perspectivas

Sexta-feira, 28 Fevereiro 2014

O problema da natalidade e a classe política

 

O governo do Partido Social Democrata e do CDS/PP criou uma comissão para estudar o problema da baixa natalidade em Portugal.

pai e maeOuvi ontem a opinião de Manuela Ferreira Leite na TVI24 acerca deste assunto e fiquei com um mau presságio acerca desta comissão governamental — aliás, ultimamente tenho andado em desacordo com Manuela Ferreira Leite, porque me parece que ela reduz toda a realidade à economia (quando lhe convém): por um lado, ela fala de “valores” quando se refere ao respeito que se deve ter em relação às pessoas idosas; mas, por outro lado, já diz que a razão pela qual a natalidade baixou é a de que “a vida está difícil”, mesmo sabendo que antes da crise de 2008, a natalidade já evoluía em baixa. Manuela Ferreira Leite tem que se convencer que a natalidade também é uma questão de “valores”.

Em dez anos de adesão ao Euro, a classe política destruiu valores essenciais que sub-jazem à família que, por sua vez, é a verdadeira base da natalidade que garante o futuro da sociedade.

Em primeiro lugar, a classe política baniu a representação protocolar da Igreja Católica nas cerimónias do Estado. Trata-se apenas de um símbolo, mas que tinha um significado societário profundo, uma vez que a Igreja Católica é defensora da família natural e dos valores do Direito Natural contra o aborto. Mas a classe política em geral preferiu ceder à aliança entre a esquerda radical e a maçonaria, banindo a Igreja Católica do protocolo do Estado.

foi-cesarianaDepois, a classe política instituiu o “divórcio sem culpa e na hora”. Divorciar passou a ser tão fácil quanto beber um copo de água, e as crianças e as mulheres mães foram as mais prejudicadas. Mais uma vez, a classe política cedeu à aliança entre a esquerda radical e a maçonaria. É óbvio que em uma situação em que o homem é irresponsabilizado por lei, as mulheres tendem a não ter filhos e a alimentar o negócio do aborto. A lei do “divórcio sem culpa e na hora” é — esta sim! — uma lei sexista e que apenas beneficia o homem irresponsável.

Logo a seguir, a classe política legaliza o “casamento” gay — mais um prego no caixão da natalidade! O símbolo cultural da instituição do casamento continuava a ser destruído pela classe política, que mais uma vez cedeu ao jacobinismo, comum à esquerda radical e à maçonaria. A partir daqui, não há dinheiro nem economia forte que faça recuperar o simbolismo cultural perdido (a não ser por via de uma ditadura qualquer). É o futuro da democracia que está hoje em perigo, e foi esta classe política presentista e irresponsável, que se diz “democrática”, que colocou a democracia em rota de colisão com a realidade.

A seguir, a esquerda radical aliada à maçonaria preparam-se para legalizar a adopção de crianças por pares de invertidos, a procriação medicamente assistida fora do núcleo familiar, as “barriga de aluguer” e o tráfico de crianças. É a cereja no topo do bolo da destruição da família natural e a redução da natalidade a uma espécie de “capricho do indivíduo” — quando anteriormente a co-responsabilização em relação aos filhos paridos pela mulher era um dever assumido pelo homem.

Neste contexto, ¿que sentido faz uma comissão governamental para estudar o problema da baixa natalidade em Portugal? Nenhum, porque os sinais que a classe política — incluindo o CDS/PP e o Partido Social Democrata — passam para a sociedade são contraditórios (estimulação contraditória).

Segunda-feira, 27 Janeiro 2014

A União Europeia, o Euro e a natalidade portuguesa

 

O Alexandre Homem de Cristo comete aqui um erro que é useiro e vezeiro por parte de uma certa “intelectualidade” ocidental (não é só portuguesa): a ideia segundo a qual a baixa taxa de natalidade está directamente ligada à economia.

O que eu vou dizer a seguir não pode ser provado, mas estou convencido de que se o ordenado mínimo nacional fosse neste momento de 5.000 Euros mensais e a taxa de desemprego fosse de 3 ou 4%, a taxa de natalidade portuguesa não aumentaria significativamente por isso. Aliás, temos o exemplo da Alemanha que demonstra o que eu quero dizer. Portanto, olhar para as “experiências internacionais”, como se sugere, não levará a nada, porque essas “experiências internacionais” — maioritariamente do Ocidente — serão apenas paliativos que “empurram” o problema demográfico lá mais para diante no tempo.

A evolução demográfica alemã tem-se salvado por causa dos imigrantes (maioritariamente islâmicos) que não deixam de se reproduzir. Mas, mesmo assim, a taxa de natalidade alemã está longe daquela que se verifica em França também graças aos imigrantes. Porém, os imigrantes de segunda geração tendem a seguir os valores da cultura dominante, o que significa que a taxa de natalidade actual na Alemanha e em França serão “sol de pouca dura”.

Portanto, a experiência diz-nos que a taxa de natalidade não é uma questão de dinheiro: o problema é outro, bem diferente, e de tal forma grave e complexo que nem quero falar dele aqui para não ser condenado à fogueira do politicamente correcto.

“Há uma enorme diferença entre a França e a Alemanha, quando 650 a 680 000 jovens que entram no mercado de trabalho na França, há menos de 350 mil na Alemanha. Calculamos que a taxa de desemprego seria se a Alemanha tivesse a mesma dinâmica populacional França: teria 1,5, 2.000,000 desempregados a mais. Alemanha pode-se dar ao luxo de ter uma política que só é bem sucedida no curto prazo, pois é uma população em declínio. No entanto, os países que tão diferentes como a Alemanha e a França em demografia, com uma taxa de fertilidade de 1,6 em comparação com 2,05 – que é uma grande diferença – são forçados pelo euro a terem a mesma política económica.”

A União Europeia está a caminho de uma guerra quando procurava a paz.

Quarta-feira, 4 Dezembro 2013

A solução do problema demográfico passa por uma relação directa entre o IRS e a filiação

 

Face ao decréscimo da taxa de natalidade (número médio de filhos por mulher), alguns países da Europa (os mais ricos) estabeleceram um valor pecuniário de incentivo à natalidade. Porém, esse tipo de incentivos só funciona em relação às classes mais baixas: as classes médias e altas prescindem desse incentivo e, na maior parte das vezes, prescindem também dos filhos.

A solução do problema demográfico passa por uma relação directa entre o IRS e a filiação.

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Sexta-feira, 16 Novembro 2012

Portugal é um país com uma elite política contra a família

«Esta semana, a pátria teve um leve sobressalto quando viu a taxa de natalidade, mas o assunto voltou rapidamente à colecção de não-assuntos.
Eu compreendo: se começassem a falar de apoios à natali­dade, políticos, jornalistas e comentadores ainda perdiam, coitadinhos, as credenciais progressistas. Como se sabe, esses assuntos são coisas de fachos e reaças, e há que manter a feira das vaidades moderninhas e pós-moderninhas até ao fim. Mas, se não se importam, eu gostava muito de deixar um post-it reaça no frigorífico progressis­ta da pátria: se nada for feito ao nível das políticas de família, Portugal vai atravessar um inverno demográfico que criará a tempestade perfeita. A actual crise é um pequeno aguaceiro ao pé do “Sandy” demográfico que estamos a cozinhar.»

via Logos: Diário de um Pai – por Henrique Raposo.

A actual política cultural negativa em relação à família é propositada. Não se trata apenas de incúria ou desmazelo “tuga”. É uma política pensada, estruturada e orientada, que não abrange apenas a Esquerda, mas também a denominada “Direita”.

¿Alguém já viu, por exemplo, o José Pacheco Pereira escrever uma linha— apenas uma, que seja! — no seu blogue, acerca da política da família em Portugal? Ninguém viu nem nunca verá, porque a chamada “direita” faz parte do problema. Políticos da “não-esquerda”, como o José Pacheco Pereira, desempenham o papel da elite política menchevique na “estratégia de tenaz” de Lenine, fechando à direita a política bolchevique. Portugal é um país de elite política e cultural de Esquerda; a Direita praticamente não existe — embora exista, de facto, uma Direita sociológica.

Ainda ontem fiz menção, aqui, da opinião de uma ministra do governo de “direita” inglês, Lynne Featherstone, que afirmou publicamente que as mulheres não iguais ao homens porque “ainda ficam grávidas”. “Ainda” é um advérbio temporal, que significa “por ora”, “até agora”. Esta visão da ministra inglesa acerca da maternidade não é só dela: é, cada vez mais, europeia.

A obsessão com a igualdade da mulher em relação ao homem impõe uma política que faz com que os casais com filhos passem a ser discriminados perante a lei. Tal como acontece com a adopção de crianças por duplas de homossexuais, uma putativa e alegada injustiça em relação a uma minoria cria uma outra injustiça ainda maior que tem reflexos negativos em toda a sociedade.

[ Ficheiro PDF ]

Quinta-feira, 4 Março 2010

Os animais que falam

Há dias escrevi aqui sobre a estratégia da mente revolucionária que substitui sistematicamente a razão pela emoção, por um lado, e a discussão de ideias pelo insulto, por outro lado. Se alguém se atreve a redigir uma proposta para discussão que atente contra a sua religião política, a mente revolucionária não analisa nem contesta: limita-se a insultar. (more…)

Sábado, 2 Janeiro 2010

A esquerda trabalha para o desaparecimento de Portugal

Em 223 países do mundo, Portugal ocupa o lugar 187 na taxa de fertilidade (1,49 crianças por mulher). Por exemplo, Cabo Verde ocupa o lugar 69, com uma taxa de 3,07. A taxa mundial média é de 2,58 crianças por mulher, o que significa que a taxa de fertilidade da população mundial está um pouco acima da taxa de reposição (2,1 crianças por mulher). O que acontece é que países como Portugal estão a sacrificar a sua existência no futuro para que outros países possam garantir a sua continuação histórica ― os políticos portugueses de esquerda trabalham activamente para o desaparecimento de Portugal.

Na Europa, e para além da Albânia com 70% de população islâmica e com uma taxa de 2,1 ― surge em segundo lugar a França com uma taxa de fertilidade de 1,98 mas não devemos esquecer o crescimento geométrico da população islâmica imigrante nesse país. A Irlanda católica e sem lei do aborto surge com uma taxa de 1,85 e é o terceiro país europeu com maior taxa de fertilidade por mulher. Se considerarmos a Alemanha com 1,41, ou a Itália com 1,31, a Espanha com 1,31, e a Inglaterra com 1,66, a Polónia com 1,26 ― e só para falar nos países europeus mais populosos, apercebemo-nos de que a Europa pós-modernista e pós-cristã caminha rapidamente para o seu fim.

O que determina a taxa de reposição demográfica — e para além dos incentivos estatais concretos à natalidade e maternidade — é a cultura, em grande parte propagandeada pelos me®dia; e mesmo nos países europeus governados pela direita política, a cultura já foi envenenada pelo niilismo das ideias de esquerda (marxismo cultural ou o politicamente correcto). O feminismo e o gayzismo são as armas ideológicas da esquerda neomarxista e niilista que já contaminaram a direita dita “moderada”, como é o nosso PSD.

Quinta-feira, 30 Julho 2009

A matança de homossexuais será inevitável na Europa

A inconsciência dos políticos europeus é assustadora. Vejam o vídeo abaixo (17 MB, em língua portuguesa) clicando na imagem.

Clique p/ ver

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http://www.youtube.com/watch?v=e8mFeWLwJx8


José Sócrates, Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa, deveriam ser julgados em tribunal pelo mal que estão a fazer a Portugal.

eurabia-olhando-futuro

Quando vemos o programa de governo do partido socialista liderado por José Sócrates, que depois do aborto quer agora o “casamento” gay, e perante os factos que são insofismáveis que vemos no vídeo e que não deixam dúvidas, qualquer pessoa com um mínimo de inteligência pode prever que os gays vão ser massacrados dentro de pouco tempo ― e na Europa, já não em países do terceiro-mundo. O esquerdismo está a trabalhar activamente para a sua própria aniquilação, e o pior é que vamos todos juntos na enxurrada.

Em vez de seguir uma política de convivência social saudável e moderada, que garanta à sociedade os valores éticos e morais necessários para que, dentro do Cristianismo, a garantia da sobrevivência da nossa cultura possa ser conseguida através de taxas de natalidade suficientes, a esquerda, através de José Sócrates, leva a cabo uma política cultural niilista que acabará por trazer resultados exactamente opostos aos que prescreve e anuncia: dentro de poucos anos, ser paneleiro na Europa significará ― e não tenho qualquer e menor dúvida disto ― a pena-de-morte.

O Islão é um princípio de ordem e não uma religião normal; pode ser comparado a uma “singularidade”.

Em termos matemáticos, uma “singularidade” é um ponto em um determinado domínio de uma função no qual o valor da função se torna indefinido. Em uma singularidade típica, a função “aponta para o infinito”, ou seja, na área em torno da singularidade, o valor da função aumenta à medida que se aproxima da singularidade. Na astrofísica, o buraco-negro é também referido como uma “singularidade”. Quando a matéria de uma estrela em fim de vida é comprimida para além de um terminado ponto ― conhecido como “radius de Schwarzchild” ―, torna-se impossível a alguma coisa escapar à sua gravidade, produzindo um ponto de massa de uma “densidade infinita”. Na singularidade, as leis da Física deixam de ser aplicáveis.

Quando a população islâmica atinge uma determinada percentagem da sociedade europeia, esta entra numa “singularidade” e o Direito Positivo europeu (as leis da Europa herdadas do direito romano, do Cristianismo e da nossa cultura) entram automaticamente em colapso. Quem acredita que a cultura europeia sobreviveria numa situação de “singularidade islâmica”, está estupidamente errado.

José Sócrates, Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa, deveriam ser julgados em tribunal pelo mal que estão a fazer a Portugal.

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Mais uma palhaçada de Sócrates

Conta Poupança Futuro “medida divertida” que “não serve”

A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas acusou hoje o PS de “não perceber nada” de incentivos à natalidade ao apresentar “medidas divertidas” como a conta poupança futuro de 200 euros “que não serve para rigorosamente nada”.

O programa eleitoral do PS, que vai ser apresentado hoje, propõe a criação de uma conta poupança futuro de 200 euros por cada bebé nascido no país, cujo depósito só poderá ser levantado quando a criança completar 18 anos.

Em declarações à Lusa, o porta-voz do PS, João Tiago Silveira, defendeu que esta medida tem quatro “vantagens”: “incentiva a conclusão do ensino obrigatório”, porque só aí pode ser mobilizada, “incentiva a criação de hábitos de poupança”, “permite que o jovem se possa autonomizar” e é também uma “medida de apoio à natalidade”.

Já para o presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), Fernando Ribeiro e Castro, esta proposta “mostra que o PS não percebe rigorosamente nada do que se está a passar”.

Lembrando que a taxa de natalidade em Portugal é de 1,3, Fernando Ribeiro e Castro considera que a atribuição de “200 euros para uma conta não serve para rigorosamente nada”, já que “os pais precisam de apoio quando têm os filhos a seu cargo”.

“Esta é uma medida divertida”, concluiu o presidente da ANFN, sugerindo que o executivo devia “perguntar a quem sabe” e “olhar à sua volta”, seguindo os exemplos de sucesso que já foram aplicados na Europa.
A Associação de Famílias Numerosas enviou aos partidos políticos uma lista de 10 medidas que julgam essenciais para incentivar a natalidade: “Esperamos que as analisem e, se estiverem de acordo, que as coloquem no seu programa eleitoral”.

Na lista consta a obrigatoriedade de todos os livros escolares “sem excepção” serem reutilizáveis e a atribuição de um abono de família de 100 euros mensais por filho, independentemente da idade da criança e rendimento e estado civil dos pais.
“Na Europa, as famílias recebem em média cerca de 150 euros por mês por cada filho”, concluiu Ribeiro e Castro.

(fonte DN)

Primeiro, o inginheiro sanitário diz que o aborto é coisa boa; depois, antes das eleições, vem com esta palhaçada.


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Segunda-feira, 16 Fevereiro 2009

A Quaternidade Apocalíptica

Filed under: ética,politicamente correcto — orlando braga @ 3:31 pm
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mulherUma das características do politicamente correcto é o de que a informação só é boa se vier da esquerda, isto é, a verdade só existe se vier de uma fonte de esquerda ― tudo o que não vem de uma fonte de esquerda é, à partida, mentira. Este preconceito politicamente correcto é negativo, isto é, não admite discussão “a priori”, é uma verdade absoluta.

Porém, na complexidade do nosso mundo, a plutocracia já se apoderou da esquerda, ou como se costuma dizer em linguagem marxista, “a esquerda foi recuperada pelo sistema capitalista”. Isto significa que a esquerda tem que se repensar a si própria de forma a se desmarcar do poder capitalista. Dou um exemplo.

Arie Hoekman é o líder da UNFPA (Fundo das Nações Unidas para a População). Todos sabemos quem comanda a ONU: os mais ricos do mundo; disto não há quaisquer dúvidas.
Num colóquio realizado recentemente na cidade do México, Hoekman disse que a falência da instituição da família, longe de ser uma crise e uma coisa negativa, significa “o triunfo dos direitos humanos” (link PDF). Mais disse que os altíssimos índices de divórcio e de mães solteiras não representam uma crise social, mas antes representam “o triunfo dos direitos humanos contra a família patriarcal”.
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Sexta-feira, 11 Julho 2008

O casamento também serve para procriar

José Sócrates diz que a procriação através do casamento é coisa “pré-moderna”. Para o Sr. Pinto de Sousa, o casamento não serve para procriar, e a procriação pelo casamento não é coisa que se faça.
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Domingo, 6 Julho 2008

Semântica politicamente correcta

A palavra “natalidade” queima a língua do governo socialista. Vejam a declaração do representante da Segurança Social no programa da RTP1, “Barriga de Amor”:

A função do governo não é promover a natalidade, mas é antes a de criar as condições para que a maternidade seja facilitada, nomeadamente através da criação de estruturas sociais adequadas como creches e infantários, de apoios financeiros e da revisão da lei laboral que apoie as mulheres grávidas, etc.”

Em suma: a função do governo de Sócrates não é promover a natalidade, é antes a de promover a natalidade. Uma coisa é promover a natalidade, e outra coisa é promover a natalidade.

Promovendo a natalidade, o governo de Sócrates estaria a interferir com o conceito de família e com a necessidade implícita de proteger a união entre um homem e uma mulher (ofendendo a Opus Gay e a ILGA Portugal), enquanto que, pelo contrário, promovendo a natalidade o governo limita-se a apoiá-la sem preconceitos sobre a reprodução associada à união entre um homem e uma mulher. Segundo o representante deste governo, uma coisa não tem nada a ver com outra.

Quarta-feira, 2 Julho 2008

A política é, antes de tudo, cultura

Ferreira Leite admite discriminar “casais” gay

Admiro a coragem política de Manuela Ferreira Leite. Pedro Passos Coelho, cobardemente, fugiu a uma pergunta semelhante.

Os políticos europeus em geral já vão entendendo que não se pode tratar de forma igual situações que são diferentes. Não se pode equiparar um família composta por homem e mulher, que normalmente garantem o futuro da sociedade através das crianças que nascem, com outro tipo de associações heterodoxas por mais “amor” que se reclame para legitimar a igualdade estatutária do casamento.

“Admito que esteja a fazer uma discriminação porque é uma situação que não é igual. A sociedade está organizada e tem determinado tipo de privilégios, tem determinado tipo de regalias e de medidas fiscais no sentido de promover a família”. E a seguir especificou que essas medidas eram “no sentido de que a família tem por objectivo a procriação”. Visando os chamados casamentos gay, ainda fez um acrescento. “Chame-lhe o que quiser, não lhe chame é o mesmo nome. Uma coisa é o casamento, outra é outra coisa qualquer”, disse.

Quando tratamos de forma igual situações diferentes, o casamento passa a ser tudo; e sendo tudo, passa a ser nada. Quando a instituição do casamento entra em falência na esfera dos valores sociais, quem sofre são as crianças, em primeiro lugar, e o futuro da sociedade.
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