perspectivas

Segunda-feira, 27 Fevereiro 2017

Síntese crítica da teoria subjectivista niilista de Peter Singer (parte 1)

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 2:06 pm
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Um dos problemas do consequencialismo (em ética), é a certeza do futuro. O consequencialista puro tem a certeza do futuro.

Por exemplo: se eu vejo um automóvel a uma velocidade de 150 quilómetros / hora dentro da cidade, posso afirmar o seguinte:

“É provável que aquele automóvel tenha um acidente dentro da cidade”.

Se o automóvel vai a 80 quilómetros / hora, posso dizer:

“É verosímil que aquele automóvel tenha um acidente dentro da cidade”.

Se o automóvel vai a 40 quilómetros / hora, posso afirmar:

“É possível que aquele automóvel tenha um acidente dentro da cidade”.

Mas em nenhum caso posso ter a certeza, porque ninguém conhece o futuro. Mas o consequencialista conhece o futuro: senão vejamos o que diz o Peter Singer:

“On absolute moral standards: There are still absolutists. Some are proponents of the “new natural law” tradition, which has its roots in Catholic moral theology, even though it is presented as a secular position. Others are Kantians, many of them outside English-speaking philosophy. In Germany, for example, you would find wide support for the idea that we should not torture a child, even if (as in Dostoevsky’s example in The Brothers Karamazov) that would produce peace on earth forever. To me it seems obvious that if by torturing one child you could prevent a vast number of children (and adults) suffering as much or more than the child you have to torture, it would be wrong not to torture that child.”

Peter Singer diz que torturar uma criança não é mau, se a tortura dessa criança evitar que um vasto número de crianças e adultos venham a sofrer também (o nazi Josef Mengele pensava da mesma forma, quando fazia experiências médicas com crianças judias).

Há aqui uma certeza, da parte de Peter Singer: a de que a consequência do sofrimento (causado propositadamente) dessa criança aliviará, no futuro, o sofrimento de muitas outras crianças e de adultos. E por isso, diz Peter Singer, a tortura dessa criança até é coisa muito boa de se fazer; porque ele tem a certeza do futuro, tal como Mengele tinha.

Mas se a tortura for aplicada em um porco ou num cão, Peter Singer já não concorda com o seu próprio consequencialismo, porque ele considera que um porco ou um cão é um animal superior a uma criança. Mas deixemos esta incongruência para um outro verbete.

Não sei se Peter Singer tem filhos, mas se torturassem um filho dele para “bem da humanidade”, talvez ele não ficasse feliz. Talvez ele não tenha filhos para poder defender a tese da “tortura racional de uma criança”. (Por outro lado, Peter Singer é contra a tortura de terroristas islâmicos no GITMO; porque um terrorista islâmico é um adulto, e não uma criança: para Peter Singer, uma criança tem um valor ontológico inferior a um adulto).

O problema do consequencialismo puro é que não distingue o racionalmente impossível, o possível, o verosímil, o provável, e a certeza.

Para o consequencialista puro, o futuro é sempre uma certeza subjectiva, ou intersubjectiva de uma elite. E como o futuro é sempre uma certeza da elite, a sua moral é teleológica: os fins justificam quaisquer meios, porque se tem a certeza de que os fins se realizarão exactamente conforme o pressuposto.

No consequencialista puro coexiste um romântico e um positivista (porque o positivismo é o romantismo da ciência).

Mas mesmo que tivéssemos a certeza do futuro, segundo o qual a tortura de uma criança beneficiaria muitas outras crianças e adultos, essa tortura seria barbárie, do ponto de vista ético — porque nem todos os fins justificam quaisquer meios; há limites.

E aqui o limite é o do ADN da criança que é um ADN humano, único e irrepetível.

O que nos separa irredutivelmente de Peter Singer é o valor do ser humano: para ele, o ser humano tem um determinado valor, dependendo se é uma criança, um adulto ou um velho. Porém, o problema de Peter Singer é que não existe um consenso universal e geral sobre quanto vale um ser humano; e portanto, o valor que ele dá ao ser humano é um valor subjectivo que, ipso facto, não pode ser universal e, por isso, não se pode transformar em uma teoria ética propriamente dita.

Quinta-feira, 22 Setembro 2016

Manuel Maria Carrilho e a sociedade emasculada de Engels

 

O Pedro Arroja põe-se a jeito com algumas teorias abstrusas; por exemplo, a de que a sociedade portuguesa é feminina. Se “a sociedade portuguesa é feminina” (como diz o Pedro Arroja), ¿o que dizer das sociedades alemã e nórdicas, por exemplo?

mulheres-be-web

isabel-moreira-jc-webO que se está a passar na Europa é um fenómeno cultural marcadamente marxista (gramsciano) que passa pela instrumentalização dos me®dia no sentido da emasculação do homem, e a promoção de uma sociedade matriarcal (matriarcado) tal como aconselhado por Engels.

E, por outro lado, a emasculação do homem é defendida como uma solução para o Aquecimento Global, uma vez que o feminismo defende a ideia de que os flatos dos bebés causam o Aquecimento Global; ou seja: para o feminismo politicamente correcto marxista, quanto mais paneleiros, menos Aquecimento Global.

Nessa sociedade de eunucos e emasculados, por um lado, e de amazonas lésbicas, por outro lado, o homem tem um estatuto social inferior — como podemos inferir da opinião da Isabel Moreira acerca Manuel Maria Carrilho.

Na sociedade de Engels, a mulher tem sempre razão nos seus actos (mesmo quando pratica o infanticídio, por exemplo). E o modelo da sociedade de Engels voltou a estar na moda com merda de gente como o panasca Foucault ou psicopata Peter Singer que é ensinada nas nossas universidades.

Sexta-feira, 1 Abril 2016

Não é ódio a Peter Singer: é a massa crítica que falta ao Rolando Almeida

 

“A base do argumento de Singer neste livro é a seguinte: Se uma acção x produzir um maior bem para mais pessoas, então é uma acção moralmente correcta”.

Rolando Almeida (professor de filosofia)


Não há qualquer dúvida histórica de que o holocausto dos judeus por parte do partido nazi beneficiou (materialmente) a esmagadora maioria dos alemães. Mas, da acção do extermínio nazi dos judeus não se pode dizer que foi moralmente correcta — a não ser que o Rolando Almeida pense o contrário, o que não me surpreenderia.

O argumento do “ódio contra Peter Singer” é risível, se não fosse perigoso: dá a ideia de que qualquer crítica a determinados raciocínios politicamente correctos é sempre uma expressão de ódio. Tudo o que afronta racionalmente o politicamente correcto é fobia!

Já demonstrei (racionalmente!; não se trata de uma fobia) que a doutrina ética do “especismo” de Peter Singer, por exemplo, é incoerente. E fica aqui demonstrado racionalmente que o Rolando Almeida é estúpido.

Segunda-feira, 22 Junho 2015

Quando leio Peter Singer, fico com os cabelos em pé

Filed under: ética — O. Braga @ 5:53 am
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Neue Zuricher Zeitung: You do not consider an infant to be more worthy of protection than an embryo. On the other hand, you do not necessarily ascribe a higher status to humans than to animals.

Peter Singer: Belonging to the human species is not what makes it morally wrong to kill a living being. Why should all members of the species homo sapiens have a right to life, whereas other species do not? This idea is merely a remnant of our religious legacy. For centuries, we have been told that man was created in the image of God, that God granted us dominion over the animals and that we have an immortal soul.

Peter Singer ‘disinvited’ from German philosophy festival

Chegamos hoje ao absurdo de termos que nos questionar por que razão a vida de um ser humano é mais importante e valiosa do que a vida de um peixe, por exemplo. Peter Singer pergunta: “¿por que razão todos os membros da espécie homo sapiens têm direito à vida, e os das outras espécies não têm?”. E depois atribui a maior importância dada à vida humana à “herança religiosa”.


Desde o tempo do paleolítico — ainda não existiam as religiões universais — que a vida humana, na tribo ou no clã, era mais importante do que a dos animais caçados. Portanto, a ideia de Peter Singer segundo a qual “a maior importância dada à vida humana é uma herança religiosa” é uma estupidez de todo o tamanho — a não ser que os trogloditas e os palafitas já fossem cristãos!

Fico com os cabelos em pé ao constatar que Peter Singer é hoje considerado um “grande filósofo”!

A razão por que “a vida humana é considerada mais importante e valiosa do que a dos outros animais” é, em primeiro lugar, a de que o ser humano é um animal gregário (social). Tão simples quanto isto. É uma razão biológica e natural. Só tem a ver com religião por via das diversas diferenciações culturais que desde o tempo do paleolítico foram forjando novas religiões. O “ter a ver com religião” é uma causa secunda construída a partir da natureza humana fundamental.


Desconstruído o argumento da “religião”, vamos ao argumento absurdo principal:

“¿por que razão todos os membros da espécie homo sapiens têm direito à vida, e os das outras espécies não têm?”

Peter Singer parte do princípio da aceitação da superioridade moral do ser humano em relação aos outros animais — porque só o ser humano pode fazer a pergunta supracitada —, para depois negar a superioridade ontológica (a superioridade do Ser) do ser humano. Se Peter Singer não aceitasse a priori a superioridade moral do ser humano em relação aos outros animais, a pergunta não faria qualquer sentido.

A partir de uma assimetria moral (entre o ser humano e os outros animais), Peter Singer cria uma simetria ontológica (entre o ser humano e os outros animais) — porque os outros animais não são capazes de pensar o mesmo, em termos morais, em relação ao ser humano, e por isso não podemos colocar o ser humano e as outras espécies em um mesmo plano moral, ontológico e natural.

Assimetria moral → simetria ontológica = contradição em termos

Ou seja: para Peter Singer, o ser humano é moralmente superior aos outros animais, mas simultaneamente ele nega que a vida humana tenha mais valor do que a de um peixe.

Para Peter Singer, a superioridade moral do ser humano — que, no fundo, é uma forma de “domínio” — funciona como um instrumento de negação da superioridade ontológica do ser humano. Ora, se Peter Singer aceita a priori o primeiro tipo de superioridade, tem que logicamente aceitar o segundo.

Por maioria de razão, a assimetria moral permite ao ser humano proteger (ou não: trata-se do livre-arbítrio que o ser humano tem e os outros animais não têm) os animais; mas não implica, por essa razão, que o ser humano seja ontologicamente equivalente ou idêntico às outras espécies.

Por vezes, tenho a sensação de que Peter Singer tem sérias dificuldades com a Lógica.

Sexta-feira, 22 Maio 2015

¿Quanto vale uma vida humana?

Filed under: ética — O. Braga @ 7:17 am
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Peter Singer — o guru de Pedro Galvão, de Rolando Almeida e talvez de Desidério Murcho, entre outros semi-deuses — defendeu recentemente em uma entrevista a uma estação de rádio que as crianças com deficiência não deveriam ter apoio médico (as companhias de seguros deveriam recusar prémios de saúde a essas crianças).

Peter-Singer-pig-webPeter Singer já sabe quanto vale uma vida humana; é uma questão de fazer as contas. E semi-deuses como o Pedro Galvão, la crème de la crème, também já tem esse conhecimento. Só os ignaros como eu e você, caro leitor, ainda não sabemos exactamente quanto vale uma vida humana — a vida dos outros, obviamente, porque Peter Singer, Rolando Almeida e Pedro Galvão sabem bem quanto valem as suas próprias vidas…!

A diferença entre Peter Singer e um vulgar ideólogo nazi é a de que o primeiro avalia a vida humana pelo custo económico que essa vida implica para a sociedade, ao passo que o segundo avalia a vida humana por um critério de superioridade de uma raça sobre as outras. Mas o corolário das duas doutrinas é semelhante.

Peter Singer (e Pedro Galvão, Rolando Almeida, etc.) pensam que aquilo que é útil para o indivíduo ou para a sociedade deve ser designado como “bom”. E, neste sentido, o argumento de Peter Singer é o seguinte:

“Não quero que o meu prémio de seguro de saúde aumente em valor para que crianças, que tem uma qualidade de vida nula, possam ter tratamentos caros”.

Este é um argumento comum à Esquerda libertária e à Direita neoliberal. O Pedro Galvão e o Rolando Almeida, “filósofos” de tarimba, assinariam por baixo. “Pimenta no cu dos outros é chupa-chupa”.

Claro que eu, que não sou filósofo, e você também caro leitor, colocamos as seguintes e singelas perguntas: ¿Quem define o que é útil? E para quem há-de ser útil?

E dou comigo a pensar: se os valores morais são estabelecidos de acordo com critérios de utilidade individual ou social, Peter Singer (e os outros semi-deuses supracitados) podem sempre abandonar esta moral por motivos de uma prudência egoísta — como fez Peter Singer em relação à sua própria mãe que sofre da doença de Alzheimer: em vez de defender a eutanásia dela, arranjou e paga a enfermeiras para cuidar dela.

Ou seja, para Peter Singer, o princípio do interesse próprio também é muito útil. ¿Por que razão a utilidade para o maior número de possível de seres humanos deve estar acima da utilidade privada de Peter Singer?!!

sdQuando Peter Singer defende a opinião de que os seres humanos com deficiências não têm qualquer direito à vida, justifica a sua opinião, por um lado, com a situação real de um deficiente — diz ele que “é uma vida que não vale a pena” —, mas, por outro lado, também com a utilidade que representa para a sociedade não ter mais encargos financeiros com essas pessoas com deficiência.

Em primeiro lugar, Peter Singer comete um sofisma naturalista, visto que não se pode tirar conclusões morais de um facto — e isto é tão básico que não entendo como se pode chamar de “filósofos” a essas bestas acima mencionadas.

Em segundo lugar, Peter Singer pressupõe que existe um consenso acerca do valor e dos custos convenientes de uma vida humana, consenso esse que não existe de facto.

Em terceiro lugar, eu desconstrui a lógica da “ética” de Peter Singer (ver aqui). Em um fórum na Internet nos Estados Unidos de apaniguados de Peter Singer, expus a desconstrução lógica da ética de Peter Singer e ninguém foi capaz de me rebater ou refutar com argumentos racionais e lógicos, mas fui vastamente insultado e achincalhado pelos sequazes de Peter Singer, por exemplo, apodado de “português de merda” (“shitty Portuguese”). Quando não se tem razão, só resta o ad Hominem.

Sábado, 18 Abril 2015

A incoerência da teoria ética de Peter Singer

Filed under: ética — O. Braga @ 10:54 am
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Quando analisamos uma teoria ética, devemos ter em atenção três problemas:

1/ a consistência ou coerência interna da teoria ética;

2/ a consistência ou coerência da teoria ética em relação a outras concepções do autor da dita;

3/ a resposta da teoria ética de acordo com os nossos sentimentos éticos, ou de acordo com os sentimentos éticos do senso-comum.


Se, em relação aos pontos 1 e 2, a conclusão é negativa, a teoria ética não é válida, na medida em que existe um qualquer erro intelectual; mas se for negativa em relação ao ponto 3., não podemos dizer que o autor errou mas apenas que não estamos de acordo com a teoria.

Peter Singer baseia a sua teoria ética na oposição ao conceito de especismo.

O termo “especismo” foi cunhado pelo psicólogo inglês Richard Ryder e adoptado pelo “eticista” australiano Peter Singer.

Neste contexto, o especismo é (alegadamente) uma doutrina ética segundo a qual o ser humano, ou seja, o homo sapiens, é superior aos outros animais do ponto de vista ontológico, do ponto de vista biológico, e do ponto de vista moral.

O argumento de Peter Singer contra o especismo – a que podemos chamar “animalismo”, porque não encontramos até agora qualquer terminologia nesse sentido – , é o de que a pertença a uma determinada espécie biológica não tem qualquer importância moral, biológica e ontológica.

Contudo, a teoria ética de Peter Singer — a podemos chamar de “animalismo” — , como antítese do especismo, é incompatível com o darwinismo que considera o homo sapiens como o produto último da evolução biológica (ponto 2). Mas Peter Singer adopta também o darwinismo (ponto 1) na sua concepção ética.

Ou seja, existe uma incoerência ou uma inconsistência entre a teoria ética de Peter Singer (contra o especismo), por um lado, e por outro lado, outras concepções filosóficas dele (a favor da evolução darwinista).

Portanto, Peter Singer incorre em um erro intelectual e a sua teoria ética não é válida.

Sexta-feira, 3 Abril 2015

Professores universitários ingleses defendem que deveria ser legal matar uma criança nascida

 

« Parents should be allowed to have their newborn babies killed because they are “morally irrelevant” and ending their lives is no different to abortion, a group of medical ethicists linked to Oxford University has argued.

The article, published in the Journal of Medical Ethics, says newborn babies are not “actual persons” and do not have a “moral right to life”. The academics also argue that parents should be able to have their baby killed if it turns out to be disabled when it is born.

The journal’s editor, Prof Julian Savulescu, director of the Oxford Uehiro Centre for Practical Ethics, said the article’s authors had received death threats since publishing the article. He said those who made abusive and threatening posts about the study were “fanatics opposed to the very values of a liberal society”. »

Killing babies no different from abortion, experts say

Eis o resultado da teoria ética darwinista, naturalista e utilitarista de Peter Singer.

baby-bornMuitos idiotas dizem que Karl Marx não foi co-responsável pelos Gulag soviéticos; ou que Nietzsche não foi co-responsável pelo nazismo, são os mesmos idiotas que dizem que o utilitarismo exacerbado de Peter Singer não é co-responsável pelo infanticídio.

Peter Singer não deveria apenas ser forçado a deixar a universidade: deveria ser preso e julgado por um novo crime a criar no ordenamento jurídico internacional: “crime contra a humanidade em potência” — porque as ideias têm consequências. Peter Singer pode ser comparado a um clérigo radical islâmico que defende o assassinato de pessoas inocentes: o lugar dele é na prisão.

Mas não só: professores de “filosofia”, como por exemplo o Rolando Almeida, que defendem publicamente as ideias de Peter Singer, deveriam ser forçados a abandonar o ensino. A tolerância tem os limites da misericórdia em relação ao ser humano: a impiedade em relação ao ser humano não pode ser, de modo nenhum, tolerada.

A liberdade de expressão tem limites. Por exemplo, não podemos tolerar  liberdade de expressão racista do Ku Klux Klan; assim como não podemos tolerar a liberdade de expressão de gente que segue a ideologia de Peter Singer. Não se trata, aqui, de um “politicamente correcto” da minha parte: trata-se da defesa da inviolabilidade da vida do ser humano, o que é uma questão metafísica que vai para além da ética exclusivamente humana e da política.

Se ter o direito de defender publicamente o assassínio de crianças nascidas faz parte do liberalismo político, então tratemos urgentemente de acabar com ele.

Segunda-feira, 3 Novembro 2014

Peter Singer deveria ser preso e acusado de crime contra a humanidade

Filed under: aborto — O. Braga @ 11:31 am
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«Uma tendência observada por activistas pró-vida próximos de estudantes universitários nos EUA, é a crescente aceitação do “aborto pós-nascimento”, ou seja, matar a criança depois que ele ou ela nasceram, afirmam líderes pró-vida ao “The Fix College”.

A evidência anedótica constatada por líderes dos grupos pró-vida como “Criados Iguais” e “Sobreviventes ao Holocausto do Aborto” disseram em entrevistas que não só eles vêem mais estudantes universitários que dizem apoiar o aborto pós-nascimento, mas alguns estudantes ainda sugerem que as crianças até 4 ou 5 de idade também podem ser mortos, porque eles ainda não são “auto-conscientes”.»

Aborto é coisa do passado, a moda nos EUA agora é o infanticídio explícito

Quinta-feira, 21 Agosto 2014

Os “humanistas” são desumanos

Filed under: ética — O. Braga @ 8:30 am
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Duas notícias em dois dias: Peter Singer defende a ideia segundo a qual os condenados a prisão perpétua deveriam ter direito a escolher a eutanásia; Richard Dawkins defende a ideia de que “quem não aborta uma criança com síndroma de Down é imoral”.

O leitor poderá questionar-se: “¿e que importância tem isso? Ninguém lhes dá atenção!”. Porém, é bom recordar que dois malucos do século XIX tiveram ideias esquisitas e que aparentemente ninguém lhes deu atenção, mas que foram responsáveis morais pela morte de muitas dezenas de milhões de seres humanos: Karl Marx e Nietzsche.

lifeDizer a um condenado a prisão perpétua que ele tem a opção da eutanásia, e dada a situação em que ele se encontra, não é só sugerir-lhe a eutanásia: é induzi-la psicologicamente. Um condenado a prisão perpétua nunca está em uma situação de autêntica liberdade para escolher a eutanásia. Por isso, a sugestão da eutanásia a um condenado a prisão perpétua é uma indução psicológica directa para que ele escolha morrer. No fundo, Peter Singer sugere uma pena-de-morte “à la carte”, que tornaria possível que o sistema jurídico e prisional reintroduzisse a pena-de-morte pela porta do cavalo.

Por outro lado, muitos condenados a prisão perpétua — por exemplo, nos Estados Unidos — saem da prisão após umas dezenas de anos, ou por motivos de saúde, ou por bom comportamento, ou porque estão já muito velhos. Portanto, não é liquido que uma pessoa condenada a prisão perpétua ficará necessariamente toda a vida na prisão.

Na linha de Peter Singer, Richard Dawkins inverte os princípios e os valores da ética: diz ele que quem não aborta uma criança com síndroma de Down, é imoral. Ou seja: quem mata é moral, quem não mata é imoral.

Assim como não se pode provar que Karl Marx e/ou Nietzsche desejaram a morte de dezenas de milhões de pessoas no século XX, também não poderemos provar que Richard Dawkins desejou que o princípio que ele defende hoje seja o esteio de uma futura política eugenista agressiva, que abranja não só as crianças com síndroma de Down, mas que também pretenda eliminar qualquer outra característica humana segundo a moda da época.

“Se a vida não é um continuum, da concepção à morte natural, então segue-se que todos nós somos vítimas potenciais se cairmos na desgraça de não agradarmos à elite que nos controla”John Calvin Thomas

Quinta-feira, 10 Julho 2014

Resposta a um comentário do professor de filosofia Rolando Almeida

 

No seguimento deste meu verbete, o professor de filosofia Rolando Almeida escreveu um comentário que pode ser lido aqui, ou aqui em PDF depois de corrigido para português correcto. Segue-se a minha resposta ao comentário de Rolando Almeida.

1/ O facto de a Direcção da Escola atribuir as turmas a um professor, não significa que os critérios de ensino sejam de tal forma subjectivos que o professor possa afirmar literalmente que “os alunos são meus”.

2/ Em relação a Peter Singer: ou o Rolando Almeida desconhece os escritos do professor australiano que ensina na Universidade de Princeton (quando não deveria ensinar), ou está de má-fé. Sendo o Rolando Almeida um professor de filosofia reconhecido pelo sistema de ensino, tenho que concluir que, neste caso, ele age de má-fé.

Para que o leitor possa ter uma ideia daquilo que Peter Singer pensa e ensina, pode consultar até a Wikipédia em inglês — porque a Wikipédia brazuca nem vale a pena ler!

3/ Escreve o Rolando Almeida:

“Mas vamos supor que Singer até defendia, como alguns filósofos o fazem, que não existe qualquer problema moral no infanticídio em determinadas circunstâncias? Segue-se daí que não devam ser abordados tais argumentos quando se pensa filosoficamente sobre o assunto, mesmo em aulas do secundário? Com que seriedade se eliminam uns autores e se aceitam outros? Foi capaz de pensar nisto antes de escrever a parvoíce que escreveu?”

Para o Rolando Almeida, e por exemplo, o livro “Mein Kampf” de Adolfo Hitler poderia ser disponibilizado para leitura dos seus (dele) alunos sem uma interpretação em contexto. Eu penso que o “Mein Kampf” de Hitler não deveria ser sequer matéria de discussão em uma aula de filosofia; mas seguindo o critério do Rolando Almeida — segundo o qual “não é sério eliminar uns autores e aceitar outros” — não seria lógico que dissociássemos o autor Adolfo Hitler, por um lado, da sua obra filosófica, por outro lado (porque o “Mein Kampf” contém, em si mesmo, uma determinada mundividência e, por isso, uma filosofia).

O que me surpreende é que o “parvo” seja eu. O recurso ao ataque ad Hominem é uma falácia lógica que qualquer professor de filosofia deveria evitar.

Se se quiser ensinar Peter Singer em aulas de filosofia para adolescentes, as ideias do autor australiano não devem ser parcialmente “branqueadas” — ou seja, não se deve esconder o facto, por exemplo, de Peter Singer comparar um feto humano com um peixe.

4/ Eu não tenho nada pessoalmente contra o Rolando Almeida — que eu nem sequer conheço. O meu ataque e ideológico, e não é ad Hominem.

5/ Em filosofia, a mundividência do autor deve ser o ponto de referência do ensino da sua obra. Por exemplo, não é aconselhável ensinar Hegel senão a partir da sua (dele) mundividência que consiste na unidade dialéctica e a identidade do finito e do infinito. Só a partir deste ponto cardeal da sua (dele) mundividência se desenvolvem as teorias e o sistema hegeliano. Por isso, não é admissível que um professor de filosofia diga aos seus alunos que Peter Singer é um “altruísta” — mesmo que ele defenda um altruísmo utilitarista — quando o australiano defende (por exemplo) a ideia segundo a qual o feto humano tem o estatuto ontológico de um peixe.

6/ Os tempos estão a mudar. O relativismo do Rolando Almeida em relação à vida humana (por exemplo, explicitamente em relação ao aborto), em um tempo de depressão demográfica, coloca a mundividência do Rolando Almeida fora de moda. E é talvez isso que o preocupa e deve preocupar.


Resposta ao verbete de Rolando Almeida com o título “Contestar não é o mesmo que criticar – Resposta aos posts do Orlando”, pode ser lida aqui.

Quarta-feira, 20 Novembro 2013

O professor Rolando Almeida deveria ser proibido de ensinar filosofia

 

Transcrevo, na íntegra, um verbete do professor de filosofia Rolando Almeida destinado aos seus alunos (os sublinhados são meus):

“Nas aulas falamos que uma das teorias que procuram explicar a motivação para a acção é o egoísmo psicológico. Duas objecções principais foram apontadas ao egoísmo, a primeira que refere que o prazer que obtemos de praticar determinadas acções é apenas o efeito e não a causa de uma acção. Outra das objecções são as acções que parecem ser verdadeiramente altruístas e não egoístas. Uma das boas formas de compreender o altruísmo é assistir a este pequena palestra do filósofo altruísta Peter Singer. Vale bem a pena.”

E depois o professor Rolando Almeida publicou o seguinte vídeo:

Em primeiro lugar é absolutamente extraordinário que o professor Rolando Almeida se refira (em relação aos seus alunos, porque em casa dele pode referir-se ao que ele quiser) a Peter Singer neste contexto, porque é sabido que Peter Singer defende, por exemplo, o infanticídio, ou seja, o “direito” da mulher a matar os seus próprios filhos em um determinado período após o nascimento (o chamado “aborto pós-nascimento”). O que o professor Rolando Almeida está a fazer não é ensinar filosofia: antes, está a doutrinar os seus alunos em uma aberração ética — por exemplo, quando se refere a Peter Singer como “filósofo altruísta”, como se existisse algum altruísmo na defesa do infanticídio.

O altruísmo — ao contrário do que o professor Rolando Almeida e Peter Singer pensam — não tem origem em um cálculo racional, mas antes tem origem na sensibilidade ética adquirida pela educação (mas não o tipo de educação que o professor Rolando Almeida dá aos seus alunos).

John McDowell e David Wiggins demonstraram que a compreensão, por parte de um agente moral, de que um determinado estado de coisas — por exemplo, a situação da menina atropelada a precisar de ajuda — é uma razão para agir moralmente, não resulta de uma deliberação racional (cálculo utilitário), mas é sim da ordem da percepção imediata desse estado de coisas (neste caso, da situação da menina atropelada). Quem não agiu em consequência da situação da menina em causa, não é, por isso, destituído de capacidade de raciocínio: em vez disso, não possui a sensibilidade moral necessária que só a educação lhes teria podido fornecer; aquelas pessoas que passam ao lado da menina são absolutamente incapazes de ver o que a situação exige delas: não se trata de “egoísmo” no sentido vulgar do termo, ou no sentido de “amor de si”: antes, é falta absoluta de sensibilidade moral.

Uma pessoa que não tenha desenvolvido sensibilidade moral olha para a cena da menina estendida no chão de uma maneira neutra, ou mesmo com curiosidade, mas não entende a cena como solicitando ou exigindo a sua intervenção. Não podemos dizer que aquelas pessoas que passam pela menina estendida no chão percebem a aflição da situação e a urgência de intervir, e nem podemos dizer que aquelas pessoas não tenham desejado intervir: na realidade, essas pessoas não viram a aflição da situação da menina e a sua urgência. Muito simplesmente não perceberam a situação como a perceberia uma outra pessoa dotada de sensibilidade moral adequada. E o facto de este caso se passar na China revela o mal que um determinado regime político pode fazer à ética.

É isto que o professor Rolando Almeida deveria explicar aos seus alunos, em vez de se referir aos argumentos de “cálculo utilitarista racional” de Peter Singer. Dizer aos alunos que Peter Singer é um “filósofo altruísta” deveria dar direito a despedimento por justa causa.


Resposta ao verbete de Rolando Almeida com o título “Contestar não é o mesmo que criticar – Resposta aos posts do Orlando”, pode ser lida aqui.

Quarta-feira, 25 Setembro 2013

Quando a loucura é o farol da cultura

 

Estudantes de uma universidade americana recolhem assinaturas para uma petição no sentido de legalizar o direito da mulher a matar os seus filhos já nascidos. O louco Peter Singer ganha terreno na cultura.

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