perspectivas

Segunda-feira, 6 Abril 2015

Theodore Dalrymple fala do caso do co-piloto Lubitz da GermanWings

 

O conhecido psiquiatra Theodore Dalrymple diz, acerca do co-piloto da GermanWings que despenhou o avião matando 150 pessoas (ele incluído), que o problema deste não tinha qualquer tratamento psiquiátrico possível porque se tratava de um problema de carácter.

Theodore Dalrymple corrobora a minha opinião expressa aqui anteriormente: grande parte — senão a maioria — dos problemas ditos “psiquiátricos” que afligem a sociedade ocidental são realmente problemas sociológicos, ou dito de outra maneira, problemas culturais (doenças da cultura antropológica).

É impossível que os psiquiatras, em geral, não saibam disto. Sabem, mas escondem para alimentar o negócio e o lóbi político da psiquiatria.

“It seems to me likely (though I could not swear to it in a court of law) that Lubitz’s problem was one of character rather than of illness, and therefore unsusceptible to so-called treatment. Indeed, the very notion of such treatment might have been an obstacle to his self-amelioration, in so far as it would have given him the impression that he was ill and it was therefore up to others to cure him. When they failed to do so, which was inevitable, he felt absolved of responsibility for his own state.”

A “psiquiatrização” — o determinismo pseudo-científico psiquiátrico — da nossa sociedade faz com que psicopatas de origem congénita, hereditária ou epigenética, se sintam livres de fazer o que seja, alegando que “a ciência não os conseguiu curar”.

Psicopatas sempre os houve: a diferença é que hoje eles andam em roda livre porque não existe qualquer censura cultural (censura da cultura antropológica, estigmatização dos comportamentos, e os preconceitos necessários são diabolizados pela classe política), por um lado, e por outro lado porque o cientismo psiquiátrico tende a inibir o indivíduo de qualquer responsabilidade moral. Aliás, a moral já não existe: hoje diz-se que “cada um tem a sua moral”; ora, os valores da moral, ou são universais, ou não existem de facto.

“He was by all accounts a narcissistic type; and, as with many another, his enthusiasm for fitness wasn’t for fitness for any end other than a purely self-regarding one”.

O narcisismo sempre existiu nos seres humanos, mas a sua expressão generalizada, incontrolada, exacerbada e sem censura é um fenómeno contemporâneo. A atomização da sociedade, que as elites políticas impõem hoje, gera fenómenos de narcisismo radical. Para os narcisistas, a condição de anonimato é insuportável.

“Moreover, he is reported to have had a severe chagrin d’amour – or rather, I suspect, a crise de jalousie – not long before he crashed the aircraft. He was also said to have been a man of swiftly-changing mood, as the jealous often are: one minute domineering to the point of violence, the next apologetic and dove-like in their promises of reform. Such jealous men do not love the object of their supposed affections, but rather themselves: they need a lover as a prop to their own conception of themselves”.

Para além do problema de carácter, que é congénito ou hereditário, há um problema da formação da personalidade que é cultural. A formação da personalidade tem a ver com a educação, e mormente com a educação moral. Uma boa formação da personalidade pode mitigar traços de mau carácter.

O relativismo moral imposto pelas elites políticas à sociedade pulverizou qualquer conceito de moral — sendo que o sentido de um conceito só é definido por meio de uma experiência concreta. Os conceitos não têm sentido no absoluto; a sua definição é apenas operacional. O relativismo moral transformou a ética e a moral em fenómenos abstractos a que nem sequer podemos chamar de “conceitos”.

“As for cultural influences, I cannot help but think that our culture is propitious to the promotion of narcissism of the type that I suspect that Lubitz suffered from – or made others suffer from. Such narcissism is not new, for where human frailty is concerned there is nothing new under the sun: it is the frequency of the respective frailty rather than its novelty that is at issue”.

Uma boa formação — leia-se, uma boa educação que inclui a educação moral e o desenvolvimento da sensibilidade social — pode levar a uma alteração parcial das características congénitas, epigenéticas ou hereditárias do mau carácter. Antigamente tínhamos as aulas de religião e moral obrigatórias e universais: hoje temos o exemplo social da ética libertina da classe política e das elites em geral.

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Domingo, 22 Março 2015

¿Um maluco é livre de escolher a sua própria morte?

Filed under: ética — O. Braga @ 8:42 am
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Entre 50 a 60 pessoas são eutanasiadas na Bélgica, a cada ano, por terem problemas psicológicos ou depressões.

Um dos problemas da psiquiatria actual é o de que depende muito da neuro-biologia que, por sua vez, já não distingue — em termos práticos — os problemas somáticos (por exemplo, a depressão que se traduz numa incapacidade de estabelecer laços sociais sem uma razão clara, sociopatia) e os problemas psíquicos (a depressão por infelicidade, porque morreu um familiar, porque perdeu o emprego, etc.).

A depressão psicológica tende hoje a ser reduzida a um problema físico de mau funcionamento de neuro-transmissores: é assim que raciocina o psiquiatra, por muito que o negue: enche o doente depressivo com químicos, na esperança que os neuro-transmissores voltem a funcionar ou que sejam desbloqueados. E quando os neuro-transmissores não voltam a funcionar, aceita-se a eutanásia como um “acto de liberdade” do alegado doente mental.

Ora, se uma pessoa é alegadamente maluca (os neuro-transmissores não funcionam bem), ¿como pode ser “livre de escolher” a eutanásia?

Na Bélgica, 18% dos doentes que morrem são assassinados pelos seus médicos. Temos a barbárie dentro da União Europeia, mas a classe política mantém-se calada. Mas se alguém vai contra o “casamento” gay e contra a adopção de crianças por pares de invertidos — aqui d’El Rei! porque não se pode contrariar os fanchonos.

Sábado, 28 Fevereiro 2015

Theodore Dalrymple, e a hipocondria como um problema religioso e filosófico

São psiquiatras como Theodore Dalrymple que metem outros — como, por exemplo, o Júlio Machado Vaz — no bolso mínimo das moedas das minhas calças de ganga.

“There is no doubt that hypochondriacs are boring; you fear to ask them how they are in case they should tell you.

But one cannot help but suspect that their excessive concern with the state of their health is a defence against something worse, an existential fear that life has no meaning beyond itself, and that therefore the achievement of health, the avoidance of illness, is the highest goal possible.

(..)

In the absence of a transcendent purpose in life, staving off death becomes all-important. Hypochondriasis, then, is in part a religious or philosophical problem.”

The cure for hypochondria

Sexta-feira, 24 Janeiro 2014

A Ordem dos Psicólogos e a traição dos intelectuais

 

O psicólogo Abel Matos Santos escreveu um artigo no Jornal “I” que pode ser lido aqui. Em resposta, a Ordem dos Psicólogos, que apoia a adopção de crianças por pares de invertidos, reagiu e escreveu isto. Abel Matos Santos exerceu o seu direito de defesa com um texto que pode ser lido aqui em PDF.


1/ Não existe uma ciência de observação pura. Todas as ciências são teorizantes (estão imbuídas de uma qualquer teoria), incluindo as chamadas ciências sociais.

2/ Os “estudos” que a Ordem dos Psicólogos invoca em favor da adopção de crianças por pares de invertidos são basicamente assentes no behaviourismo que é uma forma de positivismo: nesses “estudos”, o sujeito (a subjectividade a criança) é sempre relegada para segundo plano ou mesmo inexistente. Trata-se de um naturalismo metodológico errado — uma forma de cientismo — que exige que as ciências sociais recorram exclusivamente às ciências da natureza e ao seu método científico (como se um ser humano não tivesse subjectividade).

Este naturalismo, que não respeita a subjectividade da criança, estabelece algumas exigências, como por exemplo, partir de observações e medições (como se o ser humano se reduzisse a um fenómeno físico) ou através de levantamentos estatísticos formais e exteriores; e depois avança indutivamente para generalizações (como se a criança fosse um animal irracional) e para a elaboração de teorias.

É este o tipo de “estudos” que a Ordem dos Psicólogos utiliza para defender a adopção de crianças por pares de invertidos.

3/ Nas ciências sociais, é muito mais difícil atingir o ideal de objectividade científica, quando comparadas com as ciências da natureza — se é que a objectividade científica é possível nas ciências sociais! —, uma vez que a objectividade implica despojamento de valores; e o cientista social só raramente consegue libertar-se das valorações da sua própria camada social, cultural, ideológica e política, por forma a adquirir a independência valorativa que a objectividade impõe.

Este naturalismo errado — que reduz a análise de uma criança ao seu comportamento exterior (behaviourismo), como se a criança fosse uma espécie de cão ou gato — assenta em um mal-entendido relativamente ao método científico, mal-entendido esse que reduz a ciência a uma narrativa dos factos (positivismo) manipulável pela ideologia política (cientismo).

4/ O testemunho do psicólogo Abel Matos Santos é relevante porque nos diz basicamente o seguinte: é preciso ter cuidado com aquilo que pensamos que sabemos acerca da adopção de crianças por pares de invertidos. Aliás, o psiquiatra Daniel Sampaio afirmou há dias, em uma entrevista na RTPn, que quaisquer estudos nesta matéria não são seguros. Ou seja, Abel Matos Santos parece ser um psicólogo honesto.

Em contraponto, a Ordem dos Psicólogos é o exemplo acabado do conceito de Julien Benda de Traição dos Intelectuais.

Segunda-feira, 31 Maio 2010

Isabel Leal e a “teoria queer”

A psicologia — tal como a economia, e as ciências sociais em geral — não é uma ciência exacta porque não é passível, em termos gerais, de uma verificação das suas teorias à luz do “princípio da falsicabilidade” de Karl Popper (também conhecido como o “princípio da refutabilidade”). E a principal razão porque a psicologia e a economia não são — nem nunca serão — ciências exactas, é porque têm como objecto o ser humano.
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Quinta-feira, 13 Maio 2010

Um exemplo de propaganda gayzista nos me®dia

Este artigo do conhecido blogueiro gayzista Andrew Sullivan (via Portugal Contemporâneo) sobre a nova juíza do supremo americano, tem basicamente as seguintes características:

  1. Mistura a noção de raça de uma pessoa com o comportamento humano, neste caso com o comportamento sexual.
  2. Parte do princípio de que as relações heterossexuais são idênticas às relações homossexuais, tanto no que diz respeito ao seu papel social como na sua essência.
  3. Transforma o comportamento e desejo sexuais de uma pessoa na sua exclusiva identidade pessoal, sem o qual a pessoa deixa de existir como ser humano.

Estão aqui resumidos três dos grandes e principais traços ideológicos da Vulgata gayzista. Vamos à análise dos argumentos.

Primeiro argumento: “Se uma pessoa é judia e, ocupando um cargo público de grande relevância, assume publicamente que o é, sendo gay deveria assumir também que o é”.

  • Este argumento transforma a condição homossexual em casta, porque enquanto a raça pode ser determinada por factores objectivos (cor da pele, características físicas congénitas determinadas pelo ADN, etc), a homossexualidade é por natureza subjectiva.

    Esta “confusão” lógica entre raça e o comportamento sexual é propositada e muito perigosa. Por um lado, pretende reduzir o comportamento de uma pessoa — neste caso o comportamento gay — a uma categoria equiparável ao de uma raça. Ser gay seria a mesma coisa que ser português, israelita, branco ou preto. Por outro lado, pretende-se que o comportamento sexual de uma pessoa seja tão normal como ser alemão, inglês ou suíço. Pretende-se equiparar de uma forma igualitarista o comportamento de uma pessoa — que é sempre subjectivo — com a objectividade própria da raça.

  • Enquanto que o racismo dos nazis e outros grupos é um racismo positivo — porque é afirmativo —, o gayzismo utiliza o argumento do racismo negativo, porque parte do argumento positivo do racismo para justificar o comportamento sexual subjectivo de uma pessoa. Trata-se de uma forma diferente e negativa de racismo.

Segundo argumento: “As relações entre gays tem a mesma índole e essência que as relações naturais entre homem/mulher, e por isso devem ter a mesma relevância social”.

  • Este argumento parte do princípio de que as relações sexuais entre um homem e uma mulher são tão promíscuas na sua essência e natureza como as relações gay.
  • Por outro lado, defende a ideia de que a natureza dos dois tipos de comportamentos sexuais são idênticos. A mensagem é subliminar e feita em nome da abstracção ou abstraimento do conceito de “amor”.

    Se o amor passa a ser um conceito não passível de definição, e existe um esforço político consciente para não o definir, o amor passa a ser tudo aquilo que um homem quiser que seja. Por exemplo, um militante do Bloco de Esquerda escreveu um dia no seu blogue que “o aborto é um acto de amor” (naturalmente que ele se referia ao casal, e não à criança abortada). Por aqui vemos no que resulta a intenção maliciosa de abstrusão da noção de amor, mantendo o conceito vago e sem limites ideológicos definidos e fixos. Em nome do “amor” sem definição e dependendo da afirmação ideológica através de pura retórica, tudo passa a ser legítimo.

  • A ideia gayzista é a de que tudo o que existe na vida humana é indefinido e relativo, e a aceitação lógica e ética de um conceito depende apenas da pura persuasão política: se alguém me convencer de que sou um cão, passo a andar de quatro patas, e não deixo, por isso, de ser normal.
  • Por último, a questão da continuidade e da sobrevivência da sociedade através das crianças, é escamoteada através da construção da noção de “determinismo da condição gay” — noção que não existe como tal. A ideia determinística segundo a qual o comportamento humano não pode ser de outra forma senão aquela que o indivíduo adopta por alegadas condições biológicas a priori (que não são passiveis de demonstração científica), é semelhante àquela do assassino que diz em tribunal ao juiz que “a culpa do acto homicida é dos meus genes, e não poderia, por isso, ter-me comportado de outra forma”.

    A noção determinística em relação ao comportamento do ser humano é essencial e imprescindível para a agenda política gayzista. Sem ela, toda a estrutura ideológica gayzista desaba. A partir desta noção de determinismo do comportamento do ser humano, o gayzismo separa o comportamento humano da cultura da sociedade, o que é de extrema importância para a afirmação niilista da sua doutrina. A partir do momento em que o comportamento humano e a cultura da sociedade estão devidamente separadas nas cabeças das pessoas em geral, cria-se a ideia generalizada de que “o comportamento dos outros não me afecta”.

    A partir do momento em que, através de uma prestidigitação retórica, política e ideológica, se deduz erroneamente que os actos dos indivíduos nada têm a ver com a cultura da sociedade como um Todo — e portanto, os comportamentos não são passíveis, de modo nenhum, de contágio e de mimetismo culturais — e que esses actos são determinados, à partida, por uma simples e difusa noção de “determinismo comportamental”, então a questão das crianças e da sobrevivência da sociedade deixa de ter relevância na discussão, porque se parte do princípio de que a conservação da sociedade também segue regras e leis determinísticas.

Terceiro argumento: “O comportamento sexual é imprescindível para a definição da identidade do ser humano”.

  • Se imaginarmos um homem normal e heterossexual que fizesse do seu desejo e comportamento sexual a sua própria identidade, teríamos um tarado sexual a precisar de ser urgentemente internado num hospital psiquiátrico, porque através da exteriorização contínua, obstinada e obsessiva dos seus apetites sexuais, passaria a fazer depender exclusivamente a sua identidade da exteriorização compulsiva do seu desejo sexual.

    Porém, se este comportamento sexual obsessivo — que faz depender a identidade do exemplo do heterossexual referido da sua expressão do desejo sexual — é própria de um maluco, tratando-se de um gay já é considerado absolutamente normal e pacífico entre a psiquiatria cientificista (e não científica; ciência é outra coisa).

  • Para um ser humano normal, o desejo sexual é apenas uma das muitas componentes da sua identidade; para um gay, o desejo sexual subjectivo é a sua própria identidade, sem o qual ele deixa de existir como ser humano — e por isso é que a afirmação constante e obsessiva do desejo sexual gay é uma questão de vida ou de morte. Trata-se de um desvio ou de uma parafilia.

Segunda-feira, 19 Abril 2010

A eliminação da culpa

Freud está para a psiquiatria/psicologia como Nietzsche está para a filosofia. Ambos deixaram uma espécie de vírus ideológico nas respectivas áreas de intervenção. Ambos criaram falsas teorias a partir de evidências de senso-comum que permanecem como um vírus nas memórias de quem os leu ou estudou.

Freud eliminou a moral e a liberdade humanas; transformou o Homem em um autómato. A política totalitária adoptou Freud; o marxismo cultural, que aumentou a sua influência na nossa sociedade a partir da queda do muro de Berlim, não pode sobreviver sem Freud nos intestinos da sua estrutura ideológica. E o mais perverso que Freud nos trouxe foi a justificação mecanicista e robotista da culpa — como se o Homem tivesse um mero software no seu cérebro que pode ser modificado sem dano para ele próprio e para a sociedade. Através da justificação mecânica da culpa, fenómenos de despersonalização criaram mecanismos psicológicos de defesa contra a culpa, o que levou à insensibilização social — já não falando aqui no homem-robô dos campos de concentração nazi ou dos Gulag.
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Sábado, 27 Fevereiro 2010

A bíblia dos psiquiatras

No seguimento do postal anterior, há que contar a estória da evolução da APA (Associação Americana de Psiquiatria) desde meados dos anos 60 do século passado, para entendermos como é que possível que a ciência seja manipulada pela política com consequências catastróficas para a sociedade. A APA publica regularmente desde 1952, uma espécie de manual das doenças mentais, que tem a designação genérica de DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders).
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Quarta-feira, 27 Janeiro 2010

O exorcismo de Joana Amaral Dias

Filed under: cultura,religiões políticas — O. Braga @ 5:47 pm
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Ela lançou um livro em que fala de algumas personalidades históricas com perturbações mentais. Não li o livro, mas pelo que ouvi ontem dela na RTP2, tenho dúvidas quanto ao diagnóstico por ela feito em relação a D. Afonso VI; pelo que se sabe da História, aos 18 anos o rei tinha a idade mental de 12 anos. No caso dele, não se tratou de uma perturbação mental no sentido psiquiátrico e passível de ser tratada com químicos ou psicanálises, mas de uma deficiência mental no sentido biológico e/ou genético. O rei D. Afonso VI era um retardado mental no sentido literal do termo; nem sequer foi capaz de acasalar com a sua esposa, a belíssima e sensualíssima D. Maria Francisca de Sabóia que acabou por perder a virgindade com o irmão do rei, o príncipe D. Pedro, futuro rei D. Pedro II de Portugal.

Contudo, é interessante ver como uma psiquiatra de esquerda escreve sobre as anomalias psíquicas de Antero de Quental ― na minha opinião, o maior filósofo português do século XIX e um dos maiores do século XX ―, ou de Fernando Pessoa, ao mesmo tempo que alinha com as sucessivas retiradas das parafilias de dentro do dicionário da psiquiatria moderna. É assim que uma psiquiatra marxista se exorciza: Fernando Pessoa era maluco, mas uma feminista abortista é a pessoa mais normal do mundo; Antero de Quental era um bipolar, mas um indivíduo que se promiscui na escuridão de uma sauna gay é normalíssimo. É assim que a psiquiatria se transforma em prestidigitação, ou numa espécie de vodu espanta-fantasmas do “progressismo” gnóstico.

Sexta-feira, 7 Agosto 2009

Falta de penetração vaginal pode explicar pior saúde mental nos homossexuais

Eu não tinha dado conta desta notícia; não vi nada sobre isso nem nos telejornais nem na rádio durante as minhas deambulações automobilísticas. É possível que tenha passado nos me®dia mas provavelmente em notícia de rodapé, como convém aos me®dia em notícias deste cariz para não incomodar o Bloco de Esquerda, a Juventude Socialista e a paneleiragem em geral. Soube dessa notícia na blogosfera.

«Falta de penetração vaginal pode explicar pior saúde mental nos homossexuais. Estudo aponta desvantagens ao preservativo.
(…)
A troca de secreções entre os dois sexos, por conterem agentes antidepressivos, e uma maior intimidade, são alguns dos argumentos apresentados. Já um dos potenciais da investigação pode ser ajudar a explicar a elevada incidência de problemas mentais entre homossexuais, como têm vindo a demonstrar estudos recentes.»

A ser verdade essa conclusão científica, não só o gayzismo perde um dos seus grandes argumentos ― o argumento utilitarista da felicidade e bem-estar sexual, porque nas relações homossexuais por via anal ou outra, não só não existe troca de secreções entre os dois sexos que garante a possibilidade de agentes antidepressivos, e uma maior intimidade dos relacionamentos heterossexuais que contribuem para aliviar os problemas mentais ―, como coloca os “psquiatreiros” deste país (como o Daniel Sampaio) em muitos maus lençóis quando defendem a distribuição de preservativos a crianças em início de puberdade.

Nota: caso a notícia incomode o party socratino e seja retirada do ar, pode ler aqui a notícia em PDF.


Email me (espectivas@nullgmail.com)

Segunda-feira, 1 Outubro 2007

Duplo critério científico

Recentemente, o pedófilo francês Francis Evrard, de 61 anos, que raptou e violou um miúdo de cinco anos de idade, foi motivo para uma radical tomada de posição pública do Presidente Nicolas Sarkozy. O eminente psiquiatra e académico francês Bernard Cordier, em entrevista ao jornal “Le Monde”, afirmou textualmente:

“Ser sexualmente atraído por crianças é uma anomalia. Não se nasce pedófilo. É uma enormidade dizer que é genético. Trata-se de um bloqueio da relação com outros adultos, sexual ou sentimental.”

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