perspectivas

Sexta-feira, 1 Julho 2011

A eutanásia e o progresso da opinião pública

Num postal anterior falei de Bernad de Mandeville, do utilitarismo e do “progresso da opinião pública”. Temos aqui um exemplo actual de como funciona o “progresso da opinião pública”:

Let disabled people choose death, says MSP Margo MacDonald

  • Primeiro, aparecem uns malucos a defender a eutanásia para todos, como foi, por exemplo, o caso de Jack Kevorkian;
  • Depois, aparecem uns “filósofos” e/ou académicos a defender as ideias de malucos como o Jack Kevorkian, embora dando-lhes um porte aceitável — por exemplo, Daniel Dennett, Richard Dawkins, Christopher Hitchens, Sam Harris, Julian Savulescu, Anthony Cashmore, e principalmente Peter Singer;
  • Por último, as ideias de Jack Kevorkian filtradas pelos académicos e/ou “filósofos” são perfilhadas por uma minoria política — como é o caso da deputada escocesa Margo MacDonald.

Quando a defesa da causa do maluco Kevorkian chega à esfera do poder legislativo, o trabalho do progresso da opinião pública já está em fase madura: agora, impõe-se a pressão política constante. Se a nova lei da eutanásia é chumbada hoje, torna-se a apresentá-la no parlamento, porventura com algumas alterações, amanhã. E se voltar a ser chumbada, volta-se a apresentar a lei. E assim sucessivamente, até que a lei passe.

Entretanto, enquanto a minoria política conduzida por Margo MacDonald pressiona constantemente o parlamento escocês para que a lei da eutanásia passe, os filósofos e académicos acima referidos continuam a fazer o seu “trabalho de sapa” de persuasão nos me®dia , em prol do “progresso da opinião pública”.

E quando os médicos passarem a matar os seus doentes de uma forma quase discricionária, a maioria da população ou vai estar de acordo, ou vai estar-se nas tintas, porque passou a pertencer a uma opinião pública progressista e esclarecida.

Domingo, 23 Janeiro 2011

As vítimas do niilismo modernista

Sai a notícia de que a conhecida actriz porno alemã Carolin Berger, aka Sexy Cora, também ela uma notável do programa televisivo Big Brother da Alemanha, bateu as botas depois de ter tentado uma sexta cirurgia ao aumento das mamas. Berger, de 23 anos e com apenas 48 kg de peso, pretendia aumentar as mamas do tamanho 34 F (que foi o resultado da sua última operação “aumentativa”) para o tamanho 34G. Para que se tenha uma ideia do que é o tamanho 34G de umas mamas, ver esta foto.
(more…)

Comentários feitos recentemente neste blogue e que não foram publicados

(more…)

Sábado, 22 Janeiro 2011

O novo totalitarismo neomarxista

«O novo totalitarismo suave, que avança do lado da Esquerda, pretende ter uma religião de Estado. É uma religião ateísta e niilista — mas é uma religião obrigatória para todos.»

Rocco Buttiglione

Terça-feira, 18 Janeiro 2011

A metafísica negativa europeia (2)

Ou aparece uma nova elite cultural que encoste a ciência à parede, confrontando-a com as suas próprias contradições, ou a Europa política está condenada a mergulhar na pura insignificância — seja através da construção de um leviatão europeu totalitário, seja através de um novo ciclo de conflitos.

“Metafísica negativa” é sinónimo de “niilismo”. O niilismo é uma forma de expressão metafísica, embora negativa (a metafísica que recusa a metafísica). A Europa foi, no passado recente e ainda é hoje, o centro de onde irradia o niilismo para todo o mundo ocidental. O que se passa hoje, por exemplo, nos Estados Unidos de Obama e no Brasil de Dilma, teve e tem origem na Europa.

Depois que Descartes afirmou o Cogito, e no seguimento do francês, Kant defendeu a ideia de “sujeito puro”. O Iluminismo foi, em Kant, a afirmação (more…)

Sexta-feira, 13 Agosto 2010

O movimento de defesa dos “direitos” dos animais e a crescente animalização da sociedade

Propaganda dos 'direitos' dos animais

Eu nunca fui a uma tourada, e raramente vejo uma na TV a não ser que seja “à Antiga Portuguesa”. Portanto, não se pode dizer que eu sofresse alguma coisa se as touradas fossem abolidas. Porém, a simples proibição de alguma coisa que é centenária e faz parte da nossa tradição tem que ser racionalmente fundamentada. Além disso, temos que saber quais são os critérios éticos das pessoas que defendem a proibição das touradas.

O que se está a passar com o movimento de defesa dos “direitos” dos animais é que este movimento se serve da reivindicação do bem-estar dos animais para colocar a vida do ser humano ao mesmo nível da de um touro (por exemplo). O que está por detrás do movimento de defesa dos “direitos” dos animais é uma ideologia eugenista, na linha ideológica de Margaret Sanger e do nazismo. A defesa dos “direitos” dos animais é, de facto, um movimento eugenista encapotado; a defesa dos animais nada mais é que uma forma de branquear uma agenda política que pretende a animalização da sociedade.

Reparem no outdoor à direita: faz sentido comparar os judeus no campo de concentração nazi com as galinhas, fazendo a equiparação e a equivalência de ambas as situações ??? Não dá para ver o tipo de gentalha que anima o movimento de defesa dos “direitos” dos animais ?

Um dos grandes defensores dos “direitos” dos animais é o australiano Peter Singer. No seu livro “Ética Prática”, Singer escreveu que a vida de um recém-nascido tem o mesmo valor da de um peixe. Por isso, escreve Singer, matar um recém-nascido não é assassínio e é tão imoral como esmagar uma lesma. No mesmo livro, Peter Singer escreve que sendo que o ser humano é tão animal como outro qualquer, o sexo entre seres humanos e animais não pode ser considerado como uma ofensa à dignidade humana.

Peter Singer inverteu o princípio do racismo nazi, adoptando o mesmo ódio anti-humano. Diz ele que a crença na dignidade do ser humano é especieísmo, e o especieísmo não é diferente do racismo. E como — continua Singer — o racismo é mau, a crença na dignidade humana também é má. Para Singer, o ser humano não tem mais dignidade do que uma mosca.

A ignorância é uma ajuda preciosa

O argumento do racismo foi também utilizado pelo movimento político gayzista e pela Gaystapo. As feministas radicais também o utilizam. Porém, comparar um ser humano negro a um boi ou a um cavalo, não lembra ao diabo: só pode vir da cabeça de um doente mental.

O que Peter Singer defende é uma forma de nazismo politicamente correcto — um neonazismo que fica bem, cai bem nas elites eugenistas que, o que é pior, se reproduzem.

Na minha opinião, só por defender pública e implicitamente o assassínio de recém-nascidos, Peter Singer deveria ir para a cadeia com julgamento sumário. Mas isso são contas de outro rosário…

Peter Singer é, obviamente, marxista. Mas não é só Peter Singer que faz parte do movimento de defesa dos “direitos” dos animais: os activistas homossexuais e a respectiva Gaystapo, as feministas (lésbicas incluídas) e os activistas pró-aborto, todos eles fazem parte do rol de activistas em prol dos “direitos” dos animais. Todos esses movimentos fazem parte do movimento revolucionário internacional e do marxismo cultural.

E eu, que não apreciava as touradas, passei a tolerá-las.

Segunda-feira, 2 Agosto 2010

Temos que impôr limites ao movimento de defesa dos animais

Nesta petição lê-se o seguinte:

« (…) um ser vivo é um qualquer organismo vivo e animado (animal ou planta). Os animais são tanto Seres Vivos como os seres humanos: não são propriedade! Foi exactamente esta a premissa que fundamentou a abolição da escravatura. »

A minha opinião é que se este é o “movimento de defesa dos animais” que existe organizado no nosso país, então ele deve ser combatido de uma forma radical, pelas seguintes razões :

    1. Compara, colocando em pé de igualdade, o ser humano a um animal irracional, e vai mesmo mais longe comparando o estatuto de um animal irracional com um ser humano negro no tempo da escravatura;

    2. Pretende retirar da nossa cultura o carácter de excepcionalidade da vida humana;

    3. Abre as portas ao estatuto jurídico do animal como sendo um “ser inimputável” — como, por exemplo, igual em direitos a um ser humano deficiente. A ser aprovada esta petição, vamos ter advogados a representar porcos, galinhas, couves-flor, roseiras, periquitos, etc., em litigâncias judiciais contra os seus donos.

Um total absurdo; irracionalidade total e completa!

A ideologia subjacente é niilista e utiliza os mesmos métodos de acção política da Gaystapo e do feminismo radical. A defesa dos animais é apenas uma capa e um pretexto para a defesa de uma ideologia niilista.

Essa gente deve ser combatida com toda a força e todos os meios possíveis.

Segunda-feira, 5 Julho 2010

A revolução tranquila e o condenado moderno

Quando em princípios dos anos 30 do século passado, Ortega Y Gasset deixou os Estados Unidos para regressar à Europa, foi-lhe perguntada a razão da sua mudança, ao que ele respondeu que “Europa es el único continente que tiene un contenido” — em castelhano, “continente” e “contenido” têm a mesma raiz — ou seja, a “Europa é o único continente que tem um conteúdo”. Muito sinceramente, hoje tenho muitas dúvidas sobre se Ortega Y Gasset teria tido a mesma opinião, depois de todo o processo cultural que a Europa sofreu a partir do início da II Guerra Mundial.
(more…)

Quarta-feira, 30 Junho 2010

É preciso estarmos atentos às “elites” académicas

Filed under: ética,cultura — O. Braga @ 6:34 am
Tags: , , ,

Imaginem um mundo em que toda a gente teria um QI (coeficiente de inteligência) igual ou muito aproximado devido à manipulação genética, ou a igualização das qualidades humanas por via do chamado “melhoramento biomédico” (ou Biomedical Enhancement como sendo intervenções tecnológicas no sentido de “melhorar” as capacidades funcionais do ser humano, em vez de tratar as doenças).

No primeiro caso, a manipulação genética só estaria disponível para gente rica que, supostamente, teria uma prole de génios que governariam o mundo — assegurando que a riqueza ficaria sempre nas mãos de uma plutocracia intemporal geneticamente induzida. No segundo caso poderíamos antever uma sociedade em que as crianças eram bombardeadas com comprimidos, hormonas de crescimento ou outras, drogas várias para assegurar um bom desempenho na escola, cirurgia cosmética em barda para eliminar os malditos gordos e os feios, e a cirurgia neurológica supostamente para eliminar o excesso de imaginação nas crianças que as distraiam da matéria a aprender — e tudo isto para assegurar o “sucesso” na vida.

Isto pode parecer absurdo, mas há “intelectuais” e académicos que já prevêem este admirável mundo novo. Mas será que essa gente não vê que se todos fôssemos génios, deixariam de existir génios?

Lembro-me, a propósito, de Fernando Pessoa; já imaginaram se ele tivesse sido rico, com um físico apolíneo, com uma auto-confiança primária e super-exteriorizada que caracteriza o homem de sucesso burguês — já imaginaram esse outro Fernando Pessoa ter escrito a “Mensagem”? Já pensaram se ele teria tido a necessidade de recorrer a personalidades alternativas para nos dar a sua visão do mundo?

A ciência, e mormente a medicina, é necessária para mitigar o sofrimento humano na doença desde a antiguidade clássica. Porém, a visão segundo a qual é possível e mesmo desejável acabar com as diferenças naturais entre os seres humanos, é assustadora pela carga niilista que transporta consigo, porque parte do princípio de que as diferenças entre os seres humanos são um mal absoluto. E só o facto de existirem pessoas que pensam assim é motivo de alguma preocupação. É preciso estar atento às elites académicas, naturalmente merdícolas e merdívoras — crescem na merda e alimentam-se dela.

Sexta-feira, 11 Junho 2010

O sofisma naturalista e o gnosticismo de Peter Singer

Eu tenho vindo a escrever uma série de postais com o título genérico “A evolução do gnosticismo até à sua expressão moderna”, e ainda vou no 4º postal e no prelúdio das religiões superiores, quando dou com este artigo: pergunta o professor universitário e “filósofo” Peter Singer : «Por que não esterilizar a raça humana e festejarmos a extinção ? » (Why Not Sterilize the Human Race and Party into Extinction?). Desde logo, seria óptimo que Peter Singer se esterilizasse a si próprio , e se possível, que desse um tiro na cabeça para nos dar o exemplo.

Peter Singer

Peter Singer é o expoente máximo do radicalismo gnóstico da actualidade. Não me queria agora adiantar na série de postais sobre o gnosticismo, falando do fim quando ainda não cheguei sequer ao meio. Mas por uma questão de oportunidade e actualidade, não poderia deixar de mencionar o artigo.

Gnósticos como Peter Singer, ou o seu homólogo sul-africano David Benatar, conseguem ultrapassar em radicalismo o gnosticismo mais corriqueiro dos marxistas mais extremistas. O radicalismo gnóstico de Singer é total e aproxima-se da espécie de radicalismo gnóstico dos séculos II, III e IV da nossa era, através da negação de qualquer valor à vida humana e de uma posição radical anti-cósmica. Entre os gnósticos antigos e gnósticos actuais como Singer, existe em comum o auto-convencimento da genialidade e da originalidade, e a ideia de que fazem parte de uma plêiade de iluminados que se destacam do vulgo humano a quem desprezam. Na sequência dos referidos postais veremos como a idiossincrasia gnóstica evoluiu desde o princípio da nossa era até hoje.


Peter Singer parte de um pressuposto errado quando se refere ao “sofrimento humano”— ou melhor: incorre em um sofisma naturalista, visto que não se pode tirar conclusões morais de um facto e, o que é sobretudo importante, ele pressupõe que existe um consenso acerca do valor e dos custos convenientes (que inclui a quantificação do sofrimento) de uma vida humana ― consenso esse que não existe.

A opinião de Peter Singer é apenas uma opinião, mas ele admite que a sua opinião defenda a obliteração de toda a humanidade; e esta posição de um auto-iluminado e de um auto-convencido da sua excepcionalidade em relação ao comum dos mortais (que para Peter Singer são inferiores a vermes) é uma característica permanente e uma marca-de-água do gnosticismo no decurso dos últimos milénios.

O problema foi que se permitisse que gente como Peter Singer chegasse a lugares de cátedra; gente desta nunca deveria sair da vulgaridade aonde pertencem. E a tarefa da humanidade será destronar este tipo de gente, reduzindo-o à sua merecida insignificância.

Peter Singer recomenda “a esterilização da raça humana”

Este artigo merece um postal (não tenho tempo, agora).

Actualização aqui.

Quinta-feira, 13 Maio 2010

Um exemplo de propaganda gayzista nos me®dia

Este artigo do conhecido blogueiro gayzista Andrew Sullivan (via Portugal Contemporâneo) sobre a nova juíza do supremo americano, tem basicamente as seguintes características:

  1. Mistura a noção de raça de uma pessoa com o comportamento humano, neste caso com o comportamento sexual.
  2. Parte do princípio de que as relações heterossexuais são idênticas às relações homossexuais, tanto no que diz respeito ao seu papel social como na sua essência.
  3. Transforma o comportamento e desejo sexuais de uma pessoa na sua exclusiva identidade pessoal, sem o qual a pessoa deixa de existir como ser humano.

Estão aqui resumidos três dos grandes e principais traços ideológicos da Vulgata gayzista. Vamos à análise dos argumentos.

Primeiro argumento: “Se uma pessoa é judia e, ocupando um cargo público de grande relevância, assume publicamente que o é, sendo gay deveria assumir também que o é”.

  • Este argumento transforma a condição homossexual em casta, porque enquanto a raça pode ser determinada por factores objectivos (cor da pele, características físicas congénitas determinadas pelo ADN, etc), a homossexualidade é por natureza subjectiva.

    Esta “confusão” lógica entre raça e o comportamento sexual é propositada e muito perigosa. Por um lado, pretende reduzir o comportamento de uma pessoa — neste caso o comportamento gay — a uma categoria equiparável ao de uma raça. Ser gay seria a mesma coisa que ser português, israelita, branco ou preto. Por outro lado, pretende-se que o comportamento sexual de uma pessoa seja tão normal como ser alemão, inglês ou suíço. Pretende-se equiparar de uma forma igualitarista o comportamento de uma pessoa — que é sempre subjectivo — com a objectividade própria da raça.

  • Enquanto que o racismo dos nazis e outros grupos é um racismo positivo — porque é afirmativo —, o gayzismo utiliza o argumento do racismo negativo, porque parte do argumento positivo do racismo para justificar o comportamento sexual subjectivo de uma pessoa. Trata-se de uma forma diferente e negativa de racismo.

Segundo argumento: “As relações entre gays tem a mesma índole e essência que as relações naturais entre homem/mulher, e por isso devem ter a mesma relevância social”.

  • Este argumento parte do princípio de que as relações sexuais entre um homem e uma mulher são tão promíscuas na sua essência e natureza como as relações gay.
  • Por outro lado, defende a ideia de que a natureza dos dois tipos de comportamentos sexuais são idênticos. A mensagem é subliminar e feita em nome da abstracção ou abstraimento do conceito de “amor”.

    Se o amor passa a ser um conceito não passível de definição, e existe um esforço político consciente para não o definir, o amor passa a ser tudo aquilo que um homem quiser que seja. Por exemplo, um militante do Bloco de Esquerda escreveu um dia no seu blogue que “o aborto é um acto de amor” (naturalmente que ele se referia ao casal, e não à criança abortada). Por aqui vemos no que resulta a intenção maliciosa de abstrusão da noção de amor, mantendo o conceito vago e sem limites ideológicos definidos e fixos. Em nome do “amor” sem definição e dependendo da afirmação ideológica através de pura retórica, tudo passa a ser legítimo.

  • A ideia gayzista é a de que tudo o que existe na vida humana é indefinido e relativo, e a aceitação lógica e ética de um conceito depende apenas da pura persuasão política: se alguém me convencer de que sou um cão, passo a andar de quatro patas, e não deixo, por isso, de ser normal.
  • Por último, a questão da continuidade e da sobrevivência da sociedade através das crianças, é escamoteada através da construção da noção de “determinismo da condição gay” — noção que não existe como tal. A ideia determinística segundo a qual o comportamento humano não pode ser de outra forma senão aquela que o indivíduo adopta por alegadas condições biológicas a priori (que não são passiveis de demonstração científica), é semelhante àquela do assassino que diz em tribunal ao juiz que “a culpa do acto homicida é dos meus genes, e não poderia, por isso, ter-me comportado de outra forma”.

    A noção determinística em relação ao comportamento do ser humano é essencial e imprescindível para a agenda política gayzista. Sem ela, toda a estrutura ideológica gayzista desaba. A partir desta noção de determinismo do comportamento do ser humano, o gayzismo separa o comportamento humano da cultura da sociedade, o que é de extrema importância para a afirmação niilista da sua doutrina. A partir do momento em que o comportamento humano e a cultura da sociedade estão devidamente separadas nas cabeças das pessoas em geral, cria-se a ideia generalizada de que “o comportamento dos outros não me afecta”.

    A partir do momento em que, através de uma prestidigitação retórica, política e ideológica, se deduz erroneamente que os actos dos indivíduos nada têm a ver com a cultura da sociedade como um Todo — e portanto, os comportamentos não são passíveis, de modo nenhum, de contágio e de mimetismo culturais — e que esses actos são determinados, à partida, por uma simples e difusa noção de “determinismo comportamental”, então a questão das crianças e da sobrevivência da sociedade deixa de ter relevância na discussão, porque se parte do princípio de que a conservação da sociedade também segue regras e leis determinísticas.

Terceiro argumento: “O comportamento sexual é imprescindível para a definição da identidade do ser humano”.

  • Se imaginarmos um homem normal e heterossexual que fizesse do seu desejo e comportamento sexual a sua própria identidade, teríamos um tarado sexual a precisar de ser urgentemente internado num hospital psiquiátrico, porque através da exteriorização contínua, obstinada e obsessiva dos seus apetites sexuais, passaria a fazer depender exclusivamente a sua identidade da exteriorização compulsiva do seu desejo sexual.

    Porém, se este comportamento sexual obsessivo — que faz depender a identidade do exemplo do heterossexual referido da sua expressão do desejo sexual — é própria de um maluco, tratando-se de um gay já é considerado absolutamente normal e pacífico entre a psiquiatria cientificista (e não científica; ciência é outra coisa).

  • Para um ser humano normal, o desejo sexual é apenas uma das muitas componentes da sua identidade; para um gay, o desejo sexual subjectivo é a sua própria identidade, sem o qual ele deixa de existir como ser humano — e por isso é que a afirmação constante e obsessiva do desejo sexual gay é uma questão de vida ou de morte. Trata-se de um desvio ou de uma parafilia.

« Página anteriorPágina seguinte »

%d bloggers like this: