perspectivas

Sábado, 9 Novembro 2013

Esta União Europeia não tem qualquer hipótese

 

Hoje começa a ser comum, na cultura europeia, a tentativa de legitimar a desumanização do Homem a partir de uma determinada noção de “autonomia”, que nada mais é do que corrupção do sentido dado por Kant a esse conceito. Para Kant, autonomia significa a assunção simultânea da liberdade negativa e da liberdade positiva: o cidadão e o legislador; e a liberdade positiva implica a validade moral do Dever, do imperativo categórico, e do ser humano visto sempre como um fim e não como um meio.

A actual justificação racionalizada do aborto e da eutanásia, em nome da “autonomia”, baseia-se na corrupção ou deturpação do conceito de “autonomia” de Kant: apenas a liberdade negativa é considerada como pertencendo à “autonomia do indivíduo”, e a liberdade positiva — ou seja, o dever e o imperativo categórico — é deliberadamente afastada do conceito de “autonomia”.

Quando uma sociedade chega a um ponto em que o conceito deturpado de “autonomia” se implantou profundamente na cultura antropológica, já nada há a fazer senão assistir à sua decadência e implosão enquanto sociedade.

eutanasiaÉ uma questão de tempo. Já não há retorno. Países como a Bélgica, onde existe a eutanásia a pedido do cliente, entraram já por um caminho de degenerescência social sem retrocesso possível, em que a morte é a realidade suprema, e a vida não passa de uma qualidade da morte. A morte tornou-se na norma cultural ou o fundamento da vida que, por sua vez, se tornou excepção. O conceito de “autonomia” é de tal modo corrompido e invertido que passou a significar e a assumir, na cultura, o seu contrário.

A Bélgica é um país da União Europeia; e a Grécia também. Os burocratas de Bruxelas e Tribunal Europeu dos "Direitos Humanos" andam muito preocupados com as uniões civis na Grécia, e obrigaram o governo grego a estender as uniões civis aos homossexuais. Mas nunca — jamais! — ouvimos ou ouviremos os burocratas de Bruxelas e os juízes do Tribunal Europeu dos "Direitos Humanos" a criticar a eutanásia a pedido do freguês na Bélgica, porque são os próprios mentores desta União Europeia que sancionam e promovem o conceito enviesado de “autonomia”.

A contaminação da decadência cultural e civilizacional belga, por via da União Europeia, coloca em risco o nosso país, a nossa cultura, e a nossa herança civilizacional. Somos nós todos, e as gerações vindouras, que estão em causa com a pertença a esta União Europeia.

No vídeo acima, vemos duas pessoas, cidadãos belgas: o velho Adelin, que tinha deixado um testamento escrito para ser eutanasiado mas que, num assomo serôdio de autoconsciência, recusou a eutanásia e acabou por ter uma morte natural; e Eva, uma mulher de 34 anos que alegadamente sofria de “depressão psicológica”, e que foi eutanasiada tendo como justificação a sua “autonomia”.

Quinta-feira, 28 Julho 2011

A tentativa de minimizar o problema político do caso Anders Behring Breivik

Filed under: Política — O. Braga @ 6:34 pm
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A polícia norueguesa, certamente por recomendação política, declarou que Anders Behring Breivik agiu sozinho e que é um sociopata. Vemos aqui, claramente, a tentativa de varrer o problema para debaixo do tapete, para que a sujidade da casa não seja visível.
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Quarta-feira, 27 Julho 2011

Anders Behring Breivik é a expressão real e concreta do movimento revolucionário

Muita gente que escreve nos me®dia ainda não percebeu (ou não querem perceber) que o que se passou em Oslo, no caso de Anders Behring Breivik, foi um acto neonazi. A confusão surge quando, por exemplo, o confesso assassino em massa norueguês afirma que é “pró-Israel”; e sendo que se ele se afirma a favor de Israel, os me®dia tendem a considerar que ele não pode ser neonazi, porque tradicionalmente os nazis não gostam de judeus…

Um exemplo de um conservador: Alexis de Tocqueville

Não se dão conta de que o facto de o partido nazi alemão não ter gostado de judeus, tratou-se de um acidente (na linguagem de Aristóteles). E a prova disso é que os judeus não foram as únicas vítimas do nazismo. É óbvio que o neonazismo não é igual ao nazismo; a História não se repete.

O partido nazi, sendo parte do movimento revolucionário, tende sempre a eleger inimigos ontológicos (inimigos entendidos como indivíduos) a nível interno, e inimigos ideológicos a nível externo: os inimigos internos são pessoas ou grupos de pessoas, e os inimigos externos são ideias ou sistemas político-ideológicos.

Uma das premissas aceites pelo movimento conservador é a de que um conservador não pode utilizar, na sua acção política, o mesmo tipo de meios que o movimento revolucionário habitualmente usa — ou seja: a violência. Um conservador que utilize a violência não é um conservador: é um revolucionário. Anders Behring Breivik é um revolucionário neonazi.

O que está a acontecer agora, no rescaldo da infausta notícia de Oslo, é que a esquerda revolucionária — que não usa a violência na acção política somente porque (ainda) não pode — está a utilizar este caso para tentar calar a oposição política e ideológica, tentando escamotear, por exemplo, o falhanço político do multiculturalismo na Europa, que está na génese de acções tresloucadas como a de Anders Behring Breivik. E quem fala no multiculturalismo, também pode falar na crescente islamização da Europa, sendo que o Islamismo não é apenas uma religião, mas também um princípio de ordem política.

A esquerda revolucionária sempre matou milhões e milhões (mais de 200 milhões de pessoas foram vítimas do movimento revolucionário, e só no século XX !), e em barda, e pretende agora fazer crer que um neonazi que matou 92 pessoas é um conservador (e cristão!). E pior do que isso, pretende fazer crer que a acção de Anders Behring Breivik decorre das ideias conservadoras, e não da políticas sociais e culturais, concretas e reais seguidas na Europa — em geral — pelo politicamente correcto determinado ideologicamente pela esquerda marxista.

A ler: Anders Breivik’s broken family

Domingo, 24 Julho 2011

Sobre o caso Anders Behring Breivik

Para além do horror dos 92 mortos causado por essa personagem de seu nome Anders Behring Breivik, este caso suscita-me algumas perplexidades e esclarecimentos que passo a enunciar.
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