perspectivas

Terça-feira, 21 Fevereiro 2012

As limitações da ciência positivista não transformam a realidade não falsificável, em “fraude”

A ciência, entendida no sentido do Positivismo, obedece ao princípio da falsicabilidade de Karl Popper; por outro lado, a razão por que a ciência positivista não deve “meter-se” na ética, na moral, na estética ou na religião, é que estas áreas [entre outras] são predominantemente do domínio do subjectivo e/ou do intersubjectivo: a ciência positivista ocupa-se unicamente daquilo que é objectivo na relação sujeito-objecto. Temos, portanto, 1) que a teoria acerca do fenómeno/objecto da ciência positivista tem que ser falsificável, por um lado, e 2) não pode pertencer ao domínio do subjectivo.

É assim, por exemplo, que a psicanálise também não pode ser considerada do domínio da ciência positivista [a psicanálise não faz parte da ciência positiva] porque não é falsificável; e o materialismo dialéctico [marxismo] também não é ciência positivista.

Quando se diz aqui que a parapsicologia é uma “fraude científica” [sic] — e a julgar pelos mesmos critérios positivistas da falsicabilidade e da objectividade dos fenómenos —, “esqueceu-se” de dizer que a psicologia evolucionista [darwinista] é outra fraude. No entanto, duvido que alguma vez se verá escrito naquele blogue alguma coisa que atente contra o dogma darwinista e, por inerência, contra a psicologia evolucionista. E por quê? Porque os pressupostos do dito blogue são fraudulentos.

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