perspectivas

Sexta-feira, 26 Junho 2015

O fim do mito da democracia

 

Hoje assinala-se o fim do mito da democracia. A par com a Inglaterra, os Estados Unidos fundaram a sua Constituição em Locke e tornaram-se símbolos da democracia no mundo; mas o que acontece hoje é que Locke foi substituído por Rousseau em ambos os países.

Durante os últimos anos, vários Estados federais americanos realizaram referendos que definiam o casamento entre um homem e uma mulher. Hoje, apenas cinco pessoas — 5 juízes do Supremo Tribunal dos Estados Unidos — anularam todos esses referendos estatais, e alegadamente em nome da “democracia”.

¿Isto é democracia? Qualquer pessoa com dois dedos de testa sabe que não é.

Aquelas pessoas que reclamam a superioridade moral e política dos Estados Unidos face à Rússia perderam hoje qualquer tipo de argumento racional para sustentar essa tese. O mito da democracia anglo-saxónica acaba de morrer. A partir de agora  “vale tudo” e “salve-se quem puder”.

Sábado, 4 Abril 2015

A utopia, inimiga da civilização

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:44 am
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O conceito de “religião” não existia no mundo antigo. A religião fazia de tal modo parte da cultura que não passava pela cabeça de ninguém inventar um termo para a designar. O termo “religião” só surgiu na época do império de Roma com os estóicos de “segunda geração”. Por exemplo, entre os judeus depois do Exílio, não existia, na cultura, o conceito de “deus” no sentido grego, romano e cristão: Javé era indefinível.

diogo-cao-webUma coisa semelhante passou-se com o conceito de “civilização”. Não passava pela cabeça dos descobridores e navegadores portugueses, por exemplo, que a sua acção teria em vista a “defesa da civilização” — o que levou a que Nicolás Gómez Dávila escrevesse o seguinte: “A civilização parece uma invenção de uma espécie desaparecida.”

Os povos civilizadores não viam a civilização como algo exterior a si mesmos, como um conceito separado da sua cultura antropológica. A civilização é algo que se faz, mas quem a faz não a define nem se preocupa em defini-la. Ou como dizia Jean-Edern Hallier: “As civilizações apenas são mortais porque se tornam clarividentes. Logo que se põem a reflectir sobre si próprias, estoiram…”

Esta “reflexão das civilizações sobre si próprias” é o reconhecimento de que a civilização existe hoje como um conceito exterior à cultura antropológica, como algo que não pertence intrinsecamente à  cultura e cuja definição tem que ser encontrada fora dela — seja através da utopia imanente (a grande inimiga de qualquer civilização propriamente dita), seja através da negação do próprio conceito de civilização (negação que se iniciou na Europa com Montaigne e, mais tarde completada por Rousseau).

O conceito de “civilização” passou a ser, na modernidade, um ideal, uma utopia, algo desfasado da realidade concreta e objectiva, algo que alegadamente não poderia naturalmente pertencer a uma determinada cultura (Lévi-Strauss).

A partir do momento em que o conceito de “civilização” foi exteriormente concebido (foi definido  utopicamente) em relação à cultura, a civilização acabou de facto, ou entrou em decadência. Quando uma cultura que se diz “civilizada” se torna indefesa em relação a ataques exógenos e em nome de uma utopia, de facto, de civilizada não tem quase nada. Por paradoxal que seja, são mais veículo de civilização as sociedades islâmicas ditas bárbaras do que a Europa pós-cristã.

Depois da guerra no Iraque e no Afeganistão, qualquer país europeu e em nome da “civilização”, recusa-se a intervir militarmente com “botas no terreno” em qualquer conflito no mundo. Temos o exemplo do combate ao Estado Islâmico por parte da Europa e dos Estados Unidos de Obama: enviam aviões, mas não tropas no terreno. Entretanto, o massacre radical islâmico continua e constrói-se assim uma nova civilização que há-de dominar a Europa.

Segunda-feira, 23 Fevereiro 2015

A Rússia precisa da União Europeia como a boca precisa de pão

Filed under: Europa,Política,politicamente correcto — O. Braga @ 8:20 am
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Há no Observador uma plêiade de idiotas que reduzem a realidade a uma ideologia maniqueísta. Há aqui um burro que afirma que “a Rússia quer acabar com a União Europeia” (enquanto agremiação de países), quando em verdade a Rússia precisa da União Europeia para que a sua economia possa ser sustentável.

É preciso que as pessoas entendam o seguinte: o problema da Rússia não é especificamente com a União Europeia: o problema da Rússia é com os Estados Unidos de Obama — porque estou convencido de que se existisse um presidente republicano nos Estados Unidos, não existiriam os problemas que temos hoje na Ucrânia.

A União Europeia é uma extensão da política americana na Europa, qualquer que seja essa política. A União Europeia é uma anã política. A “União Europeia” significa “subserviência canina aos Estados Unidos”. Quando a política externa americana é má e contraditória, como é a de Obama, é a União Europeia que paga a factura.

Quando a União Europeia impõe sanções económicas à  Rússia por causa da anexação da Crimeia (Crimeia que sempre pertenceu à  Rússia, pelo menos desde o tempo do Czar Pedro O Grande), seria estúpido — como é estúpido o escriba do Observador —  que a Rússia desse a outra face e não reagisse: é neste contexto que devemos ver, por exemplo, os apoios financeiros ao Syriza e à Front Nationale de Marine Le Pen.

Quarta-feira, 30 Abril 2014

Nos Estados Unidos, a opinião privada justifica a expropriação de bens privados

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 10:00 am
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O semanário Sol publica a seguinte notícia:

“Donald Sterling, o dono dos LA Clippers, foi esta terça-feira banido da NBA e castigado com uma multa de 2,5 milhões de dólares devido a comentários racistas que deixaram os EUA em choque.

(…)

Sterling não poderá voltar a estar presente em qualquer jogo ou treino da sua equipa da NBA, nem nas instalações, ou participar em negócios de venda ou compra de jogadores.”

Semanário-SOL-Os-comentários-racistas

O que o semanário SOL não diz (trata-se de sub-informação; e reparem no comentário feito no FaceBook, sublinhado a vermelho por mim, do jornaleiro do SOL) é que o senhor em causa falava por telefone com a namorada quando foi escutado por uma terceira pessoa. Trata-se sem dúvida de um comentário privado que foi tornado público pelos me®dia, o que, pelo menos em Portugal, é crime: é crime divulgar conversas telefónicas privadas.

Independentemente da opinião do dito senhor que eu considero inqualificável, quebrou-se um princípio essencial do Estado de Direito: o facto de um comentário feito em privado ter sido divulgado publicamente e ter tido como corolário a espoliação dos direitos de um cidadão à propriedade privada. Hoje, trata-se de uma opinião racista; amanhã pode ser outra opinião qualquer, dependendo dos ditames do politicamente correcto.

Por exemplo, um dia estes alguém poderá ser espoliado dos seus direitos à propriedade por retaliação contra um comentário privado considerado “homofóbico”.

Terça-feira, 11 Março 2014

Obama com diagnóstico reservado

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 8:59 am
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Quarta-feira, 5 Março 2014

Barry Kerry Show

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 2:13 pm
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Domingo, 2 Março 2014

Para os Estados Unidos, a Crimeia é diferente das Ilhas Malvinas

Filed under: Política — O. Braga @ 1:44 pm
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Quando a Inglaterra de Thatcher enviou as suas Forças Armadas para resgatar umas ilhas minúsculas no Atlântico Sul ao largo da Argentina, não ouvi os Estados Unidos reclamar da protecção do Reino Unido em relação à população inglesa das Malvinas. Mas quando Putin pretende proteger a população russa da Crimeia, os Estados Unidos já fazem de conta que essa população russa não existe. Os Estados Unidos têm dois pesos e duas medidas, o que lhes retira qualquer autoridade moral.

A Crimeia só recentemente foi agregada à Ucrânia. A sua população é maioritariamente russa. Mas aquilo que não era um escândalo em relação às Malvinas (o envio de tropas inglesas), passou a ser um escândalo em relação à Crimeia.

Se a política for vista de uma forma maniqueísta, então não existe qualquer possibilidade de verdade em política. Parece que apenas e só os Estados Unidos têm o direito de intervir militarmente em outros países, e fora de um mandato da ONU: por exemplo, na Moldávia e na Ossétia, os Estados Unidos cagaram (falemos português!) para a ONU e intervieram sem mandato. Mas quando a Rússia alega pretender defender a população russa na Crimeia, os Estados Unidos ameaçam a Rússia com uma cagança inédita. Os Estados Unidos nem sequer colocam a possibilidade de um referendo na Crimeia, porque a democracia, para os Estados Unidos, depende dos seus interesses circunstanciais.

Sábado, 1 Março 2014

Um povo que elege Obama como presidente, não merece consideração

 

Obama pretendeu alterar unilateralmente a Declaração Universal dos Direitos Humanos: em vez de “família natural”, Obama queria que a Declaração Universal dos Direitos Humanos se referisse a “família de acordo com as preferências individuais”, ou seja, segundo Obama, família é o que cada um quiser.

É neste contexto que as críticas de Aleksandr Dugin aos Estados Unidos se tornam pertinentes. Os Estados Unidos de Obama são muitíssimo mais perigosos para o mundo do que a Rússia de Putin. Por detrás da aparente tolerância de Obama esta uma agenda política sinistra e diabólica que faz com que as ideias de Aleksandr Dugin pareçam angelicais.

Quarta-feira, 22 Janeiro 2014

O Presidente do Aborto

Filed under: aborto — O. Braga @ 7:41 pm
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«OBAMA has made a habit of delivering an address praising Roe v. Wade on the anniversary of the decision. Today, on the 41st anniversary, he said that abortion helps women “fulfill their dreams.” It’s amazing that people think of Obama as pro-woman. Since Roe v. Wade, black illegitimacy alone has skyrocketed to over 70 percent. Marriage is almost every woman’s dream. Abortion has not exactly been empowering for women.

The most powerful thing a woman can do is give life to a human being. What dream could exceed that? The abortion movement has always denied that women have other options, the chief of them today being adoption.

America will only see an end to the well-funded, legal, government-supported machinery of abortion, and the coming pharmaceutical age of abortion, when it rejects the idea that elected politicians or appointed judges or the people themselves should govern morality and that God has no political rights at all.»

The Abortion President

Terça-feira, 10 Dezembro 2013

Obama no funeral de Mandela

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 8:59 pm
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Fonte

Sábado, 9 Novembro 2013

A canção ‘God Bless America’ será proibida em público?

Filed under: politicamente correcto — O. Braga @ 10:09 am
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«L’affaire passionne les Américains. Aux États Unis, la Cour suprême s’est penché mercredi 6 novembre sur la légitimité de l’usage public de prières notamment au début de sessions publiques. Est ainsi visée la célèbre invocation « God bless America », que Dieu bénisse l’Amérique, formule traditionnelle prononcée au début et à la fin des discours institutionnels et politiques.»

États Unis : « God Bless America » bientôt prohibé en public ?

 

Quarta-feira, 9 Outubro 2013

A liberdade nos Estados Unidos de Obama é cada vez mais restritiva

Filed under: Obamacrimes — O. Braga @ 6:09 am
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Se eu tivesse hoje 20 anos e tivesse que planear o meu futuro, emigrando, preferiria emigrar para a Rússia do que para os Estados Unidos.

obama proibe missas

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