perspectivas

Sexta-feira, 17 Abril 2015

A “direita” já perdeu as próximas eleições

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 9:10 am
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O anúncio da intenção de cortar — ainda mais! — nas reformas dos cidadãos foi a machadada final: a “direita” já perdeu as próximas eleições.

Deixar a política de comunicação do CDS/PP a cargo de neófitas como Cecília Meireles é “a morte do artista”. Neste aspecto o Partido Social Democrata anda melhor: o porta-voz do partido é o Marco António Costa, que apresenta uma credibilidade e uma maturidade que a Cecília Meireles não tem.

Dizer que se pretende cortar 600 milhões de Euros em reformas implica necessariamente dizer claramente os termos concretos e os detalhes desse corte. Defender esse corte de uma forma abstracta, como fez a “direita”, é uma política de comunicação desastrosa que anuncia já uma derrota eleitoral estrondosa.

Infelizmente é a “direita” que temos. “Quem se deita com crianças acorda mijado”.

Sexta-feira, 23 Janeiro 2015

A ala marxista cultural do Partido Social Democrata

 

ala marxista cultural do psd
Sérgio Azevedo, Teresa Leal Coelho, Cristóvão Norte e Francisca Almeida fazem parte da ala marxista cultural do Partido Social Democrata.

Sérgio Azevedo diz que é “a nova ala liberal”, mas confunde liberalismo com igualitarismo. O que eu não tenho a certeza é se essa confusão é propositada (para enganar os parolos da política, o que é um erro) ou se é produto de ignorância que não se confunde com “erro”.

A igualdade liberal é a igualdade de direitos (ou igualdade cívica e política), ou seja, igualdade perante a lei: no caso liberal, a igualdade opõe-se aos privilégios. Este tipo de igualdade baseia-se em uma ideia de igualdade natural entre os homens — isto não significa que todos tenham o mesmo poder ou as mesmas características, mas que têm uma dignidade igual.

“Igualdade natural” não significa — para o verdadeiro liberalismo — que um homem possa ter o direito a ser uma mulher e vice-versa, ou não significa que uma criança possa prescindir de pai e mãe: pelo contrário, a igualdade natural faz a distinção entre igualdade, por um lado, e identidade, por outro  lado.

No marxismo clássico, confunde-se igualdade com identidade. O pensamento da igualdade orienta-se então na direcção de um igualitarismo que procura igualar os meios e as condições de existência.

No marxismo cultural, acrescenta-se a esta confusão marxista clássica entre igualdade e identidade, o conceito de “tolerância repressiva” de Herbert Marcuse, o que implica necessariamente a concessão de privilégios a determinados grupos sociais que são eternamente concebidos como “vítimas a sociedade”. Ora, a adopção de crianças por pares de invertidos é um privilégio, e não um direito natural. Ou seja, ou o Sérgio Azevedo é burro e não sabe que o conceito liberal de “igualdade” opõe-se a privilégios, ou então é burro quem o admitiu no Partido Social Democrata em nome do liberalismo.

O liberalismo acusou o igualitarismo marxista por confundir igualdade e identidade: a igualdade parte do princípio de que as pessoas têm uma natureza ou uma dignidade comuns, mas não que são semelhantes em todos os outros aspectos. Igualdade e diferença são, para o liberalismo, perfeitamente conciliáveis.

¿Votar no Partido Social Democrata? Nunca! Aquela gente confunde igualdade com identidade.

Sexta-feira, 1 Agosto 2014

O discurso soviético do neoliberalismo português

 

É necessário um inimigo externo para justificar as enormidades internas. O neoliberalismo português — de Passos Coelho e companhia — necessita do Partido Socialista para se auto-justificar; diaboliza o inimigo externo mas não se enxerga a si próprio. E depois diz que ninguém foi capaz de definir “neoliberalismo” com um mínimo de seriedade e precisão — da mesma forma que os ideólogos de género dizem que “a ideologia de género não existe e que é uma invenção dos reaccionários conservadores”.

É claro que existe uma noção de “neoliberalismo” que se contrapõe à de “liberalismo económico”. O neoliberalismo é uma doutrina que já se fechou em dogma, ao passo que o liberalismo económico é uma teoria aberta à discussão.

(more…)

A irresponsabilidade do Partido Social Democrata na questão das "barriga de aluguer"

 

A Esquerda Cultural portuguesa (Partido Social Democrata, Partido Socialista, Bloco de Esquerda e Partido Comunista) pretende abrir em Portugal uma caixa-de-pandora com a lei da “barriga de aluguer” que o Partido Social Democrata se prepara para apresentar no parlamento. Já não chega a questão da adopção de crianças por pares de invertidos: o Partido Social Democrata quer ir mais longe: permitir por lei o negócio sórdido da “barriga de aluguer”.

Patthraramon JanbuaA propósito, lemos aqui uma história de um casal australiano que “alugou uma barriga” de uma mulher tailandesa de 21 anos de seu nome Patthraramon Janbua. Os australianos verificaram que Patthraramon estava grávida de gémeos (um menino e uma menina), e que o menino sofria de síndroma de Down. ¿E o que fizeram os australianos? Ficaram com a menina e deixaram o menino deficiente entregue à mãe “barriga de aluguer”.

Porém, durante a gravidez, os australianos exigiram que Patthraramon abortasse as duas crianças — porque uma delas era deficiente, ao que a mãe “barriga de aluguer” recusou por ser budista.

É isto que o Partido Social Democrata pretende ver em Portugal, ao abrir a porta às “barriga de aluguer”.

Terça-feira, 3 Junho 2014

O Putsch Coelhista contra as instituições democráticas

 

“O porta-voz do PSD acusou hoje a maioria dos juízes do Tribunal Constitucional (TC) de “invadir o campo do legislador”, “para não dizer que atropelou competências da Assembleia da República, a propósito do mais recente “chumbo” do Palácio Ratton.”

PSD acusa TC de ‘invadir campo do legislador’


¿O que é que esta gentalha deste Partido Social Democrata pretende? O que é que eles querem?!

Vamos lá ver: ¿faz sentido existir o Tribunal Constitucional, ou não? A Alemanha, que essa gentalha tanto admira, tem um Tribunal Constitucional. ¿E por que razão Portugal não poderá ter um Tribunal Constitucional?!

¿Será que os critérios de deliberação do Tribunal Constitucional estão errados ou incorrectos? Bom, se estão errados, há que denunciar esses critérios errados — e não colocar em causa (implicitamente) a existência do Tribunal Constitucional que os alemães (que essa gentalha admira) também têm.

Se os critérios de deliberação do Tribunal Constitucional português correspondem ao que está estipulado no próprio espírito da Constituição, das duas, uma: ou se extingue o Tribunal Constitucional, ou se faz uma revisão da Constituição. O que essa gentalha do Partido Social Democrata de Passos Coelho não pode estar a fazer é a minar as instituições que sustentam a democracia. Estamos em presença de revolucionários radicais de direita — o que é a mesma merda dos revolucionários radicais de esquerda.

Naturalmente que há outros meios para resolver o problema do “buraco” orçamental dos 500 milhões de Euros criado pela aplicação da Constituição. Mas esses meios não podem ser anunciados sem que causem uma ainda maior histeria entre a gentalha do Partido Social Democrata de Passos Coelho e nos palhaços do CDS/PP de Paulo Portas. Há soluções que não passam por um aumento de impostos, embora essas soluções não agradem a essa gentalha.

Sábado, 12 Abril 2014

A contraproducente Assunção Esteves

Filed under: Passos Coelho,Política,Portugal — O. Braga @ 7:48 am
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james-bond-webA recusa de Assunção Esteves — leia-se, Partido Social Democrata + CDS/PP — em convidar os “Militares de Abril” a participar nas comemorações do próximo 25 de Abril revela a miopia política de quem nos governa: a recusa do convite é contraproducente, porque estão (o PSD+CDS) a dar uma importância excessiva a um facto político que existirá de qualquer modo — ou seja, não é porque o convite não seja feito que o facto político da intervenção dos militares nas comemorações do 25 de Abril desaparece da cena política: pelo contrário!, a recusa da Assunção criou já um facto político ainda maior do que se tivesse sido feito o convite!

Há um ditado chinês que diz, mais ou menos isto: “mantém os teus inimigos próximos de ti para que possas controlá-los de uma forma mais eficaz”. Não perceber isto revela a burrice da Assunção Esteves e de quem manda nela (Passos Coelho). Estamos entregues a burros; mas burros que têm um ego do tamanho do universo e julgam-se o supra-sumo da perspicácia política.

Repare bem, caro leitor: Passos Coelho é o político mais burro que tivemos depois do 25 de Abril de 1974: consegue ser mais burro do que o General Vasco Gonçalves! Mas quem o vir, à primeira vista e naquela pose fatela de James Bond do bairro da Amadora, cai no conto do vigário.

Terça-feira, 8 Abril 2014

O P.S.D de Passos Coelho e a versão oficiosa acerca do salário mínimo

 

No tempo da URSS, o Partido Comunista dizia que esse país era o “sol do mundo”. Hoje, o Partido Social Democrata de Passos Coelho diz que a Alemanha de Angela Merkel é a “luz do universo”. Mas este Partido Social Democrata consegue ser mais merkeliano que a própria Angela Merkel — como os comunistas conseguem ser mais marxistas que o próprio Karl Marx: agora que a Alemanha já tem um salário mínimo nacional (de 8,50 Euros / Hora!), a bovinotecnia coelhista sai da lura para defender que não deve haver aumento do salário mínimo nacional. E vejamos os argumentos (o verbete foi apagado pelo seu autor, tamanho era o absurdo).

«Sátão, Aguiar da Beira, Sernancelhe, Fornos de Algodres, Paços de Ferreira, Lousada, Ourique, Góis, Mondim de Basto, Vimioso, Vila de Rei, Felgueiras, Vizela, Celorico da Beira, Boticas, Barrancos, Sousel, Vila Nova de Paiva, Cinfães, Alandroal, Fafe, São Pedro do Sul, Tábua, Vinhais, Marvão, Cabeceiras de Basto, Penamacor, Oleiros, Freixo de Espada à Cinta, Arronches, Sabugal, Ponte de Lima, Pampilhosa da Serra, Castro Daire, Mesão Frio, Almodôvar, Almeida, Sardoal, Alfândega da Fé, Moimenta da Beira, Crato, Meda, Valpaços, Armamar, Paredes de Coura, Alviázere e Santa Marta de Penaguião. São os municípios que, de acordo com números de 2011, têm diferença entre o salário mínimo nacional e a remuneração base média mensal superior a –160.

O Bloco quer um salário mínimo de 545€. Isto corresponde a um aumento superior a 12%. Nos municípios apontados significaria um aumento de desemprego verdadeiramente brutal: o efeito de um aumento de salário mínimo no município de Lisboa não é particularmente relevante para o desemprego mas, em regiões cujos salários médios estão perto do salário mínimo, significa uma destruição cega pelo centralismo socializante-controlador.»

os brioches da bovinotecnicaEste raciocínio tem diversas anormalidades, mas só me vou reter em algumas.

1/ defende a ideia segundo a qual deve existir em Portugal realidades estatutárias de cidadania conforme se vive em Lisboa ou na “província”. Ou seja, “Portugal é Lisboa e o resto é paisagem”. Deve haver um salário mínimo lisboeta e nenhum salário mínimo para a “paisagem”.

2/ defende a ideia segundo a qual uma empresa que não pode ou não quer pagar o salário mínimo deve continuar no mercado a competir com aquelas empresas que o pagam (de Lisboa ou não).

3/ defende a ideia segundo a qual um cidadão que trabalhe pode viver em Portugal com 300 Euros mensais.

4/ defende a ideia segundo a qual é legal pagar menos do que o salário mínimo.

5/ defende a ideia segundo a qual o ideal seria que uma pessoa trabalhasse sem receber qualquer salário, para que o desemprego fosse debelado. O problema da economia portuguesa está nos salários: se os portugueses ganharem menos do que os chineses, a economia salva-se.

Sábado, 15 Março 2014

Deputados do Partido Social Democrata que votaram a favor da adopção de crianças por pares de invertidos

 

Para memória futura:

Teresa Leal Coelho (15), Miguel Frasquilho (14), Luís Menezes (1), Francisca Almeida (5), Nuno Encarnação (13), Mónica Ferro (12), Cristóvão Norte (2), Ana Oliveira (3), Ângela Guerra (11), Paula Cardoso (9), Joana Barata Lopes (4), Pedro Pinto (8), Sérgio Azevedo (10), Odete Silva (7) e Gabriel Corte-Real Goucha (6).

Conceição Caldeira e Maria José Castelo Branco abstiveram-se.

a quinta coluna do psd

Quinta-feira, 13 Março 2014

As leis laborais bovinotécnicas e blasfemas

Filed under: Tirem-me deste filme — O. Braga @ 8:46 pm
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a sociedade ideal blasfema

Trabalho em troca de comida. E não digam que vêm daqui!

Quinta-feira, 6 Março 2014

Um indivíduo vota na Direita, e saem-lhe deputados do Bloco de Esquerda

 

É esta a “democracia” que temos: o cidadão vota no Partido Social Democrata ou no CDS/PP, mas o resultado das eleições são deputados de “direita” com o arquétipo mental do Bloco de Esquerda ou do Partido Socialista.

Não faz sentido dar liberdade de voto a deputados que não foram eleitos em um sistema de círculos uninominais. Se o deputado faz parte de uma lista composta pelo partido a que pertence, e sem escolha directa do povo na eleição dos deputados dessa lista, é um absurdo que o deputado tenha liberdade de voto no parlamento.

Já não há volta a dar a isto. Precisamos de um UKIP (United Kingdom Independent Party) em Portugal.

Co-adopção votada na próxima semana com liberdade de voto do PSD

Quinta-feira, 27 Fevereiro 2014

O maçon inveterado e corrupto Luís Montenegro está contra a suspensão do Acordo Ortográfico

 

O problema do Partido Social Democrata é o da influência da maçonaria corrupta no partido. O Partido Social Democrata é hoje mais vulnerável à corrupção maçónica do que o Partido Socialista. Quando a maçonaria constitui uma força política não-democrática formidável, e simultaneamente torna-se profundamente corrupta, pode levar um país inteiro à degradação moral, cultural e civilizacional.

luis montenegro acordo ortografico

Sábado, 18 Janeiro 2014

José Ribeiro e Castro em relação ao Partido Social Democrata: “Tu Quoque”

 

José Ribeiro e Castro escreveu dois verbetes explicando a posição do CDS/PP que se absteve na votação no parlamento cerca da realização de um referendo sobre a co-adopção de crianças por pares de invertidos. 1 

Não tenho nenhuma razão para duvidar da veracidade dos factos descritos por José Ribeiro e Castro, por uma questão de boa-fé. Sem boa-fé não é possível discutir seja o que for. Aliás, é sabido que a bancada do Partido Social Democrata se dividiu em Maio de 2013, e parece evidente que a disciplina de voto de ontem foi uma espécie de “salvar da face” do Partido Social Democrata.

Ao contrário da ideia que prevalece nesta classe política, eu penso que a liberdade de voto do deputado deve ser dada sempre e de forma incondicional em matérias como a gestão da economia e da política administrativa, por exemplo, mas nunca em matéria de ética.

Aceito que um deputado do CDS/PP vote contra uma medida do governo de Passos Coelho em matéria de política económica, por exemplo, mas não aceito que existam deputados do CDS/PP que coloquem em causa, através do voto ou de uma declaração de voto, a matriz ideológica e ética do partido — porque é a ética, qualquer que esta seja, que orienta a matriz ideológica de um qualquer partido político. Os deputados do CDS/PP têm que ler Edgar Morin (por exemplo; ou Karl Popper).

Por exemplo, o Partido Comunista tem uma determinada ética. Podemos discuti-la, tentar saber se os valores dessa ética do Partido Comunista são racionais, universais, intemporais e facilmente identificáveis nas suas características principais. Mas há uma coisa que é certa: os princípios éticos (negativos ou não, não está agora aqui em causa) próprios do Partido Comunista ditam a priori qualquer votação dos deputados desse partido.

A economia — grosso modo e de forma que toda a gente entenda — é a técnica de gerir a diferença entre o que entra num bolso e sai do outro. Tudo o resto, e o mais importante, é a cultura que define a política. E o que está a montante da cultura, de qualquer cultura, é a ética e os seus valores, qualquer que esta seja.

E perante um imperativo ético que marca uma matriz ideológica de um determinado partido (neste caso, o CDS/PP), os eventuais e putativos maquiavelismos e deslealdades políticos da bancada do Partido Social Democrata, neste processo da adopção de crianças por pares sodomitas — embora esse maquiavelismo devesse ter sido denunciado, depois da votação de apoio ao referendo, pelo líder da bancada do CDS/PP — não deveria ter sido razão para que o CDS/PP não tivesse tornado uma posição pública clara e insofismável numa questão axiológica desta importância, e que supostamente faz parte da matriz ética do CDS/PP.

Nota
1. “Co-adopção” é um sofisma para se estabelecer, mais adiante e através de uma política gramsciana de “pequenos passos”, a adopção plena, as “barriga de aluguer” e o tráfico de seres humanos, a procriação medicamente assistida indiscriminada, etc..

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