perspectivas

Segunda-feira, 12 Março 2012

A direita servil

« Quem procura na liberdade outra coisa para além dela mesma, foi feito para servir. » — Alexis de Tocqueville

Os bárbaros já não estão às portas da cidade; já nos governam há algum tempo.
Por este caminho, virá brevemente o dia em que um cristão será equiparado pela política correcta a um membro do Ku Klux Klan.
Hoje, a lei subscrita pela direita servil transformou o casamento em uma espécie de amizade reconhecida pela polícia.

A liberdade é um fim em si mesma, e não um mero meio para si atingir outro fim que não seja a liberdade. O que se tem passado com a “direita” portuguesa — ou melhor, com a “não-esquerda” — desde o princípio da década de 90, é que a liberdade passou a ser um simples meio para fins que nada têm a ver com a liberdade propriamente dita.

Temos, pois, uma direita — a de Hayek e a de Francis Fukuyama — que foi feita para servir. E quem submete essa “direita” à servidão, é a esquerda — marxista ou neomarxista — que comanda o processo político em Portugal. Estes são factos objectivos e insofismáveis.

A direita servil que temos, começou por ceder às tentativas da esquerda em minar a família natural e tradicional. A esquerda sabe, pelo menos desde Engels, que a família natural — a par da religião transcendental [Engels, Karl Marx, Lukacs e Gramsci] — é a base fundamental de uma sociedade construída sobre a premissa da liberdade individual. Para isso, a esquerda legislou em matéria de casamento, começando por taxar as pessoas casadas e aliviar de impostos as pessoas que vivem em coabitação. Hoje, um casal devidamente casado e com filhos, paga mais impostos do que duas pessoas vivendo em regime de coabitação e com filhos. E o que fez a direita servil? Assinou por baixo!

A seguir, a esquerda promulgou a lei do aborto “a pedido” da mulher e pago por todos os contribuintes — mesmo pago por mim que não concordo com o aborto. E a direita servil assinou por baixo!

Depois de ter diminuído o estatuto do casamento perante a lei, a esquerda partiu para a simplificação do divórcio através da lei do “divórcio na hora e unilateral” — de que as mulheres com filhos são as principais vítimas. O facilitismo do divórcio atirou centenas de milhares de portuguesas e os seus filhos para a pobreza, como é óbvio. E a direita servil assinou por baixo!

Finalmente, a esquerda pretendeu recentemente legalizar a adopção de crianças por pares de homossexuais, mas a proposta-de-lei foi provisoriamente negada pela direita servil exactamente porque — para a direita servil — a liberdade não é um fim em si mesma: a direita servil tem medo de perder a base sociológica de apoio, ou seja, tem medo de perder votos.

Para a direita servil, a liberdade só tem sentido se for um meio para obtenção de votos. Porém, é uma questão de tempo até que o “progresso da opinião pública”, defendido pela esquerda, [e através da indução massiva da paralaxe cognitiva através dos me®dia] faça com que a direita servil assine também por baixo a adopção de crianças por pares de gays.

Os bárbaros já não estão às portas da cidade; já nos governam há algum tempo. Por este caminho, virá brevemente o dia em que um cristão será equiparado pela política correcta a um membro do Ku Klux Klan. Hoje, a lei subscrita pela direita servil transformou o casamento em uma espécie de amizade reconhecida pela polícia. É uma questão de tempo para que tudo o que venha da esquerda seja subscrito pela direita servil.

Segunda-feira, 13 Fevereiro 2012

O aborto “grátis”, e a Esquerda e a Direita pélvicas

«Lisboa, 10 fev 2012 (Ecclesia) – A Federação Portuguesa pela Vida (FPV) reivindicou hoje o fim da “subsidiação do aborto, gratuito mesmo para mulheres ricas e que é pago pelos impostos de todos”, em troca de “mecanismos de apoio efectivos à maternidade”.»

via Logos: Aborto: Federação Portuguesa pela Vida quer fim dos subsídios.

A lei do aborto é triplamente imoral: 1) é imoral quando o aborto, entendido em si mesmo, é a eliminação de uma vida humana; 2) é imoral quando o aborto é pago por todos os portugueses que cumprem com as suas obrigações fiscais — e de tal modo assim é, que se torna hoje justificável e legítimo que uma pessoa eticamente bem-formada fuja aos impostos. E 3) é imoral quando o aborto “grátis” significa o princípio do fim do próprio Estado Social que o sustenta.

Atenção que não estou aqui a falar de religião: estou essencialmente a falar de ética, de economia, do futuro da nossa sociedade e da liberdade de consciência.

Não existem dados oficiais do governo, mas calcula-se que 1 aborto de um bébé com 10 semanas de gestação custe ao Estado — ou seja, a todos os contribuintes — cerca de 500 Euros.

A gravidez, ao contrário do que sustenta o governo da direita invertida de Passos Coelho e Paulo Portas, não é uma “doença da mulher”. E ao contrário do que sustenta o governo da direita sinistra de Passos Coelho e de Paulo Portas, o aborto em hospitais públicos não é grátis; todos pagamos os abortos de outrem mediante os nossos impostos — mesmo que não concordemos com o acto do aborto. Nada é grátis; ou, como diz João César das Neves: “não há almoços grátis”.

Domingo, 16 Outubro 2011

O PSD do Pernalonga não tem nada a ver com o PPD de Sá Carneiro !

Sexta-feira, 14 Outubro 2011

Pedro Passos Coelho corta 25% do seu ordenado para dar o exemplo

Quarta-feira, 31 Agosto 2011

A razão por que o governo do Pernalonga aumenta os impostos

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Terça-feira, 30 Agosto 2011

Atenção à navegação política!

Se este governo não corta na despesa — o mesmo soe dizer-se: se não corta no amiguismo lisboeta e no tráfico de influências — corre o risco de ver a direita sociológica virar-se contra ele.

O Orçamento do Estado alimenta, com os nossos impostos, 14 mil entidades públicas. Entre elas estão 340 fundações de mão-pública, 379 institutos públicos, 537 empresas municipais e mil sociedades empresariais do Estado.

A estratégia deste governo parece ser a seguinte: privatizar as empresas públicas rentáveis e estratégicas, como é o caso da REN, das Águas de Portugal, da TAP e dos CTT — à semelhança do que fez Carlos Menem na Argentina — e aumentar impostos sobre a populaça, para assim poder manter 14 mil entidades públicas entregues ao clientelismo partidário.

Vem aí novamente o Real de Água?

Entre 1580 e 1640, Portugal esteve sob domínio da dinastia filipina espanhola, e em 1632 o juiz do povo de Lisboa enviou um relatório ao governo de Madrid onde demonstrava, com números e estatísticas, que os impostos pagos pelo povo português eram relativamente os mais altos em todo o império espanhol — o tal império onde nunca o Sol se punha.

Entre os impostos exorbitantes pagos pelo povo português à potência estrangeira constava o chamado “Real da Água”: os espanhóis chegaram ao ponto de cobrar um imposto aos portugueses por estes beberem água ― o chamado “real de água”; o simples facto de os portugueses serem obrigados a beber água das fontes públicas ou naturais deu azo a mais um imposto estrangeiro em Portugal.

Apesar da degradação da economia devido à delapidação espanhola dos nossos recursos, os impostos sobre o povo português aumentavam a cada ano que passava. O povo permanecia em um desespero silencioso, vergado pela brutalidade dos impostos vindos do estrangeiro que manifestava sistematicamente atitudes de desprezo, vexame e novas extorsões.

Foi então que se deu a revolução: a Restauração da Independência em 1640; se os espanhóis não tivessem sido tão gananciosos e estúpidos, possivelmente Portugal seria hoje uma província espanhola, mas a verdade é que um espanhol é naturalmente estúpido e ganancioso; está-lhe no sangue.


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Quinta-feira, 14 Julho 2011

Pedro Passos Coelho e o Acordo Ortográfico

Caro Ruben Azevedo

Já tenho afirmado, em resposta a essa questão colocada por jornalistas, que o acordo que Portugal assinou há vários anos atrás (porque tal acordo já foi assinado) não representa nenhum benefício para a língua e cultura portuguesa, pelo que não traria qualquer prejuízo que não entrasse em vigor.

De resto, não vejo qualquer problema em que o português escrito possa ter grafias um pouco diferentes conforme seja de origem portuguesa ou brasileira. Antes pelo contrário, ajuda a mostrar a diversidade das expressões e acentua os factores de diferenciação que nos distinguem realmente e que reforçam a nossa identidade.

Aliás, considero míope a visão de que o mercado brasileiro de cultura passará a estar aberto aos autores portugueses em razão da homogeneidade da grafia, pois que o interesse desse mercado pela nossa produção só pode depender do real interesse pelas nossas especificidades e aí a suposta barreira do grafismo não chega a ser uma barreira, pode ser um factor de distinção que acentua o interesse pela diferença.

Com os melhores cumprimentos

Pedro Passos Coelho

Este email de Passos Coelho, publicado neste bloque, revela essencialmente duas coisas:

    1. Passos Coelho é um político inteligente: conseguiu ver aquilo que a esmagadora maioria dos políticos portugueses não viu.

    2. Em democracia, o facto de um político ser inteligente, ou não, é absolutamente irrelevante, porque os erros políticos do regime democrático são assumidos corporativamente como factos consumados e irreversíveis.

Sexta-feira, 13 Maio 2011

What’s up, Doc?!

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 9:24 pm
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Quinta-feira, 12 Maio 2011

Os apoiantes do PSD do Pernalonga andam com medo dos telhados de vidro

O António Balbino Caldeira está a fazer uma grande confusão: o Pernalonga não é Paulo Portas.

O Pernalonga é aquele que viabilizou vários PECs com o Pinóquio em vez de ter mandado vir logo o FMI, como, aliás, a Manuela Ferreira Leite tinha defendido desde o célebre dia de Maio de 2010, em que Pinóquio afirmou que “o mundo mudou”.
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Segunda-feira, 2 Maio 2011

açnaduM

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Domingo, 1 Maio 2011

Cada cavadela, cada minhoca…



Adenda: Afinal parece que se trata de um lapsus linguae

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