perspectivas

Quarta-feira, 5 Março 2014

O Bloco de Esquerda da direita

Filed under: Política,politicamente correcto — orlando braga @ 1:01 pm
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Penso que o CDS/PP cometeu um erro em substituir, nas listas para a o parlamento europeu, Diogo Feio por uma mulher e só porque é mulher (a não ser que tenha sido o próprio Diogo Feio a não querer continuar no parlamento europeu, o que ele próprio não referiu publicamente).

Este CDS/PP alterou-se depois do último congresso (e depois das viagens de férias de Paulo Portas ao Dubai). Retirar Diogo Feio das listas só porque é homem, e colocar nas listas uma mulher qualquer e só porque é mulher, transforma o CDS/PP no Bloco de Esquerda da direita.

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Quinta-feira, 20 Fevereiro 2014

A hipocrisia do CDS/PP na questão da adopção de crianças por pares de invertidos

 

“O CDS-PP disse hoje respeitar a decisão do Tribunal Constitucional, que ‘chumbou’ a proposta de referendo sobre adopção e co-adopção por casais do mesmo sexo, e reiterou que “no actual contexto do país” não considera esta matéria prioritária.

“O CDS, como sempre, respeita as decisões do Tribunal Constitucional e mantém que no actual contexto de dificuldade do país a co-adopção não é uma prioridade“, referiu, numa declaração escrita enviada à Lusa, o porta-voz do CDS, Filipe Lobo d’ Ávila.

foi-cesarianaUma coisa que, alegadamente, não é prioritária, não significa necessariamente que não seja legítima. A prioridade de uma acção não condiciona necessariamente a sua putativa legitimidade. Ou seja, parece que, para o CDS/PP, a adopção de crianças por pares de invertidos não é prioritária, mas nada indica que não seja legítima. Para o CDS/PP, a adopção de crianças por pares de invertidos é uma questão de prioridade, e nada mais do que isso.

Eu sempre pensei que pelo facto de Paulo Portas ser homossexual, isso não influenciaria a linha política tradicional do CDS/PP. Enganei-me. Estamos sempre a aprender.

Até Bagão Félix alinhou pelo diapasão sodomita deste CDS/PP de Paulo Portas: segundo ele, “o Presidente da República fez muito bem” em pedir a fiscalização preventiva do documento, e agiu “como manda a Constituição”. Até porque, continuou, “não era uma questão de prioridade” visto que o referendo “tinha sido aprovado apenas por um partido”.

Porém, a vergonha deste CDS/PP é exposta pelo constitucionalista Jorge Miranda, que dá o exemplo daquilo que este CDS/PP invertido deveria dizer:

O constitucionalista Jorge Miranda disse esta quarta-feira não ver inconstitucionalidade na proposta de referendo sobre a Co-adopção e adopção de crianças por casais homossexuais, que aguarda decisão do Tribunal Constitucional. “Inconstitucional não é. A Constituição diz quais são as matérias que não podem ser objecto de referendo e essa matéria não está excluída”, disse Jorge Miranda em declarações à agência Lusa.

O professor reconhece que as perguntas que constam da proposta de consulta popular “são um pouco diferentes”, mas mesmo assim considera que é sempre “possível responder ‘sim’ a uma e ‘não’ a outra”. Sobre o facto de uma das perguntas propostas (sobre a adopção plena) não ter qualquer iniciativa legislativa associada, questão que várias vozes defendem poder suscitar dúvidas de constitucionalidade, Jorge Miranda sustentou que “não é necessário que tenha”.

Ressalvando que “tem acompanhado pouco a questão”, o professor da Faculdade de Direito de Lisboa, adiantou que resta aguardar pela decisão do Tribunal Constitucional. A proposta de referendo sobre esta matéria foi enviada pelo Presidente da República, Cavaco Silva, ao Tribunal Constitucional, que se encontra a avaliar a constitucionalidade das duas perguntas contidas na proposta, uma sobre a Co-adopção e outra sobre a adopção plena de crianças por parte de casais do mesmo sexo. A proposta de referendo, apresentada pelo PSD, foi aprovada no Parlamento, com a abstenção do CDS-PP e os votos contra de PS, PCP, BE e PEV, há três semanas.”

Ainda hei-de ver este CDS/PP reduzido ao “partido da bicicleta”. Enganou meio mundo mas não engana o mundo inteiro.

Quinta-feira, 16 Janeiro 2014

Prevaleceram as férias no Dubai de Paulo Portas e Adolfo Mesquita Nunes

 

«A bancada parlamentar do CDS “não inviabilizará” a proposta do PSD de referendo sobre a co-adopção e adopção por parte de casais do mesmo sexo, anunciou Filipe Lobo D´Ávila, porta-voz do partido, durante o debate parlamentar, o que torna difícil a aprovação da iniciativa.»

Bancada do CDS abstém-se na proposta de referendo sobre co-adopção por casais homossexuais

Quarta-feira, 4 Dezembro 2013

Um exemplo da falácia do espantalho

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 8:36 am
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Passos Coelho: “ A Troika pretende cortar nas despesas do Estado em 5 mil milhões de euros”.

Paulo Portas: “E o que é que vamos fazer?!”

Passos Coelho: “Eu acho que devemos cortar nas despesas com a saúde e a educação”.

Portas: “Mas poderíamos cortar nas despesas com as PPP (Parcerias Público-privadas), nos monopólios da energia, no aborto grátis, e nas despesas de funcionamento do governo…”

Passos Coelho: “Meu caro Paulo Portas!: não percebo por que razão queres levar este país à falência!”

(ver falácia do espantalho)

Domingo, 1 Dezembro 2013

Um Estado que não comemora a sua independência, é um Estado bastardo!

Filed under: Esta gente vota — orlando braga @ 5:30 pm
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estado bastardo

Sábado, 30 Novembro 2013

Governo de Passos Coelho amplia o prazo do aborto para as 11 semanas

Filed under: Esta gente vota — orlando braga @ 1:05 pm
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Em 2007 realizou-se um referendo sobre o aborto sob proposta do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista de José Sócrates, referendo esse que não foi vinculativo porque mais de 50% dos portugueses recusaram-se a participar nele. Mas esse referendo mencionava o prazo de dez semanas de gravidez como limite máximo para o aborto.

O governo de Passos Coelho alterou não só a lei mas também os pressupostos do referendo, aumentando o prazo de abortar para as 11 semanas:

Ordem dos Médicos diz que cálculo da Direcção Geral de Saúde sobre idade gestacional para aborto é ilegal

«A Ordem dos Médicos considera que o cálculo da idade gestacional para a Interrupção da Gravidez (IG) que consta de uma norma da Direcção-Geral da Saúde (DGS) é “incorrecto” e “ilegal” e defende que seja alterado.

Em causa está uma norma da DGS, de Janeiro deste ano, sobre a IG e que recorda, entre outros critérios, a definição do tempo de gestação até ao qual esta prática é permitida por lei.

Em relação à possibilidade legal da IG, por opção da mulher, esta é realizada “nas primeiras dez semanas de gravidez”, lê-se na norma.»

De Passos Coelho é de esperar tudo: e quando digo tudo, é tudo sem excepção. Mas Paulo Portas foi a maior decepção deste governo em matéria de ética: numa altura em que se corta nas pensões dos reformados mais pobres, o aborto a pedido discricionário da mulher continua a ser grátis nos hospitais públicos e com uma despesa para o Estado de cerca de 100 milhões de Euros por ano.

Domingo, 24 Novembro 2013

O silêncio popular é de anuência, mas a anuência não é em relação ao governo

 

O que mais me assusta neste governo é a arrogância e a demonstração de uma certa pesporrência em relação ao povo.

Quando membros do governo e dos partidos políticos da coligação vêm a terreiro dizer que os polícias — que se manifestavam em frente do parlamento — fizeram mal em avançar para além das barreiras de segurança, o que eles dizem é o óbvio; e por isso, é patético que venham dizer o óbvio. Mas a razão por que vêm dizer o óbvio é porque sabem que, por estes tempos, o óbvio não é tanto como parece ser, e são os próprios membros do governo que dão o exemplo transformando o que seria óbvio em absurdo.

policias arA verdade é que grande parte do povo, se não mesmo a maioria, não discorda (pelo menos de forma veemente) daquele avanço dos polícias à paisana sobre as barreiras da assembleia da república. Em vez de criticar aqueles polícias, grande parte do povo prefere o silêncio que anui. E portanto, de nada vale ao Paulo Portas vir criticar Mário Soares acusando-o de “legitimar a violência”, como se a opinião pública não fosse maioritariamente composta por um conjunto de indivíduos idóneos que não depende da opinião dos membros do governo. Cada vez mais, a opinião pública está divorciada da opinião do governo.

O governo está convencido de que pode transformar o silêncio do povo em uma forma de expressão de um síndroma de Estocolmo em que o povo é a vítima e o governo o agressor. Que o governo não se engane! O estado de coisas pode mudar tão repentinamente como muda um pequeno incêndio em um dia ventoso de Verão: basta, por exemplo, que o discurso da Esquerda se desloque do actual eixo ideológico marxista para se concentrar exclusivamente em um discurso pragmático que demonstre aos portugueses que “perdidos por um, perdidos por mil”.

De forma inconsciente, o povo sabe que, na política, as acções são passíveis de retroactividade — podem conduzir a situações que resultam em uma retroacção da realidade social e política. Mas se a retroactividade existe em política, a acção deste governo também incorre no mesmo risco de retroacção, e isso pode acontecer quando se chega a um ponto tal em que o povo aceita (como a colmeia “sente”, ou seja, de forma inconsciente) correr o risco de uma qualquer retroacção só para que o estado de coisas actual não se mantenha.

O que mais me assusta neste governo é a arrogância e a demonstração de uma certa pesporrência em relação ao povo; e por isso é que a acção de Mário Soares e de José Pacheco Pereira, entre outros, serve de válvula de escape: em vez de Paulo Portas criticar Mário Soares, deveria estar calado, porque o velho socialista está-lhe a prestar um serviço.

 

Segunda-feira, 18 Novembro 2013

O discurso de José Pacheco Pereira em relação a Paulo Portas é de ataque pessoal

Filed under: Política — orlando braga @ 9:00 am
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Quando o José Pacheco Pereira entra no ataque ad Hominem acaba por incorrer numa série de falácias lógicas que fundamentam o seu populismo que ele próprio critica nos outros.

Quando criticamos um político, criticamos a sua obra (o resultado da sua acção), e não a sua putativa intencionalidade. Criticar a intenção de alguém é uma tentativa de transformar os critérios de uma determinada subjectividade em lei universal.

O problema da crítica de José Pacheco Pereira a Paulo Portas é o de que se fundamenta em um critério formal; e a forma utilizada está errada porque ele parte de um ataque pessoal — que ainda por cima é um ad Hominem subjectivo, porque o chorrilho de críticas não pode ser demonstrado objectivamente. E mesmo as críticas que possamos considerar objectivas de José Pacheco Pereira a Paulo Portas, acabam por ser autocríticas do próprio José Pacheco Pereira: “Para o político, o que conta é a eficácia e não aquilo em que ele acredita” (Nicolás Gómez Dávila). Esta máxima aplica-se a Paulo Portas e ao José Pacheco Pereira, a não ser que este negue o seu estatuto de político, o que seria uma incoerência.

Quando criticamos, por exemplo, Passos Coelho, criticamos aquilo que ele diz (objectivamente, depois de o termos ouvido) e o que ele faz (a sua acção). Seria irracional que criticássemos Passos Coelho pela ideia que nós (subjectivamente) temos das putativas intenções dele. E a irracionalidade de José Pacheco Pereira consiste em fazer exactamente o contrário: a crítica dele a Paulo Portas é baseada na sua (do José Pacheco Pereira) subjectividade (vulgo “má-língua”), quando ele poderia concentrar as críticas nos aspectos objectivos da acção de Paulo Portas.

Quando José Pacheco Pereira critica as mudanças de posição políticas (e, eventualmente, de opinião) de Paulo Portas ao longo do tempo, está também a fazer uma autocrítica: se há alguém, na política portuguesa, que não fez outra coisa senão mudar de posição e de opinião ao longo do tempo, foi o próprio José Pacheco Pereira.

Quinta-feira, 31 Outubro 2013

A Reforma do Estado, de Paulo Portas, é uma Introdução Geral

Filed under: A vida custa,Política,Portugal — orlando braga @ 8:20 am
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“Sempre que um típico intelectual lusitano tem por mira instruir-nos sobre determinado assunto — embrenha-nos na selva de uma introdução genérica, histórico-filosófico-preparatória, cheia de cipoais onde se nos enreda o espírito e de onde nunca se avista a estrada recta e livre. Depois, quando já nos achamos cerca da orla da floresta, principiando-se a enxergar o bom caminho e o objectivo — pronto!, acaba-se o fôlego ao nosso autor e a nós próprios, exactamente no instante em que se ia abordar o tema.”

— António Sérgio, Cartas de Problemática, carta nº 4, Lisboa, 1952

Sábado, 19 Outubro 2013

Se isto é verdade, só resta a Paulo Portas demitir-se, de facto

Filed under: Política — orlando braga @ 9:43 am
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«paulo-portas-avatar-smlO Bloco de Esquerda (BE) instou hoje o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, a assumir perante o país que “falou mentira” dizendo que não haveria cortes nas pensões de sobrevivência abaixo dos 2.000 euros.

“O vice-primeiro-ministro fez [no domingo] uma declaração ao país dizendo que não havia cortes nas pensões de sobrevivência abaixo de 2.000 euros e hoje a maioria votou contra esse princípio”, disse à Lusa o líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares.

Sublinhado que “a palavra de Paulo Portas não vale”, o BE argumenta que “a palavra que o vice-primeiro-ministro deu ao país no domingo ruiu na votação de hoje”.»

Segunda-feira, 14 Outubro 2013

Sobre o discurso de Paulo Portas de ontem

Filed under: Política — orlando braga @ 8:11 am
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Parece-me que o governo de coligação entre o Partido Social Democrata e o CDS/PP quer fazer crer aos portugueses que está unido, o que significa que não está tão unido quanto quer fazer crer. Existem tensões endógenas (interiores) nos dois partidos, mas sobretudo existe uma tensão entre os dois partidos em função das lideranças que ambos têm.

Paulo Portas tem um tipo de sensibilidade pessoal diferente — e mesmo oposto — ao de Passos Coelho. Por outro lado, Paulo Portas tem dentro do CDS/PP uma forte ala política cristã e não a ignora. Ao contrário de Paulo Portas, Passos Coelho ignora ostensivamente a ala social-democrata do Partido Social Democrata — porque Passos Coelho de social-democrata não tem nada: ele é o que hoje se convencionou chamar de um neoliberal ou da “Direita Goldman Sachs” que de liberal clássico tem muito pouco.

Portanto, existem não só diferenças abismais de sensibilidades entre Paulo Portas e Passos Coelho, como existem diferenças de mundividências, e também diferenças na forma como cada um deles lida com as diversas sensibilidades dos seus respectivos partidos.

É neste contexto que temos que ver a conferência de imprensa de ontem e de Paulo Portas. O que Paulo Portas veio dizer é que a linha neoliberal do governo de Passos Coelho não conseguiu impor o corte generalizado, injusto e desumano, das pensões de sobrevivência.

Quarta-feira, 9 Outubro 2013

Aqui no Porto, Augusto Santos Silva é um “grande porco”

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 11:23 am
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Eu não gosto de Artur Santos Silva. Ele é o que aqui, na cidade do Porto, chamamos de “um porco”.

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