perspectivas

Sexta-feira, 1 Novembro 2013

Quando leio certas coisas, fico banzado!

 

“Qualquer tipo de relação social tem inerente uma mais ou menos explícita relação de poder. As relações laborais têm-na, as relações pais-filhos têm-na, as relações professor aluno têm-na, etc.

O poder do professor deriva antes de mais de uma outorga social (o Estado entrega esse poder ao professor) mas também de um diferencial de conhecimentos e de idades.”

Quem escreveu isto (um tal João Lopes), escreveu também um livro sobre a indisciplina na escola. Não li o livro, mas imagino.

Quando não é reconhecida a autoridade natural ao professor (ou aos pais), o que se está a fazer é negar uma disposição natural das relações humanas.

Repare bem, o leitor (extenditur ad speciem humanam): fala-se de “poder” do professor, e não já de “autoridade”. E, alegadamente, esse “poder” do professor é outorgado pelo Estado: sem o Estado, não há “poder” do professor. O professor tem “poder”, e não “autoridade”. As relações entre o professor e os alunos são, alegadamente, relações de dominação reguladas pelo Estado.

Segundo este raciocínio, um professor que não seja, de qualquer modo, tutelado pelo Estado, não é professor — e pode ser mesmo considerado fora-da-lei e punido pelo Estado. Só existe educação se entendida sob a vigilância do Estado, e até mesmo as relações mais banais entre pais e filhos estão sujeitas a sanção estatal. E depois, dizem eles, “os fascistas são os outros!”

Se aquela alimária tem poder (aqui sim!, é um poder, e não autoridade de facto) para escrever um livro acerca da indisciplina na escola, dizendo que o professor não tem autoridade por moto próprio e que o seu “poder emana do Estado”, por um lado, e que, por outro lado, esse “poder” resulta apenas da assimetria de conhecimentos técnico-científicos (porque é deste tipo de conhecimento de que a alimária está a falar) — então não admira que tenhamos os níveis de indisciplina que temos; em vez de “apagar o fogo” da indisciplina, aquele burro está alimentá-lo!. Aquela alimária parte de um princípio errado, e portanto qualquer análise está, à partida, errada.

A autoridade do professor não é tutelada pelo Estado: o Estado apenas aproveita o facto de a autoridade do professor existir já de forma natural. A autoridade do professor decorre da Lei Natural. É isto que aquele burro, lobotomizado pela ideologia politicamente correcta, não consegue ver. Quando não é reconhecida a autoridade natural ao professor (ou aos pais), o que se está a fazer é negar uma disposição natural das relações humanas.

A ler : Após proibir palmadas, Suécia "sofre" com geração de crianças mimadas

Sábado, 10 Setembro 2011

Estou com a FERNPROF

Filed under: educação — O. Braga @ 6:16 am
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Uma avaliação profissional que sujeita o mérito dos avaliados a um critério e a um objectivo exclusivamente utilitaristas, não é um bom método de avaliação.

Parece-me que o actual método de avaliação dos professores existe em função do numerus clausus do escalões superiores da carreira profissional, quando deveria ser o numerus clausus que deveria existir em função da avaliação. O mais importante, para o governo, é o numerus clausus, e não a avaliação.

Ou seja: o objectivo primeiro desta avaliação é o estabelecimento do numerus clausus: a ordem de critérios está invertida e pervertida. Segundo este critério, já só falta que existam professores “predestinados à salvação dos eleitos”, que são os que chegam ao topo da carreira profissional, o que pode muito bem acontecer com a politização da avaliação.

Um professor não é a mesma coisa que um empregado fabril que produz peças em série. Não coloco aqui em causa a avaliação dos professores: o que eu defendo é que o numerus clausus não deve ser um objectivo em si mesmo, e deve ser flexibilizado em função da prestação e empenho profissional dos professores — e não apenas um possível meio de instrumentalização política que parece ser.

Terça-feira, 4 Janeiro 2011

Na Galiza, os professores têm agora o estatuto de Autoridade Pública

Filed under: cultura,curiosidades — O. Braga @ 7:32 pm
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Na Galiza, os professores têm agora o estatuto de Autoridade Pública, equivalente ao dos agentes da polícia. A palavra de um professor prevalece, em caso de polémica, e passa a ter uma protecção jurídica especial.

Domingo, 19 Setembro 2010

O regresso da tribo

Um professor colocou o Estado em tribunal reivindicando o “direito” de usar piercings dentro da escola.


Trata-se de um “direito” parecido com o do “casamento” gay — ou como a concepção do universo segundo Stephen Hawking: já existia antes de existir. Hoje, toda agente tem “direitos” originais e subjectivos, inventados na hora e que nunca existiram antes como tal.

Domingo, 13 Junho 2010

A política animalesca de José Sócrates

Jornal de Notícias de hoje

Em um tempo em que volta a estar na moda, nas classes sociais mais abastadas, o ensino em casa (home schooling), o socialista José Sócrates resolve fechar mais de mil de escolas, com menos de 21 alunos, no interior do país, sob pretexto de que “o fecho das escolas é melhor para as crianças”.

Naturalmente que quem tem dinheiro suficiente para contratar uma professora privada para ensinar os seus filhos em casa, ou mesmo sacrificar a vida profissional da mãe para educar os seus filhos — e segundo a opinião de José Sócrates — deve ser estúpido. Inteligente é o Sócrates.

O cinismo e a hipocrisia da criatura não têm limites. Sacrifica a parte mais fraca e despovoada do país para não ter que mexer nos privilégios da cidade prostituta que lhe dá os votos necessários para se manter no poleiro. Entre retirar um pouco a quem tem alguma coisa, ou reduzir à indigência quem já tem pouco, a criatura não hesita: o que interessa são os votos da clientela política da capital do império que já não existe.

Não estamos a lidar com um “animal político”, como dizia Aristóteles: estamos a lidar com um “político animal”. Porém, chamar de “animal” a Sócrates é um insulto não só para os animais em geral, como para os humanos em particular. Não há nome que descreva e classifique José Sócrates.

Quinta-feira, 27 Maio 2010

Avança a morte silenciosa da nossa sociedade

Enquanto os me®dia nos entretêm com com sub-informação e pseudo-informação, Cavaco Silva dá de barato a lei do “casamento” gay, a direita política anda obcecada com a economia e a direita dos idiotas úteis dá palmadinhas nas costas à esquerda, a agenda política de alienação cultural segue de vento em popa.

O semanário “O Diabo” traz esta semana um relatório completo sobre a agenda política de sexualização da criança por via da politização da escola :

  • A escola passa a ensinar o aborto a crianças de 14 anos;
  • O governo obriga meninos e meninas de seis anos a ouvir 360 minutos de lições sobre sexo
  • A ética e o afecto vão ocupar apenas uma hora e meia em 18 anos de ensino;
  • Em Portugal, há cada vez mais mães sozinhas;
  • 36,8% das crianças nascem fora do casamento;
  • Psicólogos revoltados exigem mais valores e moral na escola.

Esta agenda política tem o dedo da maçonaria; não é por acaso que a actual ministra da educação pertence à “irmandade”. Mas é também fruto do encontro de vontades entre o marxismo cultural — que vê na família tradicional o princípio do capitalismo —, a direita hayekiana e neoliberal — que vê no casamento, que define a família tradicional, uma restrição da liberdade individual —, e a maçonaria — que vê em tudo que é da tradição europeia cristã um obstáculo ideológico à proliferação cultural da “irmandade”.

Por outro lado, a sexualização das crianças convém aos defensores da legalização da pederastia e da pedofilia. Sabemos que algumas lojas maçónicas, pelo menos em um passado recente, praticavam rituais de iniciação com sexo com menores de idade.

Em suma, existe um sincretismo ideológico nesta agenda política e cultural decadente. Perante a força desse “encontro de vontades”, a única oposição possível a esta agenda política decadente é a da acção necessária que a castre e a erradique. Não vejo outra solução para o problema;em matéria cultural, a voz da maioria da população já nada vale.

Quinta-feira, 20 Maio 2010

Os fãs de Bruna Real no Facebook

Quando, no Facebook, me convidaram para apoiar a causa da professora Bruna Real, pensei que fosse brincadeira. Com o tempo de calor que tem feito ultimamente, o alcatrão que tenho no cocoruto da cabeça foi derretendo, e só então, a pouco e pouco, os miolos foram funcionando e me fui apercebendo que a coisa era mesmo séria.
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Quinta-feira, 1 Abril 2010

Nuno Nabais no RCP e no dia das mentiras

Hoje vinha no carro e fazendo zapping no rádio e levo (outra vez) com o putativo “filósofo” Nuno Nabais no Rádio Clube Português (RCP). Acto contínuo, ia mudar de estação de rádio quando (mais uma vez) me apercebi de que se estava a falar do cristianismo…e de Nietzsche. Ouvi três vezes esse senhor: duas vezes (incluída a de hoje) na RCP e outra vez numa entrevista na RTP1 num programa qualquer; das três vezes, esse senhor colocou Nietzsche no centro das suas palestras. Concluo que se trata de uma obsessão; há quem viva a sua vida em função de Karl Marx, outros em função de uma qualquer religião New Wave, e há quem o faça em função de Nietzsche.

Convém dizer que Nietzsche é o teórico mais lido por adolescentes com borbulhas na cara ― o típico Langweiler à espera da maturidade. Normalmente, quando uma pessoa amadurece, passa a não lhe prestar atenção. Nietzsche é o teórico do desespero do adolescente à procura da sua identidade num mundo que ainda não consegue compreender. Quando um professor universitário de filosofia se fixa em Nietzsche nas suas palestras de rádio, podemos fazer ideia do nível do ensino da filosofia nas faculdades portuguesas…
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Quarta-feira, 31 Março 2010

A intervenção directa da política na educação das nossas crianças

A classificação do bullying como crime público, por parte deste governo e da ministra da educação (que pertence à maçonaria feminina), revela a total e completa desorientação por parte do que se considera ser hoje a “civilização laica”. Estamos, de facto, a viver num mundo governado por gente totalmente louca.

A partir de agora, pode passar a ser comum a polícia entrar numa escola e prender um miúdo de 10, 11, 12 ou 13 anos. E a coberto desta decisão de transformar o bullying em crime público, pretende-se significar que se reforça a autoridade dos professores, quando essa decisão vai exactamente no sentido contrário: a partir de agora, o professor chama a polícia e tira o “problema” de cima das suas costas; a escola transforma-se cada vez mais em “ensino sem educação”, e a área da educação, que é por sua natureza, pré-política, transforma-se num espaço de intervenção da política. Está tudo louco. Em vez de se dar meios de actuação à escola e ao corpo de professores, mete-se a polícia e política lá dentro.
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Sexta-feira, 19 Março 2010

A tentativa de politizar a educação das nossas crianças

Hoje ouvi na TSF o Sr. Albino Almeida, da Associação Nacional de Pais (ANP), em bicos-de-pés a defender o seu tacho que depende da confusão que ele próprio faz ― e fomenta na opinião pública ― entre a educação, que é essencialmente pré-política, e a política propriamente dita (a política como sendo a esfera dos assuntos humanos na pólis dos adultos). Os pais e educadores portugueses já não aturam mais as tentativas do Sr. Albino Almeida em politizar a educação das nossas crianças à custa de interesses privados e de privilégios que essa actividade política inadequada significa para o sistema de educação.

A intervenção do Sr. Albino Almeida na TSF veio a a propósito da revisão do estatuto do aluno que a ministra da educação (muito bem!) decidiu implementar tendo em vista o controlo (e não a eliminação, porque é impossível eliminar totalmente o fenómeno) do bullying. O Sr. Almeida veio com o papão do “tribunal de menores” como uma ameaça aos pais que não participam activamente na ANP, reforçando assim o poder político do Sr. Albino Almeida e os seus privilégios e prebendas decorrentes politização da educação quando esta é pré-política.
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Segunda-feira, 8 Março 2010

O fenómeno do bullying nas escolas : uma perspectiva conservadora

« Em circunstâncias normais, no seu habitat normal, os animais selvagens não se auto-mutilam, não se masturbam, não atacam a sua prole, não desenvolvem úlceras no estômago, não se tornam fetichistas, não sofrem de obesidade, não formam laços de parceria homossexual, ou não cometem assassínios. Entre os humanos citadinos é escusado dizer que todas estas coisas ocorrem.

(…)

O animal do zoológico numa jaula exibe todas estas anormalidades que nós conhecemos tão bem nas nossas companhias humanas. Claramente, a cidade não é uma selva de cimento mas é um jardim zoológico humano. »

Desmond Morris, zoólogo.

O fenómeno do bullying juvenil sempre existiu mesmo antes de existir um ensino estatal oficial e obrigatório. O problema é que aquilo que era uma manifestação da competição entre os jovens, controlada dentro de certos limites, passou para uma violência muitas vezes extrema. Portanto, o problema não é o bullying que sempre existiu e nunca deixará de existir senão através de uma repressão que terá, por sua vez, as suas consequências imprevisíveis no comportamento dos jovens.

Prefiro o bullying benigno e competitivo que sempre existiu ao superlativo do bullying actual — que resulta da sua repressão e recalque — que consiste nos assassínios em massa com armas de fogo perpetrados por jovens nas escolas dos Estados Unidos e da Finlândia. Os países “desenvolvidos” reprimem o bullying mais benigno e aparecem fenómenos muitíssimo mais negativos e devastadores nas escolas.

Resumindo: a) não é possível alterar a essência do ser humano senão por via da repressão que terá sempre consequências imprevisíveis; b) é necessário controlar ― e não reprimir com violência ― o bullying nas escolas.
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Quinta-feira, 4 Março 2010

A degradação do ensino público e o valorização do ensino privado

Há poucos dias saiu nos jornais um estudo que, entre outras coisas, revelou que em Portugal se vota maioritariamente à esquerda, e que, em geral, as pessoas que votam no PSD estão mais à direita do que os políticos eleitos por este partido. Isto significa que não só a maioria dos eleitores vota na esquerda propriamente dita, como aqueles que não votam na esquerda acabam por eleger políticos que, na prática, substituem a vontade dos eleitores pela sua visão esquerdista da política.
O CDS/PP é um partido desenraizado do senso-comum porque, com Paulo Portas na liderança, não consegue assumir as suas raízes cristãs e católicas, e transformou-se num dos componentes da estratégia de tesoura da esquerda, ou seja, o CDS de Paulo Portas transformou-se num apêndice do movimento revolucionário.

Em suma: em Portugal há os que votam directamente na esquerda e os que votam nesta de forma indirecta; vote-se ou não na esquerda, o resultado é sempre o mesmo: voto à esquerda. Portugal é praticamente todo de esquerda por uma espécie de diktat da classe política (influenciada pela maçonaria que é, maioritariamente, gnóstica e portanto revolucionária) em relação ao povo, e através de um compromisso aristocrático canhoto entre a Nomenklatura política. (more…)

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