perspectivas

Domingo, 3 Janeiro 2016

Os novos “Cunservadores” e a Ideologia de Género

 

Uma deputada “cunservadora” britânica propõe a eliminação da identificação do “género” (e da génera) dos cidadãos (e das cidadãs) nos documentos oficiais (e nas documentas oficiais) para não ofender os transgéneros (e as transgéneras):

“Maria Miller, who chairs the women and equalities select committee, is calling on the government to make passports and driving licences gender neutral to end discrimination against transgender people”.

Passports and driving licences should be gender neutral says former cabinet minister

Se os Cunservadores do Partido Social Democrata e do CDS/PP sabem disto, os deputados do Bloco de Esquerda vão ficar desempregados. Ou então o Bloco de Esquerda terá que radicalizar ainda mais as suas posições, à medida que os Cunservadores se forem convertendo ao marxismo cultural.

Uma forma de radicalização que o Bloco de Esquerda pode optar é a de propôr um novo Acordo Ortográfico que elimine todas as palavras (substantivos e adjectivos) femininos e masculinos, substituindo-as por palavras neutras — começando pelos artigos de género: em vez dos artigos “o” e/ou “a”, por exemplo, convencionar o artigo neutro “i”. Em vez de “a mulher” ou “o homem”, teríamos “i mulher” ou “i homem”. E tudo isto para não ferir a susceptibilidade de quem decidiu (alegadamente) “mudar de sexo”.

Mesmo que retirem o útero (ou todo o aparelho reprodutor) a uma mulher, esta não deixa de ser mulher.

Quarta-feira, 13 Agosto 2008

A verdade incomoda

Um dos postais recentes mais lidos deste blogue é este: Activista gay: “sexo com animais é legítimo”. Relata o facto de um dos activistas gay mais conhecidos dos Estados Unidos defender a ideia de que o sexo com animais é legítimo desde que “os animais dêem o seu consentimento” (sic).

Note-se que eu não escrevi nenhuma mentira: um dos activistas gay mais conhecidos dos Estados Unidos defende a ideia de que o sexo com animais é legítimo desde que “os animais dêem o seu consentimento (sic).

Quando escrevi o postal não me passou pela cabeça tanta “popularidade”, e estranhei ― dada a quantidade de visitas ao post ― que não existissem comentários. Finalmente, chegou um comentário de alguém que se sentiu incomodado com a verdade:

«Você, de facto, é um destes “pseudo-intelectualóides” que existem nestes país, com um discurso muito bem escrito mas sem nenhuma consistência, e que fazem o país estar como está. Tenha vergonha na cara e pare de categorizar e generalizar uma “comunidade” de muitos milhões de pessoas espalhadas por todo o mundo de “pervertidos”.»

Assina: “estudante de psicologia” (estamos mal com a psicologia que temos; razão tem o Olavo de Carvalho — outro “pseudo-intelectual”)

O comentário é, assim, aqui parcialmente transcrito mas não será publicado na posta.

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