perspectivas

Quarta-feira, 24 Novembro 2010

Quem será o político pedófilo?

Filed under: Pedofilia — O. Braga @ 6:06 am
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«No livro “Uma Dor Silenciosa”, que será lançado quinta-feira e apresentado pela antiga provedora da Casa Pia de Lisboa Catalina Pestana, Francisco Guerra reafirma as acusações contra o político a quem chamou “Pedro Ramos”: “É, de todos, aquele de quem tenho mais nojo e o que mais odeio. Foi sempre o que mais me maltratou. Era muito mais violento do que os outros e batia-me enquanto me penetrava.”

Este político, conta, esteve preso, mas acabou por sair em liberdade sem acusação, o que levou Francisco Guerra a tentar o suicídio: “Senti que o mundo desabava. Eu, que ao longo do inquérito tinha aprendido a confiar na justiça, senti que me tinham enganado. Era uma injustiça sem tamanho que aquele homem, que me tinha violado e batido violentamente, que tanto me tinha maltratado, fosse sair da prisão.”»

Sexta-feira, 3 Outubro 2008

Manuela Ferreira Leite tem razão

Filed under: Política — O. Braga @ 6:36 pm
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O cúmulo do refinamento na intimidação política: depois de um mega-processo contra Balbino Caldeira, Paulo Pedroso decide [com a magnanimidade característica de aprendiz a candidato a déspota] desistir da queixa. Como quem diz: “vê lá se te calas, e não digas que vais daqui, porque para a próxima levas mais!”

Entretanto, «as bestas não têm direito a ser esclarecidas de modo a que não restem dúvidas que Paulo Pedroso não é culpado das muitas acusações? Se foi confundido com outro, onde está esse outro? Quando deixamos de permitir que nos comam as papas na cabeça?»

Sábado, 13 Setembro 2008

Não vou dizer nomes!

Um advogado da zona do Grande Porto foi vítima de “carjacking”: tipos encapuchados, com arma apontada, “sai do carro já!”, etc..

O advogado faz queixa na PJ. De lá disseram-lhe para se dirigir a um determinado colega de profissão, sem mais explicações. O advogado lesado dirigiu-se ao colega e foi-lhe garantida a devolução do carro no dia seguinte, o que veio a acontecer.

E mais não digo.

Quarta-feira, 3 Setembro 2008

É só fazer as contas!

Filed under: Política — O. Braga @ 2:32 pm
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«Em todos os campos em que há lugar para a adição e a subtracção, há também lugar para a razão; e onde tais operações não encontrem lugar, a razão nada tem a fazer.»

Thomas Hobbes (1588 ― 1679) ― in Leviatão

Um deputado socialista é preso ― em directo para as televisões ― em plena Assembleia da República, acusado (não é “suspeito”: é acusado) de 23 (vinte e três) crimes relacionados com pedofilia, é colocado em prisão preventiva de acordo com os preceitos da lei, ao fim de 4 meses consegue-se uma medida de coacção substitutiva para a prisão preventiva, um ano depois consegue-se que as acusações lhe sejam retiradas por acção de um outro juiz (entretanto o juiz que o mandou prender foi parar a uma comarca do Oeste interior), depois consegue-se que o então PGR seja enxovalhado e não reconduzido no cargo, depois elegem um novo PGR ligado à maçonaria, e recentemente consegue-se que o Estado português pague ao deputado socialista 150 mil euros de indemnização.

De acusado em 2003 de 23 crimes de abuso sexual de crianças portuguesas, o deputado socialista acaba de receber agora do Estado ― que somos todos nós ― 300 mil contos.

Em primeiro lugar, e partindo do princípio que a justiça se enganou, pergunto-me como é possível termos uma polícia e um ministério público tão “incompetentes”. Enganarem-se em 23 crimes? Ora diga lá outra vez: vinte e três ? Então o Ministério Público elabora uma acusação baseada em 23 crimes… e é tudo só fumaça?!

Repare-se. Das duas uma: ou 23 crimes se inventam por manipulação do Poder Judicial pelo Poder Político em 2003, ou 23 crimes se “des-inventam” por manipulação do Poder Judicial pelo Poder político em 2005 e agora se reforça essa “des-invenção” em 2008. Ninguém na posse das suas capacidades mentais pode colocar a hipótese de “erro judicial” tão grave e crasso num caso que envolveria eventualmente 23 crimes de abuso sexual de menores.

Portanto, a simples lógica de Hobbes nos diz que, de uma forma ou de outra, em 2003 ou em 2008, o Poder Judicial foi manipulado, o que significa que não existe um Estado de Direito em Portugal.

Por último, parece-me que isto foi um sinal da nossa “justiça” em relação a todos os casos de acusados no processo Casa Pia ― à excepção do desgraçado Bibi: provavelmente sairão todos com uma indemnização choruda paga pelo Estado de todos os portugueses.

Estamos a precisar de uma intervenção militar. Isto já não vai com “paninhos quentes”.

Segunda-feira, 9 Junho 2008

António Balbino Caldeira enfrenta o sistema

Filed under: Pedofilia — O. Braga @ 12:41 pm
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As testemunhas de Paulo Pedroso contra António B. Caldeira são testemunhas abonatórias de “bom comportamento” e “idoneidade moral” — e não podem ser mais nada do que isso, porque ou as testemunhas sabem de algum comportamento anti-ético e ilegal por parte de Paulo Pedroso e escondem-no em tribunal, incorrendo em crime previsto no Código Penal (Artº 27), ou não sabem de nenhum comportamento desse tipo e só podem dar testemunho da ideia que têm e que transparece de Paulo Pedroso.

Por isso, todo o aparato de nomes que Paulo Pedroso escolheu para testemunhas não passa de uma manobra intimidatória e de demonstração de força de um determinado sistema que protegeu a pedofilia, como podemos ver nesta reportagem da SIC Notícias que transcreve as escutas telefónicas entre Paulo Pedroso e António Costa.

Segunda-feira, 2 Junho 2008

Ligações perigosas

Filed under: josé sócrates,Pedofilia — O. Braga @ 5:10 pm
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—> “Governo colabora na acção de Pedroso contra o Estado

«Um documento de Catalina Pestana apareceu misteriosamente nas mãos do advogado de Paulo Pedroso. E quem o passou foi o chefe de gabinete do ministro Vieira da Silva. A juíza já participou ao Ministério Público. O caso prova as ligações entre o Governo e Paulo Pedroso, num caso em que este processa o Estado.”»

— fonte : Semanário Sol

Alguém tem dúvidas sobre o que se passa entre este governo e o processo Casa Pia? Com que critério os tribunais vão encarar a queixa de Paulo Pedroso contra António Caldeira, por este ter denunciado publicamente exactamente este tipo de factos? Até onde o tráfico de influências e a tentativa de manipulação da Justiça são tolerados neste País?

Sexta-feira, 1 Fevereiro 2008

Marinho Pinto excedeu-se

Já estava a ficar admirado com a “isenção” de Marinho Pinto. Numa entrevista concedida ontem à RTP1, Marinho Pinto mandou uma bacorada pela boca fora que pode ser o prelúdio do seu apoio tácito (ou mesmo explícito) à tentativa de reeleição de José Sócrates.

A bacorada consistiu em afirmar que “a PJ quis decapitar o Partido Socialista”, no processo de pedofilia da Casa Pia.

Em primeiro lugar, Marinho Pinto esquece-se de que Ferro Rodrigues foi nomeado para secretário-geral do PS depois de terem saído as primeiras notícias nos jornais sobre o caso de pedofilia da Casa Pia e depois da PJ estar a investigar o caso antes de António Guterres se ter demitido por causa do “pântano”. Ainda hoje não sabemos qual era o “pântano” de Guterres que justificou a sua auto-demissão. O Sr. Marinho Pinto, que é contra o branqueamento de capitais, não deveria ser a favor do branqueamento da História.

Em segundo lugar, sabemos que o sistema judicial – de que Marinho Pinto faz parte na sua qualidade de bastonário da Ordem dos Advogados – através do Conselho Superior da Magistratura, não autoriza que o juiz que mandou prender Paulo Pedroso faça declarações públicas sobre o assunto. O sistema judicial cala os protagonistas do processo Casa Pia, e Marinho Pinto vem dizer que a PJ quis decapitar o PS; no mínimo, trata-se de cinismo por parte do Sr. Marinho Pinto, quando se esconde por detrás do segredo imposto pelo sistema judicial de que faz parte, atirando um labéu para a PJ.

Em terceiro lugar, o Sr. Ferro Rodrigues só caiu na desgraça dos portugueses porque a) se esteve “cagando para o segredo de justiça”, que Marinho Pinto não está, e b) porque defendeu o Sr. Paulo Pedroso a ponto de tentar contrariar e mesmo minar as investigações policiais, utilizando métodos que roçam o tráfico de influências. O papel de um político responsável não é minar o poder judicial, nem é o de se estar cagando para o segredo de justiça. Ferro Rodrigues saiu pelo seu pé, e saiu muito bem.

Em último lugar, Marinho Pinto deveria denunciar o novo Código Penal feito à medida para beneficiar os arguidos e acusados no processo de pedofilia da Casa Pia, o famigerado CPP revisto já pela actual maioria absoluta do Partido Socialista no parlamento. Em vez de denunciar um CPP feito à medida dos pedófilos, Marinho Pinto acusa a Polícia Judiciária de decapitar o Partido Socialista; só lhe falta participar na campanha de Sócrates para um novo mandato da desdita portuguesa.

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