perspectivas

Sexta-feira, 15 Maio 2015

PPP (Parcerias Público-privadas) rodoviárias: ou o Estado compra a justo preço, ou o Estado aliena a sua parte aos privados

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 11:45 am
Tags: ,

 

Os privados que são “sócios” das PPP (Parcerias Público-privadas) rodoviárias têm todo o direito ao seu património, o que significa que o Estado deve alienar a sua participação e responsabilidade nessas empresas. As PPP (Parceria Público-privada) rodoviárias deverão passar a ser totalmente privadas, mesmo que aumentem as portagens em 10.000%. Caberá, então, ao Estado encontrar alternativas úteis e suficientes que compensem o aumento das portagens por parte dos privados.

Mas se as empresas privadas não quiserem assumir sozinhas as PPP (Parceria Público-privada) rodoviárias, devem então alienar a sua participação ao Estado. E se as empresas privadas não quiserem vender nem comprar (mantendo a actual situação de promiscuidade entre o sector privado e o Estado que alimenta o aumento de impostos), as PPP (Parceria Público-privada) rodoviárias deverão ser nacionalizadas coercivamente e segundo critérios do interesse do Estado; e depois veremos o que se passa nos tribunais.

Isto não tem nada de complicado: é apenas uma questão política. E a política está a montante do Direito e da economia.

FaceBook: pela nacionalização das PPP’s

Sábado, 29 Novembro 2014

Passos Coelho, o défice de 3% e as PPP (Parcerias Público-privadas)

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 2:24 pm
Tags: ,

 

 

A União Europeia vem dizer que é preciso aumentar mais impostos para se chegar ao défice de 2,5%. O povo português não pode aceitar mais aumentos de impostos em um país em que existem PPP (Parcerias Público-privadas) com rendas fixas tão altas.

Nas PPP (Parcerias Público-privadas), o Estado paga os eventuais prejuízos aos accionistas; e se houver lucro, este fica para os accionistas. O Estado privatiza os lucros e nacionaliza os prejuízos.

O Estado de Passos Coelho não tem a legitimidade de aumentar impostos ao mesmo tempo que mantém as PPP (Parcerias Público-privadas). O Estado tem que apresentar aos accionistas das PPP (Parcerias Público-privadas) a seguinte proposta: ou os accionistas ficam com as empresas e assumem a responsabilidade total por elas, ou o Estado nacionaliza.

Os neoliberais perguntam: ¿e quem paga as nacionalizações? A resposta é a seguinte: “cura-se a doença do cão com o pêlo do próprio cão”. É a própria rendibilidade das empresas em causa que irá pagar as indemnizações aos accionistas e ao longo do tempo. E se os accionistas pretenderem litigar em tribunal, aplica-se outro ditado popular: “enquanto o pau vai e vem, folgam as costas”.

Os contribuintes portugueses não podem mais pagar cerca 2.800 milhões de Euros por ano para encher a pança de uns sibaritas desonestos que vivem à custa de prebendas ilegítimas e até ilegais.

Segunda-feira, 24 Março 2014

Não há mais pão para os malucos das PPP (Parcerias Público-privadas)

Filed under: Portugal — O. Braga @ 9:03 am
Tags: , ,

 

nulidade das ppp web

 

Eu assinei. Ou se privatizam as PPP (Parcerias Público-privadas), ou as nacionalizam. A actual situação é insustentável! Ou os privados assumem os negócios em que estão envolvidos nas PPP (Parcerias Público-privadas), ou terão que negociar com o Estado a nacionalização desses negócios. Ou compram os negócios, ou vendem; e ao venderem, estão sujeitos às condições impostas pelo Estado.

O Estado não tem a obrigação de sustentar sibaritas que vivem à custa do Orçamento de Estado e dos monopólios que o Estado concede. Esta mama tem que acabar. Já não há mais pão para malucos.

Quarta-feira, 7 Agosto 2013

Um aviso à direcção do CDS/PP

1/ Qualquer governo – seja este ou outro – só terá legitimidade para baixar as pensões de reforma – sejam públicas ou privadas – quando o Estado se desmarcar das PPP (Parcerias Público-privadas). O Estado tem duas opções: ou se desmarca das PPP (Parcerias Público-privadas) e deixa-as entregues ao sector privado, ou nacionaliza as PPP (Parcerias Público-privadas).

Enquanto essa demarcação não for feita, qualquer corte nas reformas dos cidadãos contribui para a morte acelerada do regime. O problema, antes de ser económico, é ético e moral.

2/ A privatização dos CTT transforma um monopólio do Estado num monopólio privado. Entre os dois males, é preferível o primeiro.

3/ A ideia segundo a qual “a História chegou ao fim“, e que o fim da História justifica tudo e mais alguma coisa, foi um dos erros políticos do espírito de cada tempo, sempre recorrentes desde Hegel. É impossível prever o futuro.

Sábado, 3 Agosto 2013

I’ll make you an offer You can’t refuse!

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 1:24 pm
Tags: , ,

« O Tribunal de Contas afirma que o Ministério da Saúde reduziu a assistência à população servida pelo Hospital de Cascais por falta de orçamento. As “restrições orçamentais” estão descritas no mesmo relatório que no início da semana revelou que a gestão privada de hospitais públicos irá sair mais cara do que o Governo previa.

Os cortes foram feitos no número de actos contratados ao hospital para 2012 e atingiram o internamento, as consultas subsequentes e as sessões de hospital de dia. A auditoria salienta ainda a existência de uma redução na produção orçamentada pelo Estado, face a 2011, nas primeiras consultas e nos episódios de Urgência. »

paulo_macedo_500-web.jpg

%d bloggers like this: