perspectivas

Terça-feira, 23 Novembro 2010

Novos carros blindados da GNR chegam a Lisboa

Filed under: A vida custa,Europa,josé sócrates,Política,Portugal — O. Braga @ 5:57 am
Tags: , ,

A escumalha herdou a Terra; e os lucros vão para quem fabrica carros à prova de bala.

Segunda-feira, 15 Novembro 2010

A esquerda e a violência policial

Chamou-me à atenção uma noticia recente nos me®dia sobre o alegado aumento de casos reportados ao IGAI de violência policial. Entretanto, no FaceBook fui convidado a participar num grupo que se diz pretender denunciar a violência policial, e que tem neste blogue (Plataforma Contra a Violência Policial) uma expressão pública.
(more…)

Sexta-feira, 5 Fevereiro 2010

Maria José Morgado e as bases de dados de ADN

« (…) precisamos de bases de dados de ADN, amostras de ADN, porque essas amostras de ADN previnem erros judiciários, permitem focalizar a investigação no autor verdadeiro dos crimes e afastar as hipóteses de imputação ao autor errado.

(…)

Precisamos de renunciar a uma pequena parte da nossa liberdade para termos toda a liberdade. »

Maria José Morgado

(more…)

Segunda-feira, 6 Julho 2009

O caso dos dois polícias baleados na Amadora

Mais dois polícias baleados, desta vez na Amadora. Através dos me®dia não ficamos a saber quem são os criminosos; não convém que se saiba, desta vez ― embora ao que parece sejam brancos ―, porque para a próxima podem ser ciganos ou pretos. Não convém que se saiba se saíram da pildra há pouco tempo por comutação de pena; não convém que o povo saiba. Não interessa que o povo venha a saber coisas como a que que escrevi aqui em Setembro de 2008:

Um advogado da zona do Grande Porto foi vítima de “car-jacking”: tipos encapuchados, com arma apontada, “sai do carro já!”, etc..

O advogado faz queixa na PJ. De lá disseram-lhe para se dirigir a um determinado colega de profissão, sem mais explicações. O advogado lesado dirigiu-se ao tal colega e foi-lhe garantida a devolução do carro no dia seguinte, o que veio a acontecer.

Há muita coisa que a polícia sabe e não pode fazer nada porque a lei não protege os cidadãos nem a polícia. Com as fronteiras escancaradas devido a Schengen, as leis fabricadas pelo regime têm um pendor esquerdista e determinístico que retira ao criminoso a faculdade do livre-arbítrio.

Quinta-feira, 14 Agosto 2008

Estamos metidos num colete de varas

Filed under: Portugal — O. Braga @ 8:38 pm
Tags: , , , , , , ,

Estamos metidos num colete de varas, e vez de nos liberarmos dele, estrebuchamos e apertamos cada vez mais o baraço que nos ata. Andamos a discutir o que não tem discussão, e deixamos o importante de lado. Note-se que eu não concordo com o Fernando Rosas em quase tudo.

Não tem discussão possível que a morte pela GNR do rapaz que acompanhava adultos desarmados num roubo de material de construção civil, é desproporcionada, embora a lei penal preveja a situação de crime punível para adultos que induzam um menor em situação de ilegalidade.
(more…)

Segunda-feira, 11 Agosto 2008

Directo e sem rodeios: desembrulho!

Posso estar de acordo com a ideia deste postal: é preciso que a imigração seja contida dentro dos limites económicos e sociais que Portugal pode oferecer; não é possível “importarmos” imigrantes para depois não lhes darmos condições de sobrevivência condignas e segurança aos que já cá estão. Até aqui estou de acordo, e tenho-o escrito desde há 5 anos a esta parte.

Contudo, não concordo com a ideia de que os criminosos, por o serem, passem por isso à condição de sub-humanos (“Untermenschen”, para utilizar a terminologia nazi).

Desde logo, qualquer pessoa com dois dedos de testa se apercebe que se os assaltantes quisessem matar os reféns (todos ou algum) poderiam tê-lo feito, em vez de terem libertado quatro deles; tiveram a oportunidade e o momento para o fazer. Parece que a polícia não se apercebeu disso. Quando a polícia mata alguém nestas condições, é essencial que a intenção da pessoa abatida seja prévia e racionalmente avalizada.
(more…)

Sexta-feira, 8 Agosto 2008

Fernando Pessoa e a Segurança na Sociedade

Eu devo confessar que sinto muitas dúvidas sobre se tudo teria sido feito pelos agentes da autoridade para que ninguém tivesse sido morto na operação policial de ontem. Penso que seria possível terem saído todos com vida, e os assaltantes seriam apanhados mais tarde num café em Montegordo, ou comendo tapas na Diagonal de Barcelona, ou bêbedos na Bierfest em Munique (1). A morte “in loco” revela a fraqueza da União Europeia em matéria de prevenção e controle da segurança no espaço Schengen, é sinónimo de que o Tratado de Schengen não funciona de forma a garantir uma segurança racional dos Estados e das nações.
Não conheço os detalhes das negociações entre a polícia e os assaltantes, mas mesmo assim mantenho as minhas dúvidas.

Hoje vou falar sobre o conceito de Fernando Pessoa sobre ordem e segurança. Nas suas obras em prosa, Pessoa critica o conceito comtista (Augusto Comte) de Ordem e Segurança.

“Evidentemente que por “ordem” os seus defensores não entendem a mera ordem material e ostensiva, aquela que a polícia guarda. Entendem a ordem nos espíritos também, a disciplina íntima de onde resulta o bom funcionamento, físico como psíquico, da engrenagem social. Eles compreendem, de resto, que não há ordem só material, que é nos espíritos que a ordem começa.”

Aqui, Pessoa critica os defensores extremistas (comtistas) da ordem e da segurança como defendendo não só a ordem de guarda policial, como a ordem dos espíritos, a ordem psíquica, isto é, Pessoa critica a ideia de uma ordem que antevê e procura um totalitarismo.

A ordem é nas sociedades o que a saúde é no indivíduo. Não é uma coisa: é um estado. Resulta do bom funcionamento do organismo, mas não é esse bom funcionamento. (…) Na sociedade, semelhantemente: quando aparece a desordem, a sociedade sã procura logo, não manter a ordem, que pode ser provisória e aparente, mas atacar o mal que produziu a desordem. A exclusiva preocupação com a ordem é um morfinismo social.
(…)
No indivíduo, a constante preocupação com a saúde é um sintoma de neurastenia, ou males psíquicos mais graves ainda. Na sociedade, paralelamente, a preocupação da ordem é uma doença de espírito colectivo.

O que se está a passar na nossa sociedade é exactamente aquilo que Fernando Pessoa criticou nos defensores do comtismo securitário do seu tempo (defesa comtista da “ordem” que desembocou no Salazarismo). A História não se repete, mas a essência das coisas existe independentemente daquela. O que assistimos ontem em directo pela TV é próprio de um Estado securitário com altos índices de totalitarismo comtista (científico, no seu pior sentido).

Fiquei com a sensação de que a exibição policial de ontem tem uma intenção, quis passar uma mensagem claríssima: “Cuidado! cidadãos deste país: hoje foi abatido um assaltante armado, amanhã será um delinquente que rouba um pão para comer”. Pode ser só sensação minha; queira Deus que assim seja.

(1) Bastava que polícia tivesse colocado um sinalizador GPS no carro que permitisse a fuga aos assaltantes.

(textos de Pessoa tirados de “O Preconceito Tradicionalista”)

Terça-feira, 11 Dezembro 2007

Os “serviços secretos” e as escutas telefónicas

“Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.”
Constituição da República Portuguesa, art. 21 (Direito de resistência)

A escuta telefónica ilegal é uma forma de agressão que dá ao cidadão o direito de repelir pela força essa agressão, caso não seja possível recorrer à autoridade pública, por omissão desta. As escutas telefónicas ilegais por parte dos “serviços secretos” legitimam o “terrorismo cívico” como forma de resposta a uma agressão que ofende os direitos de cidadania do povo.

Este post no Vickbest causa-me alguma apreensão, porque é suposto vivermos num Estado de Direito; pelo que se vê, a lei do Estado de Direito não se aplica ao próprio Estado. (more…)

%d bloggers like this: