perspectivas

Quinta-feira, 5 Maio 2011

A ética de Kant e a política portuguesa

Filed under: ética,cultura,filosofia,Política,Portugal — O. Braga @ 8:49 am
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É conhecido o princípio kantiano do imperativo categórico : “age apenas de acordo com uma máxima tal, que possas querer que ela se torne, simultaneamente, uma lei universal”. O imperativo categórico de Kant corresponde, grosso modo, ao princípio popular que diz que “não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti” (trata a ética pela negativa).
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Sábado, 19 Fevereiro 2011

Peter Singer e a defesa da bestialização do ser humano

A ser verdade o que está escrito aqui, Peter Singer considera que 1) “a evolução é neutra no que respeita aos valores” [éticos e morais], por um lado, e que 2) “na medida em o nosso senso moral evoluiu, este serve para aperfeiçoar a nossa capacidade reprodutiva”, por outro lado.

O que Peter Singer diz, na segunda proposição, é que o nosso senso moral evoluiu; mas antes tinha dito, na primeira proposição, que a evolução é neutra em relação aos valores éticos e morais. A pergunta é: esta tese está de acordo com a realidade?
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Segunda-feira, 19 Abril 2010

A eliminação da culpa

Freud está para a psiquiatria/psicologia como Nietzsche está para a filosofia. Ambos deixaram uma espécie de vírus ideológico nas respectivas áreas de intervenção. Ambos criaram falsas teorias a partir de evidências de senso-comum que permanecem como um vírus nas memórias de quem os leu ou estudou.

Freud eliminou a moral e a liberdade humanas; transformou o Homem em um autómato. A política totalitária adoptou Freud; o marxismo cultural, que aumentou a sua influência na nossa sociedade a partir da queda do muro de Berlim, não pode sobreviver sem Freud nos intestinos da sua estrutura ideológica. E o mais perverso que Freud nos trouxe foi a justificação mecanicista e robotista da culpa — como se o Homem tivesse um mero software no seu cérebro que pode ser modificado sem dano para ele próprio e para a sociedade. Através da justificação mecânica da culpa, fenómenos de despersonalização criaram mecanismos psicológicos de defesa contra a culpa, o que levou à insensibilização social — já não falando aqui no homem-robô dos campos de concentração nazi ou dos Gulag.
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