditos “refugiados” está inquinado: a radicalização de posições da Esquerda levou ao impasse político em que se encontram os países da União Europeia.

Vemos as imagens televisivas dos ditos “refugiados”, maioritariamente jovens homens sem família. ¿Quem abandona as suas mães, mulheres e/ou filhas? Quem?

O que é surpreendente (ou não) é que imbecis como a Raquel Varela têm visibilidade nos me®dia. É este tipo de imbecil que influencia a opinião pública.

refugees

Quinta-feira, 4 Junho 2015

Raquel Varela compara o Movimento de Defesa dos Caracóis com o Movimento Pró-vida humana

Filed under: Política,politicamente correcto,Portugal — O. Braga @ 9:29 am
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“Bem sei que vós não quereis saber da minha profunda reflexão sobre o assunto mas mesmo assim confesso, a propósito da campanha progressista estilo movimento pró-vida contra comer caracóis e matar traças…”

Sem tino

A Raquel Varela consegue transformar o absurdo do Movimento de Defesa dos Caracóis em absurdo elevado à segunda potência — o que é obra desenganada! É esta merda que aparece na televisão. Isto vai ter que levar uma volta, mais cedo que tarde, com choros e ranger de dentes. Mas desta vez não haverá Tarrafal (Salazar foi muito tolerante): se for preciso pôr a população portuguesa a crescer à custa da eliminação de uma pequeníssima minoria, gaudeamus!

Quarta-feira, 20 Maio 2015

Outra que não é loira (isto está ficando monótono, né?!)

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 5:26 pm
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« “Os casos de violência a que assistimos nesta semana não têm origem na ordem natural ou divina, são formas históricas de determinadas relações sociais. E são, naturalmente, chocantes – só isso têm de natural, a nossa instintiva repulsa pela brutalidade. Ser servil ao de cima, espezinhar o de baixo, está naturalizado, do Governo aos locais de trabalho, em grande parte dos partidos políticos, as relações de poder e de força são dominantes.

Os jovens expressam a sociedade violenta em que são educados, lamentavelmente. O que os jovens assistem todos os dias em matéria de valores sociais são umas centenas a esmagar milhões de “piegas”, 6 a bater em 1 é portanto um prolongamento de uma sociedade onde o primeiro-ministro nunca trabalhou na vida, e depois de eleito diz que um “bom exemplo é Dias Loureiro” ».

Esta senhora é doutorada em História

Ou seja, houve um tempo em que as “relações sociais” eram diferentes e não havia casos de violência: no tempo do paraíso de Adão e Eva. E a nossa instintiva repulsa pela brutalidade também não tem origem na ordem natural ou divina, mas antes reflecte aquelas formas de relações sociais diferentes que existiam in illo tempore no paraíso, em que não existia “domínio” senão o de Eva sobre Adão (belos tempos!). O Tempora! O Mores!

No paraíso também não havia o governo de Passos Coelho — por isso é que não havia violência no Éden. A causa da violência é também o facto de o primeiro-ministro nunca ter trabalhado na vida, ao passo que o Adão estava sempre disponível para trabalhar para a Eva. E depois veio a serpente Passos Coelho que, afoito passeava por aquelas paragens onde a epifania regia as formas de relações sociais, corrompeu a Eva, e o Adão passou a assumir a violência e o domínio.

Segunda-feira, 13 Abril 2015

A desilusão da revolução

 

“As revoluções têm por função destruir as ilusões que as causam: não são locomotoras, mas antes são os descarrilamentos da História.

Os revolucionários não destroem senão o que fazia mais toleráveis as sociedades contra as quais se rebelam.”

— Nicolás Gómez Dávila 

A Raquel Varela faz do discurso político, um romance. O problema é que ela não tem veia; não tem um estilo virtuoso; mas sempre poderá optar pelo romance político de cordel ou por uns monólogos egológicos para adolescentes.

A Raquel Varela discorre sobre “a desilusão que foi Mandela”. Pois é…! E diz que “Gandhi apoiou a II Guerra Mundial”: duvido da veracidade desta asserção: uma opinião circunstancial de Gandhi antes do conflito não é um apoio às suas consequências, porque nunca podemos saber o futuro.  Mas a Raquel Varela conhece o futuro e tem a certeza psicótica da construção do paraíso na Terra.

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