perspectivas

Terça-feira, 7 Dezembro 2010

Resposta da Igreja ao anúncio difamador espanhol

Filed under: ética,cultura — O. Braga @ 10:05 pm
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http://www.youtube.com/watch?v=Bq3eKQjc1xw

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Quarta-feira, 1 Dezembro 2010

João César das Neves escreve sobre o alarido me®diático acerca do preservativo


Os jornais andam cheios de uma notícia espantosa:
o Papa mudou de posição sobre o preservativo, permitindo o seu uso. Têm-se multiplicado as análises sobre isto. Não parecem notar o nível de disparate. A Igreja condena o uso do preservativo não por obsessão irracional, mas porque ele cria «uma falsificação da verdade interna do amor conjugal» (Catecismo da Igreja Católica, 2370). Logo, a questão moral do preservativo coloca-se dentro do matrimónio, única situação onde a Igreja considera lícito o acto sexual.

Nos casos extraconjugais, onde o sexo contraria gravemente as leis da Igreja, a questão do preservativo é secundária. Foi isso que o Papa agora disse, repetindo a posição de sempre. Se alguém cometer o pecado gravíssimo de recorrer à prostituição, essa pessoa não se vai preocupar com o detalhe da regra de proibição de usar preservativo. É como o assaltante de um banco perguntar se deve preencher um impresso de levantamento. Isto só será novidade para quem nunca entendeu a posição da Igreja. O ponto de partida das notícias é a ideia falsa de que a Igreja Católica mantém uma proibição fanática e absoluta do preservativo. Como nunca se esforçaram por compreender essa doutrina, agora vêem mudanças onde não há.

Quando alguém, que não percebe um assunto, recebe uma informação nova sobre ele, que também não percebeu, é evidente que só pode dizer disparates. Face ao alarido é caso para perguntar se não são os jornais os obcecados com o preservativo.

Sexta-feira, 7 Agosto 2009

Falta de penetração vaginal pode explicar pior saúde mental nos homossexuais

Eu não tinha dado conta desta notícia; não vi nada sobre isso nem nos telejornais nem na rádio durante as minhas deambulações automobilísticas. É possível que tenha passado nos me®dia mas provavelmente em notícia de rodapé, como convém aos me®dia em notícias deste cariz para não incomodar o Bloco de Esquerda, a Juventude Socialista e a paneleiragem em geral. Soube dessa notícia na blogosfera.

«Falta de penetração vaginal pode explicar pior saúde mental nos homossexuais. Estudo aponta desvantagens ao preservativo.
(…)
A troca de secreções entre os dois sexos, por conterem agentes antidepressivos, e uma maior intimidade, são alguns dos argumentos apresentados. Já um dos potenciais da investigação pode ser ajudar a explicar a elevada incidência de problemas mentais entre homossexuais, como têm vindo a demonstrar estudos recentes.»

A ser verdade essa conclusão científica, não só o gayzismo perde um dos seus grandes argumentos ― o argumento utilitarista da felicidade e bem-estar sexual, porque nas relações homossexuais por via anal ou outra, não só não existe troca de secreções entre os dois sexos que garante a possibilidade de agentes antidepressivos, e uma maior intimidade dos relacionamentos heterossexuais que contribuem para aliviar os problemas mentais ―, como coloca os “psquiatreiros” deste país (como o Daniel Sampaio) em muitos maus lençóis quando defendem a distribuição de preservativos a crianças em início de puberdade.

Nota: caso a notícia incomode o party socratino e seja retirada do ar, pode ler aqui a notícia em PDF.


Email me (espectivas@nullgmail.com)

Sexta-feira, 20 Março 2009

O preservativo e o Papa: constatando factos

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Estive aqui calado em relação às palavras do Papa Bento XVI sobre o papel do preservativo na prevenção da propagação da SIDA, mas as atoardas nos me®dia ganharam contornos de exacerbada histrionia politicamente correcta, com retardados mentais ― como o Jorge Sampaio ― a papaguearem a cartilha marxista cultural. Eu estou à vontade para falar neste assunto, porque não concordo com os fundamentalismos de um lado e doutro da contenda.

A verdade é que:

  • Mesmo despejando preservativos em barda dos aviões por sobre as aldeias africanas, mesmo distribuindo-os gratuitamente, mesmo com as campanhas de “alfabetização sexual” por parte das ONG’s marxistas, eugenistas e abortistas ligadas à ONU e à UNESCO, a propagação da SIDA em África mantém-se firme e em crescendo.
  • Decorre do facto anterior um outro facto: o preservativo tem uma inconveniência porque tem que estar sempre “à mão de semear” para quem faz da promiscuidade sexual um comportamento normalizado. Muitas vezes, e mesmo com o preservativo no bolso das calças ― que entretanto já “voaram” para um canto qualquer ― , o promíscuo é impelido a “terminar a faena” aplicando a “estocada” sem pensar nas consequências. Portanto, os comportamentos de risco existem independentemente dos preservativos estarem no bolso das calças.
  • Mesmo que o “matador” traga sempre consigo o látex milagreiro, ele tem que ser usado de forma correcta. Muitas vezes, no calor da refrega, a arte dos adereços tauromáquicos é subordinada ao imperativo do instinto do animal. Basta que o látex milagreiro seja mal colocado para acontecer a morte do artista.
  • O governo do Uganda aplicou nos últimos anos uma campanha cultural de combate à promiscuidade sexual (abstinência q.b. e razoável; não estamos aqui a falar em “abstinência total”), e a incidência da SIDA baixou drasticamente nesse país. Este é um facto incontestável que os me®dia escondem ostensivamente.

(more…)

Sábado, 2 Agosto 2008

É preciso racionalizar as questões


Preservativo do século 16

O que é a contracepção? O uso do preservativo é contracepção? Claro que é. Tudo o que evite a gravidez da mulher é contracepção. Visto deste prisma, até a abstenção sexual é uma forma de evitar a gravidez, e portanto, uma forma passiva de contracepção.

E o onanismo (masturbação) é contracepção? Pela mesma bitola de valores, é. E um sonho erótico que cause uma ejaculação, é contracepção? Pela mesma bitola, alguém que tenha um sonho erótico que cause uma ejaculação incorre em pecado contra a vida humana.

Hoje estou em maré de contraditório. Gosto de ler o FIAT LUX, mas quando a ICAR coloca no mesmo saco o preservativo e o aborto, o que faz é ― nada mais e nada menos ― do que validar eticamente o aborto, porquanto desvaloriza as diferenças entre as duas situações. Em vez de convencer racionalmente as pessoas acerca da inviolabilidade da vida humana, quando radicaliza posições, a ICAR descredibiliza ― aos olhos do povo ― a importância da vida, na medida em que compara coisas incomparáveis. Em resultado isso, o aborto passou a ser um método de contracepção, porque um dos lados da contenda se descredibiliza quando coloca no mesmo nível o onanismo e o aborto.

Sob o ponto de vista ético, é absolutamente irracional que alguém defenda a ideia de que o uso do preservativo é mais grave do que o incesto. Custa-me imenso que a Igreja Católica assuma posições destas.

Muitas das “guerras” culturais perdidas nos últimos 30 anos se devem a uma posição monolítica da Igreja Católica em assuntos de “lana caprina”. Eu sou insuspeito para falar nisto, porque sou e assumo-me publicamente como cristão.

Em relação a Elisabeth Anscombe: comparar o onanismo ― ou o uso do preservativo ― à sodomia e a outros desvios sexuais é classificar, à partida, o ser humano como um animal irracional. A ICAR deveria dar o exemplo na racionalização do ser humano numa altura em que este é cada vez mais tratado (pela política correcta) como um animal controlado pelo instinto. Partindo do princípio de que o ser humano é um ser irracional, Elisabeth Anscombe defende a ideia de que ao se condescender com o uso do preservativo, a besta humana cairá automaticamente na sodomia, isto é, uma coisa leva inexoravelmente à outra, como se a sodomia não existisse quando ainda não tinha sido inventado o preservativo. Este raciocínio só joga a favor de quem defende a degradação ética e moral da Humanidade, e os resultados estão à vista.

Toda a ética tem uma escala de valores racionalmente construída; misturar tudo no mesmo saco só lembra ao diabo.

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