perspectivas

Sábado, 20 Dezembro 2014

Votos de um Natal Feliz !

Filed under: Geral — O. Braga @ 8:16 am
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Segunda-feira, 8 Dezembro 2014

O Frei Bento Domingues e a salvação dentro do mundo

 

O Frei Bento Domingues, na linha do pensamento do “papa Francisco”, tem uma aversão inconfessável à  clausura católica. Por exemplo, é conhecida a sanha do “papa Francisco” em relação aos franciscanos da Imaculada; mas não só: os monges em clausura, em geral, incomodam sobremaneira os modernistas ditos “católicos”.

Nesta linha de pensamento, o Frei Bento Domingues escreve na sua crónica dominical no jornal Púbico:

“O Natal significa que no cristianismo a salvação não se atinge pela fuga ou desprezo do mundo, embora seja essa uma das tentações que, periodicamente, o assaltam.”

Jesus Cristo na montanhaA “táctica” do Frei Bento Domingues — assim como a do “papa Francisco” que segue a Nova Teologia que é uma forma de politização da religião  — é a de criar uma falsa dicotomia entre aqueles que alegadamente “vivem dentro do mundo”, e os outros, que andam enganados, que “vivem fora do mundo”.

Portanto, a salvação adquire aqui um padrão que se aplica a todos como se não existisse a individualidade; a salvação assume aqui a natureza de uma espécie de “receita médica” que se baseia em um qualquer nexo causal fundado no método científico. O Frei Bento Domingues, que tanto defende a diversidade cultural, quando se trata da “salvação” atira a diversidade às malvas.

Ninguém vive fora do mundo.

Mesmo aqueles que se isolam, seja no misticismo ou no seu egoísmo, vivem dentro do mundo. O próprio Jesus Cristo isolou-se na montanha para enfrentar os assaltos do fautor do egoísmo mundano. E quando Jesus Cristo sentiu a necessidade de se isolar, não esteve fora do mundo: pelo contrário, foi ali, isolado na montanha, enfrentando as tentações do mundo, que Ele se encontrou com o mundo.

Ao contrário do que escreve o Frei Bento Domingues, a História (com maiúscula) não é a narrativa de Deus — porque isso seria negar o livre-arbítrio que Deus nos deu. Há muito determinismo no pensamento do Frei Bento Domingues. Deus pode influenciar a História quando quiser, mas não a limita ou reduz a uma Sua narrativa.

A ideia segundo a qual  “a História é uma narrativa de Deus” denota uma visão hegeliana (e, por isso, monista) do mundo, em que o mundo e Deus coincidem de algum modo (Deus sive Natura); é uma forma de ateísmo Espinoziano.

E se é falsa a ideia (porque é falsa a dicotomia de que parte o raciocínio do frade) de que existem uns que “vivem fora do mundo” — os Hílicos do Frei Bento Domingues, que não têm direito à salvação —, e os outros — os Pneumáticos do Frei Bento Domingues — que “vivem no mundo” e por isso podem ser salvos, então segue-se que a crítica do Frei Bento Domingues ao aforismo “fora da Igreja não há salvação” deixa de fazer sentido: quando um princípio está errado, toda a teoria que nele se baseie não pode estar certa. A conclusão do frade acerca da salvação fora da Igreja Católica é non sequitur.

O Frei Bento Domingues é um gnóstico da Antiguidade Tardia virado do avesso: para ele, os que se salvam são os que vivem no mundo (os Pneumáticos na versão do Frei Bento Domingues), e os que não se salvam são os que não vivem no mundo (os Hílicos). É este maniqueísmo infundado do Frei Bento Domingues que transforma a religião em ideologia política; o Bloco de Esquerda não conceberia melhor o cristianismo.

(ficheiro PDF da opinião do Frei Bento Domingues)

Quarta-feira, 19 Dezembro 2012

A história de uma canção de Natal (2)

Filed under: curiosidades — O. Braga @ 10:02 am
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adeste fidelis

http://www.youtube.com/watch?v=_nD5mxkOxMk

A autoria da obra Adestes Fidelis é comummente atribuída a um inglês de seu nome John F Wade, devido a um seu manuscrito datado de 1743. Porém, o manuscrito desta obra musical já existia em 1640 em Portugal, e por isso não pode ser objectivamente da autoria do inglês. Uma obra não pode ser criada depois de já existir.

O autor da obra Adestes Fidelis foi realmente o rei português D. João IV, chamado o “rei músico”, e em cujo espólio foi encontrado o primeiro manuscrito da obra Adestes Fidelis datado de 1640.

Porém, se lermos a Wikipédia em inglês, os anglo-saxónicos continuam a dizer que esta obra musical foi criada depois de já existir. Os ingleses, tal como os americanos depois deles, consideram que tudo o que é bom e belo é sempre de sua autoria.

Domingo, 16 Dezembro 2012

A história de uma canção de Natal

Filed under: curiosidades — O. Braga @ 2:59 pm
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Os americanos consideram a canção de Natal “O Holy Night!” como sendo genuinamente americana. Aliás, regra geral, tudo o que não é americano mas é bom ou belo, é considerado pelos americanos como “genuinamente americano”.
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Sexta-feira, 23 Dezembro 2011

Natal é “quando o Homem quer” ?

Filed under: cultura,politicamente correcto,Religare — O. Braga @ 12:29 pm
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É vulgar dizer-se, hoje, que “Natal é quando o Homem quiser”, no sentido em que a solidariedade humana não tem um tempo específico para existir. Parte-se aqui do princípio segundo o qual as pessoas são tradicionalmente solidárias apenas — ou na maior parte das vezes — na quadra natalícia, e por isso, é necessário que o Natal seja todos os dias. Ora, esse princípio está errado, porque o Natal não é apenas e só uma quadra de solidariedade: para além do simbolismo cristão que nos conduz ao nascimento de Jesus Cristo, o Natal é também a festa da família; e, por isso, é a festa da Vida Humana, e a solidariedade é apenas uma das facetas do Natal.
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Quarta-feira, 15 Dezembro 2010

O que celebram, os secularistas ingleses, no Natal ?

Filed under: cultura — O. Braga @ 3:02 pm
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Em Inglaterra, só 0,8% dos postais de Natal à venda contém uma alusão ao Cristianismo e ao nascimento de Jesus Cristo. Não se trata simplesmente de um problema de procura por parte do mercado; apenas acontece que as empresas não imprimem os postais de Natal alegóricos ao nascimento de Jesus Cristo.
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Quinta-feira, 24 Dezembro 2009

O Natal, do ponto de vista gnóstico

Alguém colocou esta mensagem no meu Facebook:

«Desejo a todos os meu amigos um Belo Natal, recheado com o que maior significado e importância tiver para cada um!»

Desde já quero dizer que não pretendo fazer uma crítica pessoal a quem escreveu essa mensagem; reconheço que é muito difícil a uma pessoa que vive o mundo pós-moderno deixar de ter a obrigação de se referir à quadra natalícia deste modo ― trata-se de um reflexo condicionado pavloviano aplicado à cultura que é imposta por uma elite política gnóstica através dos me®dia. A única alternativa a esta mensagem de Natal, e talvez a única atitude correcta à luz do presentismo gnóstico pós-modernista, seria o silêncio e a total abstenção de alguma referência ao Natal.
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Sábado, 12 Dezembro 2009

A estratégia de Jesus

Filed under: Religare — O. Braga @ 7:48 am
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Estamos a viver agora já o tempo sagrado do Natal, em que evocamos e vivemos pessoalmente o tempo em que Jesus nasceu e viveu. De certa forma, somos transportados para o tempo em que Jesus esteve entre nós, e voltamos a experimentar essa vivência espiritual que se repete todos os anos, anunciando um princípio de um novo ciclo das nossas vidas. Cada Natal é um renascimento espiritual do cristão, é um tempo de balanço das nossas vidas, em que os rituais religiosos e a festa em família e com os amigos nos impelem à participação no sagrado como sendo aquilo que está no fundamento do Cosmos e da sua ordem, e em contraposição ao Caos. Para nós, cristãos, Jesus Cristo é a incarnação desse fundamento da Criação que é Deus, e independentemente do que essa Criação, que é obra de Deus, possa ser nos seus detalhes mitológicos.

Para o cristão, o tempo sagrado significa a expressão da esperança do retorno à transcendência que presidiu ao Tempo primordial da Criação do Cosmos (vulgo “Big Bang”), e por isso, significa a atribuição de um sentido racional à noção de tempo e de espaço. Neste sentido, o cristão não tem medo do Tempo nem este lhe causa alguma angústia ― ao contrário do homem secular que vê no Tempo a expressão do absurdo e de uma angústia vitalícia.
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