perspectivas

Sexta-feira, 31 Julho 2009

Como fui eu parar à extrema-direita?

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Hoje, quem se atreve a dizer determinadas verdades é automaticamente apodado de “extremista de direita”. Em conversa com um colega meu de nacionalidade holandesa, ele disse-me que na Holanda já existe uma corrente de opinião libertária intelectual radical de esquerda, segundo a qual quem se opõe à legalização da pedofilia e à prática da zoofilia (bestialidade), já é também considerado de “extrema direita”. Reparem bem: quando os intelectuais radicais de esquerda colocam em causa determinados tabus, estes serão, a prazo, eliminados.

De facto, assiste-se a um fenómeno curioso: nos anos 80 do século que findou, eu era considerado pelas pessoas minhas amigas como uma “pessoa tolerante” em relação ao socialismo democrático de então; diziam-me eles que eu era “suspeito”. Por exemplo, para as eleições autárquicas, cheguei a votar num candidato do PCP porque me pareceu uma pessoa honesta e trabalhadora.
Porém, com o aparecimento do radicalismo do Bloco de Esquerda, eu fui tele-transportado para a “extrema direita” sem que eu tivesse mudado uma vírgula no meu discurso e nas minhas opiniões. Passei a ser de “extrema-direita” por uma radical determinação da extrema-esquerda.
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Quinta-feira, 9 Outubro 2008

Expliquem-me como se eu fosse muito burro

Filed under: Política,Sociedade — O. Braga @ 7:57 pm
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Vamos lá ver: este cartaz é racista; podemos ver a diferença na cor das ovelhas e um incentivo à violência racista. O PNR continua a “meter o pé na argola”, porque combater o excesso de imigração não é necessariamente sinónimo de defesa do racismo. O PNR perde assim alguma razão que possa ter e presta um péssimo serviço ao nacionalismo português.

Agora o que me espanta é que um indivíduo que defende um sistema político totalitário ― como o Sá Fernandes do Bloco ou outro qualquer do PCP ― venha dar lições de moral a quem quer que seja. Esta escumalha não se dá contra de que se o cartaz do PNR foi bem retirado, os cartazes do PCP e do Bloco de Esquerda também deveriam ser proibidos, porque estes partidos têm nos seus programas e ideários a luta pelo fim da democracia representativa e a instauração de uma ditadura.

Se eu não tiver razão, expliquem-me como se eu fosse muito burro…

Domingo, 31 Agosto 2008

Jesus não aprovaria o gayzismo


«(…) o homem deixará o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne.»

Evangelho segundo S. Mateus (19 – 5)

O partido socialista de José Sócrates é uma organização extremamente perigosa porque vive à custa da mentira, da decepção, do populismo e da demagogia; estas qualidades são as que alimentam o PS de José Sócrates. Leio aqui a seguinte notícia:

“O líder da Juventude Socialista (JS), Duarte Cordeiro, vai participar no I Encontro Ibérico de Grupos Homossexuais Cristãos, a 27 e 28 de Setembro, em Évora, com o objectivo de “quebrar preconceitos”.
Duarte Cordeiro foi convidado a participar no encontro por um grupo denominado Rumos Novos, formado por homossexuais católicos portugueses, e que se move em função das máximas ‘Jesus discriminaria?’”

Vou me cingir às palavras de Jesus e vou ignorar agora o Antigo Testamento e as epístolas dos apóstolos. Podemos dizer que, no mínimo, Jesus não aprovaria um comportamento sexual desviante. Para além da citação supracitada, vejamos o relato do encontro de Jesus com a samaritana:

A mulher suplicou:
“Senhor, dá-me desta água, para eu já não ter sede nem vir aqui tirá-la!” Disse-lhe Jesus:
“Vai, chama teu marido e volta cá”. A mulher respondeu:
“Não tenho marido”. Disse Jesus:
“Tens razão em dizer que não tens marido. Tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu. Nisto disseste a verdade.”

S. João, 4 ― 15

Nesta passagem, Jesus critica veladamente a samaritana pelo seu comportamento, embora lhe dê o benefício por ter dito a verdade. Podemos concluir que Jesus, se vivesse hoje, não aprovaria nem os relacionamentos homossexuais nem tão pouco o “casamento” gay. É esta a mensagem, baseada nas próprias palavras de Jesus, que os cristãos têm obrigação de disseminar.

Perante esta ofensiva radical (e outras) demagógica do PS, a razão porque não adiro ao PNR é só uma: sou profundamente contra o racismo. Não fosse o PNR um partido com características racistas, ter-me ia nas suas fileiras. Já me cansa este sistema que nos conduz à decadência civilizacional e cultural.


Adenda:

Em relação a este comentário, queria dizer o seguinte:

  1. Não podemos escamotear o facto de o partido socialista estar a tentar manipular a própria filosofia cristã no sentido de impor uma moral anti-cristã. Fazer de conta que isso não acontece, como está implícito no comentário, faz também parte de uma agenda radical que pretende a ruptura com a cultura e civilização, isto é, com a História que nos trouxe até aqui. Quem disser que Jesus aprovaria o gayzismo como comportamento sexual e cultural, mente; isto é totalmente irrefutável, como o demonstrei acima pelas Suas próprias palavras. É o que está em causa, em primeiro lugar, neste postal.
  2. Todos os países que adoptaram o “casamento” gay e a consequente adopção de crianças por duplas de gays ― mas todos sem excepção ― tem uma taxa de natalidade incipiente que não repõe a população, um definhamento populacional preocupante que coloca em causa o futuro da sociedade, uma taxa de aborto que demonstra a vulgarização do aborto como método contraceptivo, e são sociedades de bastardos em que os filhos não conhecem os pais biológicos. Se isto não é uma decadência civilizacional, sinceramente não sei o que seja.
    Um exemplo é a vizinha Espanha com uma taxa de natalidade que se aproxima de 1 filho por mulher, o que significa que não existe reposição populacional e a Espanha é obrigada a importar “carne para canhão” do terceiro mundo para poder aspirar a um futuro como sociedade.
  3. Do ponto 2 podemos inferir, com toda a lógica possível, que os valores que presidem ao “casamento” gay são anti-sociais, decadentes sob o ponto de vista civilizacional, e portanto, anti-culturais.
  4. Todo o ser humano tem direito à escolha (livre arbítrio), o que não significa que todas as escolhas tenham igual valor ético. Contudo, o casamento não é um direito, mas antes um privilégio que a sociedade concede aos cidadãos que reúnem as condições para o casamento. Se alteram o Código Civil por causa dos gays, retirem também a proibição de casamento entre irmãos e primos direitos, pais com filhas e filhos com mães — para além da permissão do casamento polígamo e poliândrico: ou há moralidade, ou comem todos.
  5. O problema não é pessoal, mas de valores que queremos para a nossa sociedade.
  6. O “amor” entre pessoas não interessa ao Estado e à sociedade como entidade colectiva (link).

Terça-feira, 15 Julho 2008

Falando português, para que todos entendam

Vem hoje a notícia nos jornais de que 35% das pessoas pobres em Portugal estão empregadas. Uma das razões para este fenómeno é a de que em muitas famílias portuguesas existe, pelo menos, um desempregado. Todos os dias ouço histórias; ainda ontem ouvi uma história de uma empregada de uma escola do ensino básico que ganha 400 Euros, casada, com filhos e que tem o marido desempregado de longa duração.

De mal a pior:

Depois do “discurso da tanga” de Durão Barroso, José Sócrates mentiu e apresentou-nos o “discurso do fio-dental”. A julgar pelo seu silêncio até agora, Manuela Ferreira Leite prepara-se para nos fazer o “discurso do nu”.

Como pode uma família com crianças viver com 400 Euros por mês? A senhora fez anos e os docentes da escola fizeram uma “vaquinha” para lhe oferecer um bolo de aniversário e uma prenda para que ela tivesse uma nota de festa em família; ao receber o bolo, a senhora chorou que nem uma Madalena…

Eu aconselho vivamente a José Sócrates a não vir ao distrito do Porto e ao Vale do Ave em campanha eleitoral, porque corre sérios riscos de levar um tiro. Por aquilo que ouço aqui e ali, não estou a brincar. As preocupações do general Garcia Leandro fazem todo o sentido.

O desemprego crescente

Os números do desemprego deste governo são um embuste. Também ouço histórias. Dizem que os serviços de emprego (IEFP) do Estado distorcem os números pelo cansaço das pessoas, enviando sistematicamente postais com pedidos de informação “disto e daquilo” que têm que ser devolvidos dentro de um prazo determinado, sob pena de os serviços darem baixa estatística do desempregado. Muita gente cansa-se e deixa de devolver os impressos recebidos. A guerra deste governo é a estatística, em todas as áreas.
Embora os números oficiais do desemprego andem pelos 8,5%, toda a gente sabe que o desemprego não oficial ultrapassou em muito os 10%. No distrito do Porto e Vale do Ave andará seguramente pelos 15% da população activa, com tendência a subir. Existe um pacto de regime do Poder político em Lisboa para escamotear os verdadeiros números do desemprego para que o alarme social não seja maior do que já é, e os me®dia controlados pelo poder económico andam cooperantes com o poder político como nunca andaram (nem no tempo de Salazar). A independência dos me®dia, assim com a independência da Justiça, terminaram a partir do momento em que Bruxelas passou a controlar totalmente a economia portuguesa.
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