perspectivas

Quarta-feira, 15 Junho 2016

O João Malheiro vai ter que responder no Tribunal do Santo Ofício

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 9:43 pm
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O João Malheiro afirmou, em um programa de televisão, que o comportamento gay faz mal à saúde.

¿Então?, faxisto?! Faxista!

Um gay é alguém que se sacrifica pelo outro; levar com um pénis no ânus várias vezes por semana, deve ser deprimente: trata-se de um sacrifício litúrgico que reflecte um certo rito de penitência soteriológica de expiação dos pecados.

O João Malheiro deveria ser empalado pelo Tribunal do Santo Ofício do Bloco de Esquerda, para saber dar valor ao ritual rectal de salvação.

Sexta-feira, 13 Maio 2016

Eu voto contra ti e contra aquilo que tu representas!

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 12:23 pm
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Quarta-feira, 6 Abril 2016

Discurso de Viktor Orbán em Março de 2016 (legendado em português)

 

Segunda-feira, 4 Abril 2016

A feminização da política conduz ao reforço do poder do Estado

 

O Pedro Arroja escreve aqui um texto sobre a “ascensão das mulheres na política”; e conclui este fenómeno político “é um sinal da degenerescência dos partidos políticos”.

Eu penso que é um sinal de degenerescência dos partidos políticos, mas não exactamente pelas mesmas razões que o Pedro Arroja invocou. E penso que a degenerescência da política também inclui a Angela Merkel, que Pedro Arroja considerou excepção à regra. Talvez a única excepção seja a de Margaret Thatcher. Na área da economia e das finanças (e ao contrário do que aconteceu com Margaret Thatcher), Angela Merkel seguiu estritamente determinadas ordens da elite alemã; não agiu por convicção própria.

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Uma das consequências da feminização da política é a supremacia da emoção sobre a razão. A política sempre foi guiada por uma certa dose de emoção (por exemplo, na retórica), mas sempre dentro dos limites estipulados pela razão.

Tucídides escreveu: “Nós amamos a beleza dentro dos limites do discernimento político, e filosofamos sem o vício bárbaro da efeminação.”

Não é por acaso que a escritora britânica Fay Weldon afirma que as mulheres ganharam a batalha dos sexos — porque, ao contrário do que defendiam os gregos, hoje a filosofia política é feita com “o vicio bárbaro da efeminação”, o que significa uma supremacia descabida da emoção sobre a razão.

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A supremacia da emoção na política é o fundamento da utopia e do irrealismo. A Europa está na actual situação de estagnação a vários níveis porque os homens perderam preponderância na política. As mulheres são tão sectárias quanto os homens; porém, a diferença é a de que as mulheres são sectárias entre si apenas em detalhes, e não na essência das questões. A mulher dá mais atenção aos detalhes do que ao fundamento das questões: por isso, seria perfeitamente normal que a discordância entre Catarina Martins e Assunção Cristas, por exemplo, em um qualquer assunto, se resumisse a uma questão de pormenores e não fosse uma discordância fundamental.

A feminização da política conduz ao absurdo.

Um exemplo da actual tendência para a feminização da política na Europa é um programa emitido pelo canal de televisão alemã ZDF (canal que é pago com os impostos de todos os alemães), em que o apresentador radical de esquerda e efeminado Jan Böhmermann afirma textualmente que “os alemães não pertencem à Alemanha”; os alemães são classificados como “estúpidos nacionalistas autoritaristas”; Böhmermann afirma que “vocês, os alemães, não são o povo: vocês são o passado”, e que “os verdadeiros alemães vão chegando do estrangeiro: já vislumbramos a presença de 10 milhões de novos alemães andando de bicicleta: os verdadeiros alemães andam de bicicleta, e comem Kebab e Muesli”. Segundo Böhmermann, os verdadeiros alemães não comem carne de porco e são vegetarianos.

Mulheres inteligentes, como por exemplo Marion Sigaut, defendem a tese segundo a qual “a libertação da mulher é uma forma de alienação”.

Ademais, a feminização da política exige o reforço do poder do Estado, reforço esse que pode raiar a construção de um Estado totalitário.

A estratégia do radicalismo de Esquerda efeminado é o de, em uma primeira fase, fazer dos direitos humanos uma política em si mesma, atomizando a sociedade, por um lado, e reforçando o poder do Estado, por outro lado; e, em uma segunda fase, quando o Estado for já plenipotenciário, ir retirando os “direitos humanos” concedidos anteriormente e de uma forma arbitrária, tendo como objectivo a consolidação de um Estado totalitário a nível europeu (União Europeia).

Quinta-feira, 31 Março 2016

Os Direitos do Homem não são uma Política

Filed under: Política — O. Braga @ 10:14 pm
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“Os Direitos do Homem não são uma Política” [Marcel Gauchet, “Le Débat”, 1980].


A bandeira dos “direitos humanos” parece ser um sintoma da “incapacidade de conceber um futuro diferente para a nossa sociedade” [idem]. Começam a criar-se “direitos humanos” que nunca existiram; inventam-se novos “direitos humanos”, todos os dias. Todos os desejos subjectivos assumem, agora, a forma de “direitos humanos”. Entramos na fase final e decadente do liberalismo, em que o individualismo utilitarista levado ao extremo transforma o simples desejo em “direito humano”.

Invocando sistematicamente direitos, antigos e novos, para assim se romper com o “poder das tradições”, o que os “progressistas” estão a criar é um aumento progressivo da tutela da organização burocrática (como acontece hoje na União Europeia) em que, por um lado, se afirma a singularidade do indivíduo, mas por outro lado, esse indivíduo é concebido de forma abstracta e em um anonimato generalizado (atomização da sociedade).

O reconhecimento social de toda a espécie de direitos (por exemplo, “casamento” gay, adopção de crianças por gays, barrigas de aluguer, crianças a votar por intermédio dos pais, voto para adolescentes de 14 ou 15 anos, pederastia legalizada, etc., e o que mais por aí virá) e liberdades tem como contraponto o retraimento narcísico dos indivíduos e o seu desinteresse pela coisa pública, em que, finalmente, a omnipresente encenação da liberalização dos costumes encobre uma propensão para o mimetismo, um seguidismo, e um conformismo sem precedentes.

Os direitos entendidos como política envolvem a sujeição e a alienação, e conduzindo à atomização da sociedade, conduzem também à negação da própria democracia.

Domingo, 20 Março 2016

Discurso do primeiro-ministro húngaro, Viktor Órban, em 15 de Março de 2016

Filed under: Política — O. Braga @ 11:44 am
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Assino por baixo (com as duas mãos).

Segunda-feira, 21 Outubro 2013

O problema da imigração, e Israel

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 10:38 am
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O problema da imigração deve ser analisado a partir de duas perspectivas diferentes: por um lado, o fenómeno migratório em si mesmo, e por outro lado, o tipo de reacção das populações autóctones ou locais à imigração. E vem isto a propósito deste verbete.

(more…)

Sexta-feira, 28 Dezembro 2012

Peter Higgs, John Lennox, ambos contra Richard Dawkins

«Higgs boson theorist says he agrees with those who find Dawkins’ approach to dealing with believers ’embarrassing’».

via Peter Higgs criticises Richard Dawkins over anti-religious 'fundamentalism' | Science | The Guardian.

peter higgs kodachrome web

Peter Higgs é o físico teórico que anunciou há cerca de trinta anos o bosão de Higgs. Peter Higgs defende a ideia da coexistência da ciência e da religião, e critica o “fundamentalismo” de Richard Dawkins.

“O que Richard Dawkins faz muitas vezes é concentrar o seu ataque nos fundamentalistas (religiosos). Mas há muitos crentes que não são fundamentalistas” – declarou Peter Higgs, nunca entrevista ao jornal espanhol El Mundo. “O fundamentalismo é outro problema. Ou seja, Richard Dawkins é de certo modo um fundamentalista de outro tipo”.

john lennox web

John Lennox é um matemático e filósofo das ciências, actualmente professor de matemática na universidade de Oxford. Numa conferência em que estiveram presentes mais de dois mil jovens, John Lennox afirmou:

“Os novos ateus querem-nos fazer crer que não somos mais do que uma colecção aleatória de moléculas, um produto final de um processo sem uma orientação. Se esta concepção fosse verdadeira, colocaria em causa a racionalidade de que necessitamos para fazer ciência. Se o cérebro fosse, na realidade, apenas o resultado de um processo sem orientação, então não existiriam razões para acreditar na sua capacidade de nos revelar a verdade.

Para mim, a beleza das leis científicas só reforça a minha fé de uma maneira inteligente. Quanto mais compreendo a ciência, mais creio em Deus pela maravilha da sua amplitude, sofisticação e integridade da Sua criação. Longe de estar em desacordo com a ciência, a fé cristã tem um sentido científico perfeito”.

richard dawikins web

Segunda-feira, 22 Outubro 2012

Peter Hitchens: um homem “às direitas”

Filed under: ética,cultura,educação — O. Braga @ 12:52 pm
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The author’s great merit is his honesty. “Drug-taking,” Hitchens writes, “is the purest form of self-indulgence,” for it severs the link between hard work and reward, making “deferred gratification appear a waste of time and a foolish rejection of readily available delight”.

He regards all forms of self-stupefecation as morally wrong, and unlike others who make the case against drugs on legal or medical grounds is quite candid: this is ultimately, he says, a moral argument. The downside is that once he has stated this position, there is not much more to say. It would barely sustain a column, let alone a book; you either agree with him, or you do not. So he is drawn into making all sorts of arguments based on health, science and judicial statistics, none of which stands up.

via Peter Hitchens: 'I don't believe in addiction. People take drugs because they enjoy it' | Books | The Guardian.

Segunda-feira, 15 Outubro 2012

O novo slogan comercial da Swiss: “A Cruz é um Trunfo”

Filed under: Islamismo — O. Braga @ 1:03 pm
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Parece que os muçulmanos, estaurofóbicos, andam revoltados com o slogan. Um dia destes, os suíços vão ser obrigados, pela ONU, a mudar a sua bandeira nacional.

Domingo, 12 Agosto 2012

Os Jogos Olímpicos e o culto da igualdade

Egalitarianism, rooted in the delusions of the pseudo-Enlightenment and first given bloody expression in the French Revolution, is the deadly enemy of civilisation and freedom. The Austrian political scientist Erik von Kuehnelt-Leddihn analysed the phenomenon 60 years ago in his book Liberty Or Equality. He maintained that all democracies eventually produce tyranny – a transition we are experiencing today in Europe and North America – because they are rooted in manipulation of popular sentiment, the seedbed of totalitarianism.

The cult of equality is a mental illness, derived from the psychosis that is liberalism, reaching pandemic proportions in western society. Every corporation has an “equality” division; every area of life, now including marriage, is to be engineered in the interests of equality. When a Conservative-led government has an equalities minister, who can seriously claim we live in a post-Marxist era? Ever since the charlatan Rousseau penned his Big Lie – “Man is born free, and everywhere he is in chains” – narcissistic egalitarianism has caused the violent deaths of millions. The same hypocrite and founder of sentimental “child-centred” education abandoned his own children; but his deluded theories rule British classrooms today.

The one class exempted from the constraints of equality is the plutocracy: nobody tugs the forelock to billionaires with more servility than the apostles of enforced equality. Banks that are pillaging the world proudly flaunt equality and diversity codes. Human beings are not equal physically, intellectually, morally or in any other respect; on the contrary, they exhibit as many distinctions as there are individuals on the planet. To pretend otherwise is pushing water uphill. Do not be surprised, though, if the British team at the next Olympics is based on quotas, with inclusive representation of electronically tagged ­offenders and the clinically obese.

via Gerald Warner: Scourge of equality will throw Britain off the podium – Comment – Scotsman.com.

Sábado, 26 Maio 2012

Sobre o argumento de que ‘a filiação não faz parte do casamento’

“O casamento é uma instituição que se caracteriza pela aliança entre um homem e uma mulher com a sucessão das gerações.” 1

É uso corrente negar que a filiação seja essencial ao casamento, recorrendo a dois sofismas: ou se afirma que a prole não é o fim obrigatório do casamento (o que é verdadeiro), ou se diz que os filhos podem legitimados por outra via que não mediante o casamento.

Porém, tanto um como o outro argumento não retiram, em absolutamente nada, ao facto de o casamento ser antropologicamente — e ainda hoje, no direito da maior parte dos países — o começo de uma nova família.

O argumento segundo o qual a prole ou a filiação não faz parte do casamento é, como disse acima, um sofisma. Vamos aqui fazer uma analogia entre a formação legal e jurídica de uma sociedade [uma empresa], por um lado, e o casamento, por outro lado.

¿Uma sociedade desactivada deixa de ser, por esse facto, uma sociedade legal e legítima? Claro que não.

Uma empresa desactivada é legal e legítima, não obstante estar desactivada. De uma forma semelhante, um casamento que não “produz filhos” [segundo a noção de casamento em epígrafe] — ou porque um dos cônjuges é infértil [ou mesmo ambos], ou porque o casal não quer ter filhos, ou por uma outra impossibilidade objectiva ou subjectiva qualquer —, também não deixa de ser casamento.

Pelo facto de não ser obrigatório ter filhos, isso não significa que os filhos não façam parte da definição de casamento — e é nisto que consiste o sofisma. Embora não seja obrigatório ter filhos, ter filhos é um dever do casal e, por isso, a filiação é inerente ao próprio casamento como instituição.


1) a chamada “união-de facto” heterossexuada [e não “heterossexual”; o termo “heterossexual” é uma redundância] é, de facto e em termos práticos, uma forma de casamento; e por uma razão óbvia: do ponto de vista antropológico, uma união-de-facto não deixa de ser casamento.

O problema da distinção jurídica entre casamento propriamente dito [segundo a definição em epígrafe] e a união-de-facto heterossexuada, consiste na sua carga cultural e ideológica que se reflecte na linguagem e na semântica do discurso político e jurídico, e que tende a convencer os cidadãos de que não se tratam de coisas semelhantes e antropologicamente idênticas.

Por outro lado, a lei portuguesa favorece as uniões-de-facto em detrimento do casamento, uma vez que uma mulher com filhos, e que viva com um homem em união-de-facto, é considerada “mãe solteira” e, por isso, beneficia de um regime fiscal mais favorável do que se fosse casada. Tudo isto são perversões jurídicas e ideológicas que têm muito pouco a ver com a realidade antropológica.

A ler: O Direito Positivo é análogo à geometria pura

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