perspectivas

Sexta-feira, 9 Agosto 2013

O termo “fascismo” é uma “palavra total”

O termo “fascismo” é uma “palavra total”.

Alguém que baseie a sua mundividência política – e de concepção de Estado – no conceito de “vontade geral” de Rousseau não pode ser, por definição, conservador.

As “palavras totais” eram as palavras utilizadas pelo homem do paleolítico na sua simplicidade de cobrir nexos de significado maiores e comparáveis às imagens existentes – por exemplo, um quadrado gravado numa pedra – representando, em esboços básicos e rudimentares, uma mundividência abrangente. A “palavra total” é hoje uma espécie de slogan que simplifica o que é, em si mesmo, complexo. O politicamente correcto é o domínio da “palavra total” por excelência; é uma espécie de espaço cultural de reificação do homem do paleolítico moderno.

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Segunda-feira, 19 Janeiro 2009

A maçonaria e a revolução russa

Familia Imperial Russa

Família Imperial Russa

No processo da revolução russa, a judaico-maçonaria teve um papel fundamental no assassinato colectivo da família imperial. Num dos compartimentos da casa onde a família do czar da Rússia foi assassinada, foi deixado um símbolo cabalístico ― ver na imagem abaixo ― numa das paredes, repetido 3 vezes em 3 línguas diferentes. Se consultarem um livro com algumas noções básicas sobre a Cabala, poderão verificar que o primeiro dos três símbolos do conjunto corresponde ao “Lamed” (L) do “alfabeto sagrado” da Cabala que, por sua vez, corresponde ao número 30 ― que reduzido ao “número fundamental” cabalístico (3 + 0 = 3) resulta no número 3. O segundo símbolo é a mesma letra (Lamed) escrita em aramaico. O terceiro símbolo é a mesma letra (Lamed) escrita em grego, que corresponde ao Lambda grego.

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Fotografia da época

Segundo a Cabala, o número 30 corresponde ao “Caminho” da “Árvore da Vida” que une Yesod a Hod e que é chamado de “Caminho da Inteligência Colectiva”, em que Yesod fornece as imagens da realidade colectiva, e Hod procede ao julgamento (juízo) dessa realidade colectiva. O “Caminho da Inteligência Colectiva”, a que corresponde o número 30, significa, em termos da Cabala Vulgata, ao julgamento de um determinado colectivo em relação às individualidades que “desafiaram” esse colectivo.

Segundo a Cabala popular e os textos rabínicos ensinados na judaico-maçonaria (Talmude), o L (“Lamed”) simboliza o “coração” que comanda o corpo, e com a morte do coração, o corpo morre. O “coração do corpo russo”, o Czar, foi morto para que todo o corpo (a Rússia cristã) pudesse morrer com ele.

A linha que foi traçada por debaixo dos três símbolos significa o “Princípio Passivo”, isto é, que aqueles homens que executaram a família imperial russa fizeram-no a ordens de alguém que lhes é superior. A linha traçada por baixo de qualquer simbologia cabalística e maçónica significa exactamente esse “princípio passivo” de alguém que obedece ou executa ordens recebidas.

A Cabala judaica em si mesma, não é positiva nem negativa; o que é negativo é o uso que a judaico-maçonaria sempre fez (e faz) dela como um instrumento de guerra aberta ao Cristianismo.

A judaico-maçonaria foi a primeira responsável pelo assassinato cruel de toda a família imperial russa, preferindo o assassinato sem julgamento da czarina e das crianças, ao exílio das mesmas. Os métodos utilizados pela maçonaria, ao longo da História, são obscenamente desumanos e inúteis: as crianças poderiam ter sido poupadas, mas a esquizofrenia maçónica e o medo do julgamento da História assombram a mente maçónica.


Se, como cristão, defendo o direito dos judeus a ter o seu país e a sua religião, também defendo o meu direito a ser cristão sem ser perseguido por um Estado que adopta o naturalismo e o relativismo ético da judaico-maçonaria como doutrina oficial.

Gostaria que este texto não fosse conotado com uma manifestação de anti-semitismo primário. Uma coisa é o ódio à nação judaica, que este sim, é anti-semitismo, e outra coisa é a oposição filosófica e ideológica ao naturalismo da judaico-maçonaria. Confundir estes dois conceitos é pura má-fé.

Em 1884, no seu livro “Freemasonry” (Maçonaria) publicado em Edimburgo (Escócia), o Reverendo George Dillon escrevia:

A ligação judia à maçonaria moderna é um facto estabelecido e manifestado em toda a sua história. As fórmulas judias empregadas pela maçonaria, as tradições judias que são utilizadas no seu cerimonial, apontam para uma origem judaica da maçonaria, ou para o trabalho de apologistas do judaísmo… Quem sabe se por detrás do ateísmo e do desejo do lucro que os impele a perseguir os cristãos e a destruir a Igreja, não existe uma esperança secreta em reconstruir o seu templo, e na maior escuridão abissal da sociedade secreta, não existe uma mais ainda profunda sociedade secreta que procura o retorno à terra de Judá e a reconstrução do templo de Jerusalém?

Acerca da influência do judaísmo na maçonaria, o insuspeito judeu e mação Daniel Béresniak escreve: “(…) é um facto de que as lendas maçónicas tradicionais se inspiram, em grande parte, nos comentários rabínicos da bíblia.” A franco-maçonaria especulativa foi erguida, a partir do fim do século XIV, por sobre os escombros do templarismo que, nos séculos XII e XIII, assumiu um poderio político e económico trans-europeu só visto nas actuais empresas multinacionais. E tal como os imigrantes judeus na Europa foram essenciais para a estruturação do poder económico e político dos templários, a franco-maçonaria especulativa nasceu da reestruturação dos princípios adoptados e impostos pelos templários nas lojas maçónicas operativas construtoras de catedrais, onde proliferavam os imigrantes judeus.

Sobre o tema da conotação anti-semítica que a judaico-maçonaria atribui ― de uma forma despropositada e atrabiliária ― aos cristãos, falarei noutra ocasião. Se, como cristão, defendo o direito dos judeus a ter o seu país e a sua religião, também defendo o meu direito a ser cristão sem ser perseguido por um Estado que adopta o naturalismo e o relativismo ético da judaico-maçonaria como doutrina oficial.

A verdade é que a revolução russa foi claramente coadjuvada pela judaico-maçonaria. Vários testemunhos de gente ilustre corroboram esta ideia; sabemos até que Estaline era filho de pai judeu-russo, e uma grande percentagem dos membros da nomenclatura soviética ― e dos países satélites do leste da Europa ― era de ascendência judia.

O argumento recorrente de que “não existiam muitos judeus na maçonaria dos séculos 19 e princípios do século 20”, é um argumento falacioso. Sendo que as comunidades judaicas na Europa do princípio do século XX detinham um considerável poderio económico e actuavam em bloco, porém os membros dessas comunidades não usufruíam ― por motivos culturais e religiosos inerentes à maioria da população ― de uma grande notoriedade social, isto é, por mais ricos que fossem os judeus da Europa, eles não pertenciam à elite política. As lojas maçónicas funcionavam, assim, como uma alavanca política que permitia que as comunidades judaicas endinheiradas pudessem manipular na sombra a política da Rússia czarista ― e de outros países ―, utilizando para o efeito uma sociedade secreta composta, na sua maioria, por europeus oportunistas políticos e radicais “putschistas” de circunstância.

O facto de a Cabala ― de origem judaica ― ter sido (e ainda é, em algumas lojas maçónicas) a “bíblia” da maçonaria, demonstra sem dúvidas nenhumas a estreita ligação entre o judaísmo e a maçonaria especulativa, essencialmente a partir do século 16.


Durante o processo da revolução russa que culminou com o comunismo soviético, a maçonaria desempenhou um papel que ― metaforicamente ― podemos chamar de “catalizador”. Quando os bolcheviques controlaram o poder, uma grande parte dos maçãos compreenderam que, em última análise, tinham sido os “idiotas úteis” em todo o processo.

A história do papel da maçonaria na revolução russa “repetiu-se” em muitas outras ocasiões durante o século XIX e XX. Por exemplo, a Grande Loja de Itália apoiou aberta e fervorosamente a consolidação do poder de Benito Mussolini, mesmo sabendo da posição política de Mussolini contrária à existência da maçonaria desde o princípio da segunda década do século XX, quando o ditador foi um militante activo e proeminente do partido socialista italiano.
Como membro do partido socialista italiano, Mussolini sempre foi contra a maçonaria. Contudo, a Grande Loja de Itália conseguiu que o governo fascista de Mussolini fosse reconhecido a nível internacional, e depois disso, Mussolini decretou o fim da maçonaria italiana a partir de Maio de 1925.

O mesmo aconteceu com Hitler: é bastamente sabido que os herdeiros dos Illuminati alemães apoiaram o partido nazi nos primeiros anos de existência para depois acabarem por serem perseguidos pelo regime nazi. A 7 de Abril de 1933, o mação Bordès que era o Grão-mestre da maior obediência maçónica alemã ― a “Grande Loja Aos Três Globos”, criada pelo imperador Frederico II em 1740, e que à data tinha 182 lojas e 22 mil membros ―, escreveu uma carta a Hermann Goering em que prestava vassalagem ao ideário nazi de supremacia alemã na Europa.

Outro Grão-mestre de uma obediência maçónica alemã, Feistkorn, que superintendia à “Grande Loja Real York” ― criada em 1798, com 107 lojas e 11 mil membros ―, escreveu ao ministro do Interior nazi uma carta na qual propunha a supressão do nome “mação”, o corte das relações com as obediências estrangeiras, a eliminação do ritual de toda a referência hebraica, e a sua total remodelação inspirada unicamente na mitologia nórdica. O mesmo Feistkorn dirige-se a Goebbels, na sua qualidade de ministro da propaganda do regime nazi, propondo-lhe os seus serviços.

De nada valeu o tradicional oportunismo político ― que privilegia o tráfico de influências ― da judaico-maçonaria; as lojas maçónicas prussianas foram fechadas em 1935 pelos nazis.


A maçonaria introduziu-se profundamente entre os mencheviques, mas conseguiu também alguma penetração entre os bolcheviques. Entre os maçãos bolcheviques, destacam-se os nomes do advogado N. D. Solokov, e de Stépanov-Skvortsov que foi um grande amigo de Lenine. O próprio Lenine, quando se encontrava no exílio em França e na Suíça, frequentou as lojas maçónicas desses países ― isto é um facto historicamente comprovado exarado nos chamados “processos-verbais” de algumas lojas maçónicas de Paris e da Suíça.

Poderia citar aqui uma lista extensa de nomes de políticos russos intimamente associados à maçonaria que influenciaram a revolução russa, mas seria despiciendo num postal como este. Porém, o primeiro presidente do Conselho do Governo Provisório russo, o príncipe Lvov, pertencia à maçonaria, assim como Kérenski que o substituiu nas funções. O presidente da Duma, Goutchkov, que foi ministro da Guerra, pertencia à maçonaria. Por entre empresários, polícias, deputados, ministros, diplomatas e políticos em geral, o número de membros da maçonaria entre os mencheviques e bolcheviques, em termos de proporção razoável, era anormalmente enorme.

O que sempre moveu a judaico-maçonaria no processo da revolução russa ― como desde sempre e em toda a Europa ― foi o seu anti-cristianismo, que muitas vezes é confundido com um simples anti-clericalismo. O anti-clericalismo e o laicismo maçónicos são simples capas que escondem uma realidade mais profunda: a intenção maçónica de destruir a cristandade. Por isso, embora Lenine, Hitler e Mussolini não simpatizassem com a maçonaria, partiram do princípio de Realpolitik de que “os inimigos dos meus inimigos, meus amigos são”, e apoiaram a maçonaria enquanto esta lhes foi útil. Com a instauração do regime comunista soviético, a maçonaria conseguiu parcialmente o que queria: a perseguição do Cristianismo na ex-URSS, mesmo que sacrificando a liberdade na Rússia, e à custa da própria perseguição à maçonaria por parte dos comunistas.

Bibliografia: colectânea de Daniel Béresniak. Hilaire Belloc. “La Dictature des Puissances occultes” ― Comte de Poncins. “ Maçonaria” ― George Dillon. “A maçonaria universal” ― Miguel Martín-Albo. “The Lost Word” ― Ricardo De la Cierva. Colectânea de F. Bernard-Termés.

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