perspectivas

Sábado, 30 Julho 2016

É difícil entender o arquétipo mental da Raquel Varela

 

Por juízo universal (ver), dizemos que “a mulher e o homem são diferentes”. É claro que há mulheres e mulheres, e homens e homens: por isso é que falamos em juízo universal, conceito que o nominalismo radical do politicamente correcto tem imensa dificuldade em apreender.

“A pergunta é: será que para se ter o apoio das pessoas progressistas basta ser mulher? Mulher e negra?”Raquel Varela

¿O que é uma “pessoa progressista”? Ou antes, ¿o que é o “progresso”?

A experiência diz-nos o seguinte: só existe progresso, propriamente dito, na ciência. Mas, quando os factos parecem dar razão à tese de uma necessidade interna do progresso científico, esta necessidade começa a aparecer como uma obrigação (cientismo) que é preciso conseguir dominar.

Ou então existe de facto “progresso” na evolução da pessoa enquanto indivíduo (até Proudhon defendeu esta ideia!).

Em termos de sociedade, do que podemos falar não é de “progresso”, mas antes de “civilização”, que pode mais ou menos agradável ao nosso gosto.

A civilização é o conjunto de fenómenos sociais de ordem religiosa, moral, estética ou técnica e científica, que determinam o estado dos costumes e conhecimentos de uma sociedade. O conjunto coerente de regras, saberes e crenças que correspondem a uma determinada civilização, não podem ser hierarquizadas numa escala de “progresso”.

Talvez o que a Raquel Varela pretende dizer com “progresso” é a defesa de um tipo diferente de civilização. Mas então que fale claro e em uma “civilização diferente” (e explique qual é), e deixe de conceber o “progresso” como uma lei da Natureza e da História.

Sexta-feira, 18 Março 2016

Fiquei a saber que eu não sou “uma colaboradora o mais fisicamente apelativa possível”.

 

A Catarina Marques Rodrigues (seja lá quem for) ficou indignada com um anúncio que pedia fotografias de colaboradoras (m/f) “o mais fisicamente apelativas possível”. Eu também fiquei indignado, porque também respondi ao anúncio, e responderam-me que eu não era uma potencial colaboradora “o mais fisicamente apelativa possível”.

clinique-mulheres-fisicamente-apelativas

¿Então, faxisto?!

Sexta-feira, 4 Outubro 2013

Os brasileiros e as touradas

Filed under: A vida custa,cultura — O. Braga @ 7:00 pm
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Para além da esquerda radical portuguesa, os grandes inimigos das touradas são brasileiros, e comentários como o que se mostra na imagem — que diz respeito a este verbete — são vulgares aqui.

Brasil e as touradas

Mas trata-se de hipocrisia (quando falo em "brasileiros", estou a falar em juízo universal), conforme se demonstra a seguir.

  • a cidade de São Paulo e arredores têm cerca de 10 milhões de habitantes;
  • Portugal tem cerca de 10 milhões de habitantes;
  • as superfícies territoriais de São Paulo e de Portugal são semelhantes.
 
  1. em Portugal existe a tourada na cultura antropológica, mas o número de homicídios é cerca de 120 por ano;
  2. em São Paulo NÃO existe a tourada na cultura, mas o número de homicídios é superior em 37 vezes ao de Portugal.

Neste caso concreto: o que é melhor? Ter a tourada ou não ter a tourada?


Uma cultura é a soma de pequenas partes que constituem um todo — e esse todo é sempre imperfeito. É ilusão alguém dizer que é possível eliminar toda a imperfeição de uma cultura.

Por vezes, quando “mexemos” numa cultura, em vez de estarmos a fazer bem, estamos a fazer mal. É preciso ter uma extrema cautela — prudência! — quando lidamos com uma cultura antropológica.

Há determinados fenómenos culturais que justificam uma alteração, independentemente das possíveis consequências de desequilibro cultural. Por exemplo, a excisão feminina; ou o canibalismo; ou o aborto. Tudo o que coloque em causa o estatuto de excepcionalidade da vida humana deve ser colocado em causa.

Terça-feira, 8 Julho 2008

Crianças de 2 anos são racistas

Toddlers should be taught about racism and singled out for criticism if they have racist attitudes, a Government-funded advisory group said yesterday.

It told nursery teachers, playgroup leaders and childminders to record and report every racist incident involving children as young as three.

Esta notícia diz que no Reino de Sua Majestade se chegou à conclusão de que crianças com 2 ou 3 anos de idade são racistas, e que o racismo nas crianças de 2 ou 3 anos deve ser combatido.

Naturalmente que se as crianças de 2 anos podem ser racistas, também podem ser homófobas; há que combater a homofobia nas crianças de 2 anos.

Naturalmente que se as crianças de 2 anos podem ser racistas, podem ser também machistas; há que combater o machismo nos meninos de 2 anos, ensiná-los a não mijar fora do penico, a brincar às bonecas e às casinhas, e a brincar com a pilinha dos outros meninos, etc., etc..

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