perspectivas

Quinta-feira, 17 Fevereiro 2011

A ignorância do esquerdalho acerca da História da Palestina

A esquerda, frustrada pela queda retumbante do muro de Berlim, tende agora a reconstruir a História de uma forma muito parecida com o método utilizado por Estaline para erradicar Trotski da História da ex-União Soviética. Depois da fuga de Trotski da URSS, Estaline mandou apagar o nome do relapso comunista de todos os documentos do Estado soviético — incluindo as fotografias. A nova esquerda marxista cultural faz exactamente o mesmo em relação a alguns factos históricos bastamente documentados.

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Quarta-feira, 9 Junho 2010

As maiorias construídas nos laboratórios da ideologia

A estratégia da nova esquerda — ex-estalinista e/ou ex-trotskista porque os tempos mudaram e a razão prevaleceu — é a construção artificial de maiorias. Por tudo e por nada, vem a lengalenga: “a maioria do povo, isto e aquilo”. Por vezes, existem sondagens realizadas com todo o rigor exigido pelo viés ideológico — tudo para provar a existência de uma maioria previamente definida e estabelecida. Contudo, é essa esquerda, que se pavoneia com as sua “maiorias” nos bolsos, que recusa referendos senão quando tem a certeza de que a ideologia vence. Desde que possível e ao alcance do seu poder, a esquerda nunca corre riscos de ceder à vontade do povo.
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Sexta-feira, 4 Junho 2010

Os activistas suicidas da frota de Gaza

Filed under: me®dia,Política — O. Braga @ 3:08 pm
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Suicide Activists on the Gaza Flotilla

Terça-feira, 1 Junho 2010

A “frota humanitária” que declarou guerra a Israel

Filed under: Política — O. Braga @ 8:02 am
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Uma forma de eu mostrar em toda a vizinhança que o meu vizinho do lado é um bruto, pode ser a de colocar em causa os interesses particulares e mesmo vitais dele, esperar a reacção violenta dele, e depois gritar desalmadamente que fui agredido e que “o vizinho é um bruto”. Funciona sempre. E a liderança palestiniana, ao longo do tempo e desde 1967 (guerra dos seis dias), não tem feito outra coisa senão colocar o seu próprio povo em risco sistemático para satisfazer o mórbido voyeurism europeu e o seu complexo de culpa esquerdista.

Israel está em guerra com o Hamas. Podemos tentar racionalizar a guerra, tentar saber quem tem razão, embora “o tempo das armas não seja o tempo das leis” (Plutarco). O que não podemos é tentar justificar a acção de quem alimenta a própria guerra com um comportamento aparentemente pacifista. “Quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele”. Israel ofereceu os seus portos para descarga da ajuda alimentar da “frota humanista”, com a garantia de que a ajuda alimentar chegaria à faixa de Gaza; os “humanistas” — que tinham armas de fogo a bordo — insistiram num acto de guerra que consiste em furar o bloqueio imposto por Israel.

Se os israelitas permitissem que esta frota “humanista” passasse e entrasse em Gaza, mesmo que desta vez não tivessem armas a bordo para alimentar a guerra do Hamas, nada garantiria que uma onda de “frotas humanistas” não chegassem em catadupa com armas pesadas a bordo para uso dos fundamentalistas islâmicos e destinadas a acções de guerra sobre a população civil de Israel.

Quanto ao papel da Turquia neste imbróglio, basta saber quem é o actual primeiro-ministro turco e qual é o cariz ideológico do actual partido no poder nesse país, para depois ficarmos a saber as razões da complacência política turca em relação à “frota humanista” que declarou guerra a Israel.

Sábado, 24 Janeiro 2009

O silêncio dos inocentes e o enviesamento dos me®dia (ou a aliança “Marx – Maomé”)

Filed under: politicamente correcto — O. Braga @ 1:14 pm
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Este texto (PDF) é demolidor, e vai “direitinho” para José Saramago. Aconselho a sua leitura aos amigos de Israel e aos que não gostam dos israelitas.

As estimativas dizem que as guerras israelo-árabes causaram, desde o seu início, (grosso modo) 60 mil mortos do lado árabe. Contudo, há que ter em consideração que Israel luta pela sua sobrevivência como país, cercado por países árabes.

Só Saddam Hussein foi responsável por 2 milhões de iraquianos mortos, nomeadamente com a guerra contra o Irão. A Turquia já matou mais de 20 mil curdos. A guerra civil libanesa entre 1975 e 1990, matou mais de 130 mil libaneses. De vez em quando, chegam (excepcionalmente) algumas notícias nos me®dia sobre o Darfur, onde já morreram 2 milhões de seres humanos. E a longa lista continua, mas os me®dia concentram-se praticamente na guerra de sobrevivência de Israel.

O genocídio que Israel não está a cometer, aquele que é um libelo fraudulento, esconde o verdadeiro genocídio, o genocídio silenciado que árabes e muçulmanos estão a cometer contra si próprios. A fraude tem de acabar para que se possa olhar a realidade. Para o bem dos árabes e muçulmanos. Israel paga em imagem. Eles pagam em sangue. Se restar no mundo alguma moralidade, isto deveria ser do interesse de quem ainda tem dela alguma gota. A acontecer, seria uma pequena notícia para Israel, mas um imensa boa nova para os árabes e muçulmanos.

Uma das razões para a focalização dos me®dia em Israel, esquecendo o que se passa no resto do mundo muçulmano, é a de que “a moral do cidadão ocidental tornou-se a moral das câmaras de televisão” ― e aqui voltamos à questão da narrativa jornalística que é maioritariamente composta por militantes da Esquerda. Em vez de factos, os me®dia apresentam-nos sistematicamente a narrativa da Esquerda neomarxista.

E não só: ainda ontem o bispo britânico Williams, um católico excomungado pela Santa Sé, foi notícia por recentemente ter afirmado (em território alemão) de que não existiram câmaras-de-gás nos campos de concentração nazis, o que é extraordinário, tendo em conta a realidade dos factos constatados e documentados logo a seguir à libertação dos campos. O negacionismo do holocausto por parte da chamada “extrema-direita” é também responsável pelo enviesamento dos me®dia esquerdistas, que dele tiram partido ― temos, pois, em termos práticos, a extrema-direita a trabalhar para a esquerda neomarxista. Sobre a chamada “extrema-direita” e as suas ligações ao socialismo, p.f. ler este artigo de Olavo de Carvalho.

Mas existe outra razão: a má reputação generalizada por entre a opinião pública daquilo a que Fernando Pessoa chamava de “baixo-judaísmo” que comanda a Banca internacional, e a judaico-maçonaria. Contudo, não devemos confundir esse “baixo-judaísmo” com o “alto-judaísmo” ― que Fernando Pessoa enalteceu ― da religião judaica, e sobretudo não devemos negar o direito de uma nação a ter um território em nome de um ressentimento em relação a uma pequeníssima minoria desse povo, e que até nem vive no território de Israel.

Uma palavra final: em apenas 15 minutos do ataque às torres gémeas de NY, morreram quase 3.000 pessoas; em duas semanas de contra-ataque de Israel à faixa de Gaza, morreram 1.300 pessoas, a maioria das quais militares dos Hamás.

Todas estas mortes são de lamentar, mas nunca ocorreria a José Saramago chamar os árabes de “genocidas”.

Sexta-feira, 16 Janeiro 2009

Hamas e Israel: a diferença que os merdia não querem ver

Filed under: politicamente correcto — O. Braga @ 2:52 pm
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Quinta-feira, 8 Janeiro 2009

A estupidez do esquerdalho

Filed under: Política — O. Braga @ 4:28 pm
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O Hamas, porém, praticamente não era nada quando se iniciou a primeira Intifada palestiniana, em fins de 1988. Hoje, o papel dos serviços secretos de Israel na criação efectiva de um movimento islâmico, o Hamas, para dividir a resistência nacional palestiniana dirigida pela Organização de Libertação da Palestina (OLP) já nem é sequer um segredo de Polichinelo.

O absurdo chega ao ponto de se insinuar que o Hamas foi criado por Israel. A estupidez do esquerdalho não tem limites.

Quarta-feira, 7 Janeiro 2009

A Palestina é (histórica e originalmente) terra de judeus

Filed under: Política — O. Braga @ 2:07 pm
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É de uma desonestidade intelectual de todo o tamanho que a esquerda elitista lisboeta, que se reuniu ontem em manifestação pública, minta ao povo dizendo que a Palestina foi “roubada” aos árabes, quando o que aconteceu na verdade foi exactamente o contrário. Duas das características da esquerda são o anti-semitismo racista primário e a mentira sem vergonha: a esquerda, de tanto mentir, convence-se de que a mentira é a verdade.

Quando analisamos o que se passa na Faixa de Gaza, devemos falar verdade, e isso implica uma análise histórica do fenómeno.
A perspectiva de esquerda é presentista; só tem em mente a história recente e a partir da formação do Estado moderno de Israel em 1948/49. Nem poderia ser de outra forma, porque a esquerda imbuída da mente revolucionária renega o passado, desconstruindo-o ou simplesmente omitindo-o, e tem uma fé religiosa num futuro que é o que essa esquerda entende que ele deve ser e será inexoravelmente ― isto é, para a esquerda, o futuro é uma certeza e o passado é uma incerteza ― exactamente o contrário do que uma mente normal pode conceber. Trata-se de gente que vive uma psicose existencial e transforma-a numa visão do mundo e da História.
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