perspectivas

Segunda-feira, 15 Setembro 2014

Foi nisto que deu o "casamento" gay

 

No Brasil há uma bebé com 1 pai, 2 mães e 6 avós

poliamoria webTrata-se de um caso de poliamoria: uma mulher é lésbica, a outra é bissexual e coabita sexualmente com a primeira e com um homem que é o pai da criança.

De facto, trata-se já (na prática) de um casamento entre três pessoas, que é o prelúdio para o “casamento” entre quatro, cinco, seis, sete … ou vinte pessoas. Agora imaginem a complexidade jurídica e ética de um divórcio de um “casamento” entre sete pessoas … e com crianças envolvidas!

Abre-se uma caixa de Pandora: dentro em breve haverá uma criança, por exemplo, com cinco mães, sete pais, e 24 avós. O fundamento deste sofisma é a ideia segundo a qual “a família não é uma estrutura natural, e sim cultural” — quando, na realidade, a família é um misto das duas coisas!

Quando se separa a família, por um lado, da natureza, por outro lado, tudo é possível em nome da “cultura”. E mesmo que fosse verdade que “a família não é uma estrutura natural, e sim cultural”, haveria que saber se as culturas são todas igualmente positivas — por exemplo, saber se uma cultura que permite a excisão feminina é tão boa como uma cultura que não a permite.

Uma criança com “seis avós” é um delírio, porque não existe ligação carnal entre a criança e dois dos avós. Separar a família da criança, por um lado, da sua ligação carnal e familiar, por outro lado, é um delírio que coloca em causa o bem-estar da criança — embora se defenda o contrário. O que se pretende é a satisfação dos desejos dos adultos, e as crianças transformam-se em joguetes nas mãos de gente irresponsável e inconsciente.

Quinta-feira, 10 Abril 2014

Quem consentiu o "casamento" gay que agora limpe as mãos à parede

 

Quando o Direito se funda no facto — ou seja, quando o Direito Positivo é fundado por tudo aquilo que existe na sociedade, e as leis são feitas para acomodar, no ordenamento jurídico, todos os fenómenos sociais que existam ou venham a existir —, então acontece que todas as aberrações culturais, estéticas, éticas e comportamentais tendem a ser normalizadas por intermédio das normas legais (passo a redundância intencional). E é assim que a existência de qualquer facto social passa a ser o fundamento de um qualquer novo “direito”.

Faço aqui referência a este texto do jornalista Henrique Monteiro, a que respondeu uma tal Inês Rolo (à procura de protagonismo social) aqui.

politicamente-correcto-grc3a1fico-webDesde já convém dizer que o Henrique Monteiro deveria ter sublinhado, no seu texto, que se o comportamento tradicional é (segundo o radicalismo progressivista actual) uma “construção social artificial”, então também o comportamento não-tradicional é uma “construção social artificial”. A lógica subjacente ao agir humano não difere em função de ser “tradicional”, ou não.

O que difere a Inês Rolo, por um lado, do Henrique Monteiro, por outro lado, é o conceito de “civilização”, ou seja, a importância do superego em controlar a miscelânea caótica do ID (segundo a linguagem de Freud) no sentido de formatar socialmente o ego individual que lhe permita integrar numa cultura e numa sociedade. Para a Inês Rolo, a civilização é a ausência de civilização; é a liberdade irracional do ID manifestando-se no comportamento social, e tentando impôr a toda a sociedade essa irracionalidade da liberdade do ID sem freio — porque a normalização de um comportamento é sempre uma forma de tentar estender esse comportamento a toda a sociedade: não se trata (da parte da Inês Rolo e quejandas) de uma afirmação de uma opção de um estilo de vida, mas antes de uma tentativa de universalização desse estilo de vida, dessa cultura e dessa mundividência.

Basear as normas éticas e/ou jurídicas nos factos, é uma falácia de apelo à natureza. Por exemplo, não é pelo facto de a esmagadora maioria dos homens ter barba que eles devem deixar crescer barba. Os homens podem deixar crescer a barba, se quiserem, desde que isso não interfira com a sua higiene pessoal e com a vida prática. De modo análogo, a promiscuidade sexual pode ser um factor de perigo grave de saúde pública — como já está basta- e cientificamente documentado. A normalização da promiscuidade sexual não é defensável, nem ética- nem juridicamente: não é porque existem pessoas sexualmente promíscuas que o Direito Positivo se deve ocupar de normalizar a promiscuidade sexual. Se (nos casos que se justifiquem em função do bem-comum) os factos podem eventualmente influenciar o Direito, o Direito não se funda em factos.

O facto de existirem prostitutas não significa que a prostituição seja transformada, através da sua normalização pelo Direito Positivo, em uma profissão como qualquer outra, com contrato de trabalho, pagamento de IVA e facturas e recibos, e dedução no IRS. E, no entanto, a prostituição é conhecida pela “profissão mais antiga do mundo”. Portanto, fica claro que o facto não funda o Direito.

Por fim, o problema da nossa sociedade é que se perdeu a noção de juízo universal.  

O facto de uma mulher (neste caso concreto, a Inês Rolo) não querer ser como as “outras” — em um assomo assoberbado de um narcisismo que, sendo normal nas mulheres, assume neste caso as raias de uma psicose —, não significa que as “outras” não sejam normais. Pelo contrário, a julgar pela racionalidade da curva de Gauss na análise comportamental das mulheres, a normalidade não está com a Inês Rolo. Portanto, a Inês Rolo que extravase o seu narcisismo mórbido nos intervalos das cambalhotas poliamóricas, entre a confusão de narizes, com aqueles e elas que, como ela, colocam o instinto acima da racionalidade.

Segunda-feira, 4 Março 2013

A confusão resultante do “casamento” gay e a adopção de crianças

Um juiz do estado americano da Florida decretou a adopção de uma bebé com 22 meses por três pais e mães: um par de lésbicas e um guei. Mas a confusão ainda agora começou: fiquem sentados e calados, e ainda vão ver crianças adoptadas, por exemplo, por 4 pais e 5 mães — e por uma razão muito simples: já está a acontecer! Acordem!


“A Florida judge has approved the adoption of a 22-month-old baby girl that will list three people as parents on her birth certificate — a married lesbian couple and a gay man.

The decision ends a two-year paternity fight between the couple and a friend of the women who donated his sperm to father the child but later sought a larger role in the girl’s life.”

via Family Law Prof Blog: Birth Certificate with 3 Parents.

Sexta-feira, 11 Maio 2012

O jornal Público faz a narrativa apologética da “família a três” e da poliamoria

Eu comprava o jornal Público em papel, mas com a “nova gerência” no jornal deixei de o comprar. Pode não fazer mossa a perda de um só cliente, mas este postal fará concerteza muito mais mossa. O jornal público ainda não percebeu uma coisa simples: a blogosfera identificada é opinião pública instituída, e o Público terá que se demarcar da concorrência, ou vai à falência.

Uma jornaleira do jornal Público, de seu nome Ana Dias Cordeiro (méeéé!) escreveu o seguinte:
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Quarta-feira, 16 Julho 2008

A inconsequência causal

O argumento libertário mais utilizado para a extrusão legal dos seus próprios valores para substituição dos nossos valores civilizacionais e históricos colectivos, é o argumento da “inconsequência causal” do acto cultural.
Por exemplo, quando os libertários (de esquerda e de direita) defendem a legalização do consumo e venda das drogas leves (liamba, haxixe, etc.) fazem-no invocando o argumento da “inconsequência causal”: segundo este argumento, a legalização das drogas leves não leva necessariamente à legalização das drogas duras; a legalização da venda e consumo da liamba não significa, per si, que a heroína venha a ser legalizada, porque (dizem) não existe uma relação de causa-efeito entre as duas situações e não existe uma razão que justifique que a legalização de uma situação levaria à legalização de outra. Para ilustrar este argumento, os libertários recorrem ao caso da venda e consumo de álcool, que é legal, enquanto que a venda e o consumo de drogas, em geral, é ilegal.

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Domingo, 8 Junho 2008

Depois do “casamento” gay, a “revolução” continua

Tony (masc.) 48, Kaye (fem.) 48, Kevin (masc.) 40, e Sandi (fem.) 40, vivendo todos em San Jose (Califórnia), assinaram documentos legais que lhes atribuem um estatuto similar ao de cônjuges. Os quatro praticam a poliamoria — a crença de que se pode ter simultaneamente vários parceiros sexuais, a bênção geral e harmonia total.

Sandi acha que está grávida do Tony, e assim todos mudaram os seus nomes, adoptando o sobrenome de Tony, “Luck”.

Assim que Sandi deu à luz a sua filha, Ruth, Kaye e Sandi apaixonaram-se, e mais tarde, Kaye e Kevin (um ex-dançarino), tornaram-se também parceiros sexuais. Entretanto, Tony, que é bissexual, não prescinde dos “serviços” de Kevin. Compraram todos uma casa em conjunto e partilham o mesmo quarto de dormir, tendo todos eles relações sexuais com todos. Todos os quatro cônjuges estiveram presentes quando a pequena Ruth nasceu, e todos os quatro assinaram papeis em que declaram a guarda conjunta da criança.

Ler o resto (em inglês): Four better or four worse for marriage of four.


No seu livro “Origem da Família, Propriedade Privada e o Estado”, Engels descreve o casamento monogâmico como tendo sido desenhado para duas funções: a herança dos bens de pais para filhos, e a escravatura da mulher. Esta visão enviesada do casamento é a visão que os actuais marxistas culturais ainda defendem: os fenómenos do “casamento” guei, da poliamoria, da legalização da pedofilia (que Engels considerava como sendo “natural”), etc., tem tudo a ver com o marxismo cultural (Bloco de Esquerda, libertarismo de esquerda e direita, e sincretismo socrático) e com a erradicação do casamento monogâmico que é considerado reaccionário, anti-comunista, burguês, de herança capitalista, etc. Ninguém sabe onde cabem as crianças no meio disto.

Adenda: se um divórcio a dois, com crianças, já é complicado, agora imaginem um divórcio a 4, 6, 9, ou 11 pessoas.

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