perspectivas

Domingo, 26 Julho 2020

Os marxistas do Black Lives Matter e os estereótipos de raça

Filed under: Esquerda,esquerdalho,esquerdopatia — O. Braga @ 2:04 pm
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A actual obsessão política pela “igualdade” entre cidadãos, impede que determinados grupos sociais se possam desenvolver / modificar do ponto de vista da sua cultura comunitária. E da obsessão pela “igualdade” faz parte a “guerra” contra os “estereótipos” rácicos, étnicos e culturais — a demonização dos estereótipos é uma forma de negação da realidade, por um lado; e por outro lado é uma forma de negação (por parte da Esquerda) do método científico.

Um dos métodos utilizados pela Esquerda no sentido de obnubilar a realidade e os factos, é a utilização sistémica da falácia "Tu Quoque", em que os estereótipos de uma determinada comunidade são negados porque (alegadamente) a sociedade em geral também adopta esses estereótipos.

Ou seja: segundo a Esquerda, os estereótipos são estendidos a toda a sociedade, e por isso (alegadamente) deixam de fazer qualquer sentido quando aplicados a uma comunidade cultural e rácica especifica.

Por exemplo, o grupo marxista “Black Lives Matter” publicou um gráfico em que pretende demonstrar que os estereótipos da comunidade negra dos Estados Unidos são falsos (ver a parte superior do gráfico em baixo).

Porém, se fizermos umas contas e estabelecermos a proporcionalidade dos estereótipos comportamentais / criminais, verificamos (ver a parte inferior da imagem) que se os negros praticassem crimes na mesma proporção que os brancos, então os números da comunidade negra deveria ser a referida na imagem em cor verde (e não a vermelho). O único dado estatístico a favor dos negros é o da condução sob efeito de álcool ou estupefacientes — de resto, os estereótipos de raça e de cultura negra impõem-se como válidos. blm-pretalhada-web

Quinta-feira, 9 Janeiro 2020

“Racismo” não é sinónimo de “existência de raças”

Filed under: politicamente correcto,Racismo — O. Braga @ 9:44 pm
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Ele há um tipo de politicamente correcto que, não sendo monopólio da Esquerda, tem um medo da Esquerda que se péla. É o caso do politicamente correcto vindo do António Balbino Caldeira.

racismo-pc-web

Uma das características do politicamente correcto é a negação da realidade; é olhar para a realidade e negá-la: por exemplo, quando se nega a existência de “etnias antropo-biológicas” (vulgo “raças”). É o caso do António Balbino Caldeira : nega a existência de raças. É uma expressão do politicamente correcto.


Antes de mais, vamos definir “racismo” (quando definimos uma coisa, o politicamente correcto foge a sete pés!):

“Racismo” é a doutrina  ou teoria  segundo a qual existe uma hierarquia entre raças, e vontade de preservar a “raça superior” de qualquer cruzamento.


orgulho-racista-webA afirmação da superioridade de uma raça ou de um povo é justificação, a partir deste axioma na definição supracitada, para o pretenso direito à dominação de outros grupos ou raças considerados como inferiores.

Para o politicamente correcto em geral, a diferença é sinónimo de hierarquia; e numa sociedade igualitarista extremada, até a Não-esquerda pretende negar a objectividade de qualquer diferença que não pertença à subjectividade da pessoa — ou seja: “as diferenças subjectivas existem; as objectivas não existem”; o império (politicamente correcto) da subjectividade erradica o mundo objectivo.

O problema do politicamente correcto da Não-esquerda é que confunde (ou mistura) a diferença (ou seja, a existência objectiva de raças diferentes), por um lado, com o racismo e/ou a xenofobia, por outro lado.

Ou seja, reconhecer a evidência da existência objectiva de raças, não é sinónimo racismo — ao contrário do que o ABC parece pensar.

Por exemplo, olhar para um chinês da Manchúria e para um dinamarquês descendente dos Vikings, e afirmar que “não existem raças” é puro delírio interpretativo. É claro que existem raças. Mas o ABC parece dizer que não: “não existe qualquer diferença entre um chinês e um dinamarquês” (parece dizer ele): “a aparente diferença é pura ilusão de óptica!”

O ABC faz lembrar o Groucho Marx : “¿Acreditas no que os teus olhos mentirosos vêem, ou naquilo que eu te digo?!”.

Ora a diferença entre raças (na espécie humana) não significa necessariamente que uma determinada raça (em termos gerais) seja superior a outra raça qualquer (a definição de racismo). Esta confusão entre “diferença”, por um lado, e “hierarquia”, por outro lado, é uma característica da influência do marxismo na cultura da Não-esquerda a que pertence o ABC.

Segunda-feira, 10 Setembro 2012

A ditadura irracional do feminino, e Savater

A Helena Damião, neste postal, parece não ter percebido um fenómeno social e político que marca estas eleições nos Estados Unidos como nunca marcou outras anteriores: a feminização da política americana, ou melhor dizendo, o apelo ao voto feminino. Quem vai decidir estas eleições nos Estados Unidos são as mulheres, porque se dependesse apenas dos homens, Mitt Romney já as tinha ganho. E por isso é que as duas mulheres — as esposas dos candidatos à presidência — assumiram um papel inusitado, inédito e mesmo exagerado nas respectivas campanhas eleitorais.

O problema aqui é o de saber até que ponto é positivo que o futuro de um país dependa da emoção feminina. Eu penso que é muito perigoso que o futuro de um país dependa dos humores volúveis e voláteis femininos. Mas a verdade é que os Estados Unidos estão hoje nessa posição.

É assim que, nestas eleições, são as mulheres dos candidatos que assumem publicamente o velho “american dream”, o mito segundo o qual qualquer pessoa pode ascender na escala social e chegar a presidente. Ou seja, as duas mulheres assumem o “american dream come true” dos respectivos maridos.

Mas, entretanto, o que está realmente em causa são duas mundividências opostas e inconciliáveis: uma, a de Obama, que defende o aborto até aos 9 meses de gravidez; a que pretende obrigar hospitais católicos a subscrever anticoncepcionais e a fazer abortos; a que pretende “casar” gays e lésbicas; a que pretende proibir a expressão religiosa em público; a que pretende centralizar a vida americana num Estado orwelliano; a que pretende continuar a aumentar indefinidamente a dívida pública do país — e a outra, de Mitt Romney, que se opõe a tudo isso.
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Sábado, 22 Janeiro 2011

Definições de raça e etnia

Segundo o dicionário da Porto Editora :

Raça : agrupamento natural de indivíduos que apresentam um conjunto comum de caracteres hereditários, tais como a cor da pele, os traços do rosto, o tipo de cabelo, etc., que definem variações dentro da mesma espécie.

Etnia : conjunto de indivíduos que, podendo pertencer a raças e a nações diferentes, estão unidos por uma cultura e, particularmente, por uma língua comuns.

Por exemplo, eu posso ser de raça negra e pertencer a uma etnia em que a maioria das pessoas é de raça branca — e vice-versa. Ou posso pertencer a uma nacionalidade (portuguesa, por exemplo) e pertencer simultaneamente a uma etnia que coexiste em uma outra nacionalidade — desde que se mantenham os traços étnicos comuns, segundo a definição supracitada. Podemos, assim, falar em etnia portuguesa quando nos referimos, por exemplo, aos emigrantes portugueses no Luxemburgo e aos emigrantes portugueses em França, sejam os primeiros e os segundos de raça branca, amarela, negra etc. O que faz uma etnia não é a raça, mas antes é a cultura e a língua.

O facto de existirem etnias, que podem englobar em si mesmas várias raças, não significa que as raças não existam. O conceito de etnia é sociológico, enquanto que o conceito de raça é antropológico.

Por outro lado, pelo facto de na realidade existirem raças, não se justifica racionalmente o racismo — uma coisa não se segue à outra (non sequitur). Nem tão pouco se deixa necessariamente de ser racista pelo facto de se negar a realidade e a existência de raças (non sequitur) — negar a existência da realidade e, por conseguinte, a existência de raças, pode constituir-se como uma forma de racismo inconfessável, recalcado e reprimido.

Postal relacionado : Esquerda propõe trocar “raça” e “sexo” por “etnia” e “género”

Sábado, 12 Junho 2010

Os bloquistas de direita

Como foi possível que os antigos gregos considerassem bárbaros os povos germânicos, e hoje os alemães, descendentes desses bárbaros tratem — na presente crise económica e financeira — os gregos como bárbaros? A resposta não pode estar na diferença racial, porque teríamos então de admitir que aconteceu uma mutação genética degenerescente entre os gregos. A verdadeira razão para as diferenças entre considerados “bárbaros” do século V a.C., e os “bárbaros” actuais, está na cultura.
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Sexta-feira, 13 Junho 2008

Vamos ter que proibir os livros de Mia Couto

Inquirido sobre a sua raça, respondeu:

– A minha raça sou eu, João Passarinheiro. Convidado a explicar-se, acrescentou:
– Minha raça sou eu mesmo. A pessoa é uma humanidade individual. Cada homem é uma raça, senhor polícia.

(Extracto das declarações do vendedor de pássaros.)
Do Livro “Cada Homem é uma Raça”, de Mia Couto

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Quarta-feira, 11 Junho 2008

A Esquerda irá propor o banimento de Fernando Pessoa?

SEGUNDO / VIRIATO

Se a alma que sente e faz conhece
Só porque lembra o que esqueceu,
Vivemos, raça, porque houvesse
Memória em nós do instinto teu.

Nação porque reencarnaste,
Povo porque ressuscitou
Ou tu, ou o de que eras a haste —
Assim se Portugal formou.

Teu ser é como aquela fria
Luz que precede a madrugada,
E é ja o ir a haver o dia
Na antemanhã, confuso nada.

Fernando Pessoa

Censura a Fernando Pessoa! Já! 🙂

Ver a minha opinião aqui.

Adenda:

Portugal nunca teve uma raça: os lusitanos eram uma mistura de celtas, iberos — e dizem que existiu mistura com os Neandertais. Depois, vieram os romanos; os suevos, os visigodos, os vândalos; mais tarde os árabes, judeus, etc. Falar em “raça” — como Fernando Pessoa o fez — faz apelo à nacionalidade, e nunca a uma “raça portuguesa” que não existe nem nunca existiu, e Pessoa sabia-o melhor que ninguém. A “raça” é o povo, e o povo constitui a nação; a raça brasileira é a mestiçagem que os portugueses levaram para lá; também existe raça no Brasil: a raça do povo do samba e do candomblé.

Quem critica a “raça”, segundo o conceito de Fernando Pessoa, deveria assumir, de uma vez para sempre e sem rodeios ou hipocrisia, a sua aversão à nacionalidade. Ficava tudo mais claro.

Terça-feira, 10 Junho 2008

Ainda sobre a “raça”


T. Pascoaes

Penso que Cavaco Silva confundiu “raça” com “nacionalismo” — ou melhor, existe gente que confunde propositadamente os dois conceitos, os quais, através da História, assumiram uma coincidência ideológica e semântica. Desta vez, vou em socorro de Cavaco.

Fernando Pessoa dividiu o nacionalismo em três tipos:

  1. O nacionalismo tradicionalista.
  2. O nacionalismo integral — Pascoaes.
  3. O nacionalismo sintético.
  • O primeiro é o que faz consistir “a substância da nacionalidade em qualquer ponto do seu passado”, isto é, os nacionalistas tradicionalistas só vêem o futuro em função do passado.
  • O segundo — que é o meu “nacionalismo” — consiste em atribuir a uma nação determinados atributos psíquicos, na permanência dos quais — e fidelidade social aos quais — reside a vitalidade e a consistência da nacionalidade. O nacionalismo integral não se apoia na tradição, mas num psiquismo colectivo concebido como determinado e em que essa tradição se apoiou para existir.
  • O terceiro consiste em atribuir a uma nacionalidade, não uma tradição nem um psiquismo especifico, mas um modo especial de sintetizar as influências do jogo civilizacional, isto é, a uma idiossincrasia passível de mutação.

Fico sem saber a qual dos três “nacionalismos” Cavaco Silva se referiu — porque não me passa pela cabeça que ele tenha querido dizer outra coisa. O sentido da “raça”, conforme colocado aqui, não deve ser interpretado ad lettera, como se de uma raça animal se tratasse, mas de um princípio de nacionalidade, isto é, um nacionalismo.

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