perspectivas

Terça-feira, 6 Agosto 2013

Podemos comparar Peter Singer a Josef Mengele

Filed under: ética — O. Braga @ 8:14 am
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A liberdade de expressão tem limites. Por exemplo, alguém que defenda publicamente a legitimidade do holocausto nazi – ou a legitimidade dos Gulag soviéticos – deve ir para a cadeia. De modo semelhante, Peter Singer deveria estar preso em uma cadeia de alta segurança, em vez de ser professor de ética em uma universidade americana.

Peter Singer defende a ideia segundo a qual os direitos humanos deveriam ser extensivos aos símios, e que estes animais não deveriam ser usados em testes científicos na área da medicina. Em alternativa, Peter Singer defende que os testes científicos na área da medicina deveriam ser realizados em seres humanos com deficiências psíquicas, ou em pessoas idosas e senis.

Peter Singer é uma versão suave do médico nazi Josef Mengele; deveria estar atrás de grades, em vez de ser promovido pela cultura politicamente correcta.

Quinta-feira, 13 Junho 2013

Daniel Oliveira, Peter Singer e o sincretismo “Kropotkmarx”

Há quem diga que um “abutriu” é o resultado do cruzamento de um “abutre” com a “puta que o pariu”; de modo idêntico, o Daniel Oliveira é o resultado do cruzamento de Kropotkine com Karl Marx.

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Terça-feira, 23 Abril 2013

Pessoa, ou substância individual de natureza humana

Filed under: ética,Ciência,Ut Edita — O. Braga @ 8:41 am
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Durante a Idade Média, a Escolástica definiu “pessoa” como “substância individual de natureza racional” (Boécio). Esta definição de pessoa — em relação à qual a Igreja Católica também é co-responsável — manteve-se como uma sombra negativa sobre a Humanidade e foi mesmo adoptada pelo chamado Humanismo anti-religioso que se serviu religiosamente da ciência para negar a religião propriamente dita.

O eticista anti-ética Peter Singer, baseando-se neste conceito de pessoa, defende a ideia segundo a qual uma criança já nascida não só não é pessoa, como tem o estatuto ontológico de um peixe; e defende que um ser humano que tenha perdido as suas faculdades cognitivas já não é uma pessoa, e que por isso pode e deve ser eutanasiado.

Esta definição de pessoa já não tem sustentação racional:

“Infants have a sophisticated behavioral and cognitive repertoire suggestive of a capacity for conscious reflection. Yet, demonstrating conscious access in infants remains challenging, mainly because they cannot report their thoughts. Here, to circumvent this problem, we studied whether an electrophysiological signature of consciousness found in adults, corresponding to a late nonlinear cortical response [~300 milliseconds (ms)] to brief pictures, already exists in infants. We recorded event-related potentials while 5-, 12-, and 15-month-old infants (N = 80) viewed masked faces at various levels of visibility. In all age groups, we found a late slow wave showing a nonlinear profile at the expected perceptual thresholds. However, this late component shifted from a weak and delayed response in 5-month-olds (starting around 900 ms) to a more sustained and faster response in older infants (around 750 ms). These results reveal that the brain mechanisms underlying the threshold for conscious perception are already present in infancy but undergo a slow acceleration during development.”

A Neural Marker of Perceptual Consciousness in Infants

Um estudo científico publicado recentemente apresenta as primeiras verificações de que os bebés têm consciência, pelo menos a partir dos cinco meses de idade. É tempo de mudar a noção de pessoa que nos chega da Idade Média. A nova definição de pessoa deve ser a seguinte: substância individual de natureza humana.

Quarta-feira, 30 Janeiro 2013

O (não) utilitarismo de John Stuart Mill

Filed under: ética,filosofia — O. Braga @ 8:10 am
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Ao contrário do que muita gente pensa, John Stuart Mill (1806 – 1873) não foi um utilitarista propriamente dito, mas foi um utilitarista relapso e trânsfuga.

Filho do utilitarista James Mill e discípulo de Bentham, Stuart Mill divergiu deste último de forma radical, chegando mesmo a criticá-lo. Portanto, podemos dizer que Stuart Mill foi um “utilitarista não-utilitarista”.

stuart mill webAo contrário dos fundamentos das ideias utilitaristas de Bentham e/ou de Peter Singer que são para-totalitárias, Stuart Mill pretendeu aliar o utilitarismo à liberdade com responsabilidade. E, por isso, acabou por colocar em causa não só o próprio Bentham, como também podemos utilizar, hoje e retrospectivamente, Stuart Mill para criticar Peter Singer.

Bentham e Peter Singer, por um lado, e Stuart Mill, por outro lado, são incompatíveis e inconciliáveis. Desde logo, e ao contrário do que acontece com os dois primeiros, Stuart Mill não é determinista (não tem uma mundividência determinística, o que é característica do Cristianismo tomista): a forma de governo 1 não é ditada por uma necessidade, mas antes é produto de escolha racional (“Considerations on Representative Government”).

Por outro lado, Stuart Mill afasta-se das ideias do “avô” do utilitarismo, David Hume, quando, ao tornar o estatuto do indivíduo muito abstracto, aproxima-se dos proponentes franceses do contrato social (“On Liberty”), quando defende o primado da “vontade geral” sobre a “vontade da maioria”, em uma (alegada) defesa do indivíduo.

Em muitas das suas ideias, Stuart Mill aproximou-se das ideias dos franceses Tocqueville e/ou de Constant (liberalismo não-utilitarista). Desde logo, Stuart Mill preconiza o retorno da moral cristã aos assuntos políticos; e depois aproxima-se dos dois franceses na crítica à democracia americana (“De Tocqueville on Democracy in America”), e ao conceito de “tirania da maioria” de Constant.

Em grande medida, a ética de Stuart Mill é uma ética realista (semelhante, por exemplo, à de Nicolau Hartmann) quando defende a ideia segundo a qual os valores existem por si mesmos, independentemente de qualquer utilidade. Assim, num ensaio (“A System of Logic”), Stuart Mill admite que a verdade — à semelhança da esmagadora maioria dos valores — é independente da utilidade e não se deixa deduzir a partir desta.

O utilitarismo de Stuart Mill tornou-se tão complexamente vago que a noção de “felicidade” se aproxima da de Kant, de onde vai literalmente buscar o “imperativo categórico” e o “primado do dever” 2 (“On Liberty”). Ou seja, estamos já a falar de um “liberalismo não-utilitarista” ou de um “utilitarismo truncado”. Por exemplo, (“Utilitarianism”), defende a ideia segundo a qual o interesse não deve ser a única coisa a ter em conta em política e que há “actos desinteressados”:

“a opinião é [na política] uma das forças sociais mais activas. Uma pessoa que tem uma crença exerce um poder social equivalente ao de noventa e nove outras que não têm senão interesses” (“Considerations on Representative Government”)

A relação entre deveres e direitos é, em Stuart Mill, muito parecida à de Kant. Stuart Mill critica fortemente o liberalismo dos “vícios privados que se transformam espontaneamente em virtudes públicas” e “os egoísmos em harmonia social” (CRG); trata-se, em Stuart Mill, da defesa da virtude pessoal segundo a moral cristã. Por outro lado, Stuart Mill junta-se a Tocqueville na crítica ao Estado Moderno no que respeita ao abaixamento dos valores, e contra a sua “tirania mortiça”.


As ideias de John Stuart Mill estão cheias de contradições que não cabem aqui referir agora. O que interessa agora saber é que não podemos confundir Bentham ou Peter Singer com Stuart Mill, e que este último não foi um utilitarista na acepção dos dois primeiros.

1. A democracia representativa que, no tempo de Stuart Mill, não existia em parte nenhuma do mundo senão, talvez, nos Estados Unidos.
2. “A constituição idealmente perfeita de um emprego público é aquela em que o interesse do funcionário coincide literalmente com o seu dever — (“Considerations on Representative Government”).

Peter Singer, Cristina Beckert e Desidério Murcho na doutrinação mórbida das nossas crianças

De uma professora do ensino secundário, e relativamente a este meu verbete acerca de Peter Singer, recebi o seguinte email:

“Os professores de Biologia no Ensino Básico (7º,8º e 9º) já defendem Darwin e Peter Singer. Quando os meninos chegam ao 10º Ano já vêm com ideias feitas. Por outro lado, a maior parte dos manuais de filosofia também são elaborados por gente que promove: Singer, S. Mill, J. Bentham.”

O 10º Ano é equivalente ao antigo 6º Ano dos Liceus.

O ensino das ideias de Stuart Mill (de que farei um pequeno apontamento noutro verbete) faz todo o sentido, até porque ele foi um “utilitarista não-utilitarista”. Falar de Bentham aos alunos é incontornável, porque ele foi o precursor do utilitarismo. Mas já Peter Singer não traz nada de racional ao utilitarismo: pelo contrário, Peter Singer irracionaliza o utilitarismo. E Desidério Murcho está na primeira linha da propaganda das ideias de Peter Singer nas escolas.

Quinta-feira, 16 Agosto 2012

As ideias nazis de Peter Singer

Podemos afirmar, com a pertinência e racionalidade possíveis, que Peter Singer tem ideias nazis; e o mais grave é que essas ideias nazis são hoje acolhidas como boas nos ambientes académicos de todo o mundo.

Peter Singer reconhece, neste artigo, que do ponto de vista da ciência, um feto é um indivíduo da espécie homo sapiens; neste aspecto, Singer está de acordo com a ideia de que o feto é um ser humano. O que Peter Singer coloca em causa é a exigência ética segundo a qual — e porque o um feto é um indivíduo da espécie homo sapiens mas não é uma “pessoa consciente” — o feto tem o mesmo direito à vida que outro ser humano qualquer.
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Sábado, 4 Fevereiro 2012

Peter Singer: “em termos éticos, o homem é comparável a um rato”

O darwinismo é uma superstição moderna: os animais pensam como pessoas, e criaturas como o “gene egoísta” existem realmente.

Para justificar a ausência de livre-arbítrio no ser humano, Peter Singer começa por compará-lo a um rato — ler o artigo de Peter Singer. Trata-se de uma falácia; de um ponto de partida enganoso e politicamente motivado. E mesmo que não fosse uma comparação, mas uma simples analogia, não deixaria por isso de ser um argumento falacioso. E isto por uma simples e evidente razão: o ser humano não é um rato. Salta à vista.

Porém, a forma como a questão é apresentada por Peter Singer ilude o leitor ao ponto de passar despercebida a diferença entre um ser humano e um rato; e a razão por que o leitor é iludido é a de que Peter Singer invoca a ciência: ao invocar a ciência, Peter Singer consegue transformar o absurdo em lógica.
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Sábado, 30 Julho 2011

Todos os dias, temos que repetir para nós mesmos que 1+1 = 2

O absurdo dos tempos que correm consiste em sermos obrigados a constatar e a reiterar sistematicamente algumas evidências lógicas e verdades primárias da razão.

Por exemplo, dizer que Peter Singer não tem razão quando defende a legitimidade ética da bestialidade (sexo com animais), para além de ser uma espécie de reiteração lógica de um axioma natural que confina a sexualidade à espécie (eu nunca vi um leão montar uma égua, senão para garantir o seu almoço), passou a ser um exercício necessário de higiene mental.

O absurdo tomou conta do mundo ocidental. Face às ideias de gente como Peter Singer, muitas pessoas dizem hoje que já não sabem distinguir o bem do mal. E depois aparecem, cada vez mais, fenómenos como o de Anders Behring Breivik — e as pessoas ainda se admiram…!

Peter Singer não se fica por aqui. Não há um único tabu vigente na nossa cultura que ele não pretenda eliminar. Em alternativa, e sabendo que uma cultura sem tabus é um círculo quadrado, gente como Peter Singer (que tem a sua correspondência em Portugal no Bloco de Esquerda e no PAN — Partido Pelos Animais) pretende substituir os nossos tabus culturais por novos tabus. Por exemplo, um novo tabu será o seguinte: “é interdito a alguém defender que uma mulher não deve abortar”; ou: “é interdito alguém criticar o seu vizinho que tem actos sexuais com um porco (seja humano ou não”). Os novos tabus são diametralmente opostos aos tabus naturais. Peter Singer defende alegadamente a natureza em nome de uma ética anti-natura.

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Peter Singer defendeu, num artigo publicado não há muito tempo, que movimentos políticos de Esquerda — como por exemplo o Bloco de Esquerda — deveriam abandonar provisoriamente o marxismo, e adoptar uma linha ideológica de destruição total dos valores que escoram os princípios morais oriundos da lei natural que sustenta, não só a ética de raiz cristã, como também a islâmica, a budista, a hindu, etc. Na medida em que, no Ocidente, predomina a ética de herança cristã, e dado que o alvo primário de gente como Peter Singer é a destruição do Ocidente, o ataque destrutivo a esses princípios morais naturais deve ser realizado sem quartel e utilizando todos os meios necessários.

Para justificar a destruição da cultura ocidental, pessoas como Peter Singer dizem que “todas as culturas são iguais”; porém, a verdade é que só a cultura que gerou o Peter Singer (e quejandos) chegou a essa conclusão, e em nenhuma outra cultura, que não a nossa, a bestialidade, por exemplo, é encarada como uma característica da sexualidade humana. Porém, o que é realmente incompreensível é que pessoas como Peter Singer continuem a ser pagos para ensinar em universidades: chegará, com certeza, o dia em que uma “limpeza” geral terá que ser feita nas nossas instituições.

Quinta-feira, 24 Fevereiro 2011

Peter Singer e a sua guerra aos tabus

Convém dizer, desde já, que não é possível uma cultura sem tabus; uma cultura sem tabus é um círculo quadrado. Por isso, quando gente como Peter Singer diz que pretende eliminar os tabus da nossa cultura, temos todos que desconfiar porque se trata de uma contradição nos termos que redunda no absurdo.

A coerência lógica que podemos perceber no pensamento de Peter Singer, é que ele pretende impôr um tabu contra uma série de tabus — ou seja, pretende impôr uma cultura em que o tabu nela vigente seja a rejeição da maioria dos tabus. Será que isto faz sentido? É, pois, nestes termos que temos que colocar o problema: o tabu que Peter Singer pretende validar na nossa cultura (substituindo uma série de tabus culturais vigentes) é racional e verdadeiro?


Peter Singer adora animais...

Peter Singer defende há muito tempo a ideia segundo a qual a “nova esquerda” deve substituir as ideias marxistas (na economia) pelo naturalismo evolucionista. Contudo, esta substituição, segundo ele, deve ser apenas aplicada na propaganda política e cultural; e as ideias marxistas clássicas ficarão de reserva, à espera de serem utilizadas logo que a esquerda chegue ao Poder.
A nova esquerda é, pois, neo-ateísta na linha de Daniel Dennett, Richard Dawkins, Christopher Hitchens, Sam Harris, Julian Savulescu, Anthony Cashmore, e Peter Singer. Assim, o marxismo económico ficou na gaveta à espera do momento adequado para a sua implementação na acção política.

Uma das bandeiras políticas da Nova Esquerda, senão a mais importante, é a guerra contra a família natural — ou seja, o núcleo familiar tradicional composto por um pai, uma mãe e os filhos. É neste contexto de guerra total contra a família natural que devemos inserir, por exemplo, a Fatwa de Peter Singer contra o tabu do incesto.

O tabu do incesto — e ao contrário do que Peter Singer defende, e mesmo do que alguns eticistas tradicionais também defendem — não é só intuitivo, mas é absolutamente racional e decorre da concepção de família vigente que se escora não só na Natureza, mas também na singularidade da espécie humana. Neste caso, como na maioria dos casos, a intuição humana pode seguir uma espécie de “razão oculta”.

O tabu do incesto é racional porque nele assenta a ordem da família humana natural: se, por exemplo, os filhos fornicassem com as suas mães [como aconteceu com o Édipo da mitologia grega], mesmo com o uso de contraceptivos, deixava de ser possível a distinção entre gerações; deixaria de se saber quem são os pais, filhos, maridos ― as categorias fundamentais da família ruiriam e qualquer hierarquia como pressuposto da autoridade tornar-se-ia impossível.

Caso isso acontecesse, a autoridade passaria a basear-se exclusivamente na lei do mais forte, como acontece, por exemplo, nas alcateias. Ora, na espécie humana, a autoridade (e o conceito de “ordem”) não existe de forma idêntica à que verificamos existir entre os lobos, ou entre os porcos que Peter Singer tanto gosta.

Naturalmente que se alguém pretende eliminar a família natural da sociedade, uma das coisas que tem que fazer é defender o fim do tabu do incesto. Estas ideias não são novas : Platão defendeu uma coisa semelhante na sua “República” e nas “Leis”. A destruição da família humana natural é a melhor forma de se instituir um totalitarismo, e neste contexto, a guerra cultural contra o tabu do incesto faz todo o sentido.

Sábado, 19 Fevereiro 2011

Peter Singer e a defesa da bestialização do ser humano

A ser verdade o que está escrito aqui, Peter Singer considera que 1) “a evolução é neutra no que respeita aos valores” [éticos e morais], por um lado, e que 2) “na medida em o nosso senso moral evoluiu, este serve para aperfeiçoar a nossa capacidade reprodutiva”, por outro lado.

O que Peter Singer diz, na segunda proposição, é que o nosso senso moral evoluiu; mas antes tinha dito, na primeira proposição, que a evolução é neutra em relação aos valores éticos e morais. A pergunta é: esta tese está de acordo com a realidade?
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Terça-feira, 26 Outubro 2010

A decadência ética ocidental

Peter Singer adora animais...

Não vou falar muito do programa de ontem na RTP1, da Fátima Campos Ferreira, sobre a legalização da eutanásia, até porque é possível que um dia destes a Fatinha faça um programa acerca da legalização da pedofilia. Mas o que não é só possível mas até provável, é que a Fátima Campos Ferreira venha um dia destes com um programa sobre a legalização do infanticídio, seja de crianças deficientes ou não. Tudo depende da acção política do Bloco de Esquerda, que é o partido que realmente dirige este país.

Recentemente, alguns “bio-éticos” e “filósofos” juntaram-se nos Estados Unidos para discutir o “estatuto ético da criança”. Entre eles estavam dois, Peter Singer e Jeffrey Reiman, que defendem basicamente a ideia de que uma criança não tem um estatuto ético/moral humano porque, dizem eles, “a criança recém-nascida não têm autoconsciência”. Peter Singer, num seu recente livro, compara uma criança recém-nascida (até à idade de 1 mês) a um peixe (sic), ou seja, o estatuto ético de um recém-nascido é comparado por ele ao estatuto ético de um peixe. Reiman vai mais longe: a criança não tem um estatuto ético-moral humano durante vários anos da sua vida, “até que possa tomar consciência de cuidar da sua vida”, o que significa que antes dos 9 ou 10 anos, e segundo Reiman, uma criança não tem um estatuto moral.

Ambos os bio-éticos dizem que uma mulher tem o direito não só ao aborto até aos nove meses de gravidez, mas tem o direito de matar o filho já nascido — ou seja, a mulher tem o direito de matar um filho, seja este não-nascido ou nascido; no caso de Reiman, esse direito da mulher a matar o seu filho estende-se por vários anos, o que significa que, segundo Reiman, uma mulher tem o direito de matar um filho com seis ou sete anos de idade. Como era de esperar, o direito à morte da criança não-nascida (o aborto) desemboca inexoravelmente no direito à morte da criança nascida.
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Sexta-feira, 13 Agosto 2010

O movimento de defesa dos “direitos” dos animais e a crescente animalização da sociedade

Propaganda dos 'direitos' dos animais

Eu nunca fui a uma tourada, e raramente vejo uma na TV a não ser que seja “à Antiga Portuguesa”. Portanto, não se pode dizer que eu sofresse alguma coisa se as touradas fossem abolidas. Porém, a simples proibição de alguma coisa que é centenária e faz parte da nossa tradição tem que ser racionalmente fundamentada. Além disso, temos que saber quais são os critérios éticos das pessoas que defendem a proibição das touradas.

O que se está a passar com o movimento de defesa dos “direitos” dos animais é que este movimento se serve da reivindicação do bem-estar dos animais para colocar a vida do ser humano ao mesmo nível da de um touro (por exemplo). O que está por detrás do movimento de defesa dos “direitos” dos animais é uma ideologia eugenista, na linha ideológica de Margaret Sanger e do nazismo. A defesa dos “direitos” dos animais é, de facto, um movimento eugenista encapotado; a defesa dos animais nada mais é que uma forma de branquear uma agenda política que pretende a animalização da sociedade.

Reparem no outdoor à direita: faz sentido comparar os judeus no campo de concentração nazi com as galinhas, fazendo a equiparação e a equivalência de ambas as situações ??? Não dá para ver o tipo de gentalha que anima o movimento de defesa dos “direitos” dos animais ?

Um dos grandes defensores dos “direitos” dos animais é o australiano Peter Singer. No seu livro “Ética Prática”, Singer escreveu que a vida de um recém-nascido tem o mesmo valor da de um peixe. Por isso, escreve Singer, matar um recém-nascido não é assassínio e é tão imoral como esmagar uma lesma. No mesmo livro, Peter Singer escreve que sendo que o ser humano é tão animal como outro qualquer, o sexo entre seres humanos e animais não pode ser considerado como uma ofensa à dignidade humana.

Peter Singer inverteu o princípio do racismo nazi, adoptando o mesmo ódio anti-humano. Diz ele que a crença na dignidade do ser humano é especieísmo, e o especieísmo não é diferente do racismo. E como — continua Singer — o racismo é mau, a crença na dignidade humana também é má. Para Singer, o ser humano não tem mais dignidade do que uma mosca.

A ignorância é uma ajuda preciosa

O argumento do racismo foi também utilizado pelo movimento político gayzista e pela Gaystapo. As feministas radicais também o utilizam. Porém, comparar um ser humano negro a um boi ou a um cavalo, não lembra ao diabo: só pode vir da cabeça de um doente mental.

O que Peter Singer defende é uma forma de nazismo politicamente correcto — um neonazismo que fica bem, cai bem nas elites eugenistas que, o que é pior, se reproduzem.

Na minha opinião, só por defender pública e implicitamente o assassínio de recém-nascidos, Peter Singer deveria ir para a cadeia com julgamento sumário. Mas isso são contas de outro rosário…

Peter Singer é, obviamente, marxista. Mas não é só Peter Singer que faz parte do movimento de defesa dos “direitos” dos animais: os activistas homossexuais e a respectiva Gaystapo, as feministas (lésbicas incluídas) e os activistas pró-aborto, todos eles fazem parte do rol de activistas em prol dos “direitos” dos animais. Todos esses movimentos fazem parte do movimento revolucionário internacional e do marxismo cultural.

E eu, que não apreciava as touradas, passei a tolerá-las.

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