perspectivas

Segunda-feira, 18 Abril 2016

O discurso da Raquel Varela: “ou eles ou nós” é o princípio do terceiro excluído

Filed under: Política — O. Braga @ 1:02 pm
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A Raquel Varela coloca aqui o problema da oposição em relação à Esquerda: ou eles ou nós: e eles têm que desaparecer. Ela aplica à política o princípio lógico do Terceiro Excluído: Uma coisa é ou não é, P V~P; não há uma terceira possibilidade.

A corrupção generalizada no Brasil, que o P.T não só não mitigou como até fomentou, não é problema para a Raquel Varela. Para ela, o que importa é a oposição em relação à Esquerda; a superioridade moral da Esquerda está acima de questiúnculas menores relacionados com a corrupção: a Esquerda tem toda a legitimidade moral para ser corrupta.

O discurso da Raquel Varela é delirante: por exemplo, por um lado, defende o Estado Social; mas, por outro lado, critica o Estado Assistencial — como se a lógica de ambos fosse diferenciada. Não há um fio condutor no raciocínio da criatura, misturando alhos com bugalhos em uma logomaquia indizível. O conceito de Raquel Varela de “família nova, de afectos”, é extraordinário!, como se existisse uma família velha, sem afectos que é “a dos pobres que não querem ter uma família diferente”.

Que horrível cheiro a povo!, Raquel Varela!

Perante essa posição de Raquel Varela do eles ou nós, não temos outra alternativa senão alinhar com ela: ficamos à espera do dia do ajuste de contas, em que gente como Raquel Varela é erradicada como se fazem às ervas daninhas.

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Quinta-feira, 27 Janeiro 2011

A estratégia dos blogues portugueses de direita

Quando os blogues portugueses ditos de “direita” concentram praticamente toda a sua actividade em tópicos sobre a economia, estão a dar corpo e legitimidade à visão marxista da realidade, segundo a qual não só a História mas também a realidade, na sua totalidade, se resume à economia e à luta de classes. Em termos gerais, não existem hoje praticamente blogues portugueses de direita, na medida em que a maior parte deles faz o jogo político da esquerda marxista — ou seja, vive em função dessa esquerda marxista.
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Terça-feira, 25 Janeiro 2011

A fé irracional dos revolucionários e a nova censura ideológica

«A civilização pode, de facto, avançar e declinar em simultaneidade ― mas não para sempre. Existe um limite em relação ao qual se dirige este ambíguo processo; o limite é alcançado quando uma seita activista que representa a verdade gnóstica, organiza a civilização em forma de um império sob seu controlo. O totalitarismo, definido como o governo existencial dos activistas gnósticos, é a forma final da civilização progressista.»

Eric Voegelin ― “The New Science of Politics”

A revolução gnóstica inglesa está em curso; a City de Londres tem os seus dias contados.

Aconselho a leitura deste artigo em que se fala de um livro de Sean Gabb acerca da Inglaterra actual. Eu não concordo, em muita coisa, com as ideias de Sean Gabb;por exemplo: quando ele defende que a legalização da venda de drogas, nada mais faz do que corroborar o status quo neomarxista em que vive o seu país e que ele próprio critica — ou seja, ele entra em contradição. Porém, não posso deixar de concordar com as suas ideias expressas nesse artigo.
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Segunda-feira, 24 Janeiro 2011

Um pequeno sinal do colapso cultural do neomarxismo em Portugal

Uma coisa de que gostei no discurso de Cavaco Silva, foi o seu princípio : “Portugueses, quero agradecer a todos… (…)”.

Naturalmente que Cavaco Silva, como qualquer pessoa de senso-comum, entende o conceito de “portugueses” e “todos” como extensível a ambos os sexos, porque há palavras que, quando inseridas na coerência de um discurso, são semântica e convencionalmente neutras. No discurso de Cavaco Silva, está implícita a neutralidade, em termos de sexo, dos termos “portugueses” e “todos”, e o senso-comum apreende imediatamente essa neutralidade; ele há conceitos que se subsumem de uma forma “automática”.

Se fosse Manuel Alegre a dizer o mesmo discurso, começaria : “Portuguesas e portugueses, independentemente do género e etnia, quero agradecer a todos e a todas …(..)”. O discurso de Cavaco Silva, se proferido por Manuel Alegre, demoraria, pelo menos, mais 30% do tempo.

Segunda-feira, 15 Novembro 2010

A esquerda e a violência policial

Chamou-me à atenção uma noticia recente nos me®dia sobre o alegado aumento de casos reportados ao IGAI de violência policial. Entretanto, no FaceBook fui convidado a participar num grupo que se diz pretender denunciar a violência policial, e que tem neste blogue (Plataforma Contra a Violência Policial) uma expressão pública.
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Segunda-feira, 25 Janeiro 2010

A afirmação política do pensamento único

« Hugo Chavez , Presidente da Venezuela, mandou encerrar cinco canais da televisão por cabo por estes se recusarem a transmitir um discurso o seu. »

in “Correio da Manhã”

Temos a tendência a criticar Hugo Chavez, mas não nos perguntamos como foi possível que a Venezuela pudesse chegar ao ponto a que chegou, por um lado, e se o processo revolucionário neomarxista venezuelano não existe em formatação “soft but in progress” nos dois Estados da península ibérica, como na América do Sul em geral.

Desde logo, parece-me óbvio que existe uma tentativa de estender a lógica chavista a todos os países da América do Sul, incluindo o Brasil de Lula da Silva. O problema dos mentores do Foro de São Paulo é que o Brasil (como a Argentina e o Chile) não é exactamente a mesma coisa que a Venezuela, porque naquele país ainda subsiste uma massa crítica conservadora defensora da democracia tradicional. (more…)

Quarta-feira, 20 Janeiro 2010

Para onde vai Manuel Alegre?

Há dias circulava no Facebook uma moção, alegadamente promovida por militantes do bloco de esquerda, no sentido de se angariar apoios para convencer o dr. Fernando Nobre [da AMI] a candidatar-se às próximas eleições para a presidência da república. Não tardou muito tempo, depois dessa iniciativa virtual numa rede social, para que Manuel Alegre desse o seu grito do Ipiranga, desta feita em Portimão rodeado não só por bloquistas como até por dissidentes do partido comunista. Naturalmente que em política temos que acreditar em coincidências, porque de contrário dávamos em doidos; ou então, sempre podemos dizer como o velhinho: “em política, o que parece, é”.
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Domingo, 12 Julho 2009

O novo livro de Eduardo Lourenço

Eduardo Lourenço lança esta semana um novo livro com o título “Esquerda na Encruzilhada ou Fora da História?”, através da editora Gradiva. Na versão impressa do Jornal de Notícias de hoje, tive acesso a duas páginas de jornal com uma amostra do livro. Passo a citar um trecho do texto publicado no JN:

«A essência do socialismo é a de ser ― até onde é pensável ― uma ideologia do não poder. É inútil buscar mais longe a razão última dos seus limites e dos seus desvaires como ideologia e como política, sem falar da sua inanidade como cultura. Se o socialismo no Ocidente como horizonte e referência de milhões de pessoas deixou de estar na moda ― a ponto até se ter tornado “impopular”… ― à sua incapacidade de ser uma outra visão do Poder e uma outra ética do seu exercício, em grande parte o deve. Não que a do capitalismo neoliberal ou globalizante seja melhor, pois é impossível, mas tão só e apenas porque o socialismo nasceu e só tem sentido como crítica, resistência e contenção dos malefícios ou efeitos desumanizadores do capitalismo. Esgota-se ou está esgotado por isso um socialismo que já não pode impedir o seu triunfo ou limitar os seus efeitos nefastos?

Neste ofício angelista o socialismo não deixou a sociedade entregue aos seus demónios, limitou-os e limitou-os como Poder ― mesmo sobre outro nome, como reformismo ― mas a sua impotência, ao menos aparente, está pedindo é uma autêntica revisitação da sua mitologia, simultaneamente sublime e simplificadora. Entre os escolhos simétricos da “má consciência” da História (como capitalismo) e da “boa consciência” dessa História (como socialismo), a senda é estreita. Tão estreita neste momento que aparece fora de alcance. O tipo de sociedade em que nos convertemos é tão alienado e alienante que nem a mais magnífica utopia que inventámos para dar um futuro com o nosso rosto é capaz de convocar a paixão e o sonho que a fizeram nascer. Tanto pior para nós. »

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Terça-feira, 16 Junho 2009

As contradições do marxismo

Este artigo de Olavo de Carvalho faz uma análise objectiva do que significa o marxismo em termos práticos, e foi escrito de uma forma que toda a gente pode entender.

Nas últimas eleições europeias, dois partidos marxistas [Bloco de Esquerda e o Partido Comunista] conseguiram (os dois somados) mais de 20% dos votos. Naturalmente que muitos portugueses que votaram nesses dois partidos marxistas ou não sabem o que é o marxismo, ou desvalorizam a vertente ideológica dando mais importância às agendas políticas de circunstância e oportunistas que fazem a bandeira da “justiça” e da “igualdade”.
Porém, existem pessoas ― principalmente os mais jovens ― que acreditam na “fé marxista” como isenta de qualquer incoerência; é para as pessoas da “fé marxista” que escrevo este postal.

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Quarta-feira, 4 Fevereiro 2009

A intolerância da religião do ateísmo

A maioria dos Estados da União Europeia, controlados pela maçonaria, adoptam uma nova religião de Estado: o ateísmo. Em nome da prevalência e do exclusivismo dessa nova religião de Estado, deu-se início a uma nova Inquisição medieval em pleno século 21.

O que está em causa com a crítica ao movimento do Novo Ateísmo que se organiza a nível internacional, não é a propaganda do ateísmo como uma visão peculiar da realidade, mas a tentativa deliberada de limitar a liberdade individual do cidadão em geral, impedindo-o de livremente seguir uma outra religião que não a ateísta.

Exactamente na medida em que o movimento ateísta pretende restringir a liberdade individual, faz parte integrante de uma agenda política claramente totalitária que se desenha nos areópagos internacionais, nomeadamente em organismos da ONU como é o caso da UNESCO.

Caroline Petrie

Caroline Petrie

Caroline Petrie é uma enfermeira inglesa que trabalhava para uma empresa que se dedica à assistência domiciliária a idosos doentes. Numa visita a uma senhora idosa que necessitava de cuidados de enfermagem, e antes de sair de casa dela, Caroline perguntou à idosa “se queria que rezasse pelas suas melhoras”, ao que a senhora idosa respondeu que não precisava das orações da enfermeira.

Acontece que a tal senhora idosa queixou-se à empresa onde a enfermeira Caroline trabalhava, e a empresa suspendeu-a sem vencimento desde 17 de Dezembro de 2008, e Caroline foi obrigada a frequentar um curso sobre “Igualdade e Diversidade”, não se sabendo ainda se será reintegrada na empresa ou não. A razão alegada pela empresa para a suspensão sem vencimento da enfermeira Caroline foi a de que ela “não demonstrou um comprometimento pessoal em relação à igualdade e diversidade” (sic).

Vamos tentar racionalizar o caso da Caroline Petrie.
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Sábado, 13 Dezembro 2008

A Pós-democracia está ligada exclusivamente ao capitalismo?

Filed under: Política — O. Braga @ 6:50 pm
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A “pós-democracia” é um sistema político em que a democracia representativa fica cativa das elites totalitárias que se representam exclusivamente a si próprias.

Não, necessariamente. A Pós-democracia está ligada ao “establishment” político controlado por uma elite ― trata-se de uma tirania ― mas não necessariamente uma plutocracia.
A luta política actual tem como objectivo estabelecer a elite preponderante no futuro, e não se coloca já em causa, entre as elites políticas totalitárias, a ideia de que a democracia é um sistema político que pertence ao passado.

O que está a acontecer na Europa ― e nos Estados Unidos de Obama ― é um compromisso político entre a Esquerda neomarxista, de clara tendência totalitária, e a plutocracia global, no sentido da sinificação” (neologismo; de “sino”, relativo a “China”; transformação do mundo à imagem da actual China) do mundo, estabelecendo-se assim o princípio universal de “dois sistemas, um planeta”, em que o Poder Global é repartido por ambos os totalitarismos: o neoliberal e o neomarxista, relegando a democracia para um sistema-proforma em que as eleições não contam ― ou contam muito pouco ― para a definição do Poder.
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Sexta-feira, 15 Agosto 2008

A estética, segundo Kant, Kierkegaard e Adorno (3)

Teodoro Adorno foi um marxista cultural; sobre o marxismo cultural, ler isto ― só percebendo o que é o marxismo cultural se poderá entender o juízo estético de Adorno.
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