perspectivas

Quarta-feira, 6 Abril 2016

A aliança entre Francisco Louçã e Catarina Martins, e George Soros e Bill Gates

 

Para o sistema dominante, o homem é concebido como uma matéria-prima (dito "recurso humano"). Ele deve, antes de tudo, ser permutável para as necessidades da oligarquia mercantil. Deve portanto ter quatro características negativas:

– Não ter raízes (nem raça, nem nação, nem religião);

– Não ter um ideal: deve ser um consumidor e um produtor materialista e relativista, disposto a engolir todos os produtos lançados no mercado (incluindo os produtos bancários permitindo endividá-lo e, portanto, submetê-lo melhor);

– Não ter religião para além da do seu próprio ego, para ser mais facilmente isolado e, portanto, manipulável;

– Não ter personalidade a fim de se fundir na massa (deve por isso ser educado de forma puramente técnica e utilitária, sem cultura que lhe permita situar-se como homem livre do sistema dominante).

Jean-Yves Le Gallou in «Les convergences paradoxales de l’extrême gauche et de la superclasse mondiale».

Quinta-feira, 4 Dezembro 2014

A nova plutocracia

Filed under: Política — O. Braga @ 9:17 am
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«O plutocrata não é, pois, nem o grande industrial nem o financeiro: é uma espécie híbrida, intermediária entre a economia e a finança; é a «flor do mal» do pior capitalismo.

Na produção não lhe interessa a produção, mas a operação financeira a que pode dar lugar; na finança não lhe interessa a regular administração dos seus capitais, mas a sua multiplicação por jogos ousados contra os interesses alheios. O seu campo de acção está fora da produção organizada de qualquer riqueza e fora do giro normal dos capitais em moeda; não conhece os direitos do trabalho, as exigências da moral, as leis da humanidade.

Se funda sociedades é para lucrar apports e passá-las a outros; se obtém uma concessão gratuita é para a transferir já como um valor; se se apodera de uma empresa é para que esta lhe tome os prejuízos que sofreu noutras.

Para tanto, o plutocrata age no meio económico e no meio político sempre pelo mesmo processo — corrompendo. Porque estes indivíduos, a quem alguns também chamam grandes homens de negócios, vivem precisamente de três condições dos nossos dias: a instabilidade das condições económicas; a falta de organização da economia nacional; a corrupção política. — Quem tenha os olhos abertos para o que se passou aqui e para o que se passa lá fora não pode duvidar do que afirmei.»

SALAZAR, António de Oliveira – Problemas da organização corporativa. Conferência no S. P. N., em 13 de Janeiro de 1934, Discursos, Vol. 1, pp. 292-294


O conceito de “plutocrata”, segundo Salazar, era adequado à década de 1930, e continua, em grande parte, válido. Mas deve-lhe ser acrescentado (ao conceito de plutocrata) alguns elementos que decorrem do globalismo (e não da “globalização” que começou no século XV) que não existiam na época em que Salazar proferiu aquela conferência.

Vamos dar como exemplos de plutocratas, Bill Gates e George Soros; mas, antes de mais, vamos ver a raiz etimológica da palavra “plutocracia”, que vem do grego Pluto (ou o deus Plutão, que era o deus dos ricos) + cratia (“poder”, ”governo”). Ou seja, uma plutocracia é um governo coordenado e dirigido por ricos e segundo os seus interesses, e um plutocrata ou é um membro desse governo, ou é alguém que defende a legitimidade desse tipo de governo.

Não podemos confundir uma plutocracia com uma aristocracia que vem do grego aristoi (“os melhores”, no sentido das virtudes que não se reduzem ao dinheiro) + cratia (poder, governo). Uma aristocracia é um “governo dos melhores em virtudes”; um aristocrata pode ser rico ou não. Por exemplo, em Inglaterra, existem aristocratas que o são na medida em que recebem o título de “Sir”, mas que não têm que ser ricos — como acontece com o prémio Nobel James Watson que tem o título de “Sir” e vive praticamente na pobreza.

Vemos, portanto, como a noção de “plutocrata”, segundo Salazar, se afastava da raiz etimológica da palavra. Para Salazar, um plutocrata era apenas uma espécie de oportunista, de um parasita da economia e das finanças. Se a noção de Salazar de “plutocrata” se pode aplicar literalmente a George Soros, já não se aplica a Bill Gates; e, no entanto, este também é um plutocrata no sentido globalista actual.

As acções políticas e globalistas de Bill Gates e sua mulher, por um lado, e de George Soros, por outro lado, têm as seguintes características: 1/ a necessidade de afirmação do acto gratuito como manifestação de Poder; a vontade dos plutocratas passa a ser um fim em si mesma, destituída de qualquer ética universal e de qualquer verdade partilhada, ou a vontade passa a fundamentar o direito de imposição, a toda a humanidade, de um qualquer tipo subjectivista de ética; 2/ a obliteração do poder político e das hierarquias sociais tradicionais em favor de um novo tipo de fascismo, a que podemos chamar de sinificação global.

Um plutocrata não é apenas um parasita; também é alguém que pretende moldar o futuro da humanidade segundo critérios exclusivamente utilitaristas ou subjectivistas.

Sábado, 20 Abril 2013

A aliança Marx/Maomé/Maçonaria/Plutocracia

Por fim, alguém da classe política e da direita atreve-se a ser politicamente incorrecto. José Ribeiro e Castro arrisca-se a levar uma “bordoada” da irmandade aventaleira.

EURSS png webO anti-cristianismo (e não “cristofobia”, porque tal como uma fobia é irracional, o termo “cristofobia” é também irracional porque existe uma agenda política consciente e multilateral anti-cristã) é um fenómeno político multilateral; ou seja, não existe uma só forma de anti-cristianismo: antes, existem várias formas que se conjugam no mesmo esforço anti-cristão na Europa.

Em primeiro lugar, temos o laicismo radical promovido pela irmandade aventaleira (que apoia incondicionalmente François Hollande) que concebe a sociedade sob um modelo gnóstico, em que existe uma elite de eleitos Pneumáticos (que têm direito à sua religião e estão automaticamente “salvos”) e os Hílicos que são a maioria e que não têm direito à “salvação”. O avental jacobino é intrinsecamente fascista mas acoberta-se e esconde-se sob uma “política de direitos humanos”, mesmo que saibamos todos que os direitos humanos não podem ser, em si mesmos, uma política, sob pena de se transformar, na prática, no oposto daquilo que defende.

Depois, temos as forças islâmicas (o globalismo islâmico) que trabalha afanosamente para a islamização da Europa. Em alguns países da Europa, a percentagem de maomedanos aproxima-se já do “ponto de singularidade” — que é o ponto a partir do qual a comunidade islâmica começa a exigir que as leis da Sharia sejam reconhecidas pelo Estado e funcionem em paralelo ao Direito Positivo em vigor.

Em terceiro lugar temos a plutocracia internacional, que tal como a irmandade jacobina e/ou aventaleira, pretende remeter as religiões em geral, e o Cristianismo em particular, para o “recato dos lares”, restringindo e mesmo proibindo a expressão pública dos cristãos. A plutocracia está preocupada como o aumento da população mundial (os poderosos sempre tiveram medo das famílias numerosas), e por isso existe uma agenda política clara de fomento de uma cultura de aborto e da anti-concepção, e da eutanásia mais ou menos coerciva, por um lado, e da promoção cultural da sodomia como alternativa politicamente correcta à necessidade de “vazão da libido”.

Por último, temos os herdeiros do marxismo que ainda “mexem”.

Os cristãos e o Cristianismo enfrentam hoje uma aliança poderosa entre quatro formidáveis potências: a aliança Marx/Maomé/Maçonaria/Plutocracia. Nunca a cristandade se tinha confrontado com uma ameaça desta escala. Que Deus tenha piedade dos cristãos.

Quinta-feira, 11 Abril 2013

Ambiente de golpe-de-estado

Ao contrário do que os “liberais” portugueses (e espanhóis) dizem, o Tribunal Constitucional português decidiu recentemente em matéria jurisdicional, e não em matéria política ou económica.

Vivemos em um tempo e em um ambiente de golpe-de-estado, em que uma determinada mentalidade política (e revolucionária) coloca acima do Estado de Direito — ou uma determinada ideologia, ou meros interesses privados. E por mais que tentemos explicar que um Tribunal Constitucional decide em matéria jurídica, e apenas e só jurídica, e em função de factos jurídicos — não adianta nada!.

O que está a acontecer em Portugal — e também na União Europeia — é muito perigoso. Quando as “elites” económicas e financeiras não compreendem, ou fazem de conta que não compreendem a importância do Estado de Direito para a própria economia capitalista e liberal, então é o próprio capitalismo e o liberalismo que correm sérios riscos de sobrevivência. Mas também não adianta nada dizer isto.

Quinta-feira, 29 Março 2012

Sobre a crítica ao Distributismo [parte II]

A segunda crítica ao Distributismo, deste texto, é a seguinte: “Mesmo sabendo que as pequenas empresas familiares são ‘engolidas’ pelas grandes empresas monopolistas, não é óbvio que seja sempre preferível que um homem trabalhe na sua empresa familiar em vez de trabalhar para outrem.”
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Domingo, 6 Fevereiro 2011

A plutocracia sociopata da actualidade

Os recentes acontecimentos no médio-oriente devem servir de aviso para aqueles que mais beneficiam com a globalização: a nova elite plutocrata e globalista. De repente, as minas de ouro do terceiro mundo podem transformar-se num pesadelo financeiro.

Em termos gerais, a globalização que se verificou a partir dos anos 90, fez estagnar as economias da Europa e dos Estados Unidos. Essa estagnação das economias europeias e americana foi disfarçada pelo aumento dos défices públicos e aumento das dívidas externas, e pela bolha imobiliária que explodiu em 2007/2008 e mostrou a verdadeira face do problema. É certo que as populações da China e de outros países emergentes beneficiaram um pouco com a actual globalização; porém, a clivagem entre ricos e pobres, na Europa e nos Estados Unidos, aumentou de uma forma brutal.

Entre 2002 e 2007, 65% do total da riqueza produzida nos Estados Unidos foi para os bolsos de apenas 1% da população americana. Os números na Europa são semelhantes e, em alguns países, até mais desequilibrados. Os pequenos ganhos em qualidade de vida que verificamos nos países emergentes e do terceiro mundo, em resultado da globalização, servem de argumento político e económico para fazer estagnar os rendimentos da maioria da população da Europa, ao mesmo tempo que a nova elite plutocrata emergente enriquece de uma forma obscena.
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Terça-feira, 8 Dezembro 2009

O ambientalismo das “mudanças climáticas antropogénicas” é uma religião gnóstica (3)

O que se está a passar em Copenhaga é uma hierofania, isto é, o aparecimento ou a revelação de uma religião que tem a característica de ser uma corruptela gnóstica judaico-cristã. Se não, reparem neste texto editorial publicado no jornal Público e em mais 56 jornais de 44 países, em que são utilizados termos e conceitos como:
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Sábado, 18 Outubro 2008

Mais uma crise provocada pela judaico-maçonaria Illuminati

Filed under: Maçonaria — O. Braga @ 12:34 am
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Nada acontece por acaso: em Fevereiro de 1929, Trotski foge da URSS porque Estaline “virou o bico ao prego” em relação à animosidade que tinha em relação aos judeus da Banca internacional maçónica; nesse mesmo ano, em Julho, os Illuminati da Banca internacional garantem o financiamento a Hitler para que ele pudesse preparar a segunda guerra mundial. A 24 de Outubro de 1929, dá-se o “crash” na Bolsa de NY, que gerou uma crise global que levou aos americanos cerca de trinta anos a repor um nível de vida decente.

O nacionalismo incomoda “gente pensante”. Eu compreendo que os comunistas defendam o internacionalismo: são coerentes com as suas ideias; os comunistas querem estabelecer um governo totalitário a nível mundial que privilegie um novo tipo de super-estrutura ― exactamente o que o baixo-judaísmo maçónico pretende fazer, embora utilizando outros métodos. Podemos discutir se o governo mundial comunista é diferente do governo mundial da plutocracia judaico-maçónica, mas a verdade é que ambos estão de acordo ao condenarem o nacionalismo a nível global.

A crise financeira a que assistimos neste momento foi provocada pela judaico-maçonaria Illuminati que controla a Banca internacional. Os banqueiros do baixo-judaísmo maçónico internacional colocaram o dinheiro dos depositantes americanos em hipotecas, e depois “deitaram abaixo” o mercado imobiliário americano utilizando rumores e jogadas de bastidores nas Bolsas de vários países.
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Domingo, 15 Junho 2008

Balanço do “não” irlandês

As predicted recently by economist David McWilliams, the Lisbon Treaty result hinged very much on a question of class, and access to wealth. Yesterday’s result proved him not only to be right, but exposed the brutally the ignorance of the Irish and European political establishments to the needs and wants of the Irish people.

Esta análise no blogue Irish Bulletin é acertada. Do que se trata, quando discutimos o Tratado de Lisboa — e para além da perda de soberania e da humilhante subordinação nacional a interesses inconfessáveis –, é de uma questão de classes sociais. O Tratado de Lisboa transporta no seu bojo uma estratégia neoliberal radical de distanciamento progressivo de rendimentos entre ricos e pobres (países do norte e do sul, do centro e da periferia), com a agravante de tentar legitimar uma crescente injustiça social através da repressão autoritarista sancionada pelos governos que delegam o seu poder na União. O fenómeno irlandês não é isolado.

Those supporting Lisbon are the political and media establishments, the rich in their strictly Anglo-Irish bubble settlements, the pension-proud elderly, the cosmopolitan and those who have excelled in climbing the ladders of the civil service. (…) In one form or another, miserable and Masonic plans for a European superstate have been rejected by the people of Holland, France and now Ireland, and yet still they plot with the cards they still hold. And let’s not be under any illusion here – while the cards they hold are backed by the pokerfaces of the media, the legal and political professions and the world of high finance, as long as right-thinking people exist in large numbers, their foothold is as flimsy as a house of those same cards.

O que está em causa é a legitimação de uma elite plutocrata controlada pela maçonaria e a consolidação de uma nomenclatura social que a sustente, à custa de medidas repressoras que mantenham as classes mais baixas controladas através de uma repressão autoritária que se acentuará inexoravelmente, se o Tratado de Lisboa seguir em frente. Por isso, existe, de facto, um paralelismo entre a UE do leviatão e a ex-URSS; uma as diferenças é que o leviatão europeu ainda não está consumado nem consolidado, sendo ainda muito cedo para falarmos na brutalidade de um sistema que ainda não existe — mas os sinais estão todos lá para quem quer ver.

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