perspectivas

Quinta-feira, 5 Janeiro 2017

O gado feminista e a comunicação social

 

Uma criatura da espécie bovina, que dá pelo nome de Patrícia Reis, escreve num blogue “De Litro de Opinião” (opinião ao litro) o seguinte:

«Vejamos: em 2011, uma mulher acusou o marido de violência doméstica (e de violação), além de infligir maus-tratos físicos e psicológicos às três filhas. Diante disso, o tribunal condenou-a por difamação, considerando que a mulher, está na cara (com nódoas negras), agiu com o "propósito de difamar e caluniar" o marido, já que as suas acusações são atentatórias (ui, ui) do "bom nome, hombridade, reputação e decoro" do cavalheiro. De acordo. E mais: como não concordar que se trata de "suspeições desprimorosas"? Evidentemente que são. Nojentas. E como não concordar com o tribunal ao considerar que essas "suspeições" põem em causa a "honorabilidade, consideração, honra e dignidade" do marido? Parece, inclusive – que horror –, que ele passou a ser tratado com ‘comentários e olhares vexatórios’, o que não se pode permitir. Os tribunais têm de defender a honra destes maridos viris. Curiosamente, o tribunal, que condenou a malvada (à primeira), não considera falsas as suas acusações; simplesmente são chatas para o marido. A Relação de Guimarães veio agora anular a sentença. Pobre marido.»


A verdadeira história vem contada aqui.

“O Tribunal da Relação de Guimarães remeteu à primeira instância o processo de uma mulher que foi condenada por um crime de difamação, por ter testemunhado num programa da RTP a violência doméstica que alegadamente lhe seria infligida pelo marido.”

Relação anula condenação de mulher que denunciou violência doméstica na televisão

Ou seja, a mulher daquele senhor, provavelmente ela também da espécie bovina, foi à televisão difamar o marido. Ora, este detalhe do espectáculo na televisão foi retirado da história da bovina Patrícia Reis — porque não convém divulgar.

E é este gado feminista e politicamente correcto que temos que aturar nos merdia.

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