perspectivas

Quarta-feira, 24 Fevereiro 2016

O progresso é imparável: a Suécia prepara-se para legalizar a necrofilia

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 11:29 am
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Para o leitor menos familiarizado com estas coisas, a necrofilia é a prática de acto sexual com pessoas mortas. ¿Haverá alguma coisa mais progressista do que fornicar uma mulher morta? Se o Bloco de Esquerda e o João Semedo sabem disto, vamos ter mais uma causa fracturante no paralamento.

necrofiliaO Direito romano introduziu o conceito de “excentricidade da relação jurídica”, que significa a impossibilidade de que, em uma mesma relação, coincidisse a posição do sujeito com a do objecto, ou seja, a “utilidade da coisa” (res utilitas) impunha-se como condição fundamental do direito. Neste sentido, o cadáver humano (mortuus homo) era considerado como impossível de identificar como objecto jurídico, porque era considerado absolutamente inutilizável e totalmente privado de utilidade (utilitas).

Mas o progresso e a evolução tornaram ridículo o fundamento romano do Direito. O argumento progressista, de Esquerda ou liberal, é o de que “a lei não deve moralizar”, e que “o indivíduo tem o direito de decidir sobre o seu corpo, mesmo depois da morte”.

Portanto, uma mulher, por exemplo, pode pedir a eutanásia reclamada pelos progressistas, embalsamar o corpo, e permitir assim que o amante continue a fornicá-la para além da morte. É o que se chama “ressurreição progressista do corpo” — em contraponto à velha e caduca ideia de ressurreição cristã.

Além disso, a necrofilia dá toda a garantia de que a mulher não engravida, o que contribui activamente para apagar a pegada ecológica e para restringir o Aquecimento Global. A eutanásia, a necrofilia, o aborto e a homossexualidade garantem o futuro da humanidade.


Adenda: vemos aqui uma imagem do artigo original, uma vez que o artigo poderá ser eliminado pelo jornal.

Quarta-feira, 16 Julho 2008

A inconsequência causal

O argumento libertário mais utilizado para a extrusão legal dos seus próprios valores para substituição dos nossos valores civilizacionais e históricos colectivos, é o argumento da “inconsequência causal” do acto cultural.
Por exemplo, quando os libertários (de esquerda e de direita) defendem a legalização do consumo e venda das drogas leves (liamba, haxixe, etc.) fazem-no invocando o argumento da “inconsequência causal”: segundo este argumento, a legalização das drogas leves não leva necessariamente à legalização das drogas duras; a legalização da venda e consumo da liamba não significa, per si, que a heroína venha a ser legalizada, porque (dizem) não existe uma relação de causa-efeito entre as duas situações e não existe uma razão que justifique que a legalização de uma situação levaria à legalização de outra. Para ilustrar este argumento, os libertários recorrem ao caso da venda e consumo de álcool, que é legal, enquanto que a venda e o consumo de drogas, em geral, é ilegal.

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