perspectivas

Domingo, 12 Maio 2013

A psicologia científica de urinol

Um bêbedo entra num urinol, saca um testículo para fora da braguilha, faz força, urina no interior das calças, e depois desata a berrar que tem “os testículos rotos!”…

A ciência está igual ao bêbado: descobre uma determinada partícula a que chamou de “bosão de Higgs”, identificou essa partícula com o Graviton (*), e porque essa partícula — que a ciência diz (alegadamente) ser o Graviton — tem um campo baixo de energia, conclui a ciência que o Big Bang não existiu, que o universo surgiu do nada e é eterno (não sei como é possível uma coisa “surgir do nada” e ser simultaneamente “eterno”: mas isso sou eu, que sou estúpido).

C’a Gand’a ciência!

O problema da ciência com o Big Bang, é ideológico, e por isso não é científico. Ou seja: o problema da ciência é que a merda da teoria do Big Bang, e das estúpidas inferências de facto que levaram a ela, é coincidente com a porcaria da metáfora do Génesis bíblico!

Mas C’a Gand’a Treta do Big Bang!

Para a ciência, em vez da teoria do Big Bang inferida da estupidez factual da radiação de base e da maldição obscurantista do efeito de Doppler (Hubble) — é preferível uma teoria que recuse o princípio de causalidade e que defenda a ideia segundo a qual “o universo surgiu do nada”.

C’a Gand’a metafísica! Quanto mais esta ciência “avança”, mais o bêbedo tem razão!

(*) o Graviton é o “missing link” da Física: é a partícula charneira entre a força quântica e a força entrópica da gravidade.

Sexta-feira, 3 Maio 2013

E ainda há estúpidos que dizem que o Homem surgiu por acaso

“O cérebro humano consta aproximadamente de 12 biliões de neurónios e o número de interconexões entre eles é superior ao das partículas atómicas que constituem o universo inteiro”

Richard Thompson, ”Introduccion à la psicologia fisiológica”, Harla, México, 1975

Se tivermos em atenção que o número de partículas elementares longevas existentes no universo está calculado pela astrofísica em 10^80 (1 seguido de 80 zeros), a realidade do cérebro humano seria, por assim dizer, assustadora. Mas a informação que eu tenho é um pouco diferente. Parece-me que em 1975 Richard Thompson ainda não tinham a informação que existe hoje disponível.


As informações provenientes dos órgãos dos sentidos são transmitidas ao cérebro humano onde se encontram cerca de 15 mil milhões de células nervosas: os neurónios.

Os neurónios de um só ser humano médio estão ligados entre si através de cerca de 10^15 (1 seguido de 15 zeros) pontos de transmissão, a que chamamos de “sinapses”. Seriam precisos mais de 30 milhões de anos, se quiséssemos registá-las à velocidade de uma sinapse por segundo.

Se quiséssemos testar os estados possíveis de apenas 130 neurónios de um ser humano, necessitaríamos de um computador gigante que, para tal efeito, precisaria de 20 mil milhões de anos!!! E se quiséssemos testar todos os neurónios do cérebro humano, o número de operações necessário perder-se-ia no infinito (que não existe na condição finita do nosso universo), ou seja, ultrapassaria o limite da constante cosmológica da natureza que é de 10^120 (1 seguido de 120 zeros, segundo a Teoria Finística do Conhecimento do biofísico Alfred Gierer).

E depois disto, ainda há estúpidos doutorados e munidos de um alvará de inteligência que dizem que “o ser humano surgiu por acaso, através de uma selecção natural que funciona mediante mutações aleatórias e por intermédio de pequenos passos“!

Quarta-feira, 1 Maio 2013

O darwinismo e a memória humana

Filed under: filosofia — O. Braga @ 9:01 am
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Embora invoque uma determinada teoria que pretende ser científica (o darwinismo, ou a síntese darwinista), e que só é teoria científica é porque é absolutamente refutável, este texto é menos científico do que filosófico:

“Quando falamos de cérebro temos de especificar se se trata de todo o cérebro ou apenas do córtex cerebral, pois há toda outra parte do cérebro, a parte mais antiga (sob o ponto de vista de desenvolvimento das espécies) que é a parte mais intimamente ligada com as emoções”.

Hoje, não é possível pretender afirmar uma verdade científica sem mentir.

1/ O texto, que pretende ser filosófico, fala-nos da importância da memória na aprendizagem, mas de uma forma que nos induz a ideia de que não existe epistemologia sobre o assunto em causa, para além dos últimos 50 anos. Porém, Aristóteles já falava na importância do “hábito” na educação dos infantes, e por toda a Idade Média e na Escolástica perpassou a ideia de habitus, desde S. Anselmo a S. Boaventura e a S. Tomás de Aquino (só para falar de alguns). Entre outras coisas, o habitus significava a educação pela repetição e memorização; por exemplo, na Idade Média era normal que os educandos lessem os textos em voz alta, para que assim memorizassem melhor e mais rapidamente.

Porém, com o advento do Positivismo, aconteceu na Europa um corte epistemológico radical, e todas essas práticas e teorias educativas milenares foram progressivamente atiradas para o baú do obscurantismo, porque se partiu do princípio idiota segundo o qual tudo que se relacionasse, directa ou indirectamente, com a metafísica, deveria ser erradicado da memória histórica e epistemológica – e como se o Positivismo não fosse, ele próprio, uma metafísica!. Com o pós-modernismo, tudo o que fosse anti-cultura passou a ser oficialmente adoptado.

2/ O trecho citado acima parte do princípio segundo o qual “a parte mais antiga” do cérebro humano é uma espécie de “precursor físico” que demonstra que o homem é uma espécie de macaco transformado por mutações aleatórias e por pequenos passos evolutivos, através da selecção natural darwinista. Naturalmente que se trata de uma estória, de uma narrativa que não explica como é que o cérebro do homem e do macaco têm um ancestral comum. A ciência é, assim, entregue à imaginação de uma plêiade de iluminados que transforma um simples postulado em um paradigma que molda toda a cultura intelectual e antropológica.

Seria como se alguém perguntasse a quem escreveu aquele texto (*):

“Como se faz uma aparelhagem de som estereofónica?” E a resposta viesse breve e sem hesitação:

“Fácil! Ligamos um conjunto de colunas a um amplificador, acrescentamos um leitor de CD’s, um receptor de rádio e um leitor de cassetes. E pronto!, temos a aparelhagem feita e explicada! Como se vê, só um burro criacionista como você não percebe isto! Veja lá se derrete o alcatrão que tem no cocoruto do seu cérebro, e faça um esforço para aprender alguma coisa!”

E pronto, o cientista darwinista explica assim como se faz uma aparelhagem estereofónica; e baseando-se na sua autoridade, toda a gente politicamente correcta e “inteligente” segue essa estória. Trata-se de uma religião que afirma que os outros – os cépticos do darwinismo – é que são os religiosos.

3/ Outro argumento implícito no texto – porque o darwinismo está sempre implícito em qualquer narrativa “científica” – é o de que a parte mais antiga do cérebro humano desenvolveu-se de outras espécies devido a uma certa constituição comum de ADN entre essas diversas espécies.

Mais uma vez está aqui patente a ideia de “precursor físico”: seria como se alguém dissesse, por analogia, que um computador portátil actual tivesse evoluído de um antepassado comum através de pequenos passos aleatórios e mediante a selecção natural.

Porém, dois manuais de instruções de dois computadores de modelos diferentes (ou, por analogia, a estrutura comum de dois tipos diferentes de ADN), produzidos pela mesma companhia, podem ter muitas palavras iguais, frases, e até parágrafos, sugerindo um antepassado comum – talvez o mesmo autor tenha redigido os dois manuais. Mas comparando as sequências de letras nos manuais de instruções, nunca nos revelará se um computador pode ser gradualmente engendrado a partir de uma máquina de escrever (*).

4/ o que parece ser certo é que um paradigma intrinsecamente falso – a evolução mediante pequenos passos, a partir de um ancestral comum segundo mutações aleatórias, e por selecção natural – se tornou numa verdade absoluta, e a tal ponto que essa mentira está implícita em qualquer afirmação de carácter científico. Hoje, não é possível pretender afirmar uma verdade científica sem mentir.

(*) citações de Michael Behe, “A Caixa Negra de Darwin”.

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