perspectivas

Quarta-feira, 20 Abril 2016

Os filhos-de-puta voltaram a estar na moda

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 11:17 am
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Em 1978 saiu uma lei da Esquerda (apoiada pelo Partido Comunista e pelo Partido Socialista) que proibia os filhos de pai incógnito: todas as crianças teriam que ter pai conhecido. Entretanto, a Esquerda evoluiu: passou a defender a existência de filhos-de-puta.

Do ponto visto ético, a lei de 1978 não se pode aplicar, na medida em que o espírito da legislação é contraditório. O Estado não tem legitimidade para exigir que um homem assuma a paternidade de uma criança quando simultaneamente aprova a procriação medicamente assistida e as "barriga de aluguer" para toda a gente. Ou os filhos-de-puta são legítimos, ou não.

Domingo, 22 Março 2015

Cara Inês Teotónio Pereira : não compreendo essa coisa do “pai moderno”

 

“Aos pais de hoje pede-se que vão à escola às festas dos filhos, que mudem as fraldas dos bebés, que lavem a loiça, que saibam escolher as roupas das filhas e que cozinhem o jantar. Os pais de hoje têm de partilhar funções que dantes eram da exclusividade das mães. O mundo mudou e nessa mudança é obrigatório que os pais também mudem.”

Inês Teotónio Pereira

Eu fui um patriarca na família que não deixou de mudar os cueiros à prole; um patriarca é isso mesmo!

No princípio da década de 1980 fui pai pela primeira vez. Quando estava em casa, fazia questão de ser eu a mudar-lhe as fraldas e a dar-lhe o banho diário — logo desde os primeiros dias de vida. De vez em quando também cozinhava, mas já não era de lavar a louça. A limpeza da casa era feita a meias. O meu filho mais velho só adormecia deitado em cima da minha barriga; e ali ficava eu (acordado, claro!) até ele adormecer e depois ia deitá-lo na cama dele.

Em finais da década nasceu o meu segundo filho, e o ritual repetiu-se: o banho diário dele era tarefa minha salvo raras excepções (sempre ao fim do dia, quando chegava do trabalho), e sempre que estava em casa também lhe trocava as fraldas; lembro-me bem dos produtos de limpeza e lencinhos próprios comprados na farmácia e utilizados na higiene da mudança da fralda, e da preocupação com a limpeza especial das pequenas rugas do bebé para evitar a inflamação da pele.

David 23 de Julho de 1982


A minha preocupação com os filhos nunca me inibiu de ser macho — ou seja, era eu quem mandava e quem tinha a última palavra em casa, para o bem e o para o mal. Portanto, essa coisa do “pai moderno” é treta: há, como sempre houve e apesar da cultura antropológica predominante em cada época, pais com bom-senso e pais sem ele.

Pelo contrário, o “pai moderno” é hoje — em juízo universal — aquele que faz os filhos, pede o divórcio unilateral e na hora para não ter que os aturar, deixa a mulher sozinha com os filhos nos braços, e não paga a educação dos filhos alegando que não tem dinheiro — e tudo isto em nome de leis que defendem o feminismo e a autonomia da mulher. Esta é a verdadeira “mudança” de que a Inês Teotónio Pereira não fala: a mudança que irresponsabiliza o homem (e a mulher, noutros aspectos) em nome da “luta contra a família patriarcal”.

Eu fui um patriarca na família que não deixou de mudar os cueiros à prole; um bom patriarca é isso mesmo!

Sexta-feira, 26 Julho 2013

Gattaca e a encruzilhada ética da Humanidade

Este texto de José Ribeiro e Castro parece de fácil compreensão, mas é bom que a classe política comece a tomar consciência do enorme problema ético que se avizinha: a utilização de células estaminais extraídas de adultos para “criar” óvulos e esperma artificiais, e também para “criar” embriões artificiais.

gattaca-220-web.jpg

Ou seja, através das minhas células estaminais, e só as minhas, poderei eventualmente “criar” um bebé. Mas não só: um bebé pode ser “criado” em laboratório, a partir de células estaminais de adultos, independentemente da combinação de um homem e uma mulher, uma mulher e uma mulher, um homem e um homem, um homem e três mulheres, ou, por exemplo, uma mulher e vinte cinco homens, etc. Em teoria, uma criança poderá ser “criada” a partir da combinação de células estaminais de um número indefinido de adultos independentemente do seu (deles) sexo.

Para além do quebra-cabeças jurídico que consistirá em atribuir a paternidade e maternidade a uma criança “criada” desta forma, isto levanta um problema ético de uma dimensão colossal. E é, também, em função desta perspectiva desumanizante da parentalidade, que se torna premente não derraparmos em “soluções reprodutivas” que vão, na sua essência, contra a natureza humana – por exemplo, as “soluções reprodutivas” do tipo da adopção de crianças por pares de invertidos e que apontam para “Gattaca aqui e agora”.

O que está em causa é a natureza humana inserida na Natureza em geral, por um lado, e por outro lado, o facto de a ciência não poder fundamentar a ética. É preciso gritar até à exaustão: a ciência não pode fundamentar a ética! O conceito de “bio-ética” é um sofisma, porque confunde ciência (nomeadamente no sentido da sociobiologia), por um lado, e ética, por outro lado.

E é por esta razão que eu considero a Isabel Moreira um monstro ontológico, quando ela defende a ideia segundo a qual “é necessário dissociar a maternidade, por um lado, dos afectos, por outro lado” (sic). Isabel Moreira defende a monstruosidade sociológica de “Gattaca aqui e agora”. Pessoas como Isabel Moreira deveriam estar internadas em hospitais psiquiátricos, em vez de deterem o Poder político – no parlamento – de decidir sobre o futuro da nossa sociedade.

Domingo, 16 Junho 2013

O “casamento” gay e a adopção de crianças por pares de invertidos não interferem com a nossa vida?

Um dos argumentos notórios do Bloco de Esquerda e da ILGA Portugal é este: o “casamento” gay e a adopção de crianças por pares de invertidos não interferem com vida das pessoas. O “casamento” gay e a adopção de crianças são-nos apresentados como uma liberdade negativa .

Nada mais falso! Acontece apenas que essa interferência nas nossas vidas, que tem em si uma forte componente totalitária, é progressiva e, por isso, as pessoas não se vão dando conta dela. Por exemplo, uma escola francesa cancelou a festa tradicional dos pais e mães, com medo dos insultos do lóbi gay:

Après concertation de l’équipe enseignante, un mot a été remis aux enfants de petite et moyenne sections de maternelle à destination de leurs parents. Il dit ceci : « En raison de l’évolution sociale de la structure familiale et afin d’éviter toutes polémiques, [nous avons] décidé de fêter désormais la fête des Parents à l’occasion de laquelle votre enfant vous offrira une surprise. Nous instaurons cette fête entre les dates de fête des Pères et fête des Mères. Ces autres fêtes ne seront plus préparées en classe. »

La directrice d’école supprime la fête des pères et des mères !

Com o passar do tempo e com a continuação dos insultos do lóbi político gay, todas as escolas francesas sofrerão essa pressão política e terão a tendência para cancelar esta festa tradicional do fim do ano escolar dos pais e das mães, com medo dos insultos dos invertidos organizados politicamente.

Entretanto, ficamos a saber que na Holanda, o primeiro país do mundo a legalizar o “casamento” gay, no decorrer de 10 anos apenas 1 em 10 gays se “casaram”. Em Espanha, os números são idênticos, como podemos ler no mesmo artigo.

Os invertidos politicamente organizados não querem “casar”! O que eles querem é acabar com as instituições do casamento e da família!

Quinta-feira, 6 Junho 2013

O bom-senso da Justiça irlandesa

“A landmark decision by the High Court to allow the genetic mother of twins born through surrogacy the right to be named on their birth certificates is to be appealed by the State to the Supreme Court.

(…)

Mr Justice Henry Abbott in the High Court found the genetic mother had the right to be named on the birth certificates.”

State to challenge landmark surrogacy ruling

Uma mulher irlandesa conseguiu duas crianças gémeas através da “barriga de aluguer” de uma outra mulher que é, de facto, a mãe biológica. O Supremo Tribunal de Justiça irlandês decidiu que o nome da mãe biológica não pode ser retirado da certidão de nascimento!

Se fosse cá, a mãe biológica seria insultada no programa Prós & Contras com o beneplácito da RTP e da Fátima Campos Ferreira. E o juiz atoleimado Rangel viria à RTPI berrar que Marinho Pinto é homófobo.

Segunda-feira, 17 Setembro 2012

O feminazismo e a construção paulatina do homofascismo

É tempo de o povo “acordar”, antes que seja tarde.

Teremos que dizer: “sou homófobo, com orgulho!”. Quando os putativos “direitos” dos fanchonos e fufas colidem com os direitos da paternidade biológica, a discussão e a tolerância acabaram!

1/ Uma mulher austríaca teve um filho de uma relação com um determinado homem.

2/ Mais tarde, essa mulher, mãe da criança, juntou-se a outra mulher em uma relação lésbica.

3/ As duas mulheres reclamaram o “direito” à adopção da criança junto dos tribunais austríacos, ou seja, reclamaram o “direito” de colocar o pai da criança fora dos seus direitos, na sua condição de pai, em relação à criança. Ou, por outras palavras: as duas lésbicas defenderam no tribunal austríaco a tese segundo a qual os direitos biológicos da paternidade do homem em relação ao seu filho constituem, em si mesmos, uma forma de “discriminação” em relação aos “direitos” das lésbicas e dos gays.

4/ o tribunal austríaco recusou o pleito das lésbicas, argumentando que se existe um pai biológico que se interessa pela criança e que paga a pensão de alimentos, o superior interesse da criança não permite a adopção por parte do par de lésbicas.

5/ perante a decisão dos tribunais austríacos, as duas vagabundas recorreram para o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, com o apoio do lóbi político gayzista europeu apoiado financeiramente pela Comissão Europeia de Durão Barroso, e apresentando a mesma tese: os direitos do pai biológico em relação ao seu filho são, em si mesmos, um factor de “discriminação” em relação à “orientação sexual” homossexual.

6/ este caso revela-nos, com uma evidência cristalina, que a homofobia terá que passar a ser novamente a norma cultural, sob pena de passarmos a viver numa sociedade surreal. Não há mais espaço para tolerância. Teremos que dizer: “sou homófobo, com orgulho!”. Quando os putativos “direitos” dos fanchonos e fufas colidem com os direitos da paternidade biológica, a discussão e a tolerância acabaram!

Terça-feira, 21 Agosto 2012

O tal Jorge Martins Ribeiro e a recusa da paternidade

«A lei portuguesa devia reconhecer aos homens o direito de recusar a paternidade de um filho nascido contra a sua vontade. A tese está contida na investigação A igualdade na decisão de procriar, defendida por Jorge Martins Ribeiro, no âmbito do mestrado em Direitos Humanos na Universidade do Minho.

Na óptica do investigador, é uma questão de igualdade. “Do mesmo modo que a mulher tem o direito legalmente reconhecido de abortar ou não abortar, perante uma gravidez não planeada, o homem deve poder decidir se quer ou não ser pai”, sustenta.»

via Homens devem poder recusar paternidade – Sociedade – PUBLICO.PT.

Estamos a falar de um indivíduo que está a tirar um putativo mestrado, embora de “mestrado” só tenha o nome. Por vezes, neste país confunde-se “mestrando” com “menstruado”.

A lógica do “menstruado” é esta: uma injustiça dá sempre direito a outra injustiça. Neste caso, o utilitarismo do crápula Ribeiro já não se aplica apenas e só ao aborto do nascituro: é também extensível à criança já nascida. Com jeitinho, o cabrão acaba a defender o infanticídio.

A cultura da irresponsabilidade faz parte intrínseca da academia. Academia = irresponsabilidade. Salvo raras excepções, quando se olha para um académico vislumbramos hoje o aborto intelectual, a besta humana, a cavalgadura doutorada, o facínora imaginativo e o psicopata com um alvará de inteligente.

Quinta-feira, 15 Março 2012

Entre a revolução e a revelação

Isilda Pegado fala aqui em “nova mentalidade”, e dei comigo, perplexo.
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Sábado, 27 Agosto 2011

A violência do Bloco de Esquerda sobre a sociedade justifica a própria violência

Adopção de crianças por duplas de gays: “Bloco de Esquerda vai levar tema a debate na Assembleia da República ainda durante esta sessão legislativa”


« (…) a lógica do liberalismo político leva-o a tolerar ideias ou movimentos que têm como finalidade destruí-lo. A partir daí, perante a ameaça, o liberalismo está condenado, quer a tornar-se autoritário, isto é, a negar-se ― provisória ou duradouramente ― a si mesmo, quer a ceder o lugar à força totalitária colocada no poder por meio de eleições legais (Alemanha, 1933) » — Edgar Morin


1Eu penso que o Estado de Direito já não existe em Portugal, porque o Direito Positivo (assim como a ética) é racionalmente fundamentado, para além de que quando a norma passa a ser adequada ao facto, o Direito deixa de existir como tal — uma coisa semelhante se passa na ética: não devemos deduzir um sistema ético a partir da natureza humana, nem devemos adequar as normas éticas aos factos (falácia naturalista).

A Razão de Estado — que nos chega de Botero — defende os interesses da sociedade como um Todo, e não apenas alguns interesses particulares. Portanto, o Estado de Direito já não existe em Portugal, e em dois sentidos: o Direito Positivo deixou de ser racional, por um lado, e, por outro lado, a Razão de Estado passou a ser letra morta.

2A subversão do Estado de Direito passa pela interpretação ad Litteram do princípio de “vontade geral” de Rousseau, que não é a “vontade da maioria”. A “vontade geral” de Rousseau é a vontade da elite política e à revelia do povo e, em muitos casos, mesmo contra o povo. Porém, o próprio Rousseau previu, nos seus escritos, a possibilidade do abuso do conceito de vontade geral, quando escreveu que um direito digno desse nome nunca poderá ser “um direito que caduca quando a força (do Estado) acaba”. E isto remete-nos para a lei natural e para a condição da criança e dos seus direitos dentro deste quadro.

3A partir do momento em que o Estado de Direito não existe, todas as acções políticas passam a ser justificadas. O que o Bloco de Esquerda — e não só — está a fazer é exercer um determinado tipo de “violência legalizada” sobre a sociedade: é uma espécie de violência cultural sobre o colectivo, que pode perfeitamente justificar outras formas de violência — desta feita, formas de “violência não-legalizadas” — sobre os lideres do Bloco de Esquerda (e não só).

Quando o Direito se afasta da Razão e dos princípios ontológicos auto-evidentes, passam a ser legítimos todos os meios necessários para repor a lógica do Estado ao serviço da sociedade, do seu futuro e da sua auto-preservação. E esses meios necessários incluem, sem dúvida, a violência contra aqueles que exercem a “violência legalizada” sobre a sociedade.


A ler : A árvore genealógica proibida

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Quarta-feira, 26 Agosto 2009

O progresso bastardo

Não sei quem é a tal Inês Cardoso que escreveu esta coisa, mas vejam como aquilo que é naturalmente contra a instituição da família ― e portanto, contra a sociedade ― é apresentado como positivo. Por exemplo, o divórcio não é apresentado como um “mal necessário”, algo que deveria ser evitado e a que se deveria recorrer depois de esgotadas todas as possíveis soluções. Não.

Segundo aquela “mente de galinha”, o divórcio é intrinsecamente positivo; deveria ser mesmo obrigatório casar e divorciar logo a seguir; a função única do casamento é permitir o êxtase psicológico e cultural de meter os papéis para o divórcio; o divórcio é um fim moral em si mesmo. A única justificação moral para o casamento é o divórcio.
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