perspectivas

Quarta-feira, 17 Outubro 2012

Sobre a racionalidade da religião, segundo a Melanie Phillips

So why do I make this counter-intuitive suggestion that Judaism gave rise to rationality?

The popular belief is that the roots of reason and science lie in ancient Greece. Now undoubtedly Greece contributed much to modernity and to the development of Western thought down the ages. Nevertheless, in certain crucial respects Greek thinking was inimical to a rational view of the universe. The Greeks, who transformed heavenly bodies into gods, explained the natural world by abstract general principles.

By contrast, science grew from the novel idea that the universe was rational; and that belief was given to us by Genesis, which set out the revolutionary proposition that the Universe had a rational Creator.

via The new intolerance | Melanie Phillips.

Quando leio uma coisa escrita por alguém com autoridade de direito, e com que não concordo, começo a ficar inquieto; (more…)

Quarta-feira, 13 Julho 2011

Racionalismo não é racionalidade

O realismo ingénuo consiste, basicamente, na noção comum segundo a qual a realidade está de acordo com as percepções [sensoriais] que temos dela. Embora as coisas não se passem exactamente de acordo com o realismo ingénuo, este é necessário à formatação do senso-comum.

A cadeira em que estou sentado, segundo o realismo ingénuo, é sólida e compacta o suficiente para suportar o meu peso; e quem insistir no contrário disto, estará a precisar de tratamento psiquiátrico. Porém, a verdade é que a cadeira em que me sento é composta mais por vácuo do que por matéria (partículas elementares); mas essa realidade da “cadeira quântica”, é microscópica, e por isso, não pode influenciar sobremaneira o nosso senso-comum que é predominantemente macroscópico.
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Segunda-feira, 6 Dezembro 2010

O Mundo 3 de Karl Popper

Este postal, que fala nos números primos, sugeriu-me falar de Karl Popper e do “seu” Mundo 3. Em minha opinião, Karl Popper foi um dos 5 maiores filósofos do século XX, mas também cometeu alguns erros, o que corrobora a ideia de que ninguém está isento de erros. Karl Popper tentou fazer a ponte ideológica entre solipsistas e realistas, e na medida em que não é possível adoptar uma posição imparcial entre a imparcialidade e a parcialidade, Karl Popper acabou por cair num solipsismo mitigado.


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Sábado, 18 Setembro 2010

Razão, racionalidade, racionalismo

Filed under: cultura,filosofia — O. Braga @ 8:45 am
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1 Hoje é vulgar ouvirmos dizer que é preciso ter uma “mente aberta”. Porém, normalmente o que se quer dizer com “mente aberta” é sinónimo de ausência de espírito crítico, e sem um espírito crítico a mente fecha-se no “dogma da mente aberta”. Mente aberta deve, pelo contrário, significar abertura e predisposição à análise crítica, e não aceitação passiva ou permissividade crítica.

Mais grave ainda é quando, implícita ou explicitamente, nos dizem que ter a “mente aberta” é sinónimo de rejeição da lógica, por um lado, e a imposição quase absoluta da nossa subjectividade em relação ao objectivo e ao concreto, por outro; criamos assim um nosso sistema privado de ideias, desfasado e mesmo divorciado do real (da realidade). A cristalização de cada uma das nossas teorias privadas, fechadas na nossa subjectividade, serve um propósito de dogmatização da cultura por via negativa, que leva a um totalitarismo político através da eliminação da intersubjectividade e da objectividade (atomização da sociedade).

A primeira coisa que as ideologias políticas totalitárias têm que fazer é eliminar o espírito crítico em circulação na sociedade, convencendo os cidadãos de que possuir um espírito critico é sinónimo absoluto da aceitação passiva de um determinado sistema de ideias diabolizado pela ideologia, ou uma determinada mundividência. Criou-se, pois, o “dogma da mente aberta” que se fecha em relação à realidade. Ter uma “mente aberta” passou a ser aceitar sem criticar.
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Terça-feira, 2 Fevereiro 2010

Pensar contra a corrente

Este texto é interessante. O autor abre com caução: “Que causas,” diz ele, “longe das convulsões atávicas motivadas por diferenças ideológicas, preconceito ou falhas de comunicação”, ou seja, distingue o racional da estupidez.
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