perspectivas

Quarta-feira, 18 Abril 2012

A verdade, professor Carlos Fiolhais, é que a ideia da ‘auto-correcção’ da ciência, parece ser utópica

“Os financiamentos da Universidade portuguesa ainda não são medievais para para lá caminham se o aperto continuar por muito tempo.”

via Carlos Fiolhais: Financiamentos medievais para a Universidade.


“Dr. Casadevall, now editor in chief of the journal mBio, said he feared that science had turned into a winner-take-all game with perverse incentives that lead scientists to cut corners and, in some cases, commit acts of misconduct.”

NYT : A Sharp Rise in Retractions Prompts Calls for Reform


O professor Carlos Fiolhais confunde medievalismo e barbárie. O que se passa hoje com a investigação científica não é medievalismo, ou uma tendência medievalista: em vez disso, é barbárie. Em uma grande parte dos casos, a investigação científica transformou-se em um instrumento ideológico de acção do politicamente correcto sustentada à custa de grande quantidade — em alguns países, obscena — de dinheiro dos contribuintes.

A investigação científica politicamente correcta e ideologicamente orientada trabalha em mãos dadas com os me®dia: os investigadores científicos inventam e criam [como quem cria arte], e os me®dia fazem a propaganda política cientificista e politicamente correcta.

Se Karl Popper vivesse hoje certamente que se retractaria no que diz respeito à ideia da “auto-correcção da ciência”, porque parece que é preciso que exista uma espécie de “polícia” exterior à comunidade científica para que a ciência se auto-corrija.

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Segunda-feira, 19 Setembro 2011

Caros ateístas: a negação de uma metafísica é sempre uma metafísica!

«1. Só aceito algo como verdadeiro se tiver provas disso.
2. Não é possível provar uma negativa, por isso o ónus é de quem afirma que Deus existe.
3. Não existem provas da existência de Deus.
Logo sou ateu!»

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Segunda-feira, 18 Agosto 2008

Guilherme de Occam e a crença do cientificismo

Podemos dizer que o positivismo que deu lugar ao cientificismo pós-moderno iniciou-se com Guilherme de Occam (1290 ― 1348), a última grande figura da Escolástica e a primeira da Idade Moderna. Occam ficou celebrizado pelo princípio conhecido como “Navalha de Occam”, segundo o qual o conhecimento implica uma relação imediata, e sem intermediários de qualquer espécie, entre o sujeito cognoscente e a realidade conhecida (princípio que regula o Empirismo).
Um exemplo de um “intermediário” que Occam rejeitaria poderia ser a estátua da sereia que podemos ver na baía de Copenhaga: segundo Occam e o empirismo, a estátua da sereia de Copenhaga nunca conduziria ao conhecimento das sereias se não se conhecesse previamente o conceito do que é uma sereia. Portanto, segundo Occam, a estátua da sereia (o “intermediário”) é inútil para o processo de conhecimento.

Mas será que as sereias existem? O empirismo científico iniciado por Occam não pode provar a não-existência de sereias. Quando alguém ouvir a um “cientista” dizer que “está provado que as sereias não existem”, pode dizer-lhe, com a maior autoridade do mundo, que ele mente; ou, em alternativa, convide esse “cientista” a explicar como é que a ciência chegou a essa conclusão.
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