perspectivas

Domingo, 17 Janeiro 2016

O passa-culpas da Raquel Varela acerca dos “refugiados”

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 6:25 pm
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A Raquel Varela diz que “a culpa, dolorosa e insuportável, é das empresas de armamentos e energia que destroem aqueles países – se há taxa a ser paga é por eles. Ela refere-se a uma “taxa sugerida pela ONU sobre transportes, cinema e futebol para financiar ajuda humanitária”.

¿Onde estava a Esquerda da Raquel Varela durante a Primavera Árabe?!

A resposta é simples: estava de alma e coração com a política daquelas “empresas de armamentos e energia que destroem aqueles países”. Ou seja, ela apoiou a Primavera Árabe. E agora a culpa é daquelas “empresas de armamentos e energia que destroem aqueles países”.

Basta ler a minha posição acerca da Primavera Árabe (ver etiqueta) para me permitir dizer o seguinte: a Esquerda que pague a crise! Debitem a conta ao Partido Socialista, ao Partido Comunista, ao Bloco de Esquerda e quejandos.

No taxation without representation! A ONU que vá para a puta-que-pariu.

Sábado, 9 Janeiro 2016

¿Ficará-lhe mal ou ficará-lhe bem? ¿Qu’lhe hão de fazer?

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 11:28 am
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Quem mais financia os movimentos de Esquerda, em todo o mundo, são os plutocratas americanos — desde Bill Gates a George Soros, passando pela Fundação Rockefeller. Trata-se de uma evidência!, não precisa de demonstração.

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Ou seja, os principais criminosos são de facto americanos, mas aqui preocupa-se com Putin e com a economia russa que está de rastos graças ao embargo americano e europeu.

Alegadamente, são os russos que apoiam financeiramente os movimentos mundiais de Esquerda; e esta posição não tem nada a ver com o apoio maniqueísta aos Estados Unidos contra a Rússia! Nada disso! (ilusão de óptica).

Quarta-feira, 6 Janeiro 2016

Obama chora pela violência das armas (desde que não sejam as armas do Islão)

Filed under: Política — O. Braga @ 8:23 am
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obama-crocodilo

“A high culture may survive the religion that gave rise to it. But it cannot survive the triumph of fantasy, cynicism and sentimentality. Sentimentality, like fantasy, is at war with reality.”

→ Roger Scruton

Terça-feira, 24 Novembro 2015

A NATO e os Estados Unidos de Obama apoiam o Estado Islâmico

Filed under: Política — O. Braga @ 12:37 pm
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A política americana de Obama em relação ao califado islâmico (Estado Islâmico) — e, por conseguinte, a política da NATO — é ambígua. A Turquia abateu um avião russo na fronteira entre a Síria e a Turquia.

Mesmo que seja verdade que o avião russo estivesse nos limites da fronteira entre a Síria e a Turquia, o abate do avião russo é claramente uma manifestação política da NATO de apoio ao Estado Islâmico.

Terça-feira, 6 Outubro 2015

Vladimir Putin é o político mais lúcido da actualidade internacional

Filed under: Globalismo,Política — O. Braga @ 11:17 am
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“Russia has just achieved, in 72 hours, what the West failed to do in an entire year.”

ISIS ON THE RUN: Russian Airstrikes Totally Obliterate Terrorist Forces in Just 72 Hours

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A Rússia conseguiu em 72 horas o que os Estados Unidos de Obama não conseguiram em um ano inteiro: os terroristas do Daesh estão em debandada. Isto significa o seguinte: os Estados Unidos não querem resolver o problema do terrorismo islâmico: pelo contrário, os Estados Unidos incentivam o terrorismo islâmico desde que seja fora das suas fronteiras (em política, o que parece, é!).

E depois temos o politicamente correcto de Direita que diz que a Rússia ainda é a União Soviética e que o KGB existe e anda à solta.

obama putin web

“Russia has brought in a new that has already gained massive support and acceptance within the Russian realm: pedophiles will be castrated. Here is a video on this whole new development that we should all be supporting”.

Russia Brings In New Law: Pedophiles Will Be Castrated

Putin corta o mal dos pedófilos pela raiz: castração. Um nova lei na Rússia impõe a castração dos pedófilos condenados em tribunal. Remédio santo! Ainda vou ver a Direita politicamente correcta lamentar “a triste sina dos coitados dos pedófilos russos”…

barack doente putin web

Sexta-feira, 26 Junho 2015

O fim do mito da democracia

 

Hoje assinala-se o fim do mito da democracia. A par com a Inglaterra, os Estados Unidos fundaram a sua Constituição em Locke e tornaram-se símbolos da democracia no mundo; mas o que acontece hoje é que Locke foi substituído por Rousseau em ambos os países.

Durante os últimos anos, vários Estados federais americanos realizaram referendos que definiam o casamento entre um homem e uma mulher. Hoje, apenas cinco pessoas — 5 juízes do Supremo Tribunal dos Estados Unidos — anularam todos esses referendos estatais, e alegadamente em nome da “democracia”.

¿Isto é democracia? Qualquer pessoa com dois dedos de testa sabe que não é.

Aquelas pessoas que reclamam a superioridade moral e política dos Estados Unidos face à Rússia perderam hoje qualquer tipo de argumento racional para sustentar essa tese. O mito da democracia anglo-saxónica acaba de morrer. A partir de agora  “vale tudo” e “salve-se quem puder”.

Sábado, 4 Abril 2015

A utopia, inimiga da civilização

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:44 am
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O conceito de “religião” não existia no mundo antigo. A religião fazia de tal modo parte da cultura que não passava pela cabeça de ninguém inventar um termo para a designar. O termo “religião” só surgiu na época do império de Roma com os estóicos de “segunda geração”. Por exemplo, entre os judeus depois do Exílio, não existia, na cultura, o conceito de “deus” no sentido grego, romano e cristão: Javé era indefinível.

diogo-cao-webUma coisa semelhante passou-se com o conceito de “civilização”. Não passava pela cabeça dos descobridores e navegadores portugueses, por exemplo, que a sua acção teria em vista a “defesa da civilização” — o que levou a que Nicolás Gómez Dávila escrevesse o seguinte: “A civilização parece uma invenção de uma espécie desaparecida.”

Os povos civilizadores não viam a civilização como algo exterior a si mesmos, como um conceito separado da sua cultura antropológica. A civilização é algo que se faz, mas quem a faz não a define nem se preocupa em defini-la. Ou como dizia Jean-Edern Hallier: “As civilizações apenas são mortais porque se tornam clarividentes. Logo que se põem a reflectir sobre si próprias, estoiram…”

Esta “reflexão das civilizações sobre si próprias” é o reconhecimento de que a civilização existe hoje como um conceito exterior à cultura antropológica, como algo que não pertence intrinsecamente à  cultura e cuja definição tem que ser encontrada fora dela — seja através da utopia imanente (a grande inimiga de qualquer civilização propriamente dita), seja através da negação do próprio conceito de civilização (negação que se iniciou na Europa com Montaigne e, mais tarde completada por Rousseau).

O conceito de “civilização” passou a ser, na modernidade, um ideal, uma utopia, algo desfasado da realidade concreta e objectiva, algo que alegadamente não poderia naturalmente pertencer a uma determinada cultura (Lévi-Strauss).

A partir do momento em que o conceito de “civilização” foi exteriormente concebido (foi definido  utopicamente) em relação à cultura, a civilização acabou de facto, ou entrou em decadência. Quando uma cultura que se diz “civilizada” se torna indefesa em relação a ataques exógenos e em nome de uma utopia, de facto, de civilizada não tem quase nada. Por paradoxal que seja, são mais veículo de civilização as sociedades islâmicas ditas bárbaras do que a Europa pós-cristã.

Depois da guerra no Iraque e no Afeganistão, qualquer país europeu e em nome da “civilização”, recusa-se a intervir militarmente com “botas no terreno” em qualquer conflito no mundo. Temos o exemplo do combate ao Estado Islâmico por parte da Europa e dos Estados Unidos de Obama: enviam aviões, mas não tropas no terreno. Entretanto, o massacre radical islâmico continua e constrói-se assim uma nova civilização que há-de dominar a Europa.

Segunda-feira, 23 Fevereiro 2015

A Rússia precisa da União Europeia como a boca precisa de pão

Filed under: Europa,Política,politicamente correcto — O. Braga @ 8:20 am
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Há no Observador uma plêiade de idiotas que reduzem a realidade a uma ideologia maniqueísta. Há aqui um burro que afirma que “a Rússia quer acabar com a União Europeia” (enquanto agremiação de países), quando em verdade a Rússia precisa da União Europeia para que a sua economia possa ser sustentável.

É preciso que as pessoas entendam o seguinte: o problema da Rússia não é especificamente com a União Europeia: o problema da Rússia é com os Estados Unidos de Obama — porque estou convencido de que se existisse um presidente republicano nos Estados Unidos, não existiriam os problemas que temos hoje na Ucrânia.

A União Europeia é uma extensão da política americana na Europa, qualquer que seja essa política. A União Europeia é uma anã política. A “União Europeia” significa “subserviência canina aos Estados Unidos”. Quando a política externa americana é má e contraditória, como é a de Obama, é a União Europeia que paga a factura.

Quando a União Europeia impõe sanções económicas à  Rússia por causa da anexação da Crimeia (Crimeia que sempre pertenceu à  Rússia, pelo menos desde o tempo do Czar Pedro O Grande), seria estúpido — como é estúpido o escriba do Observador —  que a Rússia desse a outra face e não reagisse: é neste contexto que devemos ver, por exemplo, os apoios financeiros ao Syriza e à Front Nationale de Marine Le Pen.

Quarta-feira, 30 Abril 2014

Nos Estados Unidos, a opinião privada justifica a expropriação de bens privados

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 10:00 am
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O semanário Sol publica a seguinte notícia:

“Donald Sterling, o dono dos LA Clippers, foi esta terça-feira banido da NBA e castigado com uma multa de 2,5 milhões de dólares devido a comentários racistas que deixaram os EUA em choque.

(…)

Sterling não poderá voltar a estar presente em qualquer jogo ou treino da sua equipa da NBA, nem nas instalações, ou participar em negócios de venda ou compra de jogadores.”

Semanário-SOL-Os-comentários-racistas

O que o semanário SOL não diz (trata-se de sub-informação; e reparem no comentário feito no FaceBook, sublinhado a vermelho por mim, do jornaleiro do SOL) é que o senhor em causa falava por telefone com a namorada quando foi escutado por uma terceira pessoa. Trata-se sem dúvida de um comentário privado que foi tornado público pelos me®dia, o que, pelo menos em Portugal, é crime: é crime divulgar conversas telefónicas privadas.

Independentemente da opinião do dito senhor que eu considero inqualificável, quebrou-se um princípio essencial do Estado de Direito: o facto de um comentário feito em privado ter sido divulgado publicamente e ter tido como corolário a espoliação dos direitos de um cidadão à propriedade privada. Hoje, trata-se de uma opinião racista; amanhã pode ser outra opinião qualquer, dependendo dos ditames do politicamente correcto.

Por exemplo, um dia estes alguém poderá ser espoliado dos seus direitos à propriedade por retaliação contra um comentário privado considerado “homofóbico”.

Terça-feira, 11 Março 2014

Obama com diagnóstico reservado

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 8:59 am
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Quarta-feira, 5 Março 2014

Barry Kerry Show

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 2:13 pm
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barry kerry show web

Domingo, 2 Março 2014

Para os Estados Unidos, a Crimeia é diferente das Ilhas Malvinas

Filed under: Política — O. Braga @ 1:44 pm
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Quando a Inglaterra de Thatcher enviou as suas Forças Armadas para resgatar umas ilhas minúsculas no Atlântico Sul ao largo da Argentina, não ouvi os Estados Unidos reclamar da protecção do Reino Unido em relação à população inglesa das Malvinas. Mas quando Putin pretende proteger a população russa da Crimeia, os Estados Unidos já fazem de conta que essa população russa não existe. Os Estados Unidos têm dois pesos e duas medidas, o que lhes retira qualquer autoridade moral.

A Crimeia só recentemente foi agregada à Ucrânia. A sua população é maioritariamente russa. Mas aquilo que não era um escândalo em relação às Malvinas (o envio de tropas inglesas), passou a ser um escândalo em relação à Crimeia.

Se a política for vista de uma forma maniqueísta, então não existe qualquer possibilidade de verdade em política. Parece que apenas e só os Estados Unidos têm o direito de intervir militarmente em outros países, e fora de um mandato da ONU: por exemplo, na Moldávia e na Ossétia, os Estados Unidos cagaram (falemos português!) para a ONU e intervieram sem mandato. Mas quando a Rússia alega pretender defender a população russa na Crimeia, os Estados Unidos ameaçam a Rússia com uma cagança inédita. Os Estados Unidos nem sequer colocam a possibilidade de um referendo na Crimeia, porque a democracia, para os Estados Unidos, depende dos seus interesses circunstanciais.

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