perspectivas

Quarta-feira, 20 Fevereiro 2013

Aquilo que o jornal Público escondeu do povo, acerca do caso “Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” versus Áustria”

Tribunal Europeu diz que Portugal viola direitos humanos na adopção por casais do mesmo sexo   PÚBLICO

O jornal Público construiu esta pseudo-notícia. Neste caso, o jornal Público incorreu simultaneamente em sub-informação (escamoteio de factos) e pseudo-informação (propaganda ideológica).

Os factos escamoteados são os seguintes:

  1. Uma mulher austríaca, nascida em 1967, foi mãe solteira de um filho que nasceu em 1995.
  2. O pai biológico do menino reconheceu-o legalmente como sendo seu filho, embora não sendo casado com a mãe biológica.
  3. Posteriormente, a mãe biológica juntou-se a outra mulher (a adoptante), vivendo em concubinato.
  4. As duas mulheres intentaram várias acções em tribunais austríacos no sentido de que o nome do pai biológico fosse retirado do registo civil como pai da criança, e que a mulher “adoptante” tomasse o seu (dele) lugar em termos de “parentalidade”. Ou seja, embora o pai biológico mantivesse o seu interesse na perfilhação da criança e se opusesse às acções judiciais das duas lésbicas, estas pretendiam retirar ao pai biológico o seu direito legal de paternidade em relação à criança. Todas as acções em tribunais austríacos chumbaram as pretensões das duas lésbicas.
  5. As duas lésbicas recorreram para o Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos”, que decidiu 10 contra 7 (longe de unanimidade), o seguinte:

    a) dado que a lei austríaca permite que um homem e uma mulher possam adoptar uma criança, mesmo que os dois não sejam casados, então — diz o Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” — duas lésbicas que não sejam “casadas” (como é o caso delas) também podem adoptar uma criança.

    b) que o pai biológico, mantendo ou não interesse na perfilhação da criança, não tem direitos absolutamente nenhuns nessa perfilhação. E, por isso, segundo o Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos”, o nome do pai biológico deve ser retirado dos dados do registo civil inerentes à criança, e substituído pelo nome da lésbica adoptante. O Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” chega a declarar o seguinte: “a situação do pai biológico, neste caso, é igual à situação de um pai morto ou incógnito”.

    c) finalmente, o Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” declarou o seguinte: “o governo austríaco não forneceu uma prova concludente segundo a qual seria prejudicial para a criança ser educada por um par homossexual ou de ter legalmente dois pais ou duas mães”.

Podem ler aqui, em francês, uma análise detalhada ao acórdão do Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos”.


menino e menina web

  • A diferença, no que respeita à educação de uma criança, entre um par de homossexuais e um casal heterossexuado, é evidente: salta à vista. Essa diferença é algo que todos nós sabemos intuitivamente; não precisamos de frequentar uma universidade para saber isso. Além disso, estudos científicos credíveis demonstram que, de facto, existem diferenças muito importantes para a educação da criança.
  • Retirar o direito de uma criança a ter a sua árvore genealógica é uma violência ilegítima em forma de um acórdão legal. A “homoparentalidade” suprime toda a perceptibilidade carnal da origem da criança, uma vez que ela já não se pode inscrever em duas linhas de parentesco claras. O controlo dos adultos homossexuais sobre a própria origem da criança fá-los aparecerem como o ponto zero da linhagem da criança. Ao decidirem dispensar as vias normais da procriação e da filiação, os adultos homossexuais relegam as gerações anteriores da criança para um lugar marginal: a criança não pode instituí-las como suas raízes pessoais. E tudo isto vai tornar muito difícil o acesso dessa criança à sua própria maternidade e paternidade.
  • O jornal Público é um péssimo exemplo de informação. Não está em causa que o dito jornal, face a uma contenda ideológica, queira advogar uma das partes em detrimento da outra: o que está em causa é que o jornal Público esconda os factos do caso vertente. Esconder os factos transforma o jornal Público num pasquim.
  • Um tribunal que não tenha em devida conta, nas suas decisões, o bom-senso e o senso-comum, é um tribunal ideológico, e não um tribunal de direito. Retirar direitos a um pai biológico em relação a um seu filho é uma violência inaudita. A decisão do Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” revela que os “direitos” LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros] são uma prioridade em relação a quaisquer direitos de outros cidadãos, e por isso, colocou uma ideologia política para-totalitária acima do Direito propriamente dito.

    O Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” perdeu qualquer credibilidade. O Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” não é um tribunal propriamente dito: é um fórum ideológico. E a partir do momento em que o Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” perdeu a sua credibilidade, os países da Europa devem tratá-lo como ele merece: com desprezo.

A ler:

Terça-feira, 13 Novembro 2012

A objectividade jornalística é hoje uma quimera

Filed under: bovinotecnia,me®dia — O. Braga @ 10:33 am
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Não pude deixar de sorrir quando lia este verbete da Helena Matos (Blasfémias) porque, sendo ela jornalista, nele critica os me®dia.

Fez-me lembrar uma situação caricata, ocorrida nos idos da década de 1990, em que um ministro socialista do governo Guterres, confrontado com uma manifestação popular à porta do seu ministério, saiu à rua e juntou-se aos manifestantes… protestando contra as suas próprias políticas!

Um jornal (diário, obviamente; “jornal” vem do provençal “jornada”, que significa “caminho que se anda num dia”) deveria ter um conteúdo noticioso que se circunscrevesse aos factos da actualidade imediata; a notícia é exactamente o relato factual, sem sub-informação e sem pseudo-informação. Um jornal não é um blogue!

Um hebdomadário (uma publicação semanal; também se usa o termo “semanário”; por exemplo, o hebdomadário “Sol”, ou “O Diabo”) tem uma função diferente da do jornal, porque passa geralmente em revista os factos da semana que passou e, portanto, não se concentra no “facto do dia”. E por isso tem um espaço compreensível para a opinião — o que não se deveria passar com um jornal.

O leitor deveria ler uma determinada notícia num jornal e ficar com uma noção dos factos — e independentemente da opinião pessoal do jornalista acerca dos factos relatados na notícia.

Ora, não é isso que acontece, em geral, nos jornais. Basta lermos, por exemplo, o jornal Público: o enviesamento da narrativa jornalística do Público é de tal ordem que até incomoda o leitor mais consciente que procure comparar as notícias com diversas fontes. Já não existem profissionais de jornalismo a sério.

É um facto que, muitas vezes, os me®dia criam factos a partir do Nada. Um jornalista é hoje um contador de estórias em péssimo português. Os factos são criados pelos me®dia como um autor cria o texto de uma peça de teatro sofrível que depois será representada num palco. E segue-se que os próprios me®dia fazem a cobertura jornalística da representação da “peça de teatro” que eles próprios criaram. Mas isso passa-se tanto nos me®dia esquerdistas como nos me®dia neoliberais: a objectividade jornalística é hoje uma quimera.

Sábado, 10 Novembro 2012

A julgar pelo pasquim / jornal Público, Ronald Reagan teve um “casamento moderno”

Mas a fotografia tem uma notável mensagem latente, muito específica. Ao contrário de muitas imagens de casais políticos, em que o marido reclama a sua mulher num gesto simbolicamente possessivo – tocando-lhe no ombro, levantando a sua mão ou beijando-a -, o abraço entre estas duas pessoas parece mútuo. A primeira-dama é, entre muitas outras coisas, uma mulher alta, famosa pelos seus músculos tonificados, e nesta imagem, o abraço é tanto dela como dele. O Presidente parece precisar deste abraço, parece quase dependente e até vulnerável. Os obrigatórios sinais masculinos de liderança – determinação, auto-suficiência e equanimidade emocional – dissolvem-se, obliterados pela comunhão daquelas duas pessoas perdidas no seu próprio mundo.

via O que está numa foto: a definição de um casamento moderno – Mundo – PUBLICO.PT.

A foto de Obama a que o pasquim Público faz referência é esta já a seguir:


As fotos que se seguem são do presidente Ronald Reagan e da sua mulher, Nancy:



A estupidez presentista do politicamente correcto prima pela falácia ad Novitatem e pela tentativa permanente de corte epistemológico mesmo com o passado muito recente. A estupidez presentista do politicamente correcto pretende continuar a guerra perdida pelo marxismo clássico da construção do Homem Novo.

Obama é visto, aqui na foto e no artigo do pasquim Público, ou seja, pela estupidez presentista do politicamente correcto, como o protótipo do “Homem Novo” no “Casamento Novo”; só lhe falta, na foto, o “Cão Novo”, a “Casa Nova”, e o “Admirável Mundo Novo”.

A apologia estúpida e politicamente correcta em relação a Obama transformou-o numa espécie de Rei Midas contemporâneo: tudo em que ele toca se transforma em ouro. O problema é que o povo americano não consegue comer nem digerir metais.

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